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Posts tagged Livros digitais

Livros digitais estão em 95% das bibliotecas dos EUA

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Biblioteca da Florida Polytechnic University / Reuters

Biblioteca da Florida Polytechnic University / Reuters

Publicado no Olhar Direto

Em 2013, esse índice era de 89%.De acordo com uma pesquisa feita pela publicação especializada “Journal Library”, livros digitais, ou e-books, estão presentes em 95% das bibliotecas públicas dos Estados Unidos.

O estudo acompanha a expansão dos livros digitais desde 2010 e, na edição de 2014, notou um aumento na quantidade de bibliotecas adeptas às versões digitais. Entre 2013 e 2012, 89% desses estabelecimentos disponibilizavam e-books. Quando a pesquisa começou a ser feita, o índice de aceitação era de 72%.

Em média, as bibliotecas norte-americanas possuem em seu acervo 20.244 livros digitais. Mas esse número é puxado para cima por grandes instituições. Aquelas que declaram não oferecer e-books não o fazem por falta de recursos. Entretanto, um exemplo da mudança dos ares nos EUA foi a abertura em 2013 de uma biblioteca em San Antonio (Texas) totalmente dedicada a livros virtuais.

Os livros digitais podem ser acessados em leitores digitais especializados, como Sony Reader, Nook, da livraria Barnes & Noble, Kobo, vendido no Brasil pela Livraria Cultura, e Kindle, da Amazon. Também são consideradas plataformas voltadas para a leitura virtual o iPad, da Apple, e os tablets que rodam o sistema operacional Android.

Os empréstimos digitais variam conforme o sistema utilizado. Alguns necessitam da criação de uma conta pessoal do usuário que deve ser pareada à da biblioteca para que o e-book seja transferido de uma estante para outra via cabo USB. Outros permitem com alguns cliques a cessão de um livro de um lugar para outro, que automaticamente exibe a publicação assim que ocorre uma sincronização.

Revelando o segredo da Amazon

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Embalagem da Amazon: não tem segredo

Embalagem da Amazon: não tem segredo

Publicado no Opera Mundi

A Folha traz neste domingo (23/11) reportagem sobre a queda do preço dos livros no mercado brasileiro com a entrada da Amazon na comercialização de livros físicos.

A disputa é real, mas é preciso atentar para alguns detalhes.

Primeiro, dos exemplares vendidos nas maiores livrarias do Brasil, 70% (dados da Nielsen) estão fora dos “top 500″, os livros em que a disputa realmente se dá.

Só essa divisão do mercado já mostra a especificidade do mercado livreiro: que outro setor da economia a lista dos mais vendidos tem 500 itens tão diferentes entre si? E em que outro setor os 500 mais vendidos representam apenas 30% do mercado?

Ou seja, na imensa maioria dos livros vendidos no Brasil, essa guerra de preços ou não existe ou é insignificante.

O segundo detalhe é que a Amazon não vende livros. Seu principal dirigente no Brasil diz que não vai entregar o segredo de a Amazon vender tão barato. Então eu explico por ele.

O segredo da Amazon é um só: seu dinheiro vem de muito lugares, e a venda de livros é o menos importante deles. Quando compramos na Amazon, vendemos a preço de banana nossas informações – cadastrais, de consumo, de preferências.

Quando compramos livros digitais, vendemos até o trecho em que paramos ou que prosseguimos a leitura. Vendemos onde estivemos, que lugares frequentamos. O que pensamos.

Vendemos nossas amizades, nossas recomendações. Esses dados só têm valor para quem pode processá-los, grandes monopólios e governos.

Você acha que está comprando livro, mas está vendendo sua vida e a dos seus pelo desconto do livro.

É uma concorrência leal ou desleal? É bom para o país uma empresa privada estrangeira saber tanto sobre você, e sua vizinha, e seus amigos?

É bom para o país ter apenas um distribuidor de livros?

Os Estados Unidos acham que é.

