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Posts tagged livros abandonados

Lixeiros turcos montam biblioteca com livros encontrados no lixo

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Lixeiros turcos mostram livros que seriam jogados fora e hoje estão em biblioteca

Publicado no UOL

Coletores de lixo, de Ancara, capital da Turquia, abriram uma biblioteca pública somente com livros que foram jogados fora.

A biblioteca foi montada no distrito de Çankaya quando os coletores passaram a guardar os livros que encontravam no lixo.

Durante meses, conforme os trabalhadores iam recolhendo os livros abandonados com o objetivo de montar a biblioteca, moradores ficaram sabendo do projeto e passaram a fazer doações.

A ideia inicial era que somente funcionários da empresa de coleta de lixo e seus familiares pudessem usar os livros. No entanto, a coleção aumentou e a biblioteca abriu ao público em geral em setembro do ano passado, com o apoio da Prefeitura da cidade.

“De um lado, existiam aqueles que abandonavam os livros nas ruas. De outro, havia pessoas que estavam procurando esses livros”, disse o prefeito de Çankaya, Alper Tasdelen, à CNN.

A biblioteca já conta com mais de 6.000 livros de todos os gêneros. O local também abriga uma seção de quadrinhos e de pesquisas científicas. Além disso, há a disponibilidade e livros em inglês e francês.

O prédio onde fica a biblioteca era uma antiga fábrica de tijolos, com longos corredores.

Os clientes podem pegar os livros por até duas semanas. Além da biblioteca, escolas, programas educacionais e até prisões estão recebendo os livros que iriam para o lixo. (Com agências internacionais)

Livros didáticos estão abandonados em depósito no Sertão da Paraíba

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Livros didáticos estão abandonados em depósito no Sertão da Paraíba

Mais de 10 mil livros, entre novos e usados, estão guardados.
Prefeito diz que o material se acumula há mais de 12 anos.

Publicado no G1

Mais de 10 mil livros didáticos estão abandonados no pátio e em um depósito da Secretaria de Educação de Conceição, no Alto Sertão da Paraíba. O material que devia ter sido entregue aos alunos está guardado, dividindo espaço com restos de móveis e pneus velhos. Alguns exemplares estão velhos e desgastados, mas outros ainda estão novos e embalados. O problema foi mostrado no Bom Dia Paraíba desta sexta-feira (26).

O prefeito do município, Nilson Lacerda, explicou que o material se acumula há mais de 12 anos e que a situação já era essa quando ele recebeu a Prefeitura. “Não foi possível distribuir esses livros, tendo em vista que eles estavam altamente ultrapassados. Dentro da nossa gestão, ou seja, 2013 – 2014, o que recebemos foi distribuído. Em relação a esses livros encontrados no depósito, desde o ano passado foi dada ciência ao Ministério Público de toda essa situação”. Contatado pela TV Paraíba, o procurador do Ministério Púlico informou que não tinha conhecimento do assunto.

O secretário de Educação, Fidelis Mangueira, afirmou que procurou o Ministério da Educação (MEC) para saber qual destino deveria dar aos livros. “Recebemos uma circular do MEC, do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], informando que nós poderíamos fazer doação para a comunidade, para o outras instituições, para presídios, ou também poderíamos encaminhar esses livros para a reciclagem. Nós não fizemos isso tendo em vista que nós encontramos livros ainda lacrados em ótimo estado de conservação e a gente acha um desperdício encaminhar um livro desse para uma reciclagem. Temos divulgado que nós temos esses livros à disposição, mas a procura é muito pouca”, disse.

Os livros também chegam em excesso às salas de aula do município. Teve aluno que ganhou 12 exemplares este ano, duas vezes mais que a média. Em uma das escolas de Conceição, a quantidade de livros disponíveis é tão grande que os professores aproveitam para usá-los na decoração e até a árvore de Natal é feita de livros.

“Nós implantamos um projeto de leitura, o qual incentiva os alunos a levarem os livros para casa. Nós fazemos doações de livros a eles, eles levam de 2 a 3 livros por semana”, explicou a diretora Mara de Lourdes Ferreira.

A assessoria do FNDE explicou que não existe nenhuma orientação para que os livros sejam queimados. O descarte dos livros usados deve ser feito após três anos, mas deve obedecer a legislação vigente do município em relação a política de resíduos sólidos. Os livros também podem ser doados para bibliotecas ou ainda usados como mateiral de apoio nas aulas. Além disso, a orientação é de que quando uma escola receber livros novos a mais, a Secretaria de Educação comunique ao MEC para que esse material seja remanejado para outras escolas.

Ainda segundo informações do FNDE, este ano foram distribuídos na Paraíba mais de 2,7 milhões de livros didáticos. Isso representa um investimento de quase R$ 24 milhões. O cálculo da quantidade de livros para cada cidade é baseado em projeção do número de alunos no Censo Escolar.

A menina que sonha criar uma biblioteca

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Raul Marques, no Diário da Região

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho - Hamilton Pavam

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho – Hamilton Pavam

No alto de seus dez anos de vida, Kaciane Caroline Marques é movida por um grande sonho. Diferentemente de muitas meninas de sua idade, essa pequena rio-pretense não quer ganhar celular da moda, visitar a praia ou fazer compras no shopping. Sozinha, começou a desenvolver campanha para arrecadar livros usados, abandonados ou que estão esquecidos. Sua motivação é nobre: criar uma biblioteca no Lealdade, bairro de Rio Preto onde mora há cinco meses. Apaixonada por leitura desde que foi alfabetizada, Kaciane notou que a localidade tem essa lacuna na cultura, o que, em sua concepção, não pode acontecer. Assim, arrecada exemplares com amigos e nas redes sociais.

