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Posts tagged livros autografados

Hotéis pelo mundo onde se pode dormir com os livros

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Conheça os 7 hotéis onde pode dormir rodeado de livros.

Conheça os 7 hotéis onde se pode dormir rodeado de livros.

 

Publicado no Volta ao Mundo

Há hotéis que têm o ginásio ou a piscina abertos durante a noite. Mas para quem gosta de ler antes de dormir, nada como ficar num hotel repleto de livros e com bibliotecas que nunca fecham portas.

O The New York Times fez uma seleção. Nós fizemos crescer a lista: há hotéis que têm salas de leitura ou livrarias com milhares de exemplares à disposição, e que funcionam 24 horas por dia. Outros não têm telefone, wi-fi ou televisão nos quartos. Há ainda os inspirados em escritores de renome. Conheça os hotéis nas imagens abaixo:

1. Library Hotel, Nova Iorque O Library Hotel tem uma sala de leitura (library room) com seis mil livros que nunca fecha portas.

1. Library Hotel, Nova Iorque
O Library Hotel tem uma sala de leitura (library room) com seis mil livros que nunca fecha portas.

2. Heathman Hotel, Portland O Heathman Hotel, em Portland, tem uma livraria aberta 24 horas por dia, 365 dias por ano, e possui uma coleção de 2700 livros autografados por alguns dos mais importantes nomes da literatura contemporânea.

2. Heathman Hotel, Portland
O Heathman Hotel, em Portland, tem uma livraria aberta 24 horas por dia, 365 dias por ano, e possui uma coleção de 2700 livros autografados por alguns dos mais importantes nomes da literatura contemporânea.

3. Sylvia Beach Hotel, Newport O Sylvia Beach Hotel, debruçado sobre o mar, em Newport, é o típico paraíso para escritores. Não há telefone, wi-fi ou televisão e os quartos são inspirados em autores como Agatha Christie, Mark Twain, William Shakespeare ou Jules Verne.

3. Sylvia Beach Hotel, Newport
O Sylvia Beach Hotel, debruçado sobre o mar, em Newport, é o típico paraíso para escritores. Não há telefone, wi-fi ou televisão e os quartos são inspirados em autores como Agatha Christie, Mark Twain, William Shakespeare ou Jules Verne.

 

4. B2 Boutique Hotel & Spa, Zurique Nem todos os hotéis literários ficam nos Estados Unidos, naturalmente. O B2 Boutique Hotel & Spa, em Zurique, tem uma wine library, onde os hóspedes podem beber um copo de vinho e escolher entre os seus 33 mil livros.

4. B2 Boutique Hotel & Spa, Zurique
Nem todos os hotéis literários ficam nos Estados Unidos, naturalmente. O B2 Boutique Hotel & Spa, em Zurique, tem uma wine library, onde os hóspedes podem beber um copo de vinho e escolher entre os seus 33 mil livros.

 

5. Eurostars Book Hotel, Munique No Eurostars Book Hotel, em Munique, cada andar é dedicado a um género literário.

5. Eurostars Book Hotel, Munique
No Eurostars Book Hotel, em Munique, cada andar é dedicado a um gênero literário.

 

6. Taj Falaknuma Palace, Hyderabad O Taj Falaknuma Palace, um palácio indiano do século XIX, tem uma livraria com mais de cinco mil livros e manuscritos raros.

6. Taj Falaknuma Palace, Hyderabad
O Taj Falaknuma Palace, um palácio indiano do século XIX, tem uma livraria com mais de cinco mil livros e manuscritos raros.

 

7. Gladstone’s Library, País de Gales Talvez o mais impressionante o Gladstone’s Library, no País de Gales. Tem nada mais nada menos do que 250 mil livros à disposição, e uma biblioteca com quartos. Confortáveis, garantem os responsáveis.

7. Gladstone’s Library, País de Gales
Talvez o mais impressionante o Gladstone’s Library, no País de Gales. Tem nada mais nada menos do que 250 mil livros à disposição, e uma biblioteca com quartos. Confortáveis, garantem os responsáveis.

 

 

 

Mercado de livro autografado dos EUA transforma dedicatórias em negócio

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Thais Bilenky, na Folha de S.Paulo

Capa da primeira edição do livro "Dr. No"(O Satânico Dr. No), de Ian Fleming (1958). Cópia assinada pelo autor vale U$$ 14,5 mil Reprodução

Capa da primeira edição do livro “Dr. No”(O Satânico Dr. No), de Ian Fleming (1958). Cópia assinada pelo autor vale U$$ 14,5 mil
Reprodução

Toda semana, Howard Pitkin enfrenta até cinco horas de fila para conseguir uma assinatura de um autor que esteja lançando livro nos Estados Unidos. Sobretudo em Nova York, onde há sessões de autógrafos abundantes.

Depois, quando volta para sua loja, em South Windsor (Connecticut, EUA), ele cataloga e põe o exemplar à venda a preços mais salgados.

Pitkin tem outro emprego (prefere não revelar qual). Faz o bico para ganhar um extra e cultivar o gosto pela literatura. Mas não é qualquer livro que interessa. Depende do alcance do autor e do gênero.

Títulos de mistério, por exemplo, vendem bem. Por isso, ele comprou um exemplar de “Blood Always Tells” (algo como “o sangue sempre denuncia”) por cerca de US$ 17 (R$ 60) para revender com a assinatura da autora, Hilary Davidson, a US$ 30 (R$ 105).

A internet ajudou a inflacionar a “bolsa de autógrafos” na qual Pitkin se especializou.

“É um mercado multimilionário. Não tão grande quanto a indústria da arte, mas significativo”, avalia o livreiro Joshua Mann, 31. Nem ele nem outros especialistas consultados pela Folha souberam dizer qual o montante movimentado por ano no setor.

O comércio desses artigos começou no final do século 17 e chegou aos Estados Unidos no século 19, diz Ruth-Ellen St. Onge, pesquisadora da Escola de Livros Raros (Universidade de Virginia). “Era a era de ouro dos livros raros.”

Nos anos 2000, a internet mudou tudo, facilitando o comércio e o intercâmbio entre colecionadores. Amadores entraram para o ramo, vendedores tradicionais saíram, as ofertas se multiplicaram. O que valia pouco (como algo de literatura moderna com várias cópias autografadas) passou a valer ainda menos. Em compensação, o que era ouro virou platina –caso do livro comprovadamente raro.

Para sobreviver, é preciso ter credibilidade. É nisso que aposta Charles Agvent, 61. No ramo desde 1987, ele se diz lesado pelas hordas que passaram a fazer o mesmo que ele sem nenhuma instrução. “Roubam descrições de livros, mesmo que imprecisas, e instalam o caos”, reclama.

Para ele, tal “amadorismo” perpetua erros elementares, como dados de impressão e edição copiados e reproduzidos sem checagem apurada.

COBIÇADOS

Seja como for, a demanda é grande. Não são raros os dias em que há duas sessões de autógrafos em Nova York na rede de livrarias Barnes & Nobles. “Eu me sinto lisonjeada”, conta Davidson, de “Blood Always Tells”. “Mas claro que prefiro que as pessoas leiam o livro do que só o colecionem ou revendam.”

Quando leitores chegam com sacolas repletas de exemplares, a escritora logo suspeita. Muitos impõem regras: a assinatura não pode ser personalizada nem datada. Desvaloriza a revenda.

Para nomes consagrados, outros critérios entram em jogo. A morte do autor ou a conquista de um prêmio elevam o ibope da dedicatória. Primeiras edições, cópias raras e anotações originais, mais ainda. (mais…)

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