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Adolescentes brasileiros formam legião de leitores-fãs e impulsionam as vendas das editoras

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John Green e Cassandra Clare são alguns dos nomes favoritos dessa turma que não abre mão do papel

As amigas Mariana Rodrigues, Carolina Campello e Sofia Cheib são leitoras ávidas e não abrem mão das obras em papel - Simone Marinho / Agência O Globo

As amigas Mariana Rodrigues, Carolina Campello e Sofia Cheib são leitoras ávidas e não abrem mão das obras em papel – Simone Marinho / Agência O Globo

Josy Fischberg em O Globo

RIO – Não tem nada melhor que sentir o cheiro do livro, passar as páginas entre os dedos, saber de cara se falta muito para o fim, admirar a capa com atenção. Parece frase de quem tem de 40 anos para cima, mas é o que dizem adolescentes de 13 a 18 anos. No Brasil, uma geração plenamente digital vem consumindo livros de papel avidamente, destruindo generalizações como “adolescente vive na internet” ou “esses meninos não gostam de ler”. Em uma fase da vida em que tudo é intenso — eles amam demais ou odeiam demais — meninos e meninas vêm provando que suas paixões desmedidas também podem se voltar para as letras. Impressas no papel.

Uma breve olhada nas listas de livros mais vendidos dá a dimensão do fenômeno. Entre os dez primeiros lugares do último ranking do PublishNews, site especializado em mercado editorial, oito são queridinhos do público jovem, mesmo que nem sempre pertençam à categoria infantojuvenil. Quem encabeça a lista é John Green, com “A Culpa é das estrelas” (Intrínseca). Outros três livros do autor, cultuado por adolescentes, também estão lá. “A escolha” (Editora Seguinte), de Kiera Cass, que faz parte da trilogia “A seleção”, aparece em sétimo. “Instrumentos mortais — Cidade do fogo celestial” (Galera Record), de Cassandra Clare, fecha a lista geral dos dez mais.

— Esses jovens leitores não são só leitores. Eles têm uma relação de fã com os livros, com as séries, com os autores… E o livro, nessa história, é quase como um objeto de desejo: além de ler, eles querem colecionar, colocar na estante, organizar. Com e-book não tem muito disso. Você não tem como virar para um amigo e dizer: “Deixa eu te mostrar a minha estante de e-books” — analisa a editora-executiva do selo Galera Record, Ana Lima.

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Julia Schwarcz, publisher da Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras, conta que já recebeu e-mails de leitores de pouca idade reclamando que o volume de uma série tinha meio centímetro a mais que outro, e isso, segundo eles, fica feio na estante:

— É curioso porque temos um livro de contos que lançamos em versão digital gratuita e só depois lançamos em versão física. Ele faz parte da série “A seleção”. Foi um sucesso de vendas. Muitos leram a versão digital e ainda fizeram questão de ter a publicação em papel.

O sucesso da série “A seleção” é realmente estrondoso. O último volume da trilogia, chamado “A escolha”, lançado em maio deste ano, teve tiragem inicial de 50 mil exemplares, quando tiragens básicas giram em torno de 3 mil. Desde o lançamento, a Seguinte já vendeu cerca de 100 mil cópias só dessa publicação.

Para o fundador do PublishNews, Carlo Carrenho, há algumas explicações para os bons números. Segundo ele, é preciso considerar a produção ainda pouco consistente de e-books no Brasil. Um livro digital infantojuvenil precisa ter um mínimo de interação para despertar interesse entre os jovens — e a leitura dos e-books por crianças e adolescentes em outros países vem crescendo. Ainda assim, há um aspecto social da leitura para os mais jovens que não se manifesta com tanta força entre os adultos:

— Se você está lendo um e-book, ninguém sabe o que você está lendo. Tem a história de você levar a publicação para a escola, de você formar uma tribo ou se juntar a um grupo pelos livros, o que é muito importante para os adolescentes. O adulto lê para ele e não precisa, necessariamente, mostrar para outras pessoas. O livro acaba sendo uma marca de consumo para os mais novos, assim como as roupas — explica Carrenho.

Aluna do Colégio Pedro II, Julia Amorim, de 13 anos, está lendo “Convergente” (Rocco Jovens Leitores), de Veronica Roth. É o seu 11º livro deste ano:

— Quando eu leio, realmente me desligo do mundo. Posso terminar um livro de 500 páginas em dois dias, de tão curiosa que eu fico para ver o que acontece no final.

