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Livros sofrem variações de preços de até 121% entre lojas físicas e online

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Levantamento da InfoPrice e Sieve apontam variações de 35 livros nas dez principais redes de livrarias físicas e online de São Paulo

Publicado no IDGnow

Consumidores já devem ter notado a diferença entre preços de livros comprados em lojas físicas e aqueles comprados em sites de e-commerce.

Segundo uma pesquisa realizada pela InfoPrice, que atua em inteligência e pesquisa de preço no varejo físico em parceria com a Sieve, empresa que atua na área de inteligência de preços e conteúdo digital no e-commerce, a variação de preços entre lojas físicas e online quando se trata de livros pode chegar a 121%.

Para a pesquisa, foram mapeados os preços de 35 livros nas dez principais redes de livrarias físicas e online de São Paulo, entre os dias 15 e 22 de abril.

De acordo com o levantamento, o livro “Bela Cozinha”, da Bela Gil, apresentou variação de 80%, tendo sido encontrado por R$ 27,70 em uma loja online e por R$ 49,90 numa loja física.

Outro exemplo, o livro “A Parisiense – o Guia de Estilo”, de Ines de La Fressange, apresentou preços entre R$ 29,20 e R$ 49,90, uma variação de 71% entre loja online e loja física, respectivamente.

Quando analisados os dados apenas das lojas online, o estudo mostrou maior incidência de variação de preços. O livro “Philia”, do Padre Marcelo Rossi, apresentou preços entre R$ 9,80 e R$ 19,90, uma alteração de 103%.

Já o livro “O Monge e o Executivo – Uma História Sobre a Essência da Liderança”, de James C. Hunter, foi encontrado com preços de R$ 15,85 até R$ 29,90, uma diferença de 89%.

Livro considerado o oitavo da saga “Harry Potter” tem lançamento previsto para julho

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Nos cinemas, Daniel Radcliffe deu vida ao bruxo Foto: Divulgação / Divulgação

Nos cinemas, Daniel Radcliffe deu vida ao bruxo Foto: Divulgação / Divulgação

 

“Harry Potter and the Cursed Child” retoma um dos maiores fenômenos literários

Nathalia Carapeços, no Zero Hora

Em 2016, a estreia da saga Harry Potter nos cinemas completa 15 anos. Desde o primeiro livro de J.K. Rowling, lá se vão quase duas décadas. Mas o tempo parece não ter passado para o menino bruxo: o fenômeno se renova a cada ano e, agora, os fãs estão à espera de Harry Potter and the Cursed Child, considerado o oitavo título da série. O anúncio da nova obra em versões digital e impressa, com lançamento previsto para 31 de julho (aniversário da autora e do protagonista), agitou os pottermaníacos e também intrigou os apaixonados pela coleção.

J.K. teve de explicar mais de uma vez nas redes sociais: não é um romance, muito menos uma história anterior ao primeiro livro. É, sim, o texto da peça de teatro homônima, que estreia em julho deste ano – o espetáculo é baseado em uma nova história criada por J.K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany. O que se sabe até agora é que o enredo também dará protagonismo a Alvo Severo, segundo filho de Harry, que precisa lidar com o peso do legado familiar. Dezenove anos depois da Batalha de Hogwarts, o esposo de Gina se tornou um funcionário do Ministério da Magia, mas segue lutando contra um passado que se recusa a ficar para trás. Pai e filho terão de enfrentar a escuridão que virá de lugares inesperados.

– Estou meio dividido com esse livro, não quero criar muita expectativa. A J.K. Rowling colaborou, mas não foi só ela que escreveu. Alguns fãs acham que ela deveria lançar um novo romance, ou não fazer nada. Acho que pode até decepcionar quem não está esperando por um script, mas eu encaro como o oitavo livro mesmo, acredito na autora – conta o fã Marcelo Neves, um dos criadores do site Potterish, que está entre os principais portais brasileiros sobre Harry Potter.

Novidades da saga também no cinema

Auge das novidades divulgadas nos últimos anos, o lançamento do volume inédito é um exemplo de como a saga se mantém viva em diferentes frentes com o passar dos anos: de parques temáticos a obras literárias e cinematográficas inspiradas na série. Ativa nas redes sociais, J.K. se esforça para continuar próxima aos fãs, sempre prometendo novidades sobre o mundo de Potter – além do espetáculo e do novo livro, neste ano também estreia o longa-metragem spin-off Animais Fantásticos e Onde Habitam. Essa relação com o público é primordial para a história ganhar sobrevida a cada dia, explica Regina Zilberman, professora da UFRGS e pesquisadora da área infantojuvenil:

– É um esforço dela, afinal, ela é profissional. Mantém a história viva pelos instrumentos que tem à disposição. A autora estimula, alimentando o processo, há o mercado que tem interesse e, por fim, existem os fãs da história, seus seguidores.

