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Posts tagged Livros Infantis

Leiturinha volta atrás, diz que cometeu erro e vai aceitar bruxas, fadas, duendes e outros seres mágicos

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Imagem: blog leiturinha

Cristina Danuta

 

A Leiturinha, maior clube de assinaturas dedicado a livros infantis, informou que houve um erro na divulgação de um edital que excluía livros que tivessem como tema fadas, bruxas, duendes e seres mágicos. No comunicado anterior, a Leiturinha havia informado que “não aceitaria a inscrição, por parte de editoras, de obras que apresentassem seres mágicos, como bruxas, fadas e duendes, como temática central na história”.

 

Em novo comunicado, foi informado que tudo não passou de um erro e que “inclusive eles já distribuiriam livros do gênero para seus assinantes”.

 

Veja abaixo o comunicado da Leiturinha:

“A Leiturinha, clube do livro infantil da PlayKids, vem se retratar, prestar esclarecimentos e se colocar à disposição em função do edital publicado em 04/02/2019.

Ao abordar a questão da exclusão de alguns temas em edital de projeto, a Leiturinha cometeu um erro. A curadoria não exclui bruxas, fadas e duendes, especialmente porque sabe-se da importância do imaginário e destes seres mágicos na literatura infantil. Inclusive, o clube já enviou livros como “Os Convidados de Senhora Olga”, “Os Moomins”, “Para Que Serve Um Livro?” e vários outros.

A intenção da Leiturinha é respeitar a diversidade de crenças, valores e culturas dentro de seleções surpresa enviada para milhares de famílias. Refletindo sobre a questão, foi publicada uma nova versão do edital, com a reformulação deste tópico.

Com todo respeito e compromisso que a Leiturinha tem com a liberdade de criação e expressão, o clube se coloca à escuta sensível para evolução do nosso trabalho na missão de enriquecer momentos em família e se coloca à disposição para esclarecimento de dúvidas.”

 

Com informações de Babel

Netflix não vai alterar segunda temporada de ’13 Reasons Why’ após denúncias de assédio

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Joan Marie e o autor Jay Asher, na premiere da primeira temporada de ’13 Reasons Why’, em março de 2017 Foto: Steve Cohn/Netflix via AP

Autor Jay Asher, em cujo livro a série é baseada, não terá envolvimento direto no próximo ano do programa

Publicado no Estadão

NOVA YORK — A já planejada segunda temporada de 13 Reasons Why, série da Netflix, não será afetada pelas recentes alegações de assédio sexual contra o autor Jay Asher.

A Netflix divulgou um comunicado na terça-feira, 13, dizendo que Asher não está envolvido na nova temporada, agendada para sair este ano. O serviço de streaming acrescentou que a série “não será impactada”.

O best-seller de Asher, de 2007, sobre uma adolescente suicida é a base da popular série. Na segunda-feira, 12, a Associação de Escritores de Livros Infantis e Ilustradores disse que Asher foi expulso da organização por reclamações de assédio. A Federação de Escritores de Oklahoma já cancelou um evento com o autor em maio.

Asher disse que escolheu deixar a Associação e que foi ele a vítima de um assédio. Em um e-mail, ele reconheceu ter envolvimentos “consentidos com adultos”.

“Estou envergonhado de mim mesmo e da dor que nossas ações causam em nossas famílias”, escreveu. “Durante a última década de assédios relacionados a esses envolvimentos, eu nunca retaliei. Vou seguir deixando meus acusadores na condição anônima para poupá-los de ainda mais sofrimento.”

Relembre os livros infantis que marcaram décadas

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(foto: Divulgação)

(foto: Divulgação)

 

Publicado no Bem Paraná

No mês de maior homenagem à literatura infantil, com a comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil e Dia Mundial do Livro, a Leiturinha, maior clube de assinaturas de livros infantis do Brasil, preparou uma surpresa para os leitores de plantão.

Para relembrar os livros que marcaram as últimas 10 décadas, o clube reuniu os clássicos que encantaram gerações ao longo dos anos. “Todas as obras escolhidas como representantes de sua década são importantes. Além de carregarem um valor histórico, trazem consigo uma carga afetiva contextualizada em seu tempo”, explica a curadora da Leiturinha, Cynthia Spaggiari.

Preparem-se para voltar no tempo!

Década 1920: A Menina do Narizinho Arrebitado – Monteiro Lobato. Lançado em 1920
Este é o primeiro clássico infantil do autor Monteiro Lobato. Esta obra deu início a uma série de personagens eternizados no Sítio do Picapau Amarelo.

Década 1930: Aventuras do Avião Vermelho – Érico Veríssimo. Lançado em 1936
Este clássico conta a história de Fernando e seu pai. Com um aviãozinho vermelho, a imaginação do leitor é transportada por uma grande aventura..

