Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged livros mais vendidos

Confira cena exclusiva e o novo trailer estendido de “A Culpa é das Estrelas”

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Diego Santos, no Literatortura

Acaba de sair o novo trailer estendido do filme “A Culpa é das Estrelas”.

O vídeo foi publicado pelo próprio John Green, autor do livro que inspirou o filme, em sua página do facebook.

“A Culpa é das Estrelas” foi um dos livros mais vendidos do ano passado e conta a história do romance entre Hazel Grace e Augustus Waters, dois jovens que lutam contra o câncer.

O filme, com Shailene Woodley e Ansel Elgort tem estreia prevista para junho desse não.

Confira o trailer:

Recentemente uma pequena cena do filme foi divulgada no MTV Movie Awards 2014. O vídeo foi intitulado “Metáfora”.

Internet não diminui o valor do romance

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Marcelo Wainer, no Livros e Afins

Links, vídeos, imagens, textos e comentários, esse é o ambiente que a internet proporciona a seus usuários. Tudo atrelado à rapidez e à cada vez mais fácil perda de interesse em qualquer tipo de conteúdo. Nada mais natural pensar que o predomínio da ferramenta levaria à morte do romance. Não foi o que aconteceu, defendem os autores Alexandre Marino, Daniel Galera, Joca Terron e André Giusti, na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura.

“A literatura evoluiu segundo critérios que já existiam. A lista de livros mais vendidos é semelhante à que era antes da internet. Os romances ainda estão lá. Os livros com mais de 500 páginas ainda são best sellers”, diz o escritor e tradutor Daniel Galera. Para Galera, a internet é uma ferramenta necessária à literatura, faz parte da escrita como faz parte de qualquer outro trabalho. Prova disso é que os títulos lançados atualmente tem a versão digital também à venda nas livrarias. “O que mudou foi o suporte [computadores, tablets], mas não a literatura”.

O escritor conta que, quando começou a escrever, a internet ainda estava em evolução. Como não havia publicadores, blogs ou redes sociais, usava o e-mail para veicular uma revista distribuída a 1,5 mil assinantes. Muito do que foi produzido naquela época, ele diz que ajudou a compor o primeiro livro, Dentes Guardados, lançado em 2001.

Já Alexandre Marino, que pertence à geração anterior à internet, quando publicar era luxo e passar pela censura da ditadura, uma batalha, acredita que a internet não vai acabar nem mesmo com os livros de papel. “Com a internet, ganhou-se alcance, mas com ela veio também uma tecnologia que facilitou a impressão de livros”, diz.

Nenhum dos autores sabe prever por quais mudanças a literatura ainda vai passar, mas dentre as que já passou, André Giusti destaca a troca com os leitores, os comentários, a facilidade de divulgação. Poeta e usuário da internet, ele utiliza o blog e as redes sociais para publicar. “Recentemente, em um dia, tive mais de 60 curtidas no Facebook em um poema. Quando, com um livro, teria mais de 60 leitores em um dia?”, questiona.

Joca Terron, poeta, prosador, artista gráfico e editor brasileiro, valoriza as facilidades da internet, mas diz que é preciso cautela. “Para mim, a internet é a perfeição atingida do que é literatura: processo coletivo”, diz. E explica que a internet traz também a ilusão de que se é lido em um ambiente onde “todo mundo fala e pouquíssima gente escuta”. O escritor passa a ser mais um perfil na internet em busca de um clique “curtir” dos leitores.

O assunto foi debatido no seminário Internet – Estética, Difusão e Mercado, na 2ª Bienal do Livro, em Brasília. O evento tem entrada franca e prossegue até o dia 21 de abril. A programação está disponível na internet, no site http://www.bienalbrasildolivro.com.br.

Biografia da banda The Smiths é publicada agora no Brasil

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Autor do livro diz que o culto sobre o grupo só cresceu nas mais de duas décadas desde sua separação

The Smiths Divulgação/Lawrence Watson

The Smiths Divulgação/Lawrence Watson

Silvio Essinger em O Globo

RIO – Trinta anos depois do lançamento de seu primeiro álbum (e quase 27 desde sua separação), os Smiths continuam a ser um dos assuntos mais discutidos do mundo do rock. No ano passado, a autobiografia do vocalista Morrissey chegou ao primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do Reino Unido. Especulações sobre a volta do grupo