Essa questão com os finais de livros, aliás, vem fazendo com que muita gente de pouca idade sofra com os spoilers.

— A gente fala tanto sobre o que está lendo com os amigos na escola que sempre tem um que conta o que vai acontecer e estraga tudo — brinca Mariana Rodrigues, de 13 anos, também do Pedro II.

Entre os livros escolhidos pelas duas e pelas amigas Sofia Cheib, Carolina Campello, Carolina Porto, da Sá Pereira, e Fernanda Metzler, do Franco Brasileiro, como os melhores dos últimos tempos, estão as séries “Jogos vorazes”, “Instrumentos mortais” e “A seleção”.

Da mesma forma que jovens leitores vêm mostrando que são mais do que leitores — são também fãs — autores de sucesso também demonstram que são mais que autores. John Green, por exemplo, é escritor e mestre nas redes sociais. Só no Twitter, ele tem 2,8 milhões de seguidores em seu perfil oficial. Durante a Copa do Mundo, um outro perfil dele, onde o autor só comenta sobre esportes, bombou. Green ainda montou uma campanha, junto com o irmão, para arrecadar dinheiro para uma fundação de combate ao câncer. As pessoas doavam um dólar e escolhiam por qual país o escritor deveria torcer na Copa. No próprio Twitter, ele dizia para quem iria a sua torcida, vestindo a camisa da seleção em questão.

— John Green é um fenômeno. Tem canal no YouTube, tem um Tumblr, tem contas no Facebook e no Instagram, tem os perfis seguidos por milhões de pessoas no Twitter, ou seja, tem uma presença maciça na internet — explica Danielle Machado, editora de infantojuvenil da Intrínseca, sobre o autor que já vendeu quase 1,5 milhão de exemplares de “A culpa é das estrelas” no Brasil, desde o seu lançamento em julho de 2012.

Fernanda Metzler com o livro do fenômeno John Green - Simone Marinho

Fernanda Metzler com o livro do fenômeno John Green – Simone Marinho

É a internet que também aumenta a expectativa dos leitores-fãs em torno da vinda da escritora Cassandra Clare, autora de “Instrumentos mortais — Cidade do fogo celestial” (Galera Record), ao Brasil. Cassandra já vendeu 26 milhões de exemplares da série no mundo todo — 800 mil só no Brasil. Mais de 3 mil pessoas já confirmaram presença na tarde de autógrafos da moça, na Bienal do Livro de São Paulo.

De diversas formas, a web, quem diria, ajuda muito a impulsionar e manter as vendas dos livros em papel para adolescentes. O boca a boca virtual se tornou fundamental. Tanto é que a rede está abarrotada de blogs, criados inclusive por jovens, onde os próprios escrevem suas resenhas e abrem debates com outras pessoas sobre os livros do momento. As editoras, cientes disso, enviam exemplares para esses críticos digitais, que também colecionam seguidores. Um deles é Pedro Vinícius, de 18 anos, do site O Livreiro.

— Eu leio, em média, uns dez livros por mês. Mas no ano passado, cheguei a ler 30 em algumas épocas, era um por dia mesmo. Eu preciso me programar para dar conta: leio no ônibus, no intervalo da escola, onde der — explica Pedro, que está no 3º ano do Ensino Médio e conta com colaboradores de outras partes do país para fazer resenhas e escrever notícias sobre o mercado literário.

O amor pelos livros também levou a carioca Kimberlly de Moraes, de 18 anos, a criar o blog Último Romance.

— Criei o site para poder conversar com outras pessoas que gostassem de ler, assim como eu. Depois de um tempo no ar, você começa a ter seguidores bacanas, que às vezes começam a ler um livro por conta de uma opinião sua, ou até mesmo escrevem para rebater com fúria algo que você escreveu e eles não concordam — brinca Kimberlly, que tem quase 3 mil curtidores do Facebook e 2.300 seguidores no Twitter.

A jovem, como muitos adolescentes que hoje veneram os livros, começou sua jornada literária por Harry Potter, que Carlo Carrenho, do PublishNews, considera um divisor de águas.

— Harry Potter veio com aqueles livros de muitas páginas, pesados, uma série inteira, e assim conquistou crianças e jovens no mundo todo, espantando os adultos que não imaginavam que isso pudesse acontecer. Depois vieram os vampiros, com a série “Crepúsculo”. O mercado editorial passou a caminhar para um sentido de entretenimento. Há 20, 30 anos, nós éramos crianças ou adolescentes e a nossa leitura estava muito mais ligada ao aspecto educacional. Hoje, para essa idade, ela está ligada à diversão — avalia Carrenho.