A Europa tem suas restrições, e as transforma em leis. Nem impede, nem estimula.

A lei do preço fixo é urgentemente necessária.

Novo e-reader brasileiro vai te convencer a trocar os livros de papel pelos digitais

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Publicado por Hypeness

Alguns hábitos nunca mudam para algumas pessoas, como a paixão de ler, mas a tecnologia cada dia mais tem chegado para facilitar a nossa vida e simplificar essas tarefas do cotidiano. Um exemplo disso, são os e-readers, que fizeram com que não seja mais preciso acumular estantes de livros em casa, e nem andar por aí carregando uma pilha deles debaixo do braço.

O mercado recentemente ganhou um novo produto nessa categoria: é o Lev Saraiva, um gadget que você pode levar na bolsa e que te permite ler os livros que quiser em poucos cliques. A gente recebeu o produto aqui no QG do Hypeness e é claro que fomos logo testar – afinal, somos devoradores de livros.

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A primeira coisa que chama atenção é o peso do produto que faz jus ao nome. O e-reader é bem leve (pesa 190g) e também pequeno: com 12cm x 16,6cm x 0,9cm. O produto todo só tem um botão de menu, deixando mais espaço livre para a tela touch E-Ink de 6″. Na parte de baixo do Lev, fica a luz que indica a quantidade de bateria restante, assim como a entrada para o cabo USB, cartão micro SD e o botão de liga/desliga. O gadget pode ser manuseado sem problemas com uma mão só, fazendo com que o usuário possa mudar de página sem precisar ficar clicando em botões: basta apenas fazer o mesmo movimento que você faria ao virar a página de um livro, deslizando o dedo da direita para a esquerda na tela.

Para inserir seus livros, você pode usar tanto o cabo USB como pode fazê-lo também via Wi-fi, e guardá-los usando os 4GB de armazenamento interno ou então em algum cartão microSD de até 32GB, para aqueles viciados em livros.

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Falando da melhor parte: a resolução da tela digital de 758 X 1024 pixels que garante uma ótima nitidez na hora da leitura, dando impressão de estar lendo em papel. O Lev tem um sistema de leitura de arquivos em PDF super eficiente, graças à tecnologia chamada PDF Reflow que adapta qualquer texto para o tamanho da tela, fazendo com que você não precise perder tempo dando e tirando o zoom da tela para reorganizar o texto. Além disso, ele também aceita formatos JPEG, PNG, GIF, BMP, ICO, TIF e PSD.

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A leitura é boa e bastante confortável e não cansa a vista (mesmo sob à luz do sol) e os menus são simples de entender e bastante intuitivos. Também é possível fazer anotações, marcar trechos e páginas enquanto você segue com a leitura, mais um ponto positivo para quem não abre mão de ir fazendo anotações enquanto lê.

Outro ponto bem bacana do Lev é a bateria que, segundo especificação técnica, pode chegar até os impressionantes 28 dias de uso com a luz de suporte ligada.

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O bacana é que no Lev, você pode ler livros de basicamente qualquer loja do mundo, além de receber 10 livros de graça no ato da compra e ainda poder escolher mais 4 outros títulos da lista de best-sellers.

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Conclusão final: o gadget vale bastante a pena para quem busca um leitor digital leve, fácil de manusear, com bateria de longa duração e uma leitura confortável.

Para mais infos, acesse o site da Saraiva.

Centenas de escritores se unem contra monopólio literário da Amazon

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escritores se unem contra monopólio literário da Amazon

Publicado no Canal Tech

Os livros digitais, comparados aos títulos em papel, ainda são minoria aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos a coisa é bem diferente. Por lá, as vendas no formato digital são bem expressivas, especialmente depois da chegada dos tablets, e-readers e da expansão da Amazon, líder em comercialização de obras no formato.