A pouca idade não impediu a menina de descobrir a transformação que a leitura é capaz de proporcionar. Por esse motivo, quer oferecer essa experiência revolucionária para o maior número possível de pessoas. “Quando você lê, aumenta a criatividade e melhora o vocabulário. A gente viaja sem sair do lugar”, diz a garotinha, toda orgulhosa. Mesmo sem divulgação, já arrecadou 40 unidades. Nem parou para pensar como vai guardar os livros. Nem como receberá os leitores. Mora em uma casa de 41 metros quadrados, com a família composta por cinco pessoas. Os parcos espaços vazios serão preenchidos com as obras literárias. “Meu sonho é construir um quartinho no quintal para abrir a biblioteca.” Por enquanto, prefere pensar em conseguir títulos variados para iniciar o importante projeto.

Os pais ficam orgulhosos. Mas, por enquanto, não há dinheiro disponível para ampliar a casa. A mãe é diarista e o pai, autônomo. “Não temos condição financeira, mas vamos tentar”, afirma o pai Sílvio César Marques, 43 anos. “Minha filha está empenhada. Quer fazer alguma coisa para as crianças. É bonito isso”, conta Adriana. A família tem vida simples, mas digna. Não sobra dinheiro para luxos ou compra de obras. Isso não impede Kaciane de fazer o que gosta. Ela pega os exemplares emprestados na escola e na Biblioteca Municipal. Nas datas especiais pede o mesmo presente: livros.

É uma leitora compulsiva e, ao mesmo tempo, organizada. Mantém um diário para registrar os 397 títulos, sobretudo de literatura. Sempre gostou de leitura, mas sua paixão se intensificou há três anos. Tudo começou quando pegou na biblioteca da escola ‘As Aventuras de Pedro, o Coelho’, de Beatrix Potter. Foi sua pedra fundamental. O encantamento com as histórias não passou. Nem enfraqueceu. Pelo contrário. Ganha cada vez mais espaço em sua rotina. Quer ser escritora e jornalista quando crescer. Em 2015, vai cursar o quinto ano do ensino fundamental. Estudiosa, pretende aproveitar o tempo livre para cuidar da biblioteca e atender os leitores. “Vou incentivar crianças e adultos a gostar de ler.”

Kaciane leva a sério tudo a que se propõe. Chega da escola, almoça e faz o dever de casa. Depois, fecha a porta do quarto e abre um mundo particular, repleto de lindas princesas, heróis fantásticos, monstros medonhos, extraterrestres engraçados e seres horripilantes. Exigente, não fica apenas nos temas indicados para sua faixa etária. Viaja muito mais longe. É desinibida, alegre e mostra vocabulário acima da média. A garota fala com autoridade sobre autores e estilos literários. Tanto que já se arrisca a escrever os primeiros contos e crônicas. Seu texto é correto, sem erros de português. O projeto é publicar o próprio livro. Mas isso faz parte de um outro capítulo de sua história. Os interessados em ajudar a pequena Kaciane a montar a biblioteca podem entrar em contato com o Diário, pelo telefone (17) 2139-2046.

A mágica dos sebos

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Susana Reis, no Literatortura

Minha estante está cheia. Cada dia aperto mais meus livros para se encaixarem direitinho dentro dela. Mas meu tempo para ler essas aquisições está cada vez mais curto. Para se ter uma ideia, comprei cinco livros na Bienal internacional do livro em São Paulo, a uns dois meses atrás, e comecei a ler o primeiro essa semana. E como se não bastasse, toda vez que eu passo em um sebo de livros, sou obrigada a entrar e consequentemente comprar… O resultado são mais livros para ler.

Poucas coisas na vida são melhores como resgatar um livro de um sebo. Talvez apenas lê-lo. É tão bom entrar em uma lojinha cheia de livros abandonados, esquecidos e empoeirados e começar a espirrar. Esses livros, em sua maioria com páginas amarelas, cheiro forte e com a capa caindo, são tão baratinhos em comparação com o que achamos nas livrarias que valem a pena. Aonde eu acharia “O grande Gatsby” em perfeito estado por três reais? Apenas em um sebo.

Dentro de um sebo podemos encontrar relíquias e livros que nunca pensamos que existia. Por exemplo, outro dia achei “Filadélfia”, o livro que foi inspirado no filme de mesmo nome protagonizado por Tom Hanks, por seis reais. Como não levar? Também achei “O Perfume”, de Patrick Süskind, por dez reais. São valores pequenos para livros que com certeza iremos ler. Alias, é um ótimo lugar para arriscar. Já comprei livros desconhecidos, estranhos e, confesso, pela capa. Além de dicionário de inglês!

Sebos também são bons locais para você se despedir de alguns livros e fazer trocas. Afinal todo mundo tem um momento de desespero, em que necessita de dinheiro. Ou melhor, se estiver sem dinheiro para comprar um novo livro, é só pensar naquele seu que você não gosta e trocar no sebo por outro. E quase uma utilidade pública.

Entrar em um sebo é mágico. Quando entro em um, o tempo para. Fico ouvindo a música de fundo (normalmente MPB, samba ou Roberto Carlos) enquanto procuro novidades, sinto o clima do lugar e namoro os livros. Quando não saio da loja com um livro na mão, a sensação é de tristeza. Quando o escolhido aparece, me sinto realizada.

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