Posts tagged livros e pessoas

Um livro foi devolvido a uma biblioteca, 67 anos depois da data limite de entrega

0

Na Nova Zelândia, uma mulher atrasou-se 67 anos a devolver um livro à biblioteca. A multa atingiu os 24.000 dólares, mas foi perdoada. “Eu queria devolver o livro há anos”.

Publicado no Observador

Uma mulher neozelandesa devolveu um livro à biblioteca local 67 anos depois da data limite de entrega. O livro”Myths and Legends of Maoriland“, de AAW Reed, foi requisitado por uma menina em 1948 e nunca mais foi visto até que, esta quinta-feira, Zoe Cornelius, uma bibliotecária de Auckland, recebeu o livro de volta.

A ficha de empréstimo do livro Twitter

A ficha de empréstimo do livro
Twitter

 

A mulher que entregava o livro perguntou quanto devia pelos 24.065 dias de atraso. Zoe respondeu-lhe que devia 24 mil dólares australianos.

Ela disse-me que leu o livro imensas vezes e que este lhe deu grandes momentos de prazer, ao longo das décadas em que o tinha tido, o que me fez bastante feliz”, afirmou Zoe. A mulher também lhe disse que quis devolver o livro durante anos.

A bibliotecária afirmou que não foi aplicada nenhuma multa à mulher, já que tinha requisitado o livro ainda em criança e que não eram aplicadas multas monetárias a crianças, na biblioteca.

O exemplar de “Myths and Legends of Maoriland”, um livro bastante popular quando foi editado pela primeira vez, deverá ir para a secção de livros especiais da biblioteca. O nome da mulher que devolveu o livro não foi revelado.

Quando Zoe perguntou o porquê de devolver o livro passados tantos anos, a mulher terá respondido que vivia fora de Auckland e que tinha aproveitado o facto de ir visitar familiares para o devolver.

Divulgada a capa do 2° livro de Magnus Chase e os Deuses de Asgard

0

RICK-RIORDAN-Marty-Umans1-770x405

Paula Ramos, no Poltrona Nerd

O próximo livro da saga Magnus Chase e os Deuses de Asgard, do autor Rick Riordan (de “Percy Jackson e os Olimpianos”) acaba de ganhar uma capa de lançamento.

13124431_1070195709732711_2987504240391914003_n-768x768

O livro recebe o nome de O Martelo de Thor e dará continuidade ao primeiro volume da saga, A Espada do Verão. A previsão é que seja lançado em outubro desse ano.

Descubra como revisar o conteúdo das matérias antes de uma prova de maneira mais eficiente

0

Revisão

Publicado no Amo Direito

Fazer uma boa revisão antes de uma prova é importante estratégia para obter um bom resultado. Descubra como revisar o conteúdo de maneira eficaz.

Independentemente da maneira como você prefere estudar, a revisão de conteúdo é a maneira ideal para se preparar para a prova. Por isso, é importante que você preste atenção a como você costuma revisar a matéria e conheça estratégias para melhorar suas revisões.

Segundo o jornal The Guardian, o primeiro passo para melhorar os seus estudos antes de uma prova é entendendo como o seu cérebro funciona. Quando você estuda os neurônios fazem mais conexões e estimulam uma área chamada hipocampo – estrutura responsável pela memória. Entretanto, nem todas as informações são registradas por essa área: algumas delas são simplesmente perdidas. E agora, como contornar isso?

Uma das maneiras mais comuns de estimular a memorização de um conteúdo no hipocampo é pela repetição. Se você precisa decorar a anatomia de uma árvore para a aula de biologia, por exemplo, comece a repetir várias vezes as suas partes. Ao longo do dia, faça exercícios para recordar esses nomes e os escreva em uma folha de papel.

Outra técnica que pode ser utilizada é a repetição espaçada, ou seja, o ato de repetir um conteúdo estudado em períodos diferentes. Ao aprender uma nova informação, você deve estudá-la no mesmo dia. Depois, estudar novamente depois de alguns dias. Após isso, estudar mais uma vez após semanas. Estimular o seu hipocampo a recuperar essa informação em tempos espaçados faz com ela esteja mais registrada na memória e seja dificilmente esquecida.