Década 1940: O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry. Lançado em 1943
Uma sensível história que se passa num planeta muito, muito distante. O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou este clássico há 70 anos, mas transcende gerações e gostos literários.

Década 1950: As crônicas de Nárnia – de C.S. Lewis. Lançado entre 1949 e 1954
Esta é uma série de fantasia criada pelo autor irlandês C. S. Lewis. Nesta aventura, os animais falam, os objetos têm vida e as crianças são inseridas em batalhas entre o bem e o mal.

Década 1960: Flicts – Ziraldo. Lançado em 1969
O clássico de Ziraldo conta uma história emocionante que permite refletir sobre respeito, diferença e aceitação.

Década 1970: O Escaravelho do Diabo – Lucia Machado de Almeida. Lançado em 1974
Este é um clássico juvenil de mistério e muito suspense. Sua primeira publicação aconteceu em 1953, na revista O Cruzeiro. Em 1974, O Escaravelho do Diabo alcançou maior sucesso ao ser republicado pela Série Vaga-Lume.

Década 1980: O Menino Maluquinho – Ziraldo. Lançado em 1980
O menino maluquinho é uma série de quadrinhos eternizados por muitas crianças, servindo de inspiração para peças teatrais, filmes, óperas e séries de tv.

Década 1990: Harry Potter e a Pedra Filosofal – J.K. Rowling. Lançado em 1997
Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro livro dos sete volumes da série de fantasia Harry Potter. As obras deram origem a filmes que fizeram com que o bruxinho virasse uma febre entre crianças, adolescentes e até adultos de todo o mundo.

Década 2000: O Diário de um Banana – Jeff Kinney. Lançado em 2007
Não é nada fácil ser criança e esse banana sabe bem disso! Quem entende sobre ser criança melhor do que todo mundo é Greg, um menino comum que, como qualquer outro, passar por disputas na escola e sofre com sua baixa popularidade. Diário de um Banana é sucesso até hoje entre crianças e pré-adolescentes de todo o mundo.

Década 2010: Malala, a Menina que Queria Ir Para a Escola – Adriana Carranca Corrêa – Lançado em 2015
Malala é um best-seller, escrito pela brasileira Adriana Carranca, que conta a história de Malala Yousafzai, que sofreu um atentado de membros do movimento Talibã por defender a educação feminina no Paquistão. Uma emocionante história sobre coragem e resiliência.

Livros infantis no Irã glorificam violência, e isso não parece ser problema

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Página de um livro infantil lançado no Irã mostra cena de execução de gato

Página de um livro infantil lançado no Irã mostra cena de execução de gato

 

Publicado no UOL

Na República Islâmica, livros são submetidos a um rígido processo de aprovação. Mas a disseminação de atos violentos, mesmo na literatura para crianças, não parece ser um problema.

O cão era um traidor, um dos cúmplices do lobo-mau. A punição: execução for enforcamento. Foi o mesmo destino, em uma outra história, de um gato inimigo, derrotado pelos ratos. São cenas de contos infantis no Irã, país onde cerca de mil pessoas foram executadas em 2015, muitas em público e na presença de espectadores.

Livros de entretenimento e romances são caros. Seus conteúdos são fortemente controlados e precisam ser aprovados por um conselho de supervisão do Ministério da Cultura. E livros infantis não são exceção: também precisam satisfazer os rígidos critérios estabelecidos para defender os valores religiosos do Irã. “Eu olho com muito cuidado o que eu compro para minha filha de 8 anos de idade. Tenho que me certificar que ela não receba livros que celebrem a violência”, diz a designer gráfico Shohreh.

Ela descreve um boom na literatura para jovens no Irã. “Livros infantis são muito mais vendidos do que todos os outros livros. Sei de muitos pais que preferem dar livros a seus filhos, embora eles próprios não gostem de ler.”

Violência à venda

Na vida real, as mulheres iranianas têm de cobrir os cabelos em público, mas podem vestir o que quiserem em casa. Nas ilustrações, no entanto, as mulheres devem ter lenços na cabeça independentemente da localização. Mulheres desenhadas sem um véu precisam ser redesenhadas caso o livro queira receber a aprovação para publicação e venda.

Essa aprovação pode ser revogada a qualquer momento, inclusive após o lançamento. “Livros infantis se tornaram muito mais religiosos. Há mais histórias envolvem mesquitas ou cerimônias religiosas”, diz Shohreh.

Ela afirma não estar surpresa que os livros que incluem animais pendurados sejam bem vendidos. “As pessoas assistem a execuções públicas e até mesmo levam seus filhos.”

Livros perigosos

Os iranianos preferem assistir à televisão. Livros não são particularmente populares, apesar de 80% da população serem alfabetizados. Dados oficiais, porém contestados, sugerem que iranianos leem 70 minutos por dia. Isso inclui livros didáticos e litúrgicos.

