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O livro (ou o jogo) Bandersnatch existe de verdade?

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E o que Black Mirror: Bandersnatch tem a ver com o livro Alice no País das Maravilhas?

Melissa Cruz Cosseti, no Tecnoblog

Black Mirror: Bandersnatch recebeu críticas de todos os tipos — positivas e negativas — e está com uma nota razoável no IMBD: 7.6. Lançado de surpresa em 28 de dezembro, o filme interativo da Netflix tem cinco finais diferentes, com variações em seu caminho, e cenas escondidas tão difíceis de desbloquear que até o diretor tem lá as suas dúvidas.

O que mais aparece em torno do filme de Black Mirror — que vai atrasar a quinta temporada da série na Netflix — são dúvidas. O nome do longa, significa o quê? E o livro Bandersnatch que aparece no filme, existe? Quem foi Jerome F. Davis? Ele matou realmente a sua mulher? E o que isso tudo tem a ver com Alice no País das Maravilhas? Parece um emaranhado confuso cheio de possíveis respostas erradas, como no filme.

Tudo o que sabemos é que não, não existiu um Jerome F. Davis, tampouco ele foi autor de um livro chamado Bandersnatch. Tudo faz parte da trama do filme. Portanto, não houve crime, se você estava preocupado com esse detalhe da história do escritor.

Entretanto, existiu (ou quase) um jogo chamado Bandersnatch. Há também um outro livro com o mesmo nome, mas não tem nada a ver com o livro interativo de Black Mirror. Você vai ver também que o termo Bandersnatch apareceu primeiro, teoricamente, em um livro de Lewis Carroll, chamado “Alice Através do Espelho”, lançado em 1871.

Portanto, muita calma nessa hora para explicar tudo sem perder detalhes importantes.

Existe um livro chamado Bandersnatch?

Sim, existe um livro chamado Bandersnatch que não tem nada a ver com o livro referenciado no filme de Black Mirror. Isso pode ser desanimador, eu sei. De acordo com o Google Books, o título foi publicado em 2016 por Diana Pavlac Glyer (autora) e‎ James A Owen (ilustrador) com um ensaio de 202 páginas sobre o que chama de colaboração criativa entre JRR Tolkien (“O Senhor dos Anéis”) e CS Lewis (“As Crônicas de Nárnia”).

A obra pretende discutir como essas conversas moldaram os livros que estavam escrevendo e como a colaboração criativa aprimorou o talento individual de cada. Se ficou interessado, custa R$ 47.69 (e-book/Kindle) e R$ 90.92 (capa comum) na Amazon.

Mas, se você procurar mais um pouquinho vai encontrar outros títulos com o mesmo nome: Bandersnatch: An Invitation to Explore Your Unconventional Soul escrito por Erika Morrison, o romance criminal Bandersnatch de Bo Dimitroff, The Frumious Bandersnatch de Ed McBain (sobre uma cantora que lança um álbum de mesmo nome) e o espertinho do autor espanhol J.L. Caballero que escreveu Dark Forest e pôs Bandersnatch no título do ebook na Amazon porque seu livro também é interativo e tem múltiplos finais…

Para você não ficar tão chateado, um dos livros que aparece bastante no filme existe de verdade, é o Look Door, Get Key: um guia para escrever jogos de aventura. Esse aí custa R$ 55.69 e parecia ser a Bíblia do Stefan, além do fictício Bandersnatch, que não existe (!).

O que significa Bandersnatch?

É aí que os outros livros que citam Bandersnatch nos ajudam a explicar o que isso significa e qual é a relação do livro com a obra do “pai da Alice”. Acredita-se que o termo foi usado pela primeira vez por Carroll em Alice Através do Espelho (1871). O título é uma continuação de Alice no País das Maravilhas (1865). Bandersnatch é citado dentro do poema Jabberwocky (ou Jaguadarte) e foi usado para descrever um “animal fabuloso”.

