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Posts tagged livros escolares

A troca de livros está na moda e ganhou um novo fôlego com a internet

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Publicado no Comunidade Cultura e Arte

Para fazer face à crise financeira foram criados uma série de movimentos que promovem a reutilização dos manuais. A fórmula é simples: oferecem livros escolares por todo o país a custo zero.

O Movimento pela Reutilização dos Livros Escolares – iniciativa informal de cidadãos que promove a criação e divulgação de bancos de recolha e troca gratuita de livros escolares em todo o país – é um desses exemplos e já conta com bancos de partilha distribuídos pelos 19 distritos do Continente e Açores, faltando apenas a Madeira.

Como funciona? Quem estiver disposto a doar os manuais só tem de se deslocar ao banco mais próximo e depositá-los. Já aqueles que precisam de recorrer à reutilização e querem dar-lhes uma segunda vida devem ir a um desses bancos verificar se os manuais de que necessitam estão disponíveis, sem qualquer custo associado.

Outra solução passa pelo “Sítio da Troca”, mas a política é ligeiramente diferente em relação ao anterior. Neste caso, os livros escolares usados são vendidos e comprados, em vez de doados e levantados de forma gratuita. São aceites para venda apenas livros escolares e auxiliares, não sendo possível vender livros que não sejam de uso escolar.

Já no site Manuais Usados pode comprar, vender ou trocar manuais escolares, livros escolares, universitários ou até livros de literatura usados. A utilização do portal é completamente gratuita e sem intermediários, cabendo ao utilizador fazer o registro e gerir o processo. Pode escolher os livros por ano ou por tipo.

Também pode recorrer ao Book in Loop, plataforma online que serve de intermediária para a compra e venda de manuais escolares usados do 5.º ao 12.º ano. Esta plataforma compra os livros a quem já não precisa e faz uma revenda. Os livros são vendidos por 40% do preço de venda ao público, sendo que quem vende recebe 20% e os restantes 20% vão para a Book in Loop.

O mercado em segunda mão também está a ganhar relevo. Por exemplo, o portal de classificados OLX apresenta várias referências na categoria de livros escolares. Isto significa que os portugueses estão a mudar os seus hábitos de consumo e que recorrem cada vez mais a outras alternativas – como os bancos de trocas ou o OLX – com vista a baixar a fatia do orçamento familiar que está reservada ao regresso às aulas.

Roubava para ler: Jovem é detido com quase 400 livros no interior de SP

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Gustavo Zucchi, no UOL

jovem-furtou-cerca-de-400-livros-de-biblioteca-e-escola-no-interior-de-sp-1500398563964_300x300Um jovem foi detido em Itápolis (cerca de 365 quilômetros de São Paulo) após ter roubado cerca de 400 livros da biblioteca municipal e de seis escolas da cidade. O rapaz de 18 anos foi detido na última segunda-feira (17) e disse que roubava para poder ler, mas não explicou por que não devolvia os livros.

No momento da abordagem, ele estava com seis livros furtados. Segundo o delegado da Polícia Civil de Itápolis, Dr. Daniel do Prado Gonçalves, o rapaz tinha cadastro na biblioteca. Enquanto alguns dos livro eram tirados de forma regular, outros eram colocados de forma furtiva dentro da mochila. Ele já cometia o crime há alguns anos, ainda segundo a polícia.

A prisão pode ser efetuada graças aos funcionários da biblioteca, que suspeitaram do jovem e sentiram falta de alguns exemplares. Com auxílio das câmaras de segurança, os furtos conseguiram ser identificados e a prisão foi efetuada.

Segundo a prefeitura, a polícia recuperou 379 livros do acervo, que serão devolvidos a biblioteca. Os exemplares encontrados eram de temática variada, ainda de acordo com o delegado da cidade. Foram encontrados desde livros escolares até contos e romances de todos os tipos.

O jovem, que não teve seu nome revelado e não tem passagem pela polícia, deverá ser enquadrado pelo crime de furto, com punição de um a quatro anos de prisão. Como não foi feito o flagrante, o jovem prestou depoimento, foi liberado e responderá em liberdade.