“A sociedade está sendo intencionalmente insensibilizada”, diz o advogado de direitos humanos e ativista dos direitos da criança Mohammad Mostafaie. Ele é especialista em casos referentes à execução de menores, que, em alguns casos, podem ser condenados à morte no Irã.

Mostafaie foi forçado a fugir do Irã em 2010, mas segue focado em exercer oposição à pena de morte em sua terra natal. Ele classifica a violência nos livros infantis como altamente perigosa para uma sociedade que carece de liberdade de expressão.

“Estatísticas mostram que a violência, particularmente no seio das famílias, aumentou fortemente”, diz. “E há muitas causas. Violência em público é certamente uma delas. Pessoas expostas a tanta violência não titubeiam em usar a força. Isso deve ser combatido e não celebrado.”

Estes engenheiros vendem livros em papel para crianças e faturam milhões

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As crianças participantes do clube recebem os livros todos os meses em seu nome

As crianças participantes do clube recebem os livros todos os meses em seu nome

 

Marcia Rodrigues, no UOL

O engenheiro Guilherme Martins sempre quis empreender. Depois que a sua filha nasceu, ele resolveu que o negócio deveria ser voltado para crianças. Em maio de 2014, ele e os amigos, também engenheiros, Rodolfo Reis, 34, e Luiz Castilho, 34, criaram o Leiturinha, clube de assinatura de livros infantis.

Atualmente o clube tem 18 mil assinantes. Em 2015, a empresa faturou R$ 2,6 milhões. Para este ano, a meta é fechar com um faturamento na ordem de R$ 15 milhões e com o total de 30 mil assinantes. A empresa não revela o lucro do negócio.

Segundo o empresário, o motivo do otimismo é o crescimento da empresa:

2014 – 1.380 assinantes e R$ 350 mil de faturamento
2015 – 10 mil assinantes e R$ 2,6 milhões de faturamento
2016 – Previsão é de fechar o ano com 30 mil assinantes e R$ 15 milhões de faturamento.

O crescimento de assinantes e faturamento não é proporcional. De 2014 para 2015, isso ocorreu porque houve um novo produto, mais barato. “No primeiro ano, vendíamos apenas pacotes com dois livros. Em 2015, começamos a comercializar, também, o de um livro.” Com isso, o gasto médio dos clientes caiu de R$ 58 (2014) para R$ 48 (2015).

Neste ano, a estimativa de crescimento de assinantes é menor que a alta de faturamento porque também há novos produtos (coleções para não assinantes). Os valores variam de R$ 180 a R$ 200. “Também estamos fechando novas parcerias com outros canais de vendas, por isso estamos otimistas com o crescimento.”

O investimento inicial do negócio foi R$ 500 mil. No primeiro ano, os sócios mantiveram os empregos e tocaram a empresa paralelamente. Somente em outubro do ano passado é que os três começaram a se dedicar exclusivamente à empresa.

Assinatura custa a partir de R$ 34,90

O Leiturinha envia de um a dois livros por mês para crianças participantes do clube. O preço da assinatura mensal de um livro é R$ 44,90, e o de dois livros, R$ 69,90 mais frete de R$ 9. Se o assinante fizer um pacote semestral, os valores são R$ 34,90 e R$ 54,90, respectivamente.

Há, ainda, o kit presente com dois livros, que é enviado uma única vez e custa R$ 69,90. Também é possível assinar apenas a versão digital, que permite acesso a 700 livros e 300 vídeos pelo app. O preço é R$ 19,90 por mês.

Os livros são selecionados conforme a idade do leitor. A assinatura física atende crianças de zero a 10 anos e a digital de zero a 12 anos.

Os pais não podem escolher a obra. Curadores selecionam os livros. “Com os livros, enviamos uma carta pedagógica orientando os pais sobre o que é possível trabalhar com o filho em cima da obra.”

Entre os autores, estão Ruth Rocha, Lázaro Ramos, Juan Chavetta, Mariana Caltabianco e Adriana Calcanhotto.

Todo mês o clube envia um brinde diferente (semente de árvores, marcador de livro, régua no formato de girafa para medir o crescimento da criança).

Desafio é manter cliente em tempo de crise

Para Guto Ferreira, especialista em empreendedorismo, o modelo de clube de assinatura é atual e tem bastante mercado para crescer. “A empresa precisa, no entanto, trazer um bom número de títulos com autores renomados e populares da literatura infantil, para o negócio ficar atraente.”

Ferreira diz que o fato de os pais não poderem escolher os livros é um ponto ruim do negócio. “As pessoas compram um livro quando têm interesse por aquele tema, história ou autor.”

Ferreira afirma que a versão digital do clube pode ser mais interessante para atender à demanda atual. “As crianças estão cada vez mais interessadas em ver vídeos, games e outros conteúdos pela internet. Na versão digital é possível vender, por exemplo, o áudio de histórias para ninar.”

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