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Posts tagged livros esquecidos

“The Handmaid’s Tale” lidera lista de livros esquecidos em quartos de hotéis

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“The Handmaid’s Tale” lidera a lista de livros mais populares esquecidos em quartos de hotéis por viajantes || Créditos: reprodução

Publicado no Glamurama

Quem nunca levou aquele livro para ler nas férias e acabou esquecendo? Segundo a Travelodge, empresa privada que opera na indústria hoteleira em todo o Reino Unido, em 2017, mais de 70 mil livros foram deixados para trás nas 550 unidades da rede. De acordo com o levantamento, metade dos 20 títulos mais populares esquecidos pelos hóspedes foram “livros de bolso” que se tornaram filmes e séries de TV aclamados pela crítica e pelo público. O primeiro da lista é “The Handmaid’s Tale”, escrito em 1985 pela escritora Margaret Atwood, que voltou a fazer sucesso por conta da série produzida pelo Hulu. A lista ainda inclui títulos como “A Garota no Trem”, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” e “Os Treze Porquês”.

Espia a lista completa!

1 -“O Conto da Aia” de Margaret Attwood
2 -“O Casal do Lado” de Sharri Lapena
3 -“Pai Sarilho” de David Walliams
4 -“Origem” de Dan Brown
5 -“O segredo” de Rhonda Byrne
6 -“A garota no trem” de Paula Hawkins
7 -“Paul O’Grady’s Country Life” de Paul O’Grady
8 -“Na Própria Carne” de Gillian Flynn
9 -“Diário de um Banana: Apertem os Cintos” de Jeff Kinney
10 -“Harry Potter e a pedra filosofal” de J.K Rowling
11 -“Jardim Secreto: Livro de Colorir e Caça ao Tesouro” de Johanna Basford
12 -“IT” de Stephen King
13 -“The World’s Worst Children” de David Walliams
14 -“Animais Fantásticos e Onde Habitam” de J.K Rowling
15 -“Pequenas Grandes Mentiras” de Liana Moriarty
16 -“All Out War: The Full Story of How Brexit Sank Britain’s Political Class” de Tim Shipman
17 -“O Livro De Colorir Do Harry Potter” de Warner Bros
18 -“Os Treze Porquês” de Jay Asher
19 -“Trump: A Arte da Negociação” de Donald Trump
20 -“Disney Princess Beauty and the Beast Magical Story” de Disney

Campanha estimula leitores a “esquecerem” livros em locais públicos

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Amanhã, 25, é dia de presentear desconhecidos com livros. A campanha “Esqueça um livro e espalhe conhecimento” convida leitores brasileiros a deixar obras em lugares públicos das cidades

Publicado em O Povo

Uma campanha nacional convida leitores a “esquecerem” livros em lugares públicos nesta terça-feira, 25. A iniciativa – que está sendo divulgada através do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp -pretende incentivar a leitura e o compartilhamento de conhecimento. A sistemática é simples: escolha uma obra, faça um bilhete explicando a campanha e o presente e deixe em um local de fácil acesso. Vale praça, parque, ponto de ônibus, táxi e restaurante.

O Vida&Arte, a Editora Dummar e o blog Leituras da Bel entraram na campanha e escolheram dez livros para deixar em lugares públicos. A reportagem vai sair, durante a manhã, para colocar as obras a disposição de seus novos donos. O roteiro, que só será revelado aos leitores amanhã, inclui quatro bairros diferentes. Vamos liberar pistas sobre os locais escolhidos nas nossas redes sociais.

Carolina Esmeraldo vai participar da campanha e promete "esquecer" pelo menos três livros em locais públicos na Aldeota AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

Carolina Esmeraldo vai participar da campanha e promete “esquecer” pelo menos três livros em locais públicos na Aldeota AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

“Esse tipo de campanha é sempre muito bem-vinda! Imagina você ser escolhida por um livro? Acho que a relação entre leitor e livro fica muito mais mágica! Com certeza ajuda na formação de leitores. Eu fico imaginando que a história vai conversar com a pessoa e a levar para lugares maravilhosos. Os livros sempre nos ajudam a crescer. Receber um livro sem ter propriamente escolhido… Chega dá um frio na barriga pensar na possibilidade! É uma coisa tão simples também, né? Mas bem poderosa”, acredita Carolina Esmeraldo, que “esquecerá” pelo menos três livros nesta terça-feira.

Carolina e sua irmã, Clarissa Esmeraldo, mantém um perfil na rede social instagram sobre leituras, indicações de autores, lançamentos e mercado editorial, o @sistersreading. Habituadas a ler desde a infância, elas agora compartilham a rotina de leitoras. “A gente sempre leu muito porque é um costume da nossa família mesmo. E gostamos muito de fotografia também. Aí, juntamos essas duas paixões e decidimos criar o Sisters Reading”, conta Carolina.

Para a campanha, um dos livros esquecidos por Carolina será o clássico Moby Dick, romance por Herman Melville. “Vou deixar em algum lugar da Aldeota, que é o bairro onde eu trabalho”, ela adianta. “Eu penso também em dar uma outra chance aos livros. Eu tenho alguns empacados na minha estante por pura birra ou mesmo que eu já li e sei que não vou reler. Eu tenho um monte pra desapegar”, fala sobre os outros títulos que serão “esquecidos” na terça-feira.

A professora e estudante de Letras Geisa Salgueiro já tem como hábito deixar livros em lugares públicos. É uma forma de presentear a Cidade e o outro com literatura. Moradora do Benfica, amanhã ela deve colocar a obra O mais feliz dos silêncios, da escritora cearense Ayla Andrade, na Praça da Gentilândia. “Gosto de divulgar os livros de escritores locais.