Bandersnatch – Ilustração de Peter Newell para Lewis Carroll

A tarefa de tradução do poema nonsense foi difícil porque muitas das principais palavras foram inventadas por Carroll, não tendo significado algum. Os tradutores inventavam palavras para as edições em português, e era comum ser traduzido para “Babassura”, ou “Capturandam”, ou “Bandagarra”, ou “Bicho Papão”, ou “Lobisomem”, ou “Bombocarra”… De acordo com o dicionário Oxford, a palavra existe desde então, 1871.

O significado? Um animal, uma criatura mítica e feroz, imune ao suborno e capaz de se mover muito rápido. Seria o demônio-leão (PAX) que aparece em algumas cenas?

Existe um jogo chamado Bandersnacht?

Quase existiu, foi na trave.

O enredo do filme parece ter tido como inspiração um jogo para plataformas como ZX Spectrum e Commodore 64 chamado Psyclapse & Bandersnatch que, se não fosse pela falência de sua produtora, a Imagine Software, teria sido lançado exatos 1984.

A Imagine queria lançar seis jogos do pacote Megagames. Apesar de referenciados como uma coisa só, Psyclapse & Bandersnatch eram títulos distintos e faziam parte do projeto. Como os games ultrapassariam a capacidade dos computadores da época, falava-se em lançá-los com hardware adicional— uma iniciativa bem ousada.

Não precisa dizer que isso não deu certo.

Bandersnatch até foi adaptado para plataformas como Amiga e Atari, mas só no ano de 1986 e com o nome de Brataccas. O jogo foi lançado pela Psygnosis, adquirida posteriormente pela Finchspeed, uma outra empresa formada por ex-membros da Imagine Software que compraram os direitos de desenvolver Bandersnatch.

Como era o jogo?

Em Brataccas, o jogador controla Kyne, um geneticista que desenvolveu tecnologia para criar super-homens. O governo quer que ele crie uma raça de supersoldados, mas Kyne se recusa a participar. Em retaliação, ele é acusado de traição. Poderosos alegam que o cientista pretende vender seu trabalho para inimigos. Ao mesmo tempo, oferecem uma recompensa para qualquer pessoa que capture Kyne, que precisa fugir… da Terra (!).

Durante a fuga, Kyne descobre que a evidência necessária para limpar seu nome pode ser encontrada no distante asteróide de Brataccas. O primeiro a ser colonizado, e que vive um clima de “ilegalidade”. Kyne tem que encontrar provas para ganhar o jogo, conseguindo com personagens do jogo. O manual não dava nenhuma indicação de quem tinha a evidência, sugerindo que todos eram igualmente corruptos e perigosos.

Diário de Uma Paixão | Livro de Nicholas Sparks vai virar musical na Broadway

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Alexandre Guglielmelli, no Observatório do Cinema

Diário de Uma Paixão, romance de Nicholas Sparks que deu origem ao filme homônimo protagonizado por Ryan Goslin e Rachel McAdams, vai ganhar uma nova adaptação. A obra será transformada em uma musical da Broadway, ainda sem previsão de estreia.

Diretor de Diário de Uma Paixão vence embate judicial pela custódia da filha

A adaptação será produzida por Bekah Brunstetter, da série This Is Us, e as músicas serão escritas pela compositora Ingrid Michaelson.

O livro de Nicholas Sparks conta a história do amor entre um jovem pobre e uma garota rica, enfrentando as diferenças culturais, pressões sociais e os valores da época. O romance foi publicado originalmente em 1996, e adaptado para o cinema por Nick Cassavetes em 2004.

“Quando eu ouvi a possibilidade de transformar Diário de Uma Paixão em um musical, fui instantaneamente conquistada pela ideia”, afirmou Brunstetter em nota oficial.

Ainda não foi divulgado nenhum detalhe sobre o elenco ou data de estreia da adaptação teatral de Diário de Uma Paixão.