O fenômeno de proporções internacionais – que influenciou mais de uma geração de leitores – e a contribuição para a redescoberta do gênero fantasy fiction nos anos 1990 fizeram Harry Potter entrar para a lista dos principais livros infantojuvenis das últimas décadas. O personagem também abriu espaço para outras obras desse mesmo estilo.

Ele é clássico no sentido de que formou um público e fomentou uma corrente que é muito forte na literatura contemporânea. Dá até para fazer um paralelo: o que foi Monteiro Lobato nos anos 1950 é a Rowling desde o final dos anos 1990. Uma geração de leitores se formou com Harry Potter – avalia Regina.

Ainda não há uma data certa para a versão traduzida de Harry Potter and the Cursed Child chegar ao Brasil. A boa notícia é que o título já está para pré-venda, em inglês, em livrarias como Saraiva e Cultura, além do iBooks. Depois, ainda será lançada uma edição definitiva de colecionador.

*Colaborou Vitória Lemos

Por onde eles andam?
Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint deram vida no cinema ao trio de bruxos mais famoso da literatura infantojuvenil nos últimos anos. Saiba como cada um seguiu na carreira após o término dos longas da saga Harry Potter.

Daniel Radcliffe (Harry Potter)
O ator participou de diferentes produções, mas ainda tenta se desvencilhar do legado do personagem. No auge da saga, surpreendeu os fãs ao ficar nu no palco para encenar a peça Equus, que estreou em 2007. Já em 2012, estrelou o filme de terror A Mulher de Preto e, em seguida, protagonizou a comédia romântica Será que?. Também teve trabalhos na TV, como Diário de um Jovem Médico. Recentemente, esteve em Victor Frankenstein (2015). Neste ano, participará dos longas Swiss Army Man e Truque de Mestre 2.

Emma Watson (Hermione Granger)
Entre os três atores principais de Harry Potter, Emma Watson certamente foi a que despontou com mais força após o término da saga. Elogiada pela crítica, a eterna Hermione estrelou longas como As Vantagens de Ser Invisível e Bling Ring: A Gangue de Hollywood. Em 2014, esteve no elenco da história bíblica Noé. Em breve, deve aparecer no filme The Circle e em uma nova versão de A Bela e a Fera. Ela também foi convidada recentemente para ser professora visitante na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Rupert Grint (Rony Wesley)
O ator não engrenou na carreira depois da atuação em Harry Potter. Chegou a participar de outros longas, mas sem papéis de muita expressão. Esteve no elenco da comédia Matador em Perigo, foi protagonista de Cherrybomb e também estrelou o drama Entre Inimigos, além de outras produções. Sua próxima atuação será em Moonwalkers, com estreia prevista para este ano.

TJ-RJ proíbe venda e divulgação de ‘Mein Kampf’, autobiografia de Hitler

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Juiz acatou pedido do MP e pediu busca e apreensão do livro. Legislação brasileira criminaliza a divulgação de ideias e símbolos nazistas.

Publicado no Portal O Dia

dsc_1026-11454524877O juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara Criminal da Capital, determinou nesta quarta-feira (3) que sejam proibidas a comercialização, exposição e divulgação do livro “Mein Kampf – Minha Luta”, autobiografia de Adolf Hitler, escrito em 1925 pelo líder nazista. A ação cautelar foi ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Quem descumprir a decisão terá que pagar multa de R$ 5 mil.

Mandados de busca e apreensão já foram expedidos. Diretores de livrarias em que ocorrem as buscas serão nomeados como os depositários dos livros apreendidos. O juiz deu o prazo de cinco dias para que as livrarias e seus representantes legais apresentem resposta.

“É importante destacar que o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou sobre o tema, oportunidades em que se posicionou pela tutela das garantias das pessoas humanas em detrimento de atos discriminatórios e incentivadores de ódio e violência”, lembrou o juiz, na sentença.

De acordo com o juiz Alberto Salomão Júnior, o livro incita práticas de intolerância contra grupos sociais, étnicos e religiosos e recorda que a discriminação à pessoa contraria valores humanos e jurídicos estabelecidos pela República, o que justificaria a proibição da obra.

