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Posts tagged livros ilustrados

E se os clássicos do cinema dos anos 80 e 90 virassem livros infantis?

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Publicado no Hypeness

Se você nasceu no fim da década de 70 ou no início dos anos 80 e tem uma criança na família, há uma nova maneira de apresentar clássicos da sua infância para os pequenos de hoje: são os livros ilustrados da Coleção Pipoquinha.

Trazida para o Brasil pela Editora Intrínseca, a coleção, criada pela ilustradora Kim Smith, transforma os inesquecíveis clássicos E.T. – O Extraterrestre, Esqueceram de Mim e De Volta Para o Futuro em uma viagem no tempo que promete entreter tanto as crianças quanto os adultos – talvez principalmente os adultos.

As histórias ilustradas são contadas em 48 páginas, e os três livros estão disponíveis tanto em versão física (R$49,90) como em e-book (R$34,90). A venda é feita através de diferentes lojas on-line, e os links podem ser encontrados através do site da editora. Boa nostalgia!

 

China mira em novo inimigo: os livros infantis estrangeiros

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Foto: Maria João Gala/Global Imagens

Foto: Maria João Gala/Global Imagens

Publicado no Terra

O governo da China quer proteger as crianças das influências de outros países e, para isso, mirou em um novo inimigo: os livros infantis que vêm do exterior, que começarão a ser eliminados, de acordo com um grupo de livreiros.

As autoridades de Pequim preparam uma ordem que reduzirá drasticamente o número de contos infantis estrangeiros publicados no país, conforme disseram várias fontes do setor editorial ao jornal independente de Hong Kong “South China Morning Post”.

A medida faz parte de uma campanha para enfraquecer a influência de ideias estrangeiras e melhorar o controle ideológico deste coletivo, embora esses textos tenham pouco ou nenhum envolvimento político.

As fontes afirmam que o governo pretende impor um sistema de cotas, como já existe no mundo cinematográfico, que limite o número de contos estrangeiros publicados a cada ano na China.

Esta norma, que por enquanto só foi transmitida de forma verbal aos livreiros, exigirá que as editoras publiquem mais contos escritos e ilustrados por autores chineses.

Outro dos editores entrevistados argumentou que os livros de Coreia do Sul e Japão terão agora “poucas possibilidades” de serem publicados na China e que a permissão para livros de outros países será “muito limitada”.

O “South China Morning Post” informou que tentou entrar em contato com as autoridades de Pequim para confirmar a notícia, mas não obteve resposta.

A China é um dos mercados mais atrativos para a literatura infantil. Os livros ilustrados estrangeiros ficaram cada vez mais populares entre os 220 milhões de jovens leitores menores de 14 anos e são muito mais lidos que as publicações chinesas.

Personagens como a porquinha “Peppa Pig”, um dos contos mais vendidos na China, são uma referência entre os pequenos chineses e podem ser afetados por esta medida protecionista governamental.

Os livros infantis se tornaram o segmento mais lucrativo do mercado de livros da China e no ano passado, segundo dados proporcionados pelo jornal, foram publicados mais de 40 mil títulos entre importados e locais.

Embora poucos veículos de imprensa chineses tenham repercutido esta polêmica, o jornal oficial “Global Times” publicou há poucos dias que vários pais se queixavam da possível norma e diziam que muitos estão se preparando e comprando os livros favoritos dos filhos para caso não consigam encontrá-los depois.

O jornal reproduz outras opiniões que asseguram que a nova medida pode ser uma estratégia das livrarias para aumentar as vendas. De acordo com Chen Shaofeng, subdiretor do Instituto de Indústrias Culturais da Universidade de Pequim, a informação ainda tem que ser divulgada por fontes “confiáveis” e as acusações por enquanto são “infundadas”.

No entanto, em outra entrevista ao mesmo meio oficial, o responsável por uma editora infantil de Pequim declarou que agora leva muito mais tempo para conseguir a permissão oficial para publicar novas obras. Enquanto antes demorava só três semanas para ter o “sim” das autoridades, agora demora mais de dois meses.

Há um ano, o governo chinês lançou uma campanha contra as universidades e, ao mesmo tempo, o Ministério da Educação pedia às instituições de ensino que eliminassem os livros didáticos que promovem valores ocidentais ou difamem o Partido Comunista.

Inspirada por mudança do pai, escritora cria livro infantil de ursinho transgênero

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Publicado em UOL

Certo dia, o ursinho Thomas confessa ao seu melhor amigo que não quer mais brincar porque está triste. Ele sempre soube que no fundo é uma ursinha que gostaria de ser chamada de Tilly.

O amiguinho Errol fica aliviado, porque “está tudo bem” e lhe promete amizade eterna.

