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Aprenda sete dicas para conservar livros

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Mesmo com toda as possibilidades tecnológicas de leitura, o livro físico ainda é fonte de imenso prazer. A encadernadora Christiana Lee, do Ateliê Manufatura , ensina como mantê-lo sempre nos trinques.

Publicado no IBahia

1. Umberto Eco já sabia

Lave as mãos antes e depois de manusear livros antigos. Sempre que possível, use luvas descartáveis e não molhe as pontas dos dedos para virar uma folha. A saliva é ácida e danifica o papel. Além disso, o exemplar pode ter focos de fungos e bactérias. Quem já leu “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, sabe do que se trata.

2. Para ler, não escrever

Não use livros como apoio. Esse hábito pode danificar as capas, e o peso força a lombada, desestruturando-a. Anotações também estragam as folhas. Se for necessário, use lápis de grafite macio. Lapiseiras e canetas deixam marcas, e, com o tempo, a tinta pode furar o papel.

3. Sem sujeira

Limpe a biblioteca com espanador ou flanela seca para não acumular poeira. Isso evita que as laterais dos volumes escureçam e a sujeira se instale por dentro. Uma vez por ano, passe uma trincha de cerdas macias dentro deles. Abrir os volumes com frequência também evita cheiro forte ou que as páginas grudem.

4. Nada no meio

Não guarde folhas, flores ou papéis velhos dentro do livro. Esses materiais podem manchar as páginas e facilitar o aparecimento de fungos. Não consuma alimentos enquanto estiver lendo, já que restos de comida atraem bichos.

5. Onde parei?

Não use clips para indicar em que ponto interrompeu a leitura. A ferrugem de objetos metálicos corrói a celulose. Também não dobre os cantinhos, pois, com o tempo, o papel fica quebradiço e acaba se rasgando. Use um marcador apropriado.

6. Maneire na luz

Não exponha exemplares ao sol ou à luz forte, pois as cores ficam desbotadas e o papel, amarelado e quebradiço. Já a umidade facilita a proliferação de fungos, então, se o livro molhar, deixe-o aberto em local arejado.

7. Guarde na vertical

Livros devem ficar retos, não muito apertados e com espaço entre o fundo da estante, para que “respirem”. Obras grandes podem até ficar deitadas, mas o ideal é que tenham o mesmo tamanho ou formem uma pirâmide pequena, pois o peso deixa marcas naquelas que estão embaixo.

Leitores ainda preferem livros físicos a e-books, revela pesquisa

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Publicado no Canal Tech

Um novo estudo conduzido pelo Pew Research Center – que fornece informações sobre atitudes e tendências que moldam os Estados Unidos e, consequentemente, o mundo – revelou que, apesar do crescimento dos e-books graças à popularização de leitores de livros digitais como o Kobo ou o Kindle, a população ainda prefere consumir obras literárias em livros físicos. Quando novas tecnologias surgem, é comum que a primeira reação seja pensar que a tecnologia ou hábito mais antigo seja aposentado. A internet já foi acusada de “matar” jornais e revistas impressas, canais de televisão e rádios musicais, por exemplo, mas a verdade é que essas mídias continuam por aí, firmes e fortes, bastando se ajustar aos tempos modernos para continuar na ativa.

De acordo com o estudo, 65% dos adultos dos EUA disseram ter lido pelo menos um livro físico em 2015, e essa porcentagem é exatamente a mesma obtida em 2012. Ao perguntar o mesmo para quem gosta de e-books ou audiobooks, os entrevistados que alegaram terem lido ao menos um livro físico no ano passado subiu para 73%, apenas 1% a menos do que a mesma pesquisa feita há quatro anos. Isso mostrou não somente que o público norte-americano continua lendo livros impressos, como quem ainda aderiu à tendência dos livros digitais não abandonou a leitura física.

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Lee Rainie, diretor de internet, ciência e tecnologia do instituto, disse que a pesquisa demonstrou que os livros físicos não estão indo a lugar algum – pelo contrário, eles estão aqui para ficar e não perderão terreno com as obras digitais. “Eu acho que se olhar uma década atrás, certamente há cinco ou seis anos quando os e-books estavam deslanchando, havia pessoas que acreditavam que os dias dos livros impressos estavam contados, e isso não está nos nossos dados”, disse Rainie.

O estudo ouviu 1.520 pessoas adultas que vivem nos Estados Unidos em entrevistas feitas entre 07 de março e 04 de abril. Apesar da revelação de que os livros físicos ainda têm um lugar no coração das pessoas, a pesquisa mostrou também que a população está sim aderindo à leitura em smartphones e tablets. 33% dos entrevistados disseram ler em seus smartphones, sendo que a pesquisa de 2011 mostrou que esse índice era de somente 5%. Apenas 6% dos leitores contaram que já trocaram definitivamente os livros impressos pelos digitais, enquanto 38% ainda leem apenas livros físicos, contra 28% que gostam tanto de ler que combinam tanto a leitura tradicional quanto a digital em momentos diferentes do dia a dia.