“Registre-se que a questão relevante a ser conhecida por este juízo é a proteção dos direitos humanos de pessoas que possam vir a ser vítimas do nazismo, bem como a memória daqueles que já foram vitimados. A obra em questão tem o condão de fomentar a lamentável prática que a história demonstrou ser responsável pela morte de milhões de pessoas inocentes, sobretudo, nos episódios ligados à Segunda Guerra Mundial e seus horrores oriundos do nazismo preconizado por Adolf Hitler”, avaliou o juiz.
Fonte: G1

Maiores livrarias do Brasil se recusam a vender “Minha Luta”, de Hitler

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Edição da Centauro foi rejeitada pelas principais livrarias do Brasil | Foto: Reprodução / CP

Edição da Centauro foi rejeitada pelas principais livrarias do Brasil | Foto: Reprodução / CP

 

Uma das obras mais polêmicas já publicadas, entrou em domínio público este ano

Publicado no Correio do Povo

As maiores livrarias do Brasil (Saraiva, Cultura, Travessa e da Vila) decidiram não vender em suas lojas físicas e virtuais a edição impressa de “Minha Luta”, de Adolf Hitler, lançada pela editora Centauro e disponível no mercado desde o dia 4 de janeiro.

Uma das obras mais polêmicas já publicadas, entrou em domínio público este ano e vem gerando debates sobre a necessidade de sua reedição para um público mais amplo. A Saraiva e a Livraria Cultura preferiram não explicar os motivos, dizendo apenas se tratar de uma ação comercial.

Já o diretor de Comunicação e Marketing da Livraria da Travessa, Benjamin Magalhães, explicou que não cadastrou a edição da Centauro em suas unidades para a venda porque esta não traz comentários ou notas explicativas contextualizando o conteúdo livro. “Vamos vender em nossas unidades apenas as edições comentadas e contextualizadas. Assim, pretendemos comercializar a edição a ser lançada pela Geração Editorial, que vai trazer essas informações junto com o conteúdo de ‘Minha Luta'”, afirmou. “Consideramos de extrema necessidade explicar o conteúdo de uma obra tão polêmica.”

A Geração promete lançar em março sua edição (que vai ter cerca de mil páginas e com tradução de William Lagos) a partir de uma edição norte-americana editada em 1939. O volume terá 354 notas explicativas, além de dois textos introdutórios de especialistas e uma nota do publisher da editora, Luiz Fernando Emediato, em que apresenta sua justificativa para lançar a obra.

Já Flávio Seibel, diretor Comercial da Livraria da Vila, prefere esperar pelo volume comentado da Geração. “Se nosso departamento comercial decidir vender essa edição, vamos cadastrá-la em nosso sistema para uma eventual procura tanto em nossas lojas físicas como na venda por internet.” Para Seibel, o conteúdo do livro traz o pensamento de seu autor. “Não estamos aqui para julgar e nem para condenar nada. Não podemos deixar de vender livro nenhum. Já comercializei livros que negam o Holocausto”, afirma.

Por outro lado, a livraria Martins Fontes comercializa a edição lançada pela Centauro em sua loja da Avenida Paulista, além de atender pedidos pela internet. “Não podemos julgar se vamos ou não vender um livro por causa do seu conteúdo. O livro, apesar do racismo e de inverdades, é um documento histórico e, como tal, é importante”, disse o diretor executivo Alexandre Martins Fontes.

Ednilson Xavier, diretor da Livraria Cortez, que tem uma unidade em São Paulo, revelou que não comercializa o volume da Centauro por problemas de distribuição da própria editora. “Por se tratar de uma empresa pequena, a Centauro tem dificuldades em distribuir seus livros para livrarias menores. Se não fosse isso, teríamos certamente o livro em nossa loja.”

Proprietário da Centauro, Adalmir Caparros Fagá revelou que, mesmo não conseguindo vender sua edição de “Minha Luta”, traduzida por Klaus von Puschen, em 2001, nas grandes redes, já comercializou mais da metade da primeira tiragem de 6 mil exemplares em livrarias virtuais, como a Livro Bom e Barato (LBB) e a Estante Virtual, que vende livros novos e usados dos sebos. “Cerca de dois mil livros foram comprados pelo LBB e, em média, estamos vendendo 30 exemplares por dia. Por causa disso, já planejamos uma segunda reimpressão.”