Contudo, a empresa de Jeff Bezos tem enfrentado críticas por parte tanto de editoras – principalmente a francesa Hachette – quanto de autores, que acusam a companhia de monopolizar o mercado literário. E isso não se limita apenas aos EUA, já que o conflito chegou também ao Reino Unido e Alemanha. Agora, centenas de outros autores estão se unindo contra a gigante americana do varejo e, para isso, querem que o Departamento de Justiça dos Estados Undidos investigue a companhia por supostas táticas ilegais de monopólio.

Ursula K. LeGuin (“Ciclo de Terramar”) é uma das escritoras que critica as políticas adotadas pela Amazon. Em entrevista ao jornal The New York Times, LeGuin disse que a companhia “está se apoiando na censura para obter o controle total do mercado e, assim, determinar o que as editoras podem publicar, o que os autores podem escrever, o que os leitores podem comprar”. “Isso é mais do que injustificável. É intolerável”, destacou a autora.

A guerra comercial entre a Amazon e as editoras literárias se intensificou graças ao conflito com a Hachette, que não aceitou a divisão das porcentagens entre o vendedor e o editor dos livros. Sem um acordo, a Amazon tomou medidas que, de certa forma, prejudicaram a Hachette, como atrasar o envio de um livro, subir o preço ou não disponibilizá-los para pré-venda. A decisão afetou diversos autores, incluindo J.K. Rowling (“Harry Potter”) sob seu pseudônimo de Robert Galbraith (“The Silkworm”).

Já no Reino Unido, a briga chegou no fim de junho de 2014, só que afetou uma parcela menor de editores. Neste caso, as mais desfavorecidas são as editoras independentes: se elas não enviassem cópias de um determinado título, a Amazon poderia optar por imprimi-lo por meio de outro comprador através de um sistema por demanda.

No começo de agosto, um grupo com mais de 900 escritores, entre eles John Grisham, Nora Roberts e Stephen King, entrou com um apelo contra as práticas abusivas da empresa de Bezos. O pedido mencionava não apenas as medidas repressoras contra as editoras que não acatarem a decisão da varejista, mas também os preços altamente competitivos nos livros digitais, que impactaram as vendas de livros em papel. Cerca de 60% do mercado de livros impressos nos EUA é controlado pela Amazon e, no caso dos títulos eletrônicos, o domínio é de 65%.
No Brasil

Em território nacional, a Amazon vende livros nos formatos digital e físico. Este último chegou ao país no final de agosto e já fez com que as editoras brasileiras ficassem atentas ao que poderá acontecer com a expansão da varejista. Para tal, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), a Liga Brasileira de Editoras (Libre) e a Associação Nacional de Livrarias (ANL) disseram que planejam enviar uma carta aos candidatos à Presidência da República para regulamentar o mercado editorial brasileiro.

Um dos destaques que mais chamam a atenção é a adoção de uma lei de preço fixo para livros inéditos durante um certo período – método semelhante ao que já ocorre na França. O que teria motivado essas empresas a formular a nova lei seria justamente o lançamento de livros em papel na Amazon Brasil. A companhia oferece 150 mil títulos em português de mais de 2,1 mil editoras – alguns podem custar até 77% mais barato na Amazon se comparados a outras livrarias nacionais.

Depois de conquistar os leitores, e-books agradam aos poetas

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Editoras começam a se dedicar à formatação de poesia nos livros digitais e buscam manter “integridade física” dos textos

Alexandra Alter, no Estadão

NOVA YORK – Quando John Ashbery, Prêmio Pulitzer de poesia, constatou que as edições digitais de seus poemas não se pareciam com a versão impressa, ficou chocado. Não havia quebra de linhas e os versos haviam sido espremidos num bloco como se se tratasse de um texto prosa. A cuidadosa arquitetura dos seus poemas desaparecera.

