Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Livros Infantis

A educação do olhar feita pelos livros infantis

0
Esses leitores estão dispostos a olhar o mundo com os olhos de quem pergunta

Esses leitores estão dispostos a olhar o mundo com os olhos de quem pergunta

 

Os bons livros não são aqueles escritos para uma criança idealizada ou idílica, mas produzidos para surpreender

Denise Guilherme Viotto, no Carta Educação

“A função da arte 1

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar! “

(O livro dos abraços, de Eduardo Galeano. LPM.)

Atualmente, os leitores que se aventurarem pelas prateleiras das grandes bibliotecas e livrarias certamente serão surpreendidos pela quantidade de obras voltadas para o chamado público infantil e juvenil. E, se souberem procurar para além da enxurrada de livros escritos apenas para atender a demanda de mercado e os subprodutos dos desenhos animados, pode ser que encontrem alguns tesouros: títulos que apostam na inteligência do leitor, que provocam, instigam e convidam a muitas leituras. Essas obras exigem um olhar atento às múltiplas relações que se estabelecem entre texto e imagem, capa e conteúdo, formato e textura das páginas, técnicas de ilustração e tipologia. Nelas, tudo está a serviço da construção de sentido – e só vai aproveitar a experiência da leitura, em sua plenitude, um leitor capaz de dialogar com todas essas linguagens.

Mas, quem é o leitor para o qual esses livros estão sendo escritos? Que conhecimentos deve possuir para acessar essas obras?

Creio que os leitores desses livros são todos aqueles que estão dispostos a olhar o mundo com os olhos de quem pergunta. Por isso, os bons livros de literatura infantil são aqueles que não foram escritos para uma criança idealizada, idílica. Mas, que foram produzidos para surpreender, divertir e provocar todas as infâncias possíveis. Aquelas que estão sendo experimentadas pelos pequenos dos tempos de hoje e também aquelas que habitam os leitores adultos.

É com esse estado de espanto e descoberta diante do mundo que essas obras desejam conversar. E para isso é preciso aprender a ver. Educar o olhar para enxergar os diferentes códigos por meio dos quais um bom livro é produzido. E isso só é possível por meio do acesso a títulos de qualidade, ancorados por uma mediação que traga luz aos aspectos que só são observados pelos leitores mais experientes.

O livro sozinho, sem a presença do leitor, é apenas um objeto como outro qualquer. Para cumprir sua função, é preciso que se estabeleça uma interação com aquele que o lê, o qual lhe atribuirá significados a partir da experiência da leitura. E quanto maior a capacidade de construir relações com o texto, melhor e mais completa se torna a prática da leitura. Por isso, talvez hoje, mais do que nunca, esses livros repletos de códigos exijam um leitor que dialogue não apenas com o texto, com sua própria biografia ou experiência leitora, mas, principalmente, com outros leitores.

Gosto da imagem criada por Eduardo Galeano, que abre esse texto. Para olhar, é preciso alguém que conduza essa descoberta, essa travessia: um mediador. Um mediador é, antes de tudo, um leitor que, se já não é experiente no diálogo com essas múltiplas linguagens, reconhece seu lugar de aprendiz e possui vontade de conhecer junto, descobrindo e se encantando também a cada página. E, talvez, sua grande qualidade seja a disponibilidade para estar ao lado desse leitor e caminhar junto com ele em direção ao desconhecido, aos outros mundos, outros olhares e vivências trazidas pelo livro, abrindo também a possibilidade de diálogo com outros leitores.

Mais do que aquele que sabe tudo sobre leitura, um bom mediador – educador, bibliotecário, pai ou mãe – é alguém que promove a escuta. Seja porque está aberto a compreender as diferentes leituras que estão sendo construídas pelos leitores que tem diante de si, seja porque permite que todos sintam-se à vontade para mostrar suas descobertas, suas dúvidas e as diferentes aproximações que estão fazendo com o texto, com as imagens, com o livro como um todo. Talvez por isso, um boa experiência de mediação seja aquela que possibilita além da educação do olhar, a educação também da escuta.

