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Veja o que uma loja em Veneza fez para salvar seus livros das enchentes

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Rhaisa Gaz, no BurnBook

Durante o inverno em Veneza, as marés altas do Mar Adriático fazem com que, muitas vezes, as águas invadam casas e estabelecimentos à beira dos canais. Suas construções antigas rodeadas de água por todos os lados podem ser lindos e inspiradores, mas se transformam em um enorme problema nessa época. Isso fez com que a cidade tenha também uma das mais belas livrarias do mundo, a Libreria Acqua Alta.Para proteger seus livros, a livraria fez uma decoração que não só salvou seus produtos como a tornou um local exótico e estonteante: os livros ficam dispostos em gôndolas, banheiras, barcos e outras peças, que os protegem e, ao mesmo tempo, embelezam o local.

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Alguns livros já destruídos são utilizados como barricadas e até escadas na Acqua Alta, tornando o cenário ainda mais fantástico.

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Acqua Alta conta com mais de 100.000 livros, mapas, quadros e outros objetos espalhados por todo o ambiente.

A livraria foi fundada em 2004 por LuigiFrizzo, e rapidamente se tornou um sucesso, um ponto turístico bastante incomum, mas que carrega todo o charme e excentricidade dessa cidade sustentado por ripas de madeira há séculos.

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Fonte Hypeness

CONHEÇA CINCO DAS LIVRARIAS MAIS BONITAS (E EXCÊNTRICAS) DO MUNDO

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Teca Machado no Burn Book

É apaixonado por livrarias, um bookaholic assumido e um leitor compulsivo?

Então tenho certeza que você morre de felicidades ao ver uma livraria no seu caminho. E se for uma livraria bonita, melhor ainda.

Que tal conhecer cinco das livrarias mais bonitas do mundo?

1. City Lights Bookstore, em São Francisco

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Um canto especial para a poesia! Ela foi fundada pelo poeta Lawrence Ferlinghetti, por isso todo o segundo andar do local é dedicado a um espaço de poesia. Mas em toda a livraria há cadeiras estrategicamente colocadas para que os clientes gastem tempo para escolher qual título levar para casa.

2. Word on the Water, em Londres

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Essa livraria é numa barca. Você pode subir a bordo e fuçar pela coleção (e ainda brincar com os gatos do dono do lugar), ou ficar em terra firme para assistir leituras de poesias e música ao vivo, que acontecem no teto da barca.

3. Boekhandel Dominicanen, na Holanda

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Além da arquitetura incrível, escolher livros dentro de uma igreja com mais de 700 anos é uma experiência que você só terá lá.

4. Libreria Acqua Alta, em Veneza

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Essa livraria é facilmente um dos lugares mais memoráveis e estranhos de Veneza. A loja em si é pequena e recheada de livros que caem de gondolas, banheiras e pequenos barcos. Você pode mergulhar seus pés no canal enquanto lê ou subir uma escada feita inteiramente de livros.

5. Cook & Book, em Bruxelas

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Parte livraria e parte café. A loja é dividida em nove cômodos e cada um deles contém uma seção diferente (música, ficção, infantil, viagem, HQ…). Mas o melhor de tudo é que cada seção é completamente diferente da outra e tem seu próprio design especial e único. Tem até mesmo um cômodo britânico que se parece com um pub.

Dicas que as Livrarias poderiam aprender com as Lojas de Quadrinhos

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Apesar de atrair um público semelhante, as Livrarias e as Lojas de Quadrinhos, sempre preservaram diferenças notáveis entre si. E apesar de hoje em dia os dois ambientes buscarem uma harmoniosa fusão dentro de grandes empresas do ramo, ainda se nota uma desnecessária distância entre ambos.

Considerando que 2016 foi o melhor ano de vendas de HQs desde 1997, é visível que o negócio dos quadrinhos voltou a prosperar com a ajuda inegável das adaptações cinematográficas.
Como todo bom leitor eu amo uma boa livraria, mas creio que sempre há espaço para melhorias, e veremos aqui que muitas delas podem ser aprendidas com sua vertente colorida, superpoderosa, e obcecada por continuidade.