Internet supera livrarias em vendas de livros nos EUA

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Comércio de livros pela internet ganha força com crescimento de pedidos e aumento de procura por e-books

FOTO: Reuters

FOTO: Reuters

Bruno Capelas, no Link

SÃO PAULO – As livrarias de paredes, prateleiras e tijolos estão em declínio. Pelo menos é o que parece acontecer nos EUA, onde o faturamento das editoras foi maior, pela primeira vez, em lojas online e vendas de e-books do que em varejistas físicas.

Em 2013, as vendas “virtuais” corresponderam a US$ 7,54 bilhões, enquanto a receita vinda do modo tradicional de se vender livros foi de US$ 7,12 bilhões, de acordo com estatísticas da BookStats, que contou com informações cedidas por mais de 1,6 mil editoras. Assim, as vendas online representaram 35,4% da receita das editorias, que ainda conta com a venda de livros escolares e publicações acadêmicas. Ainda que a diferença não seja grande, mostra uma preferência considerável do público americano pela compra pela internet.

De maneira geral, a indústria editorial americana permaneceu estável com suas vendas batendo US$ 27,01 bilhões em 2013. Pouco inferior aos US$ 27,1 bilhões de 2012 – queda de 0,3% – e aos US$ 26,5 bilhões de 2008 – um aumento de 1,9% em seis anos.

Diferenças de Brasil e EUA
Enquanto lá fora muitas cadeias tradicionais de livrarias sofrem para seguir no mercado, fruto do “fantasma” da Amazon no mercado, no Brasil ainda há expansão de lojas físicas. A rede brasileira Saraiva está investindo na abertura de unidades nos aeroportos que estão passando por reformas ou ampliações. A companhia já abriu uma nova unidade em Guarulhos e terá mais cinco lojas só em Viracopos, em Campinas. Após dois anos sem nenhuma nova loja no País, a francesa Fnac abriu uma unidade na área de free shop de Guarulhos, em maio. A Hudson, rede que pertence à empresa de “free shops” Dufry, estreou no Brasil com lojas em terminais aeroportuários. Com 700 pontos de venda no exterior, a companhia aposta em unidades de “conveniência” em aeroportos por aqui. Por enquanto, anunciou sete Hudson News em terminais como Guarulhos, Brasília e Natal. Como não existe um site dominante de vendas de livros pela internet no País, como é o caso da Amazon nos EUA, as principais redes locais estão buscando reforçar suas operações online. A Livraria Cultura investiu R$ 8 milhões na área este ano. Recentemente, a Saraiva fechou parceria para oferecer seu portfólio de livros dentro do site Walmart.com.

E-books. A venda de e-books nos Estados Unidos também cresceu e bateu recorde em 2013. Em volume, esse formato passou a vender de 465,4 milhões em 2012 para 512 milhões de unidades (um aumento de 10,1%). Apesar de inédito, o número não foi suficiente para deixar o formato em papel para trás.

Em termos de receita, no entanto, o número apresentou ligeira queda de 0,7%, caindo de US$ 3,06 bilhões (2012) para US$ 3,04 bilhões. Para analistas, a relativa estabilidade – após crescimento consecutivo em relação ao ano anterior – é resultado de políticas de promoção, que aumentaram a demanda ao diminuir o preço dos livros digitais, mas não necessariamente provocaram aumento de interesse de novos leitores americanos pelo formato digital.

Outro fator que pesa contra o posicionamento dos livros digitais na pesquisa se refere ao fato de que a Bookstats considerou apenas livros com ISBN – número de cadastro usado pela maioria dos editoras do mundo. Dessa maneira, ela excluiria livros e e-books autopublicados.

Brasil. No País, dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) contabilizam uma receita anual em 2012 (o último período registrado) de US$ 4,98 bilhões. Entre 2011 e 2012, houve um aumento do número de livros digitais vendidos (entram na conta e-books e aplicativos de leitura animados) de 343% no mercado brasileiro. No total, foram lançados 7,6 mil títulos no formato digital em 2012, além de 235 mil unidades vendidas. O que levou a indústria brasileira a ter um faturamento da R$ 3,8 milhões (participação de 0,78%).

A Saraiva – que vende, além de livros, aparelhos eletrônicos – teve 30% de suas vendas concentradas no e-commerce.