Assim começa Introducing Teddy – Apresentando Teddy, em tradução literal -, o livro infantil que a australiana Jessica Walton está perto de financiar através do site Kickstarter.com.

A obra foi inspirada na história do pai de Walton, que há alguns anos assumiu que, por dentro, sempre se sentiu mulher.

Durante a transformação do pai, Walton – que é casada com uma mulher – teve um filho. Para ele, Errol, o pai de Walton é, desde sempre, a avó Tina.

“Em muitos aspectos, a minha família é das mais normais e desinteressantes. A minha companheira e eu somos gays, o meu pai é transgênero – mas nós vivemos o dia a dia como todo mundo. Podemos até parecer estranhos para quem nunca foi exposto a coisas assim, mas estamos apenas tentando ser felizes e vivendo as nossas vidas”, afirmou Walton à BBC.

Ilustrador

A australiana diz que a transição do pai também lhe chamou atenção para o fato de que não existem livros infantis com personagens transgênero.

“Quando o meu filho nasceu, a minha companheira e eu procuramos por todos os cantos livros com pais gays, para que o nosso garoto pudesse crescer lendo livros que refletem a sua vida e a sua família. Achamos alguns excelentes livros com personagens que são pais gays”, diz Walton no Kickstarter. “No entanto, a única coisa que ainda está faltando na estante do Errol é um livro ilustrado com personagens transgênero e de gênero fluidos.”

Para ilustrar a obra, Walton convenceu o artista Dougal MacPherson, criador dos “desenhos de 15 minutos”.

Até o momento, as ofertas já ultrapassaram o valor mínimo, mesmo faltando 20 dias para a conclusão do leilão de crowdfunding.

A funcionária pública australiana, que já foi professora, levantou quase 16 mil dólares australianos (mais de R$ 40 mil) no site até agora.

Para Walton, a publicação do livro, até dezembro, deve marcar o início de uma série de histórias sobre minorias.

Ela própria, além de homossexual, é também amputada – ela perdeu uma perna em consequência de uma doença na infância.

“Gostaria de continuar escrevendo livros com personagens diversos e famílias. Acho que existe uma necessidade de mais livros ilustrados com personagens transgêneros, gêneros fluidos, gays, lésbicas e bissexuais”, escreveu Walton.

A tiragem inicial deve sair com 400 livros. Se todos forem vendidos, a escritora já planeja uma segunda edição.

Para quem está curioso sobre o fim do livro, Tilly e Errol aparecem fazendo as mesmas brincadeiras que sempre fizeram. Mas a agora ursinha está feliz.

Amazon lança KDP Kids, serviço de autopublicação para autores de livros infantis e juvenis

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Autores poderão criar seus livros ilustrados ou não e vendê-los para qualquer pessoa que tenha um Kindle ou use os aplicativos da empresa

(Foto: Todd Anderson/NYT)

(Foto: Todd Anderson/NYT)

Maria Fernandes Rodrigues, no Estadão

Queridinha dos leitores, por causa dos preços, e temida por editores e livreiros, também por causa dos preços, a Amazon lançou nesta quinta-feira, 4, mais um serviço que deve fortalecer sua plataforma de autopublicação – a Kindle Direct Publishing – e distanciá-la ainda mais dos concorrentes.
Agora, autores de livros infantis e juvenis, ilustrados ou não, poderão publicar suas obras pela KDP Kids, vendê-las no formato digital para qualquer pessoa do mundo que use um Kindle ou seus aplicativos e ganhar até 70% de direitos autorais.

Para publicar o livro, basta fazer o download do programa Kindle Kids’ Book Creator, também lançado agora. É possível fazer livros ilustrados importando imagens e livros só de texto, em capítulos, além da capa. O autor pode indicar a faixa etária a que a obra se destina.

A autopublicação tem sido uma boa alternativa para quem quer publicar um livro, mas não consegue fazê-lo por uma editora tradicional. E também para aqueles que querem ter o controle de todo o processo.
Ao mesmo tempo concorrente de editoras e vitrine para a descoberta de novos autores, a Amazon não é a única empresa a investir na autopublicação, mas alguns de seus autores têm se destacado. Foi o que aconteceu com o americano Hugh Howes, que veio ao Brasil na semana passada lançar, pela Intrínseca, Silo, publicado, antes, em e-book. A obra já foi comprada por editoras tradicionais em 32 países e vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares.

Há bons exemplos aqui também, como o da dentista de Niterói F M Pepper. Ela foi aos Estados Unidos aprender como lançar, sozinha, seu livro e que depois de certo sucesso fechou acordo para editar, em papel, pela Valentina, sua trilogia. Os dois foram personagens de uma matéria que publicamos sobre o assunto durante a Bienal do Livro de São Paulo, que terminou no domingo passado.

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