Construa, e eles virão
Antes de decidir me estabelecer definitivamente em São Paulo, eu aproveitava cada visita rápida para percorrer algumas das lojas de quadrinhos mais conhecidas da cidade. Mesmo sem saber me locomover pela metrópole, arriscava me desviar quilômetros do meu roteiro original de viagem, só para perder algumas horinhas na Comix Book Shop, Geek.Etc e outras do tipo que, apesar de trabalharem no mesmo ramo, quem conhece sabe que possuem particularidades únicas. Algumas são especialistas em Mangá, outras perfeitas para se encontrar números antigos, e uma grande parte delas oferece um espaço dinâmico com mesas para RPG, eventos esporádicos, e um point fixo para encontro de fãs do estilo.

Em resumo, as gibiterias aprenderam a agregar valor aos seus produtos. Algo que traga o público à loja por razões alheias aos quadrinhos, tornando-se praticamente um ponto turístico para os leitores de fora. E acredito que algumas livrarias poderiam investir em alguns espaços temáticos nesses modelos, com atrações periódicas e itinerantes em sua rede de lojas.

Algo como o “Mês Stephen King”, por exemplo. Com sessões de filmes baseados no trabalho do autor, oficinas literárias e palestras com autores nacionais do mesmo gênero, concurso de contos, sorteio de kits e brindes e, claro, descontos nos exemplares do mestre do terror durante o evento.

Nem todo evento precisa ser ‘literalmente’ literário

Muitas redes de livrarias já possuem espaços adequados para esses tipos de eventos, algumas portando teatros excelentes, porém, diversas vezes mal utilizados pela falta de variedade e criatividade de temas, deixando o público bocejando ao conferir o calendário de atividades.
Nossa sugestão é usar esses ambientes para hospedar pocket shows de comédia, microfones abertos, aulas de teatro, torneios de Card Game, e outras semânticas que pouco, ou nada, tem a ver com livros. Os eventos trazem as pessoas para a loja, e quando lá estão eles compram coisas pela impulsividade. Isso é matemática simples.

Antecipe os lançamentos

Devido a longevidade e continuidade dos quadrinhos, os seus leitores sempre sabem quais serão os próximos lançamentos das suas séries favoritas, permitindo um planejamento mensal antecipado dos compradores, que podem deixar as edições desejadas pagas e reservadas na loja. Gerando uma pré-venda natural dos exemplares.

As editoras anunciam seus lançamentos com semanas de antecedência na internet através de sites e blogs literários, mas nas livrarias só ouvimos falar deles depois de lançados e expostos nas prateleiras. A ideia aqui é criar o seu próprio boletim de notícias, com capas e sinopses dos próximos livros à venda, incluindo cupons de desconto, e promovendo uma excitação dos frequentadores para retornar a livraria. Como um plus a mais, contrate alguns blogueiros para preencher as páginas com matérias, e tornar o seu boletim irresistível ao público.

Seja um de nós

Faça parte da comunidade dos seus leitores. Isso é importante.
As lojas de quadrinhos já estão acostumadas com frequentadores portando armadura, maquiagem, máscaras e todo tipo de fantasias, e no fundo eles sabem que toda essa indumentária acaba compondo um atrativo a mais para o comércio.

Seus leitores também serão seus divulgadores se sentirem que, de alguma forma, fazem parte daquele ambiente. Promova concursos de cosplay, caças ao tesouro, e outras ações do estilo que deixem o público entretido e interagindo com o ambiente. Isso gerará uma constância na frequência, além de atrair um público todo novo.

Livrarias sentem crise e ‘efeito Amazon’

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A comercialização de livros no País recuou 8,9%

A comercialização de livros no País recuou 8,9%

 

Publicado no A Tarde

Vender livros no Brasil não é tarefa fácil, ainda mais quando a economia anda para trás. Em 2016, a comercialização de livros no País recuou 8,9%, comprometendo a rentabilidade de editoras e, principalmente, de livrarias. Enquanto os produtores de livros sofreram com o cenário macroeconômico, o varejo tradicional teve de lidar também com a migração do cliente para as vendas online e com a chegada de uma poderosa concorrente: a americana Amazon.