John Green, autor de ‘A Culpa É das Estrelas’, defende escrita ‘honesta’

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John Green, autor do livro 'A Culpa é dos Estrelas'

John Green, autor do livro ‘A Culpa é dos Estrelas’

Rodrigo Salem, na Folha de S.Paulo

O norte-americano John Green, 36, pode ser considerado hoje um dos escritores mais poderosos do mundo.

Quatro dos dez livros mais vendidos no Brasil atualmente foram escritos por ele, com destaque para o líder “A Culpa É das Estrelas”, cuja adaptação chega aos cinemas na quinta (5) como uma das estreias mais esperadas do ano.

“Cidades de Papel”, “A Culpa…”, “O Teorema Katherine”, os três da Intrínseca, e “Quem é Você, Alasca?” (WMF Martins Fontes) somam 2 milhões de exemplares vendidos no Brasil, onde a tiragem inicial média de um livro é de 3.000 exemplares.

O frenesi em torno de Green se traduz em contratos milionários, milhões de visualizações de seu programa na internet, além de detratores e fãs apaixonados.

Críticos (leia mais ao lado) consideram que seus livros têm pouca ousadia narrativa; fãs ressaltam o retrato fiel da adolescência. Green assume suas fragilidades, mas defende sua escrita honesta, sem sentimentalismo barato.

“Sou terrível em estrutura. Por isso não escrevo um roteiro. Não tenho o menor conhecimento de trama. Quando escrevo, penso apenas em ter o suficiente para manter o leitor interessado no livro.”

As obras de Green são baseadas em sua juventude em Orlando ou em sua experiência como capelão de um hospital. A protagonista de “A Culpa…”, por exemplo, foi inspirada em uma garota que conheceu em uma convenção de fãs de Harry Potter.

Considerando o tema pesado desse livro, uma história de amor inocente entre dois jovens com câncer, o autor diz se preocupar em ir na contramão do cinismo, da violência e dos temas mais sexuais da literatura comercial e, por que não, do cinema.

“Eu nunca sei qual o limite do que é piegas ou sincero”, confessa. “Para mim, é importante escrever honestamente e sem ironia, porque é algo raro na ficção norte-americana. O risco disso é gerar sentimentalismo barato, e não quero nunca proporcionar essa experiência.”

A adaptação para o cinema protagonizada Shailene Woodley (“Divergente”) deve atingir o mesmo sucesso do livro.

“Os melhores livros do gênero, seja ficção científica ou romance, são aqueles que não subestimam os adolescentes e os respeitam. Acho que ‘A Culpa É das Estrelas’ será um sucesso no cinema por causa disso”, diz o autor.

Lançado no Brasil em julho de 2012, “A Culpa É das Estrelas” já vendeu, segundo a editora Intrínseca, cerca de 1,2 milhão de cópias. Neste ano, a média mensal atinge 50 mil exemplares.

Se mantiver esse ritmo, ultrapassará em um ano “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, que tem 1,8 milhão de cópias vendidas em dez anos.

Green diz, sorrindo, que acompanha “os números das vendas” no Brasil e que foi convidado para a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), mas não pôde aceitar por problemas de agenda.

Sobre novos livros, ele revela: “Estou tentando escrever algo novo, mas está difícil no momento. ‘A Culpa É das Estrelas’ está muito fresco em minha mente e não consigo me livrar dele”.

CULTO POP

O estilo de Green ajudou a transformá-lo num fenômeno não só literário, mas também de vídeos na internet.

Em 2007, com dois livros pouco famosos (“Quem É Você, Alasca?”, de 2005, e “O Teorema Katherine”, de 2006), ele e o irmão, Hank, criaram o projeto virtual Vlogbrothers, no qual postam vídeos no YouTube com discursos comportamentais, educacionais ou sobre cultura pop.

O canal tem cerca de 2 milhões de assinantes. Um dos vídeos mais recentes, sobre o conflito na República Centro-Africana, foi visto quase 300 mil vezes. “Por muitos anos, esses vídeos eram meu sustento, e eu escrevia como bico. Agora, a maioria do meu dinheiro vem dos livros.”

