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Posts tagged livros eletrônicos

Crianças aprendem mais com e-book do que com livro de papel

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(BraunS/iStock)

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Estudo feito nos EUA revela que os livros eletrônicos atraem mais a atenção dos pequenos. Mas, a longo prazo, isso também pode ter um efeito ruim

Ana Carolina Leonardi na Superinteressante

Encontre uma criança em um restaurante e você provavelmente verá um tablet pertinho dela. Bebês e telas têm uma curiosa e fofíssima relação. Mas será que é possível tirar proveito dela?

Um grupo de pesquisadores dos EUA e do Canadá acha que sim. Eles estavam estudando os benefícios que surgem quando pais leem para os seus filhos. A prática é importante para ajudar as crianças a ampliar seu vocabulário, a introduzi-las à leitura desde pequenas e estimular seu desenvolvimento com relação à linguagem. Os cientistas queriam entender se faz diferença ler um livro impresso ou um e-book para uma criança.

Eles filmaram um grupo de 102 crianças, todas com 2 anos ou menos, enquanto elas liam com seus pais. Os pequenos receberam dois livros de 10 páginas: um sobre bichos da fazenda e outro sobre animais selvagens. Cada livro tinha uma versão impressa e uma eletrônica.

Os pais liam em voz alta e descreviam as figuras nos livros de papel, mas os e-books vinham com música de fundo e uma narração automática (eram livros digitais relativamente simples, sem animações nem elementos clicáveis). Depois de analisar todos os vídeos, os pesquisadores chegaram à três conclusões.

1. Ler um e-book muda o comportamento tanto dos pais quanto das crianças

Com os livros de papel, os pais assumiam uma postura mais ativa, apontando elementos e interagindo mais com as páginas. Já com as crianças, era o contrário: elas ficavam mais animadas com os livros eletrônicos, fazendo mais comentários durante a leitura, colocando os dedos na tela e até virando as páginas sozinhas.

2. Crianças bem pequenas se divertem mais com os e-books

Como o primeiro item indica, as crianças demonstraram mais interesse, engajamento e diversão com os livros virtuais.

3. Elas também aprenderam mais

Antes do experimento, os pais foram instruídos a checar quantos bichos da história as crianças reconheciam e eram capazes de nomear. Depois de terminar a leitura dos livros, os pais refizeram o teste. As crianças que haviam lido e-books tiveram um desempenho melhor, ou seja, aprenderam os nomes de mais bichos.

O porém

A pesquisa foi uma das poucas a investigar a leitura para crianças tão pequenas. E sua conclusão confirma algo que outros estudos detectaram em crianças maiores, a partir de três anos. O e-book exige menos esforço mental do que o livro físico – e isso, a longo prazo, pode deixar as crianças mal acostumadas. Os sons e as músicas de fundo dos e-books, que aumentam o engajamento das crianças bem novinhas, acabam distraindo as crianças mais velhas do conteúdo em si e, no longo prazo, dificultam seu aprendizado.

A conclusão, por enquanto, é de que faltam mais estudos sobre o assunto – e que a forma como o e-book é apresentado (com efeitos e chamarizes) é mais importante do que a plataforma em si. Se o livro eletrônico prende a atenção e destaca o conteúdo, ele é útil. Se só distrai a criança, não.

A “nuvem de livros” brasileiros chega à Espanha

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Publicado em El País

Há oito anos, o empresário e editor Jonas Suassuna, presidente do grupo brasileiro Gol, teve uma intuição: “Tudo está virando digital. Os livros também e isso vai ocorrer rapidamente”. Hoje, em 2015, aquela reflexão é algo óbvio. Naquela época, nem tanto. Suassuna acreditou no que dizia seu instinto e começou a preparar uma grande biblioteca virtual. Assegura que, para se inspirar, também pensou nas dimensões continentais de seu país e em uma das suas necessidades mais urgentes. “Imaginei a quantidade de escolas que havia no Brasil sem livros e em uma maneira de levar esses livros a essas escolas. Não havia a menor oportunidade de levar livros até lugares remotos. O segredo estava na Internet. O segredo estava em construir uma grande biblioteca, não uma grande livraria”.

Durante os anos seguintes dedicou-se, com sua equipe, a criar o suporte digital adequado. Também a visitar todas as feiras literárias mundiais mais importantes. Então, em 2011, criou a Nuvem de Livros que, através de uma assinatura, dava acesso a um sistema semelhante ao streaming a cerca de 14.000 títulos em português.