Em 2012, o Brasil viu o mercado de livros digitais expandir com a chegada da canadense Kobo, da americana Amazon (dona do leitor Kindle), da loja de livros do Google (em sua loja virtual Google Play) e com o início das vendas de livros em português pelo iTunes, da Apple.

Livros escolares viram papéis picados

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Toneladas de kits escolares novos estavam estocados em galpões alugados pela FDE

Toneladas de kits escolares novos estavam estocados em galpões alugados pela FDE

Cristina Christiano, na Rede Bom Dia

A FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), ligada à Secretaria Estadual da Educação e dona de um orçamento de R$ 3,2 bilhões por ano, destruiu toneladas de apostilas novas, conhecidas como caderno do aluno. O material seria destinado a estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio.

Os livros, estocados em três galpões alugados pela fundação em Louveira, no interior, e em Jandira, na Grande São Paulo, teriam sido comprados em excesso. O DIÁRIO teve acesso a fotos que mostram a estocagem dos kits em galpões lotados, um caminhão sendo carregado com o material escolar e seguindo, escoltado por uma viatura oficial, até a empresa de aparas de papel Scrap, onde foi transformado em sucata para reciclagem.

O descarte ocorreu entre 2 e 13 de maio do ano passado. Os galpões foram alugados das empresas TCI Logística e Tzar Transportes. Na época, inúmeras denúncias de descarte de lotes de livros didáticos – novos e sem queixa de roubo – pipocaram em diversos pontos do estado, mas a polícia nada comprovou.

O presidente da fundação é o ex-prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz, que responde a processos por improbidade administrativa. Recentemente ele foi condenado em um deles. Ortiz assumiu o cargo em janeiro de 2011. Em nota, a FDE afirma que se trata de material inservível, devolvido por alunos após o uso. Ainda segundo a nota, os cadernos estavam ocupando espaço nas escolas. “Todo material é recolhido pela FDE e encaminhado para triagem, na qual são separados os cadernos que podem ser reaproveitados e os que devem ser enviados para reciclagem. Nos galpões ficam apenas os cadernos usados”, diz.

Os kits caderno do aluno são impressos a cada bimestre e entregues nas escolas. A quantidade, segundo a fundação, é definida de acordo com o número de alunos matriculados na rede e inclui reserva de 1% destinada às diretorias regionais de ensino. A FDE afirma que, caso sobrem, os exemplares novos são descontados da compra posterior. A fundação, porém, não explica como em 2011 adquiriu 4 milhões de exemplares a mais do que em 2010.

A FDE afirma que a destinação do material escolar se dá em forma de compensação. “A FDE não recebe nada pelo material, mas também não paga nada à empresa pela destinação.” No entanto, não apresenta planilha comprovando a compensação e admite que, para ela, é oneroso manter cadernos estocados. Pessoas ligadas à FDE dizem que só pelo primeiro descarte a Scrap teria pago R$ 45 mil a um de seus representantes.

Um decreto de maio de 1987, assinado pelo então governador Orestes Quércia, diz que todo material inservível do Estado será encaminhado para o Fundo de Solidariedade Social, mas a FDE afirma que o custo com o transporte e processamento seria maior do que o lucro do fundo, apesar de não ter consultado o órgão, segundo a denúncia.

Apeoesp quer que Ministério Público apure a denúncia
A presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Isabel Azevedo Noronha, diz que sempre ouviu falar em desperdício, mas nunca ninguém comprovou. “O material é de 2010, ano eleitoral e, com certeza, foi comprado para agradar editoras.”

Para a sindicalista, a denúncia só comprova, mais um vez, que dinheiro para melhorar a educação existe, mas é mal administrado. “Malversação de dinheiro público é coisa grave. O Ministério Público tem de investigar isso”, comenta.

Segundo a FDE, a perda com material escolar é inferior a 0,4% e engloba possíveis extravios no transporte ou no armazenamento.

Apostilas excedentes podem ser utilizadas normalmente no ano seguinte, já que o conteúdo é o mesmo. Já o material usado pertence ao aluno, que deve ser orientado a guardá-lo em casa.

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