Ele usa a fama para tentar convocar os fãs a praticarem boas ações e arrecadarem fundos para entidades sociais e ambientais.

O estilo politicamente correto do autor também atrai detratores. Autores de sites como “Stop John Green” se incomodam com o fato de opiniões virarem mantras para seguidores e pinçam trechos de seus discursos considerados sexistas, por exemplo. “Estou mais cuidadoso com meus comentários, porque eles podem ser tirados de contexto por quem quer gerar raiva contra mim”, diz.

Ao jornal “Los Angeles Times”, Green se defendeu: “Não somos um culto.”

Livro de economista celebridade será lançado no Brasil em novembro

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Livro sobre desigualdade de renda, de Thomas Piketty, ficou semanas como mais vendido na Amazon. (Foto: Charles Platiau/Reuters)

Livro sobre desigualdade de renda, de Thomas Piketty, ficou semanas como mais vendido na Amazon. (Foto: Charles Platiau/Reuters)

‘Capital no século XXI’ ficou em 1º na lista dos mais vendidos da Amazon.
Veja perguntas e respostas sobre obra de Piketty que aborda desigualdade.

Publicado no G1

“Capital no século XXI”, a polêmica obra do francês Thomas Piketty, que levantou um debate mundial sobre a desigualdade, vai ser lançada em novembro no Brasil, pela editora Intrínseca. Desde que foi traduzido para o inglês, neste ano, o livro ganhou notoriedade e transformou seu autor em um economista celebridade. Na obra, ele concluiu que o capitalismo está aumentando a desigualdade entre ricos e pobres.

A publicação vem sendo considerada até uma atualização do livro de Karl Marx, “O Capital”. Em abril passado, chegou a liderar a lista dos livros mais vendidos durante algumas semanas no site da Amazon, desbancando até as obras de ficção ou auto-ajuda. Mesmo ainda sem tradução para o português, o título era o 43º mais vendido da Amazon no Brasil na última terça (27).

Segundo o economista francês, a desigualdade está aumentando porque o rendimento dos investimentos (alugueis, ações, aplicações) tem sido maior que o da renda obtida com o trabalho. Assim, quem tem dinheiro sobrando para investir vê o montante crescer mais que os que não têm.

Como possível solução, Piketty defende elevar o imposto pago pelos mais ricos.

O livro foi elogiado por renomados economistas e publicações especializadas, mas foi criticado pelo jornal britânico “Financial Times”, que apontou erros nos cálculos.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o livro e Piketty:

– Quem é Thomas Piketty?
Economista francês, ele é autor do livro “Capitalismo no século XXI”, que mostra que o modelo econômico aumentou a desigualdade nos últimos 30 anos com a concentração de renda. Isso acontece porque o retorno financeiro (de aplicações, alugueis e lucros) cresce mais que os salários. Assim, quem tem dinheiro sobrando e investe multiplica sua riqueza de forma mais rápida do que quem produz.

– Por que ele se tornou uma celebridade?
O livro foi publicado primeiro em francês, mas ganhou notoriedade após ser traduzido para o inglês, neste ano. Piketty demonstrou ter encontrado uma contradição central no capitalismo que, em vez de dar oportunidades iguais de crescimento para todos, estaria tornando a desigualdade mais extrema, já que quem tem mais dinheiro consegue a riqueza em escala maior.  Além disso, apesar de usar uma grande base de dados, a obra não está escrita em “economês”, diz a revista “The Economist”.

– Como o economista chegou a essa conclusão sobre o capitalismo?
Ele analisou uma quantidade grande e diversificada de dados econômicos e de renda de 20 países. Para ter uma noção mais real da desigualdade, Piketty usa dados fiscais, de imposto de renda. Segundo ele, as pessoas, principalmente as de maior renda, não informam exatamente o que ganham em pesquisas, o que distorce a realidade.

Capa do livro de Thomas Piketty em inglês (Foto: Reprodução)

Capa do livro de Thomas Piketty em inglês (Foto: Reprodução)

– Há alguma relação com “O Capital”, de Karl Marx?
A obra é considerada informalmente uma atualização do livro de Marx, que apontava o capitalismo como fonte de desigualdade e propunha o socialismo como solução. Piketty aponta que, se por um lado, o caos previsto por Marx não aconteceu, por outro não reduzimos a desigualdade econômica tanto quanto crescemos e que isso prejudica a democracia – por dar oportunidades e espaço diferente às pessoas – e causa descontentamentos.