Desde esse momento, a empresa de Suassuna conta com 2,5 milhões de usuários no Brasil, entre eles um grande número dessas escolas remotas que o empresário sonhava em inundar de livros, virtuais ou físicos. Agora, Suassuna, aliado à empresa de telecomunicações Orange, desembarca na Espanha em abril. Pagando 3,99 euros (13 reais) por mês, o cliente terá acesso a mais de 3.000 títulos, mais os 400.000 volumes da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

De seu escritório no Rio de Janeiro, com uma veemência que é parte de sua personalidade expansiva, relata que alguns anos atrás ninguém acreditava em sua ideia. Agora está competindo com a própria Amazon. “Isso me deixa orgulhoso: é a Amazon que deve ficar com medo”. O empresário acrescenta que outra diferença com a grande plataforma norte-americana é que a Nuvem de Livros “nasce com um espírito familiar, controlado, sem passar por nosso pessoal especialista não é possível colocar nenhum livro em nossa biblioteca”. E acrescenta: “Tampouco aceitamos a autopublicação. O que pode servir para outras plataformas, e de fato é parte da essência delas, não vale para nós. Acreditamos no trabalho de uma editora, de editores, como passo anterior à publicação de um livro, como filtro entre o escritor e os leitores”. Em sua opinião, “a Internet é tudo: pode ser um esgoto a céu aberto, por isso é necessário que existam lugares onde seja aplicado certo nível de exigência”. O catálogo, em espanhol, por enquanto, inclui, em ficção, sobretudo clássicos, e em outras áreas, livros educativos, atlas, jogos educativos e audiobooks.

O objetivo do ambicioso empresário brasileiro não é ficar somente na Espanha: “Escolhemos a Espanha como base de operações, em primeiro lugar, porque sou apaixonado por essa terra e, segundo, porque é a base ideal para se espalhar depois pelo mercado latino-americano”. Suassuna diz que outro fator que o levou a se dirigir a Madri foi o mercado editorial espanhol: “Aqui estão os melhores editores da Europa”. A intenção da Nuvem de Livros é dar o salto, posteriormente, ao complicado mercado editorial francês.

Começa no Brasil aluguel de livros eletrônicos

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Publicado por Catraca Livre

Já estamos habituados ao aluguel mensal de filmes. Mas agora, surge no Brasil o aluguel de livros eletrônico, muito semelhante ao mesmo sistema. A pessoa paga R$ 19 por mês e tem direito a 10 livros mensais. Ou seja, por o preço de um livro pode ler atá 10 exemplares.

Trata-se do Kindleunlimeted que ,assim como outros canais de locação, não inclui os lançamentos na plataforma. Se quiser testar, os primeiros 30 dias são gratuitos. Clique aqui

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Estudos comparam compreensão de texto de quem lê livros eletrônicos e de papel

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Reinaldo José Lopes, na Folha de S.Paulo

O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário –menos de 5% dos livros vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% –, mas cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença, para o bem ou para o mal?

Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.

Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader (aparelho projetado para a leitura digital) atrapalhe um pouco a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem tem dificuldades de ler no papel.

A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega.

Ela dividiu 50 estudantes em dois grupos –um tinha de ler a versão em papel de um conto da americana Elizabeth George, enquanto o outro lia o texto num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto.

A percepção sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os grupos, e a sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos na trama.

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Editoria de Arte/Folhapress

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Editoria de Arte/Folhapress

Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem adolescentes com dislexia (dificuldade de leitura e escrita). A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes.

O resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na velocidade de leitura e na compreensão.

A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers, afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

“Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um achado. O mesmo vale para a conversão de texto para áudio no caso de leitores com deficiência auditiva”, compara.

No entanto, no caso de leitores sem grandes dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de fazer inferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz.

“A situação ainda é muito fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, doutora em linguística aplicada e professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.

Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos acadêmicos –nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico.

“Por outro lado, vi um estudo interessante com aqueles romances populares femininos, do tipo ‘Júlia’ e ‘Sabrina’. Nesse caso, as pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os preferidos delas”, diz Ana Elisa.

Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre livros digitais e impressos, ou mesmo no nível de concentração.

“Mesmo que você esteja ouvindo música e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana Elisa.

“É uma faca de dois gumes. Outros aplicativos podem acabar tirando você do texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar vídeos ou blogs sobre o tema. A experiência de leitura não necessariamente fica mais dispersa –pode se tornar mais aprofundada.”

dica do Jarbas Aragão

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