Contando e Cantando (Volume 2)

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Por que, aos 50 anos, ‘O gênio do crime’ ainda é um marco na literatura infanto-juvenil?

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Algumas das 76 edições do livro ‘O gênio do crime’, de João Carlos Marinho Foto: Reprodução

Livro de João Carlos Martins continua sendo adotado nas escolas e já vendeu mais de 1,2 milhão de exemplares

Paula Autran e Ruan de Sousa Gabriel, em O Globo

RIO — Quando começou a escrever o livro que o fez conhecido por gerações de crianças, João Carlos Marinho empacou num ponto. Era a história de como a turma de Gordo, Edmundo, Pituca e Berenice, da mesma idade de seus futuros leitores, ajudava o dono de uma fábrica de figurinhas de futebol a encontrar o falsário que imprimia os cromos mais difíceis do álbum. Ainda faltava uma ideia original que fizesse com que Gordo, o cérebro do grupo, desvendasse o caso que nenhum adulto conseguira: vencer o esquema dos cambistas para não serem seguidos. A história ficou engavetada por dez meses até que o autor, então um advogado de 30 e poucos anos estreante na literatura, tivesse a tal ideia que levaria o livro à frente. A chave para solucionar o mistério foi seguir o suspeito “pelo avesso”: em vez de ver aonde ele iria, observar de onde vinha.

A genialidade da investigação da turminha é apenas um dos atributos que fazem de “O gênio do crime”, 50 anos depois e 76 edições desde o seu lançamento, até hoje um dos quatro livros mais vendidos da editora Global (originalmente, ele saiu pela Brasiliense e já passou por outras casas).

A estimativa do autor é que o total de vendas esteja em torno de 1,2 milhão de exemplares — o título continua sendo adotado por escolas de todo o Brasil. Já foi publicada em espanhol (“El génio del crímen”) em 2006, e, em 1972, chegou a ser adaptada para o cinema com o título de “O detetive Bolacha contra o gênio do crime”, dirigido por Tito Teijido.

João Carlos Marinho: ‘O gênio do crime’ mudou minha vida Foto: Divulgação

— Esse livro mudou minha vida. Até hoje, metade das vendas das minhas obras são de “O gênio do crime” — diz Marinho, 83 anos, que escreveu mais 12 títulos com os mesmos personagens. Em todos, a garotada sempre leva a melhor sobre os adultos. Em “Sangue fresco”, vencedor do Jabuti em 1982 e o segundo mais vendido do autor, elas abatem bandidos que contrabandeiam sangue de crianças. Já em “O caneco de prata”, de 1992, neutralizam uma guerra bacteriológica. O último, “O fantasma da alameda Santos”, foi lançado em 2015.
O protagonismo é sempre das crianças

Além da originalidade do tema, o caso da falsificação das figurinhas também trazia inovações na forma e na construção dos personagens. Especialista em literatura infanto-juvenil e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Regina Zilberman explica que, depois de um período de estagnação após a morte de Monteiro Lobato, em 1948, a literatura voltada para este público começava a se modernizar nos anos 1960. Com “O gênio do crime”, as crianças ganhavam protagonismo em um romance que tinha elementos dos quadrinhos, paródias e ironias com as narrativas policiais, além de tematizar questões como violência e consumismo.

— Que a inteligência da turma seja representada pelo Gordo é também muito importante: trata-se de um anti-herói pelo aspecto físico, mas de um “super-herói” do ponto de vista do uso do raciocínio e da sagacidade — diz Regina.
Referência para escritores ontem e hoje

Contemporâneas de Marinho na geração pós-Monteiro Lobato, Ruth Rocha , 88, e Ana Maria Machado, 77, são fãs da saga que levou à captura do anão detentor da tal genialidade do crime.

— Quando fui dona da Malasartes (a primeira livraria infanto-juvenil do Brasil, aberta em 1979, no Shopping da Gávea, no Rio) , e chegavam pais dizendo que as crianças não gostavam de ler, eu recomendava logo “O gênio do crime”. Eu mesma ficava esperando as aventuras da turma do Gordo. Era louca pela Berenice — conta Ana Maria, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Ruth destaca o ineditismo do perfil do livro, com crianças que seguiam o bandido.

— O João foi o primeiro que fez. Depois outros fizeram. “O gênio do crime” é original, é novo. Por isso ele ficou. Ele influenciou muito a literatura que veio depois.

Para Flávia Lins e Silva , 47, roteirista da série de TV e do filme (além do livro, é claro)“Detetives do Prédio Azul”, o livro que ela leu aos nove anos segue sendo uma de suas referências:

— É um clássico. Para quem gosta de séries detetivescas como eu, é inesquecível. Numa era sem celulares, sem tantas tecnologias, eles tiveram que usar muita memória e massa cinzenta para chegar aos criminosos.