O resultado foi um baque nas contas das grandes livrarias, que empreenderam forte expansão nos últimos anos, incentivadas pelas empresas de shopping centers, que viam as megastores culturais como “âncoras” de seus centros comerciais. “Muitas redes cresceram de forma desordenada e fora das regiões onde tinham público cativo, nem sempre com bons resultados”, disse uma fonte de mercado.

A dificuldade de repasse da inflação para os preços é um dos pontos de estresse do setor. “Meu livro mais ‘pop’ de 2008 tinha preço de capa de R$ 29,90. No ano passado, minha grande aposta custava, novamente, R$ 29,90”, compara uma fonte de uma grande editora nacional. O valor médio por obra hoje é de R$ 38,66. Embora tenha havido uma reposição de 15% nos últimos dois anos, o desconto médio aplicado pelo varejo é de 17,9%, o que faz o preço médio real ser de R$ 31,74. “Os custos cresceram, mas a receita do setor não acompanhou”, diz Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

Em dois anos, a Livraria Cultura viu sua receita cair 17%. Um dos grandes vilões da operação da empresa foi a aposta em uma loja no centro do Rio de Janeiro, dizem fontes do mercado editorial. Ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Conselho de Administração da Cultura, Pedro Herz, admitiu que a unidade traz desafios, em grande parte por sofrer com a retração de vendas decorrente da situação econômica do Rio e com os protestos que costumam ser realizados na região, próxima à Câmara Municipal.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a empresa, que compra os livros por consignação, tem repassado às editoras o dinheiro referente às vendas com atrasos que chegariam a seis meses. “As editoras não têm condições de suportar esse atraso por muito tempo”, disse uma fonte. Herz, porém, garante que não há atraso. Segundo ele, o que houve foi uma renegociação dos prazos com as editoras.

Fnac. Além da Cultura, outras varejistas enfrentam desafios. Na semana passada, a francesa Fnac anunciou que busca um parceiro no País, onde vem tendo resultados abaixo do esperado. A Saraiva tem reduzido sua aposta nos livros e ampliado espaço para tecnologia, games e aluguel de área para cafés. A companhia vendeu sua editora e, mesmo assim, continua registrando prejuízo – nos nove primeiros meses de 2016, as perdas foram de R$ 27,9 milhões.

A Livraria da Vila diminuiu o tamanho de sua loja no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, de 2,5 mil m2 para 400 m2 e deve fazer o mesmo na unidade do shopping JK Iguatemi, que tem 1,7 mil m2. De acordo com o dono da empresa, Samuel Seibel, essas operações não seguem o padrão da rede, cujas lojas têm em média 750 m2.

Justamente nos últimos dois anos, quando os resultados das livrarias começaram a piorar, a gigante Amazon iniciou sua operação de livros físicos no Brasil. A companhia americana caiu nas graças das editoras porque, ao contrário das principais livrarias físicas, compra os livros, em vez de pegá-los em consignação.

Uma grande editora disse ao jornal O Estado de S. Paulo que as vendas de seus livros por meio da Amazon, que eram próximas de zero há dois anos, representaram 10% do faturamento em 2016. Outra companhia afirmou que suas vendas dentro da Amazon cresceram 70% no ano passado.

Segundo a empresa americana, ter estoque próprio ajuda a deixar a operação mais “redonda”. Para Daniel Mazini, gerente-geral para livros impressos da Amazon Brasil, a aquisição dos exemplares deixa o fluxo de caixa das editoras mais previsível. As livrarias Cultura, Nobel, da Travessa e da Vila, no entanto, afirmaram ao jornal O Estado de S. Paulo que a Amazon ainda não as preocupa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Texto de Fernando Scheller e Luciana Dyniewicz

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