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Brasil está em 8º lugar no ranking dos países que mais lêem

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Foto Blog do eGestor

Dielin da Silva, na OCP News

Mesmo diante da popularização da internet, os livros continuam sendo uma importante fonte de informação sobre o mundo. Apesar da atual crise do mercado editorial brasileiro, o gosto pela leitura parece mais vivo do que nunca.

Ao menos, é o que revela o levantamento realizado em abril pelo Picodi.com, que traz o Brasil na oitava posição do ranking dos países que mais leem.

Segundo a pesquisa, 74% dos brasileiros compraram pelo menos um livro ao longo do último ano. O país só perde para a Eslováquia, Malásia, Romênia, Tailândia, Espanha, Rússia e Turquia, esta última tendo apresentado 87%.

Meses mais populares

No Brasil, as vendas de livros nas lojas online ocorrem justamente nos primeiros quatro meses do ano, período em que as aulas voltam.

Março é o mês com o maior número de transações efetuadas, 15% do total. Também vale mencionar novembro, período em que ocorre a Black Friday, representando 9%.

Em relação à frequência, 6% dos brasileiros compram livros ao menos uma vez por semana, 10% uma vez a cada duas semanas e 38% uma vez ao ano. A maior parcela, 46%, opta por realizar compras uma vez a cada mês.

Formato

Os livros impressos adquiridos em lojas físicas continuam sendo a escolha predominante para 58% dos leitores brasileiros. Livros de papel em lojas online somam 48%, download de fontes gratuitas 28% e ebooks em lojas online 15%. Os audiobooks em lojas online, muito comuns no exterior, representam somente 1%.

Preços

Para 36% dos leitores, o preço do livro impacta na hora da compra. Dentre os entrevistados, 53% acreditam que os valores estão adequados, enquanto 23% acham baixos, 14% excessivos e 10% demasiadamente altos.
Fonte: Money Times

“523 livros em um ano: deficiente visual é a maior leitora da Biblioteca Pública em 2018”

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Foto: “Albari Rosa/Gazeta do Povo”

Vivian faria, na Gazeta do Povo

“Se o brasileiro lê, em média, 2,43* livros por ano, Cristiane de Fátima Costa está um bom tanto acima da média. Só da Biblioteca Pública do Paraná, Cristiane, 53 anos, emprestou e leu 523 livros em 2018, o que fez dela a maior leitora entre os usuários do local. Boa parte deles era em braille, já que ela é deficiente visual.”

““A leitura sempre significou muito para mim. Eu gravo áudiolivros, então trabalho com leitura e literatura. Eu fiz faculdade de Letras e ensinei uma época”, conta. Para chegar a esse número de empréstimos, Cristiane visitou a biblioteca a cada dois ou três dias e leu, em média, 1,43 livros por dia – isso sem considerar aqueles obtidos de outra forma. “Eu recebo alguns livros em casa e empresto de outras bibliotecas de Curitiba, São José dos Pinhais”, diz a narradora de áudiolivros.

Cristiane conta que a leitura sempre fez parte de sua vida, devido à sua curiosidade. Mas o amor pelos livros talvez não se desenvolvesse da mesma forma se, inicialmente, não fosse o empenho de sua mãe, dona Ângela. A narradora nasceu prematura, de apenas seis meses, e teve um descolamento de retina devido à prematuridade (retinopatia da prematuridade), o qual a deixou cega.

“Eu fui alfabetizada em braille aos 6 anos. Mas primeiro eu recebi o que chamamos de estimulação precoce – para desenvolvimento do tato. Minha mãe aprendeu a fazer isso e foi, para mim, uma reabilitadora. Tudo o que eu sei e que eu consegui desenvolver, foi devido a ela”, conta. Cristiane explica que a falta de estimulação precoce é um dos motivos pelos quais muitas pessoas com deficiência visual têm dificuldade aprender a ler – e, consequentemente, a escrever – em braille. O desafio acaba sendo ainda maior para quem perde a visão durante a vida.”

“Albari Rosa/Gazeta do Povo “

“Por volta dos 13 anos, Cristiane já lia com desenvoltura e já buscava nos livros conhecimentos que sua limitação física não a permitiria obter. “Sempre busquei algo além do que eu podia obter. Era desinquieta”, diz. À época, ela estudava na Escola Boa Vista (hoje Centro de Atendimento Especializado Boa Vista), uma escola regular que acolhia estudantes com deficiência, promovendo um ensino integrado, e já tinha suas primeiras experiências como professora, trabalhando como auxiliar.