Além disso, o The Guardian frisa que o hipocampo precisa de atenção e foco para conseguir memorizar uma informação. Ao dar atenção exclusiva a um único assunto, o cérebro entende que aquele momento é importante e, por isso, deve ser memorizado. Por isso, quando você estudar uma matéria difícil, evite mexer no celular ou escutar música. Seu cérebro deve estar totalmente focado nos estudos para que você memorize o conteúdo.

Os descansos também são importantes. Quando o hipocampo entra em contato com muitas coisas novas em pouco tempo ele tende a filtrar essas informações e memorizar somente algumas. Evite estudar por horas seguidas e tire pausas de aproximadamente 30 minutos para descansar.

Por fim, não deixe de dormir bem. Enquanto dormimos nosso cérebro, principalmente o hipocampo, consolida tudo o que foi aprendido ao longo do dia e registra essas memórias. Pessoas que não dormem bem têm mais problemas de memória e isso pode ser prejudicial para estudantes.

Essas técnicas poderão facilitar os seus momentos de estudo e melhorar seus resultados em provas e trabalhos. Bons estudos!

Fonte: Universia Brasil

Negra, ex-catadora e “favelada”: Você conhece a escritora mineira lida em 14 línguas?

1
Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada” – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada” – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

 

Carolina Maria de Jesus foi cozinheira, empregada doméstica e passou fome. Com dois anos de estudo, escreveu sobre o cotidiano das favelas em contos, poesias e romances

Publicado na Brasileiros

Não é todo dia que uma escritora vende 1 milhão de exemplares só no Brasil e é traduzida para 14 línguas. Também não é sempre que se é lido nos Estados Unidos meio século depois. Mesmo assim, não é todo mundo que conhece esse fenômeno literário, a brasileiríssima Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada”.

O termo, de dar arrepios, fez sucesso na década de 1960, quando uma moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ganhou os holofotes. Carolina já tinha sido doméstica e auxiliar de cozinha no interior paulista quando passou a catar lixo. Era do lixão que recolhia cadernos velhos em que registrava o cotidiano da comunidade em que vivia.

Nascida em Sacramento (MG) em 1914, ela se mudou para a capital paulista em 1947, depois de passar por Franca – no interior paulista –, época em que nasciam as primeiras favelas na cidade. Estudou pouco. Frequentou o Colégio Allan Kardec entre 1923 e 1924. Mesmo assim, reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da comunidade. Um deles rendeu seu bestseller, Quarto de Despejo, publicado em 1960. Na época, foram três edições, 100 mil exemplares vendidos, tradução para 14 idiomas e vendas em mais de 40 países. Hoje, contabiliza-se 1 milhão de exemplares vendidos em todo o Brasil.

Carolina depois da fama – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina depois da fama – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

 

Carolina era uma mulher briguenta, que ameaçava os vizinhos prometendo escrever tudo em um livro. Os cadernos continham contos, poesias e romances. Um deles foi publicado em 1958 pelo grupo Folha de S.Paulo e, em 1959, pela revista O Cruzeiro.

As descrições versavam sobre o cotidiano na comunidade: como acordar, buscar água, fazer o café. “Ela conta que tinha um lixão perto da favela, onde ela ia catar coisas. Lá, ela soube que um menino, chamado Dinho, tinha encontrado um pedaço de carne estragada, comeu e morreu. Ela conta essa história sem comentário, praticamente. Isso tem uma força extraordinária”, lembra Audálio Dantas, jornalista que descobriu a escritora em 1958, em entrevista para a EBC.

Em um trecho de um dos seus livros, a autora escreve sobre passar fome. “Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos.” Para Audálio, “um escritor pode ficcionar isso, mas ela estava sentindo”.

Carolina se considerava uma escritora mesmo antes da primeira publicação. O sucesso do primeiro livro, no entanto, não se repetiu nos títulos seguintes. A Casa de Alvenaria (1961) vendeu 10 mil exemplares.

Artista de sangue, tinha pretensões de se aventurar por diferentes ramos artísticos, como a música. Em 1961, lançou um disco com o mesmo título de seu primeiro livro: 12 canções de sua autoria, entre elas O Pobre e o Rico. “Rico faz guerra, pobre não sabe por quê. Pobre vai na guerra, tem que morrer. Pobre só pensa no arroz e no feijão. Pobre não envolve nos negócios da nação”, diz um trecho.