Fontes: Pew Research Center, NY Times

Mercado de livros digitais não decola no Brasil e estagna nos EUA e Europa

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Consumidores na primeira loja física da Amazon, em Seattle (EUA)

Consumidores na primeira loja física da Amazon, em Seattle (EUA)

 

Joana Cunha, na Folha de S. Paulo

A indústria brasileira de impressão de livros já não teme que a leitura digital leve grande parte de seus consumidores, como ocorreu no mercado de música.

Um dos motivos são os sinais de estagnação que a venda de livros digitais já dá nos Estados Unidos e na Europa.

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Segundo a Association of American Publishers (entidade do setor nos EUA), as vendas de e-books (livros eletrônicos, que podem ser lidos em e-readers, tablets, PCs ou smartphones) caíram cerca de 11% nos primeiros nove meses de 2015, em relação a igual período de 2014.

Essa retração deriva, em parte, das disputas entre as editoras e a gigante de vendas on-line Amazon.

Quando, há cerca de dois anos, as editoras conseguiram a possibilidade de fixar os preços de seus próprios e-books, muitas começaram a cobrar mais, e isso deu competitividade aos antigos livros impressos.

No Brasil não há dados oficiais sobre vendas de livros digitais, segundo o presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Marcos da Veiga Pereira.

Ele afirma, no entanto, que pelas estimativas de mercado, nunca houve um “crescimento exponencial nem consistente” por aqui.

As vendas eletrônicas ainda crescem, mas perdem fôlego. “O Brasil tem um crescimento que já alcançou 30% há alguns anos, depois ficou em 20%, caiu para 12%”, diz.

A Amazon, que domina esse mercado, não abre seus números no país, mas estudos da empresa de pesquisa e consultoria Euromonitor, com base no indicador de vendas dos e-readers (os aparelhos para a leitura digital), vislumbram um freio por aqui também.

As vendas de e-readers passaram de US$ 2,3 milhões em 2014 para US$ 2,4 milhões no ano passado no Brasil, segundo a Euromonitor.

A previsão da consultoria é que, em 2020, elas devem voltar ao patamar de US$ 1,1 milhão.

Na Europa e nos Estados Unidos, essa tendência de estagnação na indústria do livro eletrônico já ficou evidente.

“Os livros digitais e os e-readers foram grandes promessas quando chegaram ao mercado, mas a dificuldade em negociar os direitos do conteúdo prejudica as perspectivas globalmente”, diz Loo Wee Teck, diretor da Euromonitor International.

No mercado americano, as vendas dos e-readers já haviam superado US$ 1 bilhão, mas caíram mais de 13% em 2015. O mesmo ocorreu no mercado europeu, onde as vendas recuaram mais de 6%.

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LIVRO DE PAPEL

Os livros impressos, por outro lado, ainda demonstram resiliência (veja gráfico).

Arnaud Lagardère, que controla o grupo proprietário da gigante editorial Hachette, afirmou em apresentação de resultados neste ano que a fatia de e-books caiu para 22% de suas vendas totais nos EUA —o pico, de 30%, foi registrado em 2013.

A variação foi reabsorvida pelos livros impressos.

Para Ismael Borges, gestor no Brasil do Bookscan (painel de vendas de livros no varejo realizado pela Nielsen), os livros eletrônicos e físicos não se “canibalizam”: há espaço para as duas categorias.

“O consumidor do e-book é bem específico. Parece que é mesmo um mercado de nicho. Mas o acesso à leitura aqui ainda é baixo em relação à Europa. Por isso ainda é grande o potencial de crescimento do país”, diz.

PATAMAR

Sócio da editora digital O Fiel Carteiro e membro da comissão do livro digital na Câmara Brasileira do Livro, André Palme defende que o mercado americano parou porque já atingiu o patamar de consolidação. “Estima-se que a participação do livro digital nos EUA seja de 20% a 25%. No Brasil, é de 3% a 5%.”

Palme prevê um amento no uso dos smartphones como plataforma de leitura de e-books nos próximos anos.

“Uma coisa que cresce muito é o segmento de livros digitais de autopublicação”, diz Alex Szapiro, diretor-geral da Amazon no Brasil.

Nesse modelo, o próprio autor publica seu livro, sem passar por uma editora.

“Na média dos cem livros mais vendidos no Brasil na Amazon semanalmente, cerca de 30 são autopublicação de livros digitais”, afirma.

Considerada a maior empresa de varejo on-line global, a Amazon também dá passos na direção do mundo físico. No fim do ano passado, ela inaugurou, nos EUA, sua primeira loja física, após 20 anos desde o início de suas vendas por internet.

“Costumamos pensar que os movimentos de ruptura sempre vão quebrar toda a estrutura, mas na indústria editorial, quando a participação do e-book começou a bater em 25% e as pessoas começaram a prever que ele ia superar o impresso, veio uma surpresa: a estagnação”, afirma o presidente do Snel.

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