Antes da graduação em Letras e da especialização em literatura brasileira e portuguesa, que a levaram oficialmente para as salas de aula, Cristiane fez ensino médio em escola particular. Como o material didático não era oferecido em braille, a família dela contratou uma pessoa que a ajudava lendo os materiais. “Hoje o acesso é melhor. Antes era bem mais difícil, principalmente para pesquisa”, conta Cristiane.

Hábitos

O acervo de livros em braille da Biblioteca Pública do Paraná também era mais restrito quando Cristiane começou a frequentar o local, por volta dos 14 anos. “Aumentou bastante, tanto em quantidade quanto em qualidade”, diz. Atualmente, ele é composto por aproximadamente 1.500 títulos – e, como a impressão em braille “ocupa mais espaço” do que a no alfabeto latino, cada um deles é composto por vários volumes, rendendo “sacoladas” de livros.”

“Além deles, Cristiane e outros deficientes visuais podem emprestar áudiolivros, como os que ela grava há oito anos. Desses, a Biblioteca Pública do Paraná conta com mais de 4 mil títulos. Entre os 523 livros emprestados por ela em 2018, há títulos em áudio, mas a preferência dela é pelos livros de papel. “Eu “leio” áudio quando não posso ler em braille. “O braille eu controlo e, com o áudio, você tem que ouvir a gravação e é um pouco mais lento, por melhor que a pessoa leia. Se eu puder optar, opto pelo braille”, revela.

Já no que diz respeito aos gêneros literários, ela é bem mais flexível. “Eu gosto literatura brasileira e portuguesa, mas de alguma coisa americana também, de filosofia. Gosto muito de Kafka, Saramago, Augustina Bessa-Luís. Gosto de livros que levem à reflexão. Só não gosto de autoajuda, acho que não funciona”, diz.

Independentemente do livro, Cristiane acredita que há formas de incentivar o hábito de leitura, como a realização de oficinas, rodas de conversa, workshops com escritores, etc. Porém, para ela, nem tudo deve vir de fora. “Minha mãe me estimulou a procurar algo além da minha limitação física, a não esmorecer. Mas, claro, você desenvolve isso, porque você pode ser estimulado e se acomodar”, destaca.

* Dado de 2016 obtido pela pesquisa Retrados da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro”

Árvores são plantadas na Noruega para serem transformadas em livros no próximo século

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Grupo plantou as árvores em uma floresta de Oslo, capital do país (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP )

Grupo plantou as árvores em uma floresta de Oslo, capital do país (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP )

 

‘Biblioteca do Futuro’ é incentivada por escritores que provavelmente não viverão para ver as obras publicadas apenas no ano de 2114.

Publicado no G1

Ano após ano, escritores de diferentes países enriquecem a chamada “Biblioteca do Futuro”. Os primeiros deles nunca conhecerão a reação de seus leitores, porque esse conjunto de obras inéditas será publicado apenas no próximo século.

Até agora, o único elemento visível dessa empreitada estilística e internacionalmente diversa é o conjunto de cerca de mil pequenas árvores, que, plantadas há três anos, crescem na periferia verde de Oslo.

Em 2114, quando forem centenários, esses abetos serão cortados e transformados no papel onde serão escritas as antologias que reunirão todos os escritores convidados a contribuir até a conclusão do projeto.

São cerca de mil pequenas árvores (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP)

São cerca de mil pequenas árvores (Foto: Kristin von Hirsch / Bjorvika Utvikling / AFP)

A canadense Margaret Atwood foi a primeira convidada a se juntar à iniciativa, em 2015, seguida do romancista britânico David Mitchell, em 2016. Este ano, foi o poeta islandês Sjon que apresentou seu manuscrito.

“Algo que um escritor sempre enfrentará é a existência de leitores que não conhece. Estão, talvez, em outro continente, ou distante no tempo, mas, é muito especial saber que ninguém lerá seu texto, enquanto você estiver vivo”, admite esse escritor, autor das letras de algumas das canções da cantora islandesa Björk.

Saber que não verá as reações a seu trabalho “aprofunda muito minha relação com o texto”, comenta.

“Eu me dei conta de que muitos dos mecanismos que eu dou como certos quando escrevo meus textos são, na verdade, algo sobre que devo pensar o tempo todo: a precisão das palavras, o uso de termos antigos… Escrever em islandês também foi uma das questões, com as quais tive de me confrontar, porque não sei onde meu idioma estará em 100 anos”, completou.

A árvore se faz livro

Se antes era a folha branca que esperava a inspiração do autor, agora serão, de certo modo, as palavras que terão de esperar o tempo necessário para que a árvore se faça livro.

Essa longa espera pela “Biblioteca do Futuro” é apenas a última de uma série de iniciativas na Noruega em celebração à “slow life” e à posteridade.