Sempre vejo muitos amigos e familiares nos lançamentos. Mas acaba que as pessoas que estão fora do circuito literário não conhecem o trabalho dos nossos escritores contemporâneos”, elucida.

British Airways cria lista com os livros mais esquecidos a bordo

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livros

Daniela Majori, no Segs

Um levantamento realizado pela British Airways revelou que, a cada ano, cerca de 500 livros e 1.400 kindles são esquecidos a bordo dos vôos da companhia. Entre eles, a Bíblia Sagrada representa 6% dos livros deixados para trás.

Na preferência dos viajantes, romances são o tipo mais comum encontrado nos vôos (22%), seguido de thrillers policiais, didáticos, guias de viagens, não-ficção, negócios e economia. Entre as biografias mais populares estão a de Hillary Clinton, do piloto Lewis Hamilton e do jogador de tênis Roger Federer. O gênero menos encontrado a bordo, de acordo com o levantamento, é o ‘chick lit’, que inclui romances leves e divertidos.

Entre os meses de abril a julho, os títulos mais esquecidos foram:

“Game of Thrones” – George R.R. Martin

“Cinquenta Tons de Cinza” – E.L. James

“A Garota no Trem” – Paula Hawkins

“Nós” – David Nicholls

“Garota Exemplar” – Gillian Flynn

“Escolhas Difíceis” – Hillary Clinton

“O Livro Negro” – Hilary Mantel

“Shotgun Lovesongs” – Nickolas Butler
“Inteligência Social” – Daniel Goleman

“Funny Girl” – Nick Hornby

A menina que sonha criar uma biblioteca

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Raul Marques, no Diário da Região

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho - Hamilton Pavam

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho – Hamilton Pavam

No alto de seus dez anos de vida, Kaciane Caroline Marques é movida por um grande sonho. Diferentemente de muitas meninas de sua idade, essa pequena rio-pretense não quer ganhar celular da moda, visitar a praia ou fazer compras no shopping. Sozinha, começou a desenvolver campanha para arrecadar livros usados, abandonados ou que estão esquecidos. Sua motivação é nobre: criar uma biblioteca no Lealdade, bairro de Rio Preto onde mora há cinco meses. Apaixonada por leitura desde que foi alfabetizada, Kaciane notou que a localidade tem essa lacuna na cultura, o que, em sua concepção, não pode acontecer. Assim, arrecada exemplares com amigos e nas redes sociais.

A pouca idade não impediu a menina de descobrir a transformação que a leitura é capaz de proporcionar. Por esse motivo, quer oferecer essa experiência revolucionária para o maior número possível de pessoas. “Quando você lê, aumenta a criatividade e melhora o vocabulário. A gente viaja sem sair do lugar”, diz a garotinha, toda orgulhosa. Mesmo sem divulgação, já arrecadou 40 unidades. Nem parou para pensar como vai guardar os livros. Nem como receberá os leitores. Mora em uma casa de 41 metros quadrados, com a família composta por cinco pessoas. Os parcos espaços vazios serão preenchidos com as obras literárias. “Meu sonho é construir um quartinho no quintal para abrir a biblioteca.” Por enquanto, prefere pensar em conseguir títulos variados para iniciar o importante projeto.

Os pais ficam orgulhosos. Mas, por enquanto, não há dinheiro disponível para ampliar a casa. A mãe é diarista e o pai, autônomo. “Não temos condição financeira, mas vamos tentar”, afirma o pai Sílvio César Marques, 43 anos. “Minha filha está empenhada. Quer fazer alguma coisa para as crianças. É bonito isso”, conta Adriana. A família tem vida simples, mas digna. Não sobra dinheiro para luxos ou compra de obras. Isso não impede Kaciane de fazer o que gosta. Ela pega os exemplares emprestados na escola e na Biblioteca Municipal. Nas datas especiais pede o mesmo presente: livros.

É uma leitora compulsiva e, ao mesmo tempo, organizada. Mantém um diário para registrar os 397 títulos, sobretudo de literatura. Sempre gostou de leitura, mas sua paixão se intensificou há três anos. Tudo começou quando pegou na biblioteca da escola ‘As Aventuras de Pedro, o Coelho’, de Beatrix Potter. Foi sua pedra fundamental. O encantamento com as histórias não passou. Nem enfraqueceu. Pelo contrário. Ganha cada vez mais espaço em sua rotina. Quer ser escritora e jornalista quando crescer. Em 2015, vai cursar o quinto ano do ensino fundamental. Estudiosa, pretende aproveitar o tempo livre para cuidar da biblioteca e atender os leitores. “Vou incentivar crianças e adultos a gostar de ler.”

Kaciane leva a sério tudo a que se propõe. Chega da escola, almoça e faz o dever de casa. Depois, fecha a porta do quarto e abre um mundo particular, repleto de lindas princesas, heróis fantásticos, monstros medonhos, extraterrestres engraçados e seres horripilantes. Exigente, não fica apenas nos temas indicados para sua faixa etária. Viaja muito mais longe. É desinibida, alegre e mostra vocabulário acima da média. A garota fala com autoridade sobre autores e estilos literários. Tanto que já se arrisca a escrever os primeiros contos e crônicas. Seu texto é correto, sem erros de português. O projeto é publicar o próprio livro. Mas isso faz parte de um outro capítulo de sua história. Os interessados em ajudar a pequena Kaciane a montar a biblioteca podem entrar em contato com o Diário, pelo telefone (17) 2139-2046.

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