– Que repercussão o livro teve?
Piketty foi elogiado por ganhadores do prêmio Nobel e chamado para dar  palestra ao governo americano e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Paul Krugman, da Universidade de Princeton, afirmou que o livro “será o mais importante trabalho de economia do ano – talvez da década”, e Joseph Stiglitz, da Universidade Columbia, disse que a “contribuição fundamental” de Piketty havia sido fornecer dados sobre a distribuição de riqueza. A revista “Economist” chamou o autor de “maior que Marx”.

– O que o autor propõe para reduzir a desigualdade?
Piketty defende um imposto global sobre a riqueza, ou seja, que as pessoas mais ricas paguem mais imposto de renda. Nos EUA, ele sugere que quem tem renda anual acima de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,2 milhões) pague taxas acima de 80%, o que iria desestimular o pagamento de salários muito altos. Já as rendas acima de US$ 200 mil (R$ 440 mil) seriam taxadas em 50% ou 60%.

– Há críticas negativas ao livro?
Sim, o jornal britânico “Financial Times” diz ter feito uma investigação sobre os cálculos usados no livro e descoberto que há erros nas fórmulas e dados inseridos sem explicação. A publicação diz que limpou e simplificou os dados e não chegou à conclusão de que está havendo aumento da desigualdade na Europa, por exemplo. Segundo o “FT”, outros especialistas têm preocupações parecidas.

– O que Piketty fala sobre as críticas?
O economista diz que os dados brutos foram ajustados para a análise, já que as informações sobre riqueza não são padronizadas, mas que se espantaria se cálculos mais detalhados modificassem as concussões sobre o aumento da desigualdade. Além disso, ele diz que dados mais recentes e não usados no livro apontam que a concentração de renda nos EUA se exacerbou ainda mais.

– O livro analisa a desigualdade do Brasil?
Não, o argentino Facundo Alvaredo, que integra a equipe de Piketty em Paris, disse que desde 2008 tenta obter – sem sucesso – os dados anônimos de Imposto de Renda do Brasil com a Receita Federal, mas não conseguiu, por isso o país ficou de fora do livro.

– O trabalho dele parou por aí?
Não, Piketty tem um site com os números coletados – The World Top Incomes Database – e está levantando mais números de cerca de 50 países, disse à BBC Brasil o argentino Facundo Alvaredo, que integra a equipe de Piketty em Paris.

Confira a trajetória do economista e da sua principal obra:

Cronologia de Thomas Pikkety (Foto: G1)

Spielberg quer filmar inusitada volta por cima de menina vítima de bullying e que se tornou uma escritora de sucesso

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Maya Van Wagenen seguiu conselhos de um guia dos anos 1950 sobre como se tornar popular BBC

Maya Van Wagenen seguiu conselhos de um guia dos anos 1950 sobre como se tornar popular BBC

Maya Van Wagenen era perseguida no colégio e se transformou em uma escritora de sucesso

Publicado no R7 [via BBC Brasil]

Há dois anos, a americana Maya Van Wagenen estava em crise porque era vítima de bullying na escola.

Agora ela é uma autora de sucesso e pode ver sua história ir parar no cinema pelas mãos de ninguém menos do que Steve Spielberg.

A volta por cima de Maya começou quando sua mãe lembrou de um antigo guia dos anos 1950, que dava dicas sobre como ser uma adolescente popular.

Ao ver a menina triste, ela sugeriu que a filha, que tinha 13 anos na época, seguisse os conselhos e registrasse tudo num diário.

A princípio, ela se recusou veementemente, como faz a maioria adolescente diante de qualquer sugestão que venha de seus pais. Mas depois ela reconsiderou e pôs projeto em prática.

Entre as dicas, estava por exemplo só usar saias e não dispensar um bom colar de pérolas ao ir às compras.

A experiência não apenas deu certo como também virou um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos.

O sucesso de Popular: a vintage guide for the modern geek (Popular: um guia vintage para o nerd moderno, numa tradução livre) chamou a atenção de Spielberg.

Por meio de seu estúdio, o Dreamworks, ele acaba de comprar os direitos para transformar o livro em filme.

‘Quase não acreditei. É incrível!’, disse Maya ao programa BBC Newsbeat. ‘Mas será um pouco estranho ver uma pessoa interpretando o meu papel no cinema.’