Campeão da “Slow TV”, o país nórdico acolhe a Reserva Mundial de Sementes, uma espécie de Arca de Noé vegetal destinada a preservar a diversidade genética de eventuais catástrofes futuras.

A ideia da biblioteca nasceu na imaginação da artista escocesa Katie Paterson e pôde-se materializar graças a um encontro com promotores imobiliários noruegueses em busca de um projeto cultural.

“Espero que os autores de hoje e das próximas décadas digam algo de sua época”, explica Paterson.

“Acho que será interessante para aqueles que puderem ler as obras daqui a 100 anos, porque poderão refletir, remontando no tempo. Porque, daqui a 100 anos, quem sabe como será a civilização?”, acrescenta.

‘Voto de confiança’

Ainda se lerá livros em 2114? Ainda haverá impressoras para colocá-los em papel?

A “biblioteca do futuro” é “um voto de confiança no futuro da cultura”, afirmou David Mitchell no ano passado.

“Umberto Eco dizia que a forma do livro não pode melhorar. É como a roda. Não tem como ser aperfeiçoada”, disse Paterson.

“Mas, claro, a tecnologia avança tão rápido que vamos para o desconhecido. Hoje falamos de livros eletrônicos, mas ignoramos totalmente que forma os livros tomarão depois. Pode ser algo inimaginável. Talvez, então, os livros de papel sejam uma antiguidade, ou talvez sejam a norma. O futuro decidirá”, acrescenta.

Pagando 800 libras esterlinas (cerca de 1.000 dólares), os bibliófilos mais ansiosos já podem comprar um certificado que dá direito a alguns dos mil exemplares da antologia que serão publicados e vendidos em galerias de arte.

Até a publicação, os manuscritos ficarão guardados em uma sala especialmente projetada para eles na nova biblioteca pública de Oslo, que deve ser aberta em 2020.

“Se tivéssemos tido de fazer uma avaliação de riscos dessa obra cultural, ela nunca teria acontecido”, reconhece Anne Beate Hovind, responsável pelo projeto e presidente do comitê de seleção de escritores.

“Mas, hoje, rivalizamos com os Nobel”, comemora Anne.

10 benefícios do livro de papel … e outros 10 do livro eletrônico

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A leitura é sempre um benéfico, independentemente do formato em que ela é feita. Se você ler em papel ou ler eletronicamente… o importante é que a leitura lhe sirva e que você possa apreciá-la sem parar para pensar no formato no qual o conteúdo está.

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

10 benefícios do livro de papel

1. Posse e colecionismo. Você pode formar uma grande biblioteca pessoal, e mostrar a seus amigos e conhecidos… além de ser preciosos objetos decorativos. Eles também servem como medalhas ou realizações.

2. Durabilidade. Livros de papel podem durar décadas e séculos, como tem sido demonstrado. É a tecnologia mais confiável para capturar e preservar textos.

3. A operação é simples. A operação dos livros de papel é muito simples: basta abri-lo e começar a ler. Também é fácil para retornar às páginas anteriores ou passagens do livro… a releitura é ainda mais fácil.

4. O poder de nostalgia. O fetichismo por livros existe… o cheiro de novo, seu toque, sua beleza visual… O livro de papel ganhou muitos seguidores e que não querem colocá-lo de lado.

5. Eles têm vida própria. Cada livro pode nos fazer relembrar um momento, nos sentimos acompanhados em viagens … Sem falar das anotações nas margens, as dobras das páginas, marcadores ou outras coisas que podemos encontrar dentro deles, tais como cartas, fotografias, calendários, bilhetes de trem…

6. Maior memória de leitura. Esta comprovado que ler em papel existe uma maior memorização e compreensão do texto lido.

7. Um livro é sempre um bom presente. Dar livros é sempre bem visto, e não apenas pela temática do mesmo, mas porque está presenteando um objeto físico para o lazer e/ou conhecimento.

8. Emprestar a um amigo. Você pode emprestar um livro de papel para um amigo, um parente, um vizinho, um colega de trabalho, certificando-se de que não está cometendo uma ilegalidade ao fazê-lo. Além disso, há uma abundância de livros de papel para emprestar em bibliotecas.

9. Não dá pau. Um livro de papel nunca vai deixar você na mão, por causa (mais…)

TRF nega imunidade tributária para leitor de livros digitais da Saraiva

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Publicado no Consultor Jurídicosaraiva-lev1

Os leitores de livros digitais (“e-readers”) não podem ser comparados aos livros de papel e, portanto, não podem gozar de mesma imunidade tributária. Com esse fundamento, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP) negou provimento a recurso da livraria Saraiva, que pretendia a liberação de equipamentos eletrônicos do modelo Bookeen Lev com luz, retidos pela Receita Federal, sem a exigência do recolhimento dos impostos federais incidentes na importação.