Como muitos artistas de hoje, a escritora acabou consumida como curiosidade e depois descartada pela classe média. “Costumo dizer que ela foi um objeto de consumo. Uma negra, favelada, semianalfabeta e que muita gente achava que era impossível que alguém daquela condição escrevesse aquele livro”, acredita o jornalista.

Carolina de Jesus publicou ainda Pedaços de Fome e Provérbios, os dois em 1963, custeados por ela. Quando morreu, em 1977, foram publicados o Diário de Bitita, com recordações da infância e da juventude; Um Brasil para Brasileiros (1982); Meu Estranho Diário; e Antologia Pessoal (1996).

Se no Brasil ela foi quase esquecida, Carolina Maria de Jesus é muito lida nas escolas norte-americanas até os dias de hoje.

Carolina Maria de Jesus em sua casa – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina Maria de Jesus em sua casa – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Svetlana Alexiévitch, Nobel de literatura, terá livros editados no Brasil

0
A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich segura flores ao chegar para a entrevista coletiva, em Minsk. (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters))

A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich segura flores ao chegar para a entrevista coletiva, em Minsk. (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters))

 

Companhia das Letras anunciou que vai lançar quatro obras da bielorrussa

Publicado em O Progresso

A editora Companhia das Letras anunciou, nesta quinta-feira (22), que vai publicar quatro livros da escritora bielorrussa Svetlana Alexiévitch, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015. A autora é inédita no Brasil. Os títulos escolhidos pela Companhia das Letras são “War’s unwomanly face”, “Time second hand”, “Last witnesses” e “Voices from Chernobyl”. Ainda não há data prevista para o lançando das obras.

Primeira jornalista e 14ª mulher a ganhar o Nobel de literatura, Svetlana foi escolhida por sua “obra polifônica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”. Considerada cronista implacável da União Soviética, ela é uma das raras autoras de não ficção a levar o prêmio.

Traduzida para o inglês e mais de dez idiomas, como espanhol, francês, alemão e chinês, Svetlana tem como livro mais conhecido justamente “Voices from Chernobyl: The history of a nuclear disaster” (“Vozes de Chernobil: A história oral de um desastre nuclear”), originalmente publicado em 1997.

Ele levou dez anos para ser escrito e reúne entrevistas com testemunhas da maior catástrofe nuclear da história. A obra chegou a ser proibida em Belarus.

10 anos para escrever um livro

Svetlana sempre recorreu ao mesmo método para seus livros documentais, entrevistando durante muitos anos pessoas com experiências dramáticas: soldados soviéticos que retornaram da guerra no Afeganistão (“Zinky boys: Soviet voices from Afghanistan war”) ou suicidas (“Enchanted with death”).

Em uma entrevista que faz parte de uma coletânea de seus trabalhos publicada na França, Svetlana afirma o seguinte sobre seus textos ao site do G1: “Eu não estou tentando produzir um documento, mas esculpir a imagem de uma época. É por isso que eu levo entre sete e dez anos para escrever cada livro”.

Ainda comenta: “Eu não sou jornalista. Não permaneço no nível da informação, mas exploro a vida das pessoas, sua compreensão da vida. Também não faço o trabalho de um historiador, porque tudo começa, para mim, no ponto de término da tarefa do historiador: o que se passava pela cabeça das pessoas após a batalha de Stalingrado ou após a explosão de Chernobil? Eu não escrevo a história dos fatos, mas a história das almas”.

Voz das mulheres

Svetlana Alexiévitch nasceu na Ucrânia, em 1948, mas cresceu em Belarus. Seu livro de estreia é “War’s unwomanly face” (“A guerra não tem uma face feminina”, em tradução livre) e saiu em 1985. Ele é baseado em entrevistas com centenas de mulheres que participaram da Segunda Guerra Mundial.

Este trabalho é o primeiro do grande ciclo de livros de Svetlana, “Voices of Utopia”, em que a vida na União Soviética é retratada a partir da perspectiva do indivíduo. Por causa de sua crítica ao regime, a autora viveu periodicamente no exterior, na Itália, França, Alemanha e Suécia, entre outros lugares.

“Tudo o que sabíamos da guerra foi contado pelos homens. Por que as mulheres que suportaram este mundo absolutamente masculino não defenderam sua história, suas palavras e seus sentimentos?”, questionou a escritora certa vez.

Go to Top