Conheça St. Gallen, a cidade que inspirou livro ‘O nome da rosa’

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© iStock

Município suíço também é famoso por suas rendas

Publicado no Notícias ao Minuto

A cidade de St. Gallen, na Suíça, surpreende os visitantes com as centenas de janelas de sacada que decoram as fachadas de suas habitações. Com uma história e tradição milenares, a capital do cantão homônimo se torna uma ótima opção para uma semana de inverno.

St. Gallen impressiona com suas famosas rendas, com o Museu do Tecido e o Museu Kunst, que exibe obras de Monet, Picasso e Klee, além da inesquecível biblioteca do mosteiro, reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

O nome da cidade se deve ao monastério fundado pelo monge irlandês São Galo, em 612. Já em 747, a igreja de St. Gallen aplicou a regra que previa o estudo contemplativo de livros, o que exigia a criação de uma biblioteca. Então, durante a Idade Média, a cidade se tornou um importante polo cultural e de formação da Europa.

Mosteiro – A joia da cidade, com certeza, é seu mosteiro, que conserva na biblioteca um mapa que serviu de inspiração para o escritor italiano Umberto Eco em “O nome da rosa”. O ambiente foi erguido em estilo rococó e preserva mais de 50 mil documentos.



Museu Têxtil
– Esse é outro lugar imperdível de St. Gallen, onde se pode admirar mais de 30 mil objetos, desde tecidos de peças arqueológicas funerárias do Antigo Egito até achados históricos do século 14, de rendas trabalhadas a mão a utensílios para o trabalho manual.



Maestrani
– Já a cidade de Flawil, vizinha a St. Gallen, conta com a fábrica da célebre marca suíça de chocolate Maestrani, que revela segredos da produção e permite entrar em um fantástico mundo de emoções. (ANSA)

Spotlight: Segredos Revelados chega na Netflix esse mês

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Cristina Danuta

Finalmente o filme ganhador do Oscar de melhor filme em 2016 chegou ao catálogo da Netflix. Spotlight: Segredos Revelados, conta a história de uma equipe de implacáveis repórteres e editores do jornal Boston Globe que começam a investigar diversos casos chocantes de abusos sexuais encobertos pela igreja católica.

O filme foi inspirado no livro, de mesmo nome, que inclusive ganhou o prêmio Pulitzer em 2003. Além de melhor filme, ele também levou o Oscar de melhor roteiro original.

Eu cheguei a ver o filme assim que ele entrou em cartaz nos cinemas. Um filmaço com excelentes atuações.

No Brasil o livro foi publicado pela Editora Vestígio, do Grupo Autêntica. Assista o trailer abaixo:

Spotlight: Segredos Revelados já está disponível na Netflix desde 1º de janeiro de 2019.

   

Bird Box | Stephen King elogia o filme da Netflix com Sandra Bullock

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Alexandre Guglielmelle, no Observatório do Cinema

O filme Bird Box, lançado pela Netflix na semana passada e protagonizado por Sandra Bullock está dividindo a opinião dos críticos. Entre os admiradores da obra, o autor e ícone do terror Stephen King.

“Eu estou completamente impressionado com Bird Box. Não acreditam nas críticas mornas, que eu acredito que tenham sido causadas pelo preconceito dos críticos com os lançamentos de streaming, em oposição ao cinema tradicional”, escreveu o autor em seu Twitter. Confira abaixo.

Bird Box é inspirado no livro de Josh Malerman, que conta a história de um futuro pós-apocalíptico. Nele, a Terra é invadida por aliens que dominam o mundo e buscam controlar as pessoas.

O elenco do suspense ainda conta com John Malkovich, Jackie Weaver, Trevante Rhodes, Lil Rel Howery, Machine Gun Kelly e Danielle Macdonald.

Eric Heisserer, indicado ao Oscar por seu trabalho em A Chegada, assina o roteiro de Bird Box. Susanne Bier, diretora dinamarquesa de The Night Manager, dirige.

Bird Box já está disponível na Netflix.

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