Voltando ao texto de Galeano, desde que o li pela primeira vez, chamou-me a atenção o fato de que o garoto pede ao adulto que o ajude a olhar e não que olhe por ele. Talvez seja esse o convite feito pelos bons livros infantis aos leitores de todas as idades: que possamos juntos nos ajudar a ver. Quanto maior nossa capacidade de olhar e vontade de compartilhar verdadeiramente nossas visões, tanto maior será a nossa capacidade de leitura – não só das páginas, mas também da vida e do mundo.

*Denise Guilherme Viotto é criadora da A Taba, plataforma especializada em curadoria de livros infantis. A partir deste mês, A Taba passa a ter uma coluna mensal no Carta Educação.

Os melhores livros infantis de 2015

0
No livro Roupa de Brincar, a importância de ressignificar ausências e dar cor aos espaços vazios

No livro Roupa de Brincar, a importância de ressignificar ausências e dar cor aos espaços vazios

 

Confira uma lista elaborada por especialistas dos melhores títulos publicados no último ano

Publicado no Carta Educação

Quais foram os grandes destaques dentre os livros para crianças lançados em 2015? Denise Guilherme Viotto, mestre em Educação e curadora do A Taba, plataforma que auxilia pais e professores a escolherem as próximas leituras das crianças, respondeu à esta pergunta com a pequena lista que você confere abaixo.

Malala, a menina que queria ir para a escola, de Adriana Carranca. Ilustrações de Bruna Assis Brasil. Companhia das Letrinhas

malala-para-crianças-279x400

Esse livro, com certeza, merece ser mencionado. Especialmente porque inaugura um novo gênero para crianças – o livro reportagem. Com linguagem acessível, a autora nos convida a fazer uma viagem ao Paquistão, descobrindo a diversidade da vida e a cultura de um povo que ainda é um mistério para o Ocidente.

As ilustrações de Bruna Assis Brasil misturam desenhos, colagens e fotografias, criando cenas que representam diferentes momentos da história. Se por um lado, os desenhos e as colagens se aproximam daquelas realizadas por crianças, as fotografias trazem realismo à narrativa, fazendo-nos conhecer melhor a paisagem na qual vive Malala.

Histórias como a de Malala precisam ser contadas. Os valores que ela busca defender com sua vida ainda não são garantidos em muitos lugares do mundo. Há milhares de meninas e meninos fora da escola e que não têm seus direitos básicos assegurados, sendo vítimas de todo tipo de violência. Conhecer a trajetória dessa garota – agora com 18 anos – pode nos inspirar a olhar muito além do nosso mundo e nos tornar, quem sabe, mais próximos de pessoas nas quais, a princípio, só enxergamos a diferença.

O sonho de Lu Shzu, de Ricardo Gómez. Ilustrações de Tesa González. Mov Palavras

O-sonho-de-Lu-Shzu-214x300

Somos convidados a conhecer duas histórias que se entrelaçam: a de uma boneca muito desejada e a de uma menina que sonha com algo que não pode possuir. O texto sensível do espanhol Ricardo Gómez nos torna cúmplices nessa aventura, aproximando-nos de uma realidade dura que está por trás de objetos que consumimos e que, muitas vezes, não queremos enxergar.

As ilustrações belíssimas de Tesa González, cheias texturas e nuances, escondem detalhes que serão descobertos apenas pelos leitores mais atentos. O texto e a ilustração conversam o tempo todo, um completando e ampliando o sentido do outro.

De maneira delicada e tocante, Ricardo Gómez utiliza a voz de uma boneca para nos fazer conhecer uma menina que trabalha em uma fábrica por muitos anos sem sequer conhecer o que produz. Em paralelo, o leitor também descobre que o brinquedo que se tornou o mais querido não foi feito em uma fábrica, mas surgiu das mãos de uma avó que soube acolher e aceitar os sonhos de sua neta.