Capa comemorativa dos 40 anos do livro Foto: Divulgação

Entusiasta confesso da obra, que só leu depois de adulto, o escritor José Roberto Torero, 55, autor de “Nuno descobre o Brasil” (Companhia das Letrinhas) e outros, destaca a qualidade literária:

— O texto é ágil, o estilo é límpido, o ritmo é perfeito. Não há uma barriga na história, tirando a do Gordo, é claro. Em “O gênio do do crime” não temos um adulto ditando regras. A visão é a dos jovens. João Carlos Marinho consegue pensar como um pré-adolescente, e isso causa uma grande empatia nos leitores.

Pois até hoje Marinho não abre mão da convivência com seu público. Além de responder pessoalmente às mensagens que recebe nas redes sociais, volta e meia recebe excursões de estudantes no play de seu prédio para conversar e autografar livros, conta um de seus três filhos, o editor Beto Furquim. E, apesar das inovações tecnológicas e das novas gírias surgidas nas últimas décadas, o autor garante que praticamente nada foi mexido:

— Como são muitas edições, não posso acompanhar tudo que o revisor faz. Mas foram coisas mínimas. A base continua a mesma, inclusive a liberdade gramatical. Por uma questão de ritmo eu não coloco muitas vírgulas. E toda a gíria foi mantida.

Autora de ‘The Handmaid’s Tale’ anuncia sequência do livro para 2019

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Nova produção de Margaret Atwood se passará 15 anos após o 1º livro

Publicado no Estadão

Nesta quarta-feira, 28, a canadense Margaret Atwood anunciou em seu Twitter que está escrevendo a continuação de The Handmaid’s Tale, livro escrito em 1985 e que deu origem à série homônima. A novidade se chamará The Testaments e o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2019.

“Sim, de fato, para aqueles que perguntaram: eu estou escrevendo uma sequência para The Handmaid’s Tale. The Testaments se passa 15 anos depois da cena final de Offred e é narrado por três personagens mulheres. Vai ser publicado em setembro de 2019”, escreveu a autora.

Lançado no Brasil como O Conto de Aia, o romance distópico é ambientado em Gilead, um Estado teocrático e autoritário, onde as mulheres vivem subordinadas aos homens. O sucesso garantiu ótimas posições nas listas de livros mais vendidos em diversos países do mundo.

Após vídeo de Jout Jout, livro infantil fica entre os mais vendidos

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Jout Jout leu o livro para em um vídeo, que rapidamente viralizou
Foto: reprodução/Youtube

Obra ‘A parte que falta’ do norte-americano Shel Silverstein, saltou no ranking de vendas no site brasileiro da Amazon

Publicado no JC Online

O sucesso de um dos vídeos mais recentes da youtuber brasileira Jout Jout fez com que uma obra literária se tornasse, rapidamente, um dos livros mais vendidos nesta semana. A influenciadora digital publicou em seu canal no Youtube, na terça (20), um vídeo chamado “A falta que a falta faz”, em que lê e comenta o livro infantil “A parte que falta”, do norte-americano Shel Silverstein.

Rapidamente, a publicação passou a ser uma das mais vendidas no site brasileiro da Amazon, competindo com best-sellers como “Extraordinário”, “Harry Potter” e “O Conto da Aia”.

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“Eu quero dar esse livro para todas as pessoas que eu conheço. Você tem que saber lidar com as faltas. Sempre falta alguma coisa, alguma hora vai faltar”, comentou a youtuber. O vídeo, até a madrugada desta sexta-feira (23), já contabiliza quase dois milhões de visualizações. Nos comentários, muitos internautas elogiam a obra e dizem se identificar com a temática abordada.

Mercado de livros cresce 3% no faturamento em 2017 e registra primeira alta em quatro anos

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Os três destaques do mercado de livros no Brasil em 2017 (Foto: Divulgação)

Setor vinha de quedas de 7% (em 2015) e 9% (em 2016), aponta balanço anual. Promoções e preço médio proporcionalmente mais barato explicam resultado positivo, coordenador do estudo.

Cauê Muraro, no G1

pós quatro anos seguidos de queda e “finais infelizes”, o mercado de livros no Brasil registrou resultado positivo em 2017: o faturamento do setor subiu de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,7 bilhão – ou 3,2% (considerando a inflação). Em 2015, o recuo havia sido de 7%. Em 2016, de 9,2%. O volume de vendas agora também cresceu, indo de 40,5 milhões para 42,3 milhões de exemplares vendidos, aumento de 4,55%.

Esses números estão na edição mais recente do Painel das Vendas de Livros do Brasil, que saiu nesta sexta-feira (19). Realizado mês a mês e desta vez com o balanço do ano inteiro, o estudo é feito pela Nielsen e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). A pesquisa baseia-se no resultado da Nielsen BookScan Brasil, que verifica as vendas em livrarias, supermercados e bancas.