A Saraiva alegou se tratar de equipamento com finalidade exclusiva de leitura de livros digitais e acesso restrito à loja virtual através de acesso à internet para aquisição de obras, o que faria com que o equipamento gozasse da imunidade do artigo 150 da Constituição Federal. “O objetivo, independentemente de ser físico ou eletrônico o meio, é estimular a liberdade de expressão, afastando restrições do poder público na transmissão de ideias”, argumentou a livraria.

A empresa obteve em primeira instância a concessão parcial de liminar, em Mandado de Segurança, que havia determinado à Fazenda Nacional que se abstivesse da prática de qualquer ato tendente ao perdimento ou alienação dos leitores de livros digitais retidos no Aeroporto de Guarulhos enquanto não houvesse decisão nos autos.

Os desembargadores do TRF-3, no entanto, discordaram desse entendimento. Para eles, a extensão da imunidade de impostos sobre “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão” – imposto de importação e imposto sobre produtos industrializados – não pode ser aplicada aos equipamentos do modelo importado, conforme o artigo 150, inciso IV, letra “d”, da CF.

“Verifica-se, que (além de leitor de textos) o equipamento serve como arquivo de fotografias ou biblioteca de imagens, que podem ser transferidas por conexão USB, ultrapassando a funcionalidade estrita de livro eletrônico, em relação ao qual seria possível cogitar de extensão da regra de imunidade”, afirmou o desembargador federal Carlos Muta, relator do caso.

Segundo os desembargadores federais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se consolidou no sentido de reconhecer que tal imunidade atinge apenas o que puder ser compreendido na expressão papel destinado à sua impressão, com extensão a certos materiais correlatos, como filmes e papéis fotográficos, adotando, portanto, interpretação restritiva do dispositivo constitucional.

“A discussão definitiva da imunidade de ‘e-books’ (livros digitais) ainda pende de julgamento naquela corte (STF) que, porém, já admitiu a repercussão geral da matéria (Recurso Extraordinário 330.817), o que não significa reconhecimento da procedência nem da improcedência do pedido, mas apenas que se trata de tema com relevância para apreciação naquela instância”, descreveu o acórdão.

Diversidade de funções
De acordo com Muta, independentemente da solução a ser dada pelo STF quanto à questão jurídica em si, verifica-se que, no caso dos autos, inexiste direito líquido e certo a ser liminarmente tutelado, já que o aparelho, embora não garanta acesso à internet, mas apenas à loja virtual da impetrante, não se equipara, em termos funcionais estritos, ao livro em papel, pois possui outros atributos que o fazem ser mais do que apenas uma plataforma eletrônica de leitura de livros digitais.

“De fato, consta dos autos que, além de livros eletrônicos, o aparelho permite armazenar imagens não relacionadas a conteúdos escritos, como fotos, para visualização sem a necessidade de inserção de texto… Consta do manual de instruções acesso exclusivo a imagens armazenadas pelo usuário, distintas dos textos, o que torna duvidosa a afirmação de que o uso do aparelho serviria apenas para leitura, já que possível, mesmo em preto e branco, sua utilização como banco de fotos ou álbum de fotografias”, explicou o relator.

Ao negar provimento ao Agravo de Instrumento da empresa, os desembargadores federais acrescentaram ainda que o suporte à visualização de animações pelo aparelho afastaria, de forma contundente, a afirmação de que as imagens se refeririam apenas às encontradas dentro de livros digitais. “Isso prejudica o argumento de que o leitor de livros digitais poderia ser equiparado, em suas funções e finalidades, ao livro em papel para fins de gozo da imunidade constitucionalmente prevista”, concluiu Muta.

Jurisprudência em conflito
A decisão do TRF-3 vai na contra entendimento do Tribunal de Justiça de Goiás, segundo o qual, impedir que um leitor de livro eletrônico tenha imunidade de imposto, apenas por não ser publicado em papel, equivale a tributar a liberdade ao conhecimento, à cultura e à manifestação do pensamento.

A 5ª Câmara Cível da corte permitiu, no último dia 22, que uma editora comercialize no estado goiano livros eletrônicos e e-readers sem o recolhimento do ICMS.

A cobrança de ICMS no setor ainda opõe governos estaduais e editoras, com decisões divergentes pelo país. Em 2014, por exemplo, o Tribunal de Justiça do Ceará determinou a suspensão do imposto sobre a venda de e-readers. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP/MS), por sua vez, entendeu ser impossível equiparar e-readers ao papel destinado à impressão de livros.

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