Roupa de brincar, de Eliandro Rocha. Ilustrações de Elma. Pulo do Gato

ROUPASBRINCARCAPA-305x400

Capa Roupa de BrincarNesse livro, uma menina conta sua relação com uma tia muito especial e seu divertido guarda-roupas. É nesse espaço inusitado que as duas se encontram e brincam de se vestir com cores e estampas variadas.

Porém, algo acontece na vida da tia e o guarda-roupas que convidava à alegria torna-se um lugar vazio e monocromático. O livro fala das ausências e dos espaços vazios que, às vezes, precisam ser ressignificados.

Chama a atenção a escolha do tema e a unidade do projeto editorial. Texto e imagem dialogam de maneira sensível em todas as páginas. Ao escolherem contar a história a partir da voz da menina e de sua relação com a tia, Eliandro e Elma construíram uma narrativa em que o amor e aceitação guardam espaço para o luto e também para trazer as cores de volta à vida.

Três lições de moral dos contos de fadas que precisam ser repensadas

0
Chapeuzinho Vermelho é uma das histórias mais conhecidas de Perrault (Foto: Wikimedia / Carl Larsson)

Chapeuzinho Vermelho é uma das histórias mais conhecidas de Perrault (Foto: Wikimedia / Carl Larsson)

 

Claudia Fusco, na Galileu

Há 388 anos, nascia Charles Perrault, um dos escritores de contos de fadas mais influentes da humanidade. Perrault cresceu rodeado pela alta sociedade francesa e seus contos, muitos deles releituras bastante editadas de histórias orais da tradição europeia, são conhecidos até hoje, como Gato de Botas, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Bela Adormecida.

Perrault era um homem bastante poderoso de seu tempo: há até quem compare sua influência como autor de histórias infantis a Walt Disney. Suas histórias ditavam os costumes da burguesia europeia que estava em ascensão; serviam como “guia de comportamento” para as crianças da época. Ainda que muito dessas morais tenha se perdido no tempo ou se transformado, contos de fadas são pistas da mentalidade humana de cada época e sabedorias universais. Por isso, o The Guardian fez uma lista com três lições que persistem nos contos de fadas tradicionais, mas devemos contestar (e, quem sabe, reciclar):

Primeiras impressões (não) são tudo – e são importantes

Um bom exemplo disso é A Bela e a Fera, do próprio Perrault. Sem o amor de Bela, que transforma o monstro em um belo (e bastante conveniente) príncipe, não enxergaríamos a Fera como um príncipe. Contudo, a história original termina de um jeito um tanto quanto polêmico: apesar da garota poder voltar para ver sua família, a besta impõe condições e regras o tempo todo, nunca a deixando totalmente livre. Como diz o Guardian, “é basicamente uma síndrome de Estocolmo em forma de conto de fadas”.

É claro que as morais da época eram diferentes; Bela fica muito agradecida com o acordo e isso só faz com que se apaixone ainda mais pelo monstro. Mas é fato que a natureza cerceadora da Fera sempre esteve lá – e nem mesmo a mágica do amor pode mudar isso.

Você (não) deve mudar para conquistar o seu final feliz

Quando lemos ou assistimos à Bela e a Fera, fica claro que o monstro só se transformou para se tornar um par ideal para a garota. Perrault era um grande defensor da moral burguesa – e a Fera só merece realmente o amor de Bela, a jovem praticamente perfeita em todos os sentidos (diligente, próxima à família, obediente e sem grandes arroubos de personalidade), quando se molda à mesma moral. O monstro lentamente se torna mais afável e, eventualmente, um candidato mais respeitável ao amor da futura princesa.

Ainda que muitos contos de fadas sejam únicos e originais, a repetição da fórmula “belo príncipe + bela princesa se apaixonam” já cansou. Por mais garotos e garotas imperfeitos nos contos de fadas modernos! As adaptações recentes da Disney dos contos de fadas teriam grandes oportunidades de mudar esse cenário – mas muitos deles apenas repetem o que foi estabelecido por Perrault no passado.