10 livros que vão te dar vontade de fazer as malas e desbravar o mundo

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Publicado em Nômades Digitais

Os livros são verdadeiros companheiros na hora de viajar, seja pra passar o tempo, como guia ou até mesmo servindo como a própria viagem, feita diretamente da nossa cabeça para o universo da história que estamos lendo. Seja para espantar o tédio, saber mais sobre um determinado assunto ou se guiar por aí, eles são a companhia perfeita para todo o viajante que se preze.

Já mostramos aqui 10 filmes imperdíveis para quem está sempre pensando na próxima viagem; agora é a vez dos 10 livros sobre viagens que você não vai querer perder. Desde clássicos como Cem Anos de Solidão, os que são leitura obrigatória, como os da autora Jan Morris, e até as histórias mais improváveis e malucas, como no livro de Michael Paterniti, você certamente encontrará um enredo para chamar de seu, até que lancem um novo recheado de novas aventuras.

Dá uma olhada:

1. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Precisa explicar? É simplesmente o clássico dos clássicos da literatura infanto-juvenil, um dos principais livros mais vendidos de todos os tempos, traduzido em mais de 190 línguas e já vendeu mais de 80 milhões de cópias no mundo todo. O narrador é um piloto de avião que cai no deserto do Saara. Nisso ele conhece um principezinho, morador de um pequeno planeta, que viaja para seis outros asteroides e para a Terra, onde ele vai conhecendo outras pessoas e trocando experiências e aprendizados que marcaram as nossas vidas. Afinal, quem nunca repetiu a frase “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”?

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2. On the Road/Pé na Estrada, de Jack Kerouac

Este livro é uma verdadeira bíblia para aqueles que sonham em botar o pé na estrada e não tirá-lo nunca mais. A obra reúne uma série de viagens feitas por amigos do autor, transportando o leitor de Nova York a Denver, para São Francisco e Los Angeles, com histórias embaladas por jazz, poesia e drogas. Além de ser um dos mais importantes livros do autor, é um dos principais representantes do movimento Beat, dando origem a inúmeros outros movimentos de contracultura dos Estados Unidos. Se você tem espírito nômade, tem-que-ler.

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3. Um ano na Provence, de Peter Mayle

Considerada uma das mais divertidas, adoradas e bem-sucedidas obras do gênero já publicadas, o livro venceu o prêmio Melhor Livro de Viagem do British Book Awards e conta aquela velha história: largar tudo e recomeçar a vida em um lugar distante, mais precisamente, numa casal rural no sul da França. A história real do autor inglês, que é ex-publicitário, revela descobertas e surpresas com riqueza em detalhes e humor refinado. Uma história que revela, com tato, todos os prazeres mais rústicos da vida. 

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4. A Praia, de Alex Garland

O romance, mais famoso ainda em sua adaptação para cinema – recomendada aqui -, conta a busca de um mochileiro britânico pelo paraíso na Terra, o que inspirou toda uma geração de estudantes a cair de cabeça no Extremo Oriente, colaborando para que o destino se consolidasse como um verdadeiro símbolo do escapismo.

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5. Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques

Um dos grandes clássicos da literatura, pelo qual o autor recebeu prêmio Nobel da categoria, se passa na pequenina cidade fictícia de Macondo, onde é traçada toda uma história em volta da família Buendía, a estirpe dos solitários para a qual não será dada uma segunda oportunidade sobre a terra. O vilarejo, entretanto, é baseado na cidade de Aracataca, terra natal do escritor.

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6. Viajando com Charley, de John Steinbeck

Em 1960, o autor e seu poodle francês Charley partem de caminhão a uma turnê pelo Estados Unidos. O resultado é o livro que conta todos os detalhes, paisagens e pessoas que ele encontrou ao longo do caminho, revelando acontecimentos sombrios e atitudes que revelam o quanto a América mudou nas últimos cinco décadas.

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7. Cem dias entre céu e mar, de Amyr Klink

Um dos velejadores mais famosos do Brasil, Amyr Klink relata a primeira travessia do Atlântico Sul em barco a remo realizada em 1984, partindo da Namíbia e desembarcando na Bahia. O livro detalha desde as preparações para a viagem até o fim da jornada. O autor já registrou em outros diversos livros suas aventuras pelos mares do mundo. 

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8. Viagem por África, de Paul Theroux

O diário de viagem de 600 páginas do autor viajante é um mix de humor negro, sarcasmo e crítica social em relação aos ex-colonizadores que tentaram passar a (mais…)

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