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Universidade Federal abre vagas para haitianos residentes no Brasil

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As inscrições podem ser feitas até 19 de janeiro de 2015; aulas começam em 16 de março

hait

Publicado no R7

Considerando os 21.430 haitianos que passaram a residir no Brasil entre os anos de 2010 e 2013, segundo dados do Ministério da Justiça, a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu (PR), decidiu destinar vagas em seus cursos de graduação aos estrangeiros da América Central.

Os haitianos que foram regularmente admitidos no Brasil ou que obtiveram visto humanitário podem se candidatar a vagas nos 29 cursos da universidade. As vagas, uma por curso, são para ingresso no primeiro semestre letivo de 2015. As inscrições podem ser feitas até 19 de janeiro próximo.

Para concorrer às vagas na Unila, os cidadãos do Haiti precisam atender seis requisitos, entre os quais, ter nacionalidade haitiana legalmente comprovada, ser residente em território brasileiro, ser maior de 18 anos, não possuir diploma universitário.

A inscrição é gratuita e o candidato deve preencher um formulário eletrônico com diversos dados pessoais e redigir uma carta, em português ou espanhol, onde destaca o curso que deseja fazer, o estágio de sua formação educacional, experiências educacionais anteriores, expectativas profissionais, idiomas e currículo.

A seleção será feita por uma banca da Unila e o resultado será publicado no portal da universidade em 30 de janeiro. O início das aulas será em 16 de março.

Decisão

A abertura de vagas na graduação da Unila para haitianos foi uma decisão tomada pelo Conselho Universitário, que instituiu o Programa Especial de Acesso à Educação Superior para estudantes haitianos (Pró-Haiti).

Os objetivos do programa são contribuir para a integração dos haitianos à sociedade brasileira, fortalecer o intercâmbio acadêmico com o sistema de ensino do Haiti.

A resolução, de acordo com o portal da Unila, considera a situação dos haitianos refugiados e a destruição do ensino superior naquele país, em decorrência do terremoto de 2010. “Além disso, leva em consideração o fato de os haitianos serem vítimas de xenofobia na América Latina”, de acordo com o portal.

[Night shit]

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britney: anos e anos de ‘night shit’

Publicado originalmente no Manual Prático de Bons Modos em Livrarias

Freguesa: boa noite, tem aquele livro ‘night shit’?

(‘Noite de merda’, é isso mesmo, galera do fundão?)

Livreira: a senhora poderia repetir o título, por favor?

Freguesa: n i g h t – s h i t

(Livreira consulta o título solicitado pela freguesa e fuén fuén fuén)

Livreira: senhora, tem certeza que…

Freguesa: ai, menina, é aquele famoso… ‘quando night shit chorou’, que virou filme até.

(OLHA)

Manual prático de bons modos em livrarias: tudo bem não saber falar inglês, tudo bem mesmo. problema é inventar e ainda querer sambar na cara da sociedade livresca. daí rola uma mágoa, daí rola um rancor.

 

 

Dica do João Marcos

Livros fundamentais para ser bom jornalista

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Xicho Sá, no Folha.com

Bora ler, amigos(as), assim como eu fiz, não vamos cair nesse conto que a nova Clase C é importante por si mesma. Empregada(0) só aparece em novela ou no “Fantástico” com destaque por causa do consumo besta e imediato.

Se você veio de baixo, jamais acredite nesse truque da visibilidade sem leitura ou sem educação.

Só Odair José, ídolo, 40 anos antes, cantou a bola e a empregada. A TV agora, repito, agora só quer beliscar o novo possível consumo. CRÁPULAS correndo atrás do atraso histórico.

A leitura decidiu tudo em minha vida e na vida de todos que vieram das classes populares.

Repito aí uma listinha para quem pretende escrever ou ser um bom jornalista:

A alma encantadora das ruas – de João do Rio (disponível por diversas editoras)– O dândi carioca sabia tudo sobre a arte de flanar pela cidade e tirar dela, ainda em 1908, belas histórias.

Um Bom Par De Sapatos E Um Caderno De Anotaçoes – Como Fazer Uma Reportagem -de Anton Tchekhov (editora Martins Fontes).Toda a riqueza de observação e detalhes que usava nos seus contos e peças, a favor do jornalismo-literário em uma reportagem de viagem.

Balas de Estalo – reunião crônicas políticas e de costumes de Machado de Assis –publicado por várias editoras.

Dez dias que abalaram o mundo – John Reed (ed.Conrad)–De uma forma eletrizante, punk-rock mesmo, o autor narra os acontecimentos da revolução russa de 1917.

Paris é uma festa – E. Hemingway (ed.Bertrand Brasil) –As pereguinaçoes boêmias de um dos maiores narradores americanos e a sua convivência com grandes artistas franceses. Para aprender a escrever e observar o mundinho artístico.

Na pior em Paris e Londres – George Orwell (Companhia das Letras, coleção Jornalismo Literário) –A experiência de miserável do autor de “1984”.Aula de escrita e humanismo pelos subterrâneos das cidades.

O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell (Cia das Letras). Aula genial de como fazer um perfil de um puta personagem praticamente anônimo de NY, um desses vagabundos que vemos por e mal sabemos da sua genialidade.

Malagueta, perus e bacanaço (ed.Cosac & Nayfi-João Antônio- O universo marginal dos salões de sinuca, rodas de sambas e madrugadas nos bares. Narrativa coloquial e maldita.

Dicas úteis para uma vida fútil -um manual para a maldita raça humana – Mark Twain (ed.Relume Dumará). Um grande almanaque com dicas de etiqueta, moda, comportamento, costumes. Tudo da forma mais mordaz possível. Pra rir e aprender.

O perigo da hora – o século XX nas páginas do The Nation (ed.Scritta). Textos de gênios do jornalismo e da literatura como Kurt Vonnnegut, H.L. Mencken, Gore Vidal, John dos Passos entre outros bambas.

O livro dos insultos – H.L.Menken (Cia das Letras) –Influência importante para muita gente no Brasil, como Ruy Castro e Paulo Francis, por exemplo, com Menken você aprende a ser crítico, ácido e ter uma pena maldita.

Medo e delírio em Las Vegas– (ed.Conrad) A lista não poderia faltar pelo menos uma obra-prima do rei do jornalismo gonzo, a forma mais maluca e ousada de contar histórias. Foi adaptado para o cinema em 1998, pelo diretor Terry Gilliam.

Sim, não esqueçam, tudo do Nelson Rodrigues, óbvio ululante.

Mais sugestões, por favor, vamos enriquecer essa estante. Ja vi aqui que faltou Capote, ja vi aqui que faltou Lima Barreto… Só vocês salvam, amigos!

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