Queixou-se com a editora, a Ecco, e os quatro livros em formato eletrônico foram imediatamente retirados do mercado. Isto aconteceu há três anos. Desde então, a publicação digital evoluiu consideravelmente. As editoras agora criam e-books que preservam melhor a meticulosa formatação dada pelo autor. Portanto, quando a editora digital Open Road Mediaed contactou Ashbery a respeito da criação de versões eletrônicas dos seus livros, ele decidiu dar-lhe mais uma chance.

Na semana passada, a Open Road publicou 17 coleções digitais da obra de Ashbery, pela primeira vez a maior parte dos seus poemas estará disponível em formato de e-book. E ele não pediu nenhum recall.
“É muito fiel à formatação original”, disse Ashbery, 87, reconhecidamente um dos maiores poetas vivos do país.

A revolução do e-book já tem mais de dez anos, mas as editoras de poesia lutam para encontrar um lugar no mercado digital. Em 2013, foram lançados 2.050 e-books deste gênero literário, em comparação a cerca de 200 em 2007, ano em que saiu o primeiro Kindle, segundo a Bowker, que acompanha os lançamentos do mercado. No ano passado, os e-books, representaram aproximadamente 20% dos quase 20 mil livros de poesia publicados, em comparação com cerca de 10% em 2012.

Poeta americano John Ashbery

Poeta americano John Ashbery

Entre todos os gêneros, a poesia revelou-se o mais resistente à tecnologia digital, não por razões culturais, mas por complexas razões mecânicas. A maioria dos e-books estraçalha as quebras de linhas e versos, tão fundamentais para a aparência e o ritmo do poema. Consequentemente, muitas editoras desistiram de digitalizar poesia, e as obras de alguns dos maiores poetas ainda não estão disponíveis em e-books, inclusive os Cantos de Ezra Pound e poemas de Jorie Graham, Tracy K. Smith, Elizabeth Bishop e Czeslaw Milosz.

“O verso é a unidade na qual a poesia se expressa, mas a tecnologia da maioria dos e-books não favorece esta unidade”, disse Jeff Shotts, editor executivo da Graywolf Press.

Entretanto, à medida que a tecnologia foi evoluindo, as editoras começaram a se adaptar. Algumas contrataram programadores para codificar manualmente os livros de poesia de modo que as quebras de linha e os versos são mantidos; outras recorreram ao uso dos PDFs, ou arquivos estáticos, para reproduzir imagens digitais de poemas de formato elaborado, como os versos em forma de raios projetados para fora de Mary Szybist. Certas editoras acrescentaram avisos nos seus e-books, recomendando aos leitores que utilizem um tamanho específico de fonte para visualizar a representação mais acurada de um poema.

A editora independente New Directions, fundada em 1936, começou a publicar e-books de poesia no ano passado. Até o momento, lançou mais de 60 volumes digitais de poesia, inclusive obras de Pablo Neruda, Dylan Thomas e William Carlos Williams.

Farrar, Straus e Giroux começou uma grande arrancada para digitalizar seu catálogo de poesia em janeiro, depois de solucionar algumas espinhosas questões de design e de programação. Este ano, está lançando 111 coleções de poesia digital, em comparação com 17 no ano passado e apenas uma em 2012.
“Antes de fazer esta transferência, quisemos ter a certeza de que o que os poetas faziam em termos visuais poderia ser encontrado nos e-readers”, disse Christopher Richards, editor assistente da Farrar. “O aspecto digital de um poema é realmente importante e pode comunicar um tipo de significado; se não for preservado no e-book, o leitor perderá de fato alguma coisa”. A produção de poesia digital ainda é inexpressiva diante da poesia impressa, e alguns escritores e editoras questionam se existe de fato muita demanda de e-books de poesia.

“Uma grande porcentagem de leitores de poesia é fetichista: gosta de segurar o livro físico”, disse Michael Wiegers, editor executivo da Copper Canyon Press, especializada em poesia. Para as editoras, o custo é um fator importantíssimo. As vendas de poesia sempre foram muito limitadas em relação às de outros gêneros, e a criação de e-books especificamente programados é dispendiosa, principalmente considerando que o trabalho de poetas menos conhecidos talvez venda apenas poucas centenas de exemplares.