(Não) espere a fada madrinha mudar sua vida

Tanto na versão de Perrault de Cinderela quanto na dos Irmãos Grimm, que veio duzentos (!) anos depois, a história é a mesma: a jovem (e bela) garota de bom coração é, de certa forma, salva por algo externo. Mas enquanto a “Cendrillon” de Perrault é ajudada por uma fada madrinha que surge espontaneamente, a “Aschenputtel” dos Grimm é salva por um pássaro branco, que é atraído por conta de uma árvore da qual a Cinderela alemã sempre cuidava (logo, mais uma prova de seu bom coração).

Na versão dos Grimm, a jovem pelo menos é mais ativa em sua própria felicidade. Não é o ideal; princesas de contos de fadas modernos da Disney, como Merida e Mulan, lutam pela própria felicidade e por aquilo que consideram correto. É isso que se espera dos novos contos de fadas: releituras que conversem mais com aquilo que, hoje, acreditamos como moral.

27 livros da Cosac Naify que toda criança merece conhecer

0
Imagem do livro Onda (Foto: Divulgação)

Imagem do livro Onda (Foto: Divulgação)

Aryane Cararo, na Crescer

A notícia de que a editora Cosac Naify vai fechar em dezembro me deixou muito triste esta semana. Ela me fez pensar sobre tudo o que a editora representou e representa para a literatura infantil e a falta que vai fazer, com seus livros lindos e ótimos autores. Por isso, decidi fazer a minha lista de livros fundamentais da editora, com aqueles que mais gosto, e que as crianças certamente vão gostar. Muitos ficaram de fora, por esquecimento ou porque eles não tocam tanto meu coração. Você pode dar aqui sua contribuição também!

Espelho, Onda e Sombra: são três livros-imagem da coreana Suzy Lee, que merecem ser lidos juntos porque brincam com o formato da obra. E são recheados de poesia, imaginação e fantasia.

Onde Vivem os Monstros: obra-prima do americano Maurice Sendak, que lida com a imaginação, a rebeldia infantil e a liberdade tão desejada. A editora tem ainda outros livros muito bons do autor.

Parque de Diversões em Pijamarama: neste livro, a magia acontece! Basta movimentar a lâmina plástica de tiras pretas sobre as ilustrações para um parque inteiro começar a se mexer. Essa ilusão de movimento é um resgate de uma técnica antiga conhecida como ombro-cinéma, que foi resgatada pelos autores Michaël Leblond e Frédérique Bertrand. É de cair o queixo das crianças.

Ter um Patinho é Útil: a argentina Isol apresenta não só um formato diferente neste livro-sanfona, mas uma proposta que desafia o leitor a se colocar no lugar de um pato de um menino e também do pato de borracha – cada lado traz um ponto de vista dessa relação.

Contos de Lugares Distantes: o australiano Shaun Tan sabe como poucos brincar com o realismo fantástico em suas obras – e despertar a imaginação e a fantasia em quem lê. Nelas, máquinas malucas e criaturas estranhas parecem naturais.

Imitabichos: este livro tem uma proposta muito ousada: suas ilustrações são as esculturas em papel feitas pelo construtivista russo Aleksandr Ródtchenko. O artista atendeu ao pedido do amigo, o autor Serguéi Tretiakóv, que escreveu poemas sobre como recriar os bichos, depois de ver os próprios filhos brincando de imitar os animais.

Pato! Coelho!: tire suas próprias conclusões sobre o bicho que está ilustrado nesta obra da americana Amy Krouse Rosenthal.

Ah, se a Gente Não Precisasse Dormir! e O Livro da Nina Para Guardar Pequenas Coisas:
duas obras-primas do americano Keith Haring. Na primeira, as crianças comentam os quadros do artista, e as respostas são de uma criatividade ímpar, na segunda, que mais parece um diário, a criança pode interagir a cada página de acordo com a proposta do autor – desenhando, pintando, colando, escrevendo…

Meu Vizinho é um Cão: não bastasse a beleza do visual com as ilustrações da portuguesa Madalena Matoso, a história de Isabel Minhós Martins, também portuguesa, é muito boa. Trata das diferenças entre as pessoas, o que compõe a individualidade e a estranheza que isso pode provocar.