Editores

Os editores ouvidos pela reportagem, em sua maioria, são contrários à publicação de “Minha Luta”. Jacó Guinsburg, dono e fundador da Perspectiva, acredita que o texto de Hitler é infame e maldito. “Jamais iria editar ‘Minha Luta’ ou qualquer livro que negue ou faça apologia ao Holocausto, uma das mais tristes páginas de nossa história”, disse.

Também contrário à reedição da obra, Otávio Costa, da Companhia das Letras, justificou: “Não queria ter no meu currículo o fato de ter sido editor de um livro de Adolf Hitler, muito menos o fato de ter ajudado a difundi-lo”. Carlos Andreazza, editor executivo da Record, pensa diferente. “Não se trata de difundir ou não um livro”, explica. “Afinal, seu texto sempre esteve disponível e ainda hoje é facilmente encontrado na rede. E aqui surge uma reflexão importante: o editor é um mediador, um intermediário de excelência, e uma das funções consiste em qualificar essa difusão.”

Em um dos textos introdutórios que vão figurar na edição a ser lançada pela Geração Editorial, Eliane Hatherly Paz, professora da PUC do Rio de Janeiro, entende que a publicação do livro “é a melhor forma de combater leituras equivocadas ou uma possível exaltação da obra de Hitler”.

O fim de um tipo de livraria

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Taís Bravo, no Colofão

Pesquisando textos sobre o fim da Livraria Leonardo da Vinci¹, encontrei uma constante referência aos famosos livros de colorir e/ou de autoajuda. A opinião geral parece acreditar que o fim das livrarias no Rio de Janeiro se dá em função da má formação literária do público que investe em livros “fáceis” e desconhece a verdadeira literatura. Uma constatação elitista que tem como fundamento uma nostalgia ilógica. É terrivelmente fácil condenar as escolhas literárias do público popular quando isso serve apenas para afirmar uma superioridade, ao mesmo tempo em que se protege de uma provável responsabilidade. Afinal, o que mudou dos tempos áureos da Leonardo da Vinci até a presente crise não é o tamanho ou a qualidade de seu público – que desde o início é limitado –, mas o modo como este escolhe consumir.

A intelectualidade carioca não está em decadência – ou talvez, sempre esteve –, se encontra firme e forte no estreito eixo Centro – Zona Sul. Todo mundo se conhece e não é a cidade que é pequena, e sim a classe social. Esse nicho, evidentemente, não abandona as livrarias – e as redes sociais cobertas de fotos e relatos lamentando o fim da Leonardo da Vinci são a prova disso –, ele circula entre as estantes rememorando seus passeios e histórias. A devoção a esses ambientes é tão singela que quase sempre se esquece que livrarias são lojas. A culpa pode ser do Caetano que inventou cantar que livros são objetos transcendentes. O fato é que a Leonardo da Vinci dedicou sua história a um público que a ama sem consideração. Ainda que o local guarde nossas memórias íntimas e coletivas, nós vamos investir o curto dinheiro de nossas bolsas CNPQ em ofertas espalhadas pela internet. Não existe lealdade no livre mercado – e a recente polêmica envolvendo os taxistas e a Uber explicita essa verdade.

A própria dona da Leonardo da Vinci, Milena Duchiade, declarou ao jornal O Globo que a livraria está sendo punida pelas suas qualidades, isto é, por ter se mantido fiel ao seu nicho. Talvez seja a hora de esquecer a suposta Literatura de Verdade e retomar o gosto pela leitura, seja ela qual for. Há um motivo mais sórdido: livrarias não são bibliotecas, são negócios. E o outro mais sonhador – porque, sim, livrarias são empresas que vendem um produto que transcende a mera coisa e carrega um pouco de sonho: qualquer livro pode ser uma ponte, um veículo de comunicação, que forma um primeiro leitor. Selecionar o público é, em qualquer caso, reduzir as possibilidades.

Valter Hugo Mãe recentemente esteve em uma roda de conversa na Biblioteca Parque Estadual e disse que ganhou seu primeiro livro aos dez anos. Não existiam livros em sua casa até o dia em que passou por uma livraria e pediu para que sua mãe lhe desse um. Esse foi o início de uma história que agora se embola em livros traduzidos para diversas línguas que podem chegar até o Brasil ou a Tóquio. Acredito que é por isso que investimos, compramos e trabalhamos em volta desses objetos feitos de palavras, porque eles nos prometem alguma comunicação infinita.

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