Mas as editoras de poesia dizem que não podem mais ignorar a migração para o digital que começa a dominar a indústria; algumas delas decidiram investir consideravelmente na produção de e-books. A Copper Canyon gastou cerca de US$ 150 mil no projeto de editar livros digitais, utilizando recursos da Fundação da Família Paul G. Allen e de outros doadores. Grande parte do dinheiro foi utilizada para pagar os programadores , disse Wiegers. Nos últimos anos, a Copper Canyon lançou cerca de 125 volumes de poesia digital.

“Foram necessárias diversas experiências na base da tentativa e erro, e também no que se referia à programação”, explicou Wiegers.

Alguns poetas continuam inflexíveis quanto à superioridade do livro impresso. Albert Goldbarth, que escreveu mais de 30 livros de poesia, recusa-se a publicar e-books. “Me recuso a fazer isto; é uma questão de princípio”, afirmou, acrescentando que, com as edições impressas ele pode controlar os caracteres, o tamanho da fonte e o layout.

Outros poetas pediram insistentemente que as editoras incluíssem avisos em os seus e-books. O consagrado poeta americano Billy Collins fez a solicitação há alguns anos, ao constatar que a mudança do tamanho da fonte num e-reader “desequilibrou o poema”, como ele disse. Seus e-books agora trazem a advertência de que algumas funções de um e-reader podem mudar a “integridade física do poema”. “A primeira impressão que se tem de um poema é o formato da página”, disse Collins. “Um poema tem uma integridade escultural que nenhum e-reader pode registrar”. A poesia de Ashbery, que escreve frequentemente em versos longos, no estilo de Walt Whitman, e usa a complexa técnica de continuação do verso na linha seguinte alinhado à direita, foi difícil de digitalizar.

“Muitos dos meus poemas têm versos muito longos, e para mim é importante que sejam cuidadosamente reproduzidos na página”, afirmou. “O impacto de um poema muitas vezes depende da quebra de linhas, que as editoras de poesia costumam não consideram tão importante quanto o autor do poema”. Depois da primeira experiência fracassada, Ashbery relutou em vender novamente seus direitos para e-books. Mas, há dois anos, seu agente literário contatou Jane Friedman, diretora executiva da Open Road, que estava interessada em publicar versões digitais da obra de Ashbery. Ela assegurou a Ashbery e ao agente que a formatação dos e-books preservaria os seus versos.

Depois de negociações que duraram cerca de um ano, Ashbery concordou em ceder os direitos de 17 coleções.

A produção dos e-books levou vários meses. Inicialmente os livros foram escaneados, digitalizados e cuidadosamente revisados. Então a Open Road enviou os arquivos para a eBook Architects, uma empresa de desenvolvimento de e-books de Austin, Texas. Lá, o texto foi programado à mão e recebeu marcações/ instruções semânticas, para que os elementos formais fossem assinalados respectivamente como versos, estrofes ou quebras de linhas intencionais. Quando um verso não cabe na tela porque ela é pequena demais ou a fonte é grande demais, ele é quebrado na linha de baixo – convenção observada na imprensa há séculos. A tecnologia ainda está longe de ser perfeita. Os poemas de Ashbery conservam melhor sua forma nas telas maiores do iPad, e ficam espremidos, e mais versos ultrapassam a margem num Kindle ou num iPhone.

Segundo os especialistas do gênero, estas pequenas discrepâncias são um preço ínfimo a pagar para garantir o legado de Ashbery na era digital.

“John Ashbery é o nosso T.S. Eliot, a nossa Getrude Stein”, observou Roberto Polito, presidente da Poetry Foundation. “É vital que sua obra seja apresentada ao público da maneira mais perfeita no maior número possível de formatos”. / Tradução de Anna Capovilla

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