“O mercado do livro tem muito o que comemorar. Desde que iniciamos a série histórica com o Bookscan, em 2013, este é o primeiro ano que vemos resultados financeiros positivos e acima da inflação”, afirma em nota Ismael Borges, que coordena a Nielsen Bookscan Brasil.

Em entrevista ao G1, Borges destaca alguns fatores sobre 2017:

*As lojas fizeram mais ações promocionais, com aumento no desconto médio do preço dos livros. “Foi um ano de grandes campanhas. Eu diria que houve uma ‘guerra de preço’, basicamente aquela briga orgânica do próprio mercado”, avalia o responsável pelo estudo;
*O livro ficou proporcionalmente mais barato, já que preço médio aumentou 1,53% (abaixo da inflação no período), indo de R$ 39,70 para R$ 40,31 (vale lembrar que no ano passado o preço médio tinha subido 8,69%, bem acima da inflação);
*A recuperação do setor não dependeu de um fenômeno editoral ou modismo (como aconteceu por exemplo em 2015, com livros de colorir) e foi “orgânica e saudável”, na descrição de Borges;
*E, diante da crise econômica, as editoras buscaram alternativas viáveis – uma delas foi uma aposta maior em escritores brasileiros. “Em 2017, a literatura brasileira teve um aumento exponencial, importante, e literatura estrangeira uma queda sensível”, afirma o coordenador do estudo.

2017 sem ‘fenômeno’, mas com Felipe Neto

Em 2015, a febre dos livros de colorir para adultos vendidos como “antiestresse” liderou as listas de best-sellers, que salvaram o mercado (ou pelo menos reduziram o efeito da queda). Fizeram sucesso títulos como “Jardim secreto” (Sextante), “Floresta encantada” (Sextante) e “Jardim encantado” (Alaúde).

Já em 2016, sentindo que a “fase colorida” estava passando, o setor apostou as fichas nos youtubers. Eles foram bem – mas ficaram longe do fenômeno anterior.

Mas e 2017? “Não teve absolutamente nada. Alguns autores se destacaram, mas nada que desviasse a curva. Não houve um ‘solista’ que tirasse o mercado do que se esperava”, diz Ismael Borges.

“O que parece uma má notícia – este fato de 2017 não terá assistido a grandes fenômenos – na verdade traz uma ótima informação: o mercado conseguiu se recuperar sem depedenter desse tipo de acontecimento, que muitas vezes parece artificial. O maior motivo para comemoração é esse.”

Ainda assim, o balanço do ano passado sentiu, sim, o efeito “youtubers”. “Eles foram muito importantes, porque inauguraram uma tendência dos editores de se voltarem para o autor nacional. E os youtubers, por serem midiáticos, eram uma alternativa muito viável”, aponta Borges.

Veja, abaixo, os três livros mais vendidos no país em 2017:

*”Felipe Neto – A trajetória de um dos maiores youtubers do Brasil” (Coquetel)
*”O homem mais inteligente da história” (Sextante), de Augusto Cury
*”Origem” (Arqueiro), de Dan Brown

Somadas, essas obras representaram 1,1% do volume de vendas, percentual considerado baixo. “Isso serve para a gente refletir que foi um ano em que os destaques não concetraram tantas vendas. Houve uma desconcentração”, avalia Borges.

Os três gêneros literários que mais venderam em 2017 foram:

*desenvolvimento pessoal;
*literatura brasileira;
*religião.

E os três gêneros que mais caíram foram:

*literatura estrangeira;
*culinária e gastronomia;
*concursos públicos.

Borges considera que “o crescimento de 2017 foi sólido também porque foi linear e bem distribuído, não teve nenhum pico no decorrer do ano, nenhum grande acontecimento”.

E o que esperar para 2018? “Agora, é manutenção desse crescimento. Não vai ser muito diferente de 2017. Vai continuar em crescimento, mas não vai ser tão maior”, prevê.

Como Eu Era Antes de Você | Terceiro livro da série será lançado em janeiro nos EUA

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Publicação se chamará Still Me

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A série Como Eu Era Antes de Você teve a data de seu terceiro livro confirmada. Escrita por Jojo Moyes, a publicação, intitulada Still Me, será lançada no dia 28 de janeiro nos EUA e teve sua capa em inglês e sinopse reveladas. Confira:

still-me-capa

A publicação chega após de Depois de Você, segundo livro da série que foi lançado em 2015. O livro mostrará como Louisa Clark lida com o relacionamento a distância com seu namorado, Sam.

Antes mesmo que perceba, Lou acaba se misturando com a alta sociedade da cidade e sente dificuldade de manter seus dois mundos unidos. Ela terá de lidar com segredos que vão causar mudanças catastróficas e colocar Lou frente a frente com a maior questão da sua vida: quem é a verdadeira Louisa Clark?

Como Eu Era Antes de Você foi publicado pela Intrínseca e foi um dos livros mais vendidos de 2016 no Brasil – leia mais.

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