Alice no País das Maravilhas: em versão integral, este clássico de Lewis Carroll tem um dos mais diferentes e belos visuais dentre todas as obras dedicadas a Alice: o artista paulista Luiz Zerbini criou cenários com cartas de baralho, que depois foram fotografados.

O Pato, a Morte e a Tulipa: um dos livros mais sensíveis e lindos que falam sobre a morte e as coisas boas (e simples) da vida. Não tem como se manter indiferente com essa maravilha do alemão Wolf Erlbruch.

O Dariz: a história de um nariz entupido, inspirada no conto (mais…)

15 livros que não podem faltar na vida de seus filhos

0

thinkstockphotos-474694314

Ilan Brenman, na Revista Crescer

Após a última lista que preparei para CRESCER (15 histórias para contar antes de eles crescerem), compartilho, agora, as leituras imprescindíveis na vida de nossos filhos. A leitura em voz alta é de extrema importância na formação integral das crianças. Percebemos rapidamente a diferença das que foram banhadas com bons textos na infância das que, por inúmeros motivos, não tiveram a mesma oportunidade. Ler para nossos filhos é estreitar laços afetivos com eles, além de inseri-los no mundo do conhecimento, da cultura e da criatividade. A seguir, a lista de alguns títulos que não podem faltar:

1 Adivinha Quanto Eu Te Amo (Sam McBratney,WMF Martins Fontes). Leitura afetuosa, para ser realizada grudadinho neles.

2 Não Confunda (Moderna). Escrito e ilustrado por uma das minhas autoras preferidas: Eva Furnari. Boas risadas brotaram.

3 Brasileirinhos (Cosac Naify). Crianças amam poesia. O livro, de Lalau e Laurabeatriz, é uma bela iniciação do mundo poético.

4 Tanto, Tanto! (Trish Cooke, Ática). Uma história apaixonante. Enredos que as crianças
decoram juntamente com os pais. A diversão é garantida.

5 Meus Porquinhos (Audrey Wood, Ática). Os pequenos deliram com essa publicação.

6 Agora Não, Bernardo (David McKee, WMF Martins Fontes). Enquanto alguns pais se assustam com esse livro, as crianças adoram. Caso seu filho tenha medo, enfrente esse sentimento com ele.

7 Flicts (Melhoramentos). Um clássico do Ziraldo.

8 A Pequena Toupeira que Queria Saber Quem Tinha Feito Cocô na Cabeça Dela. (Werner Holzwart, Cia. das Letrinhas). Foram infindáveis risadas com minhas filhas. Garanto
que os pais vão se divertir também.

9 Quero Meu Penico! (Tony Ross, WMFMartins Fontes). O escritor e ilustrador inglês é um dos autores preferidos da minha caçula. Ele capta as singelezas da infância.

10 Menina Bonita do Laço de Fita (Ática). É um dos meus textos preferidos escritos por Ana Maria Machado.

11 Armazém do Folclore (Ática). O autor Ricardo Azevedo fez uma coletânea brilhante para as crianças: contos, ditados, quadras e adivinhas que podem ser saboreados por pais e crianças.

12 Marcelo, Marmelo, Martelo (Salamandra). Ruth Rocha é autora de sensibilidade ímpar. Leia para seu filho e confira.

13 Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato, Biblioteca Azul). Clássico que deve ser compartilhado em diversas fases da vida.

14 Zoom (Istvan Banyai, Brinque-Book). Livro de imagem, sem palavras, mas que surpreende toda a família.

15 Onde Vivem Os Monstros (Maurice Sendak, CosacNaify). Outro clássico com ilustrações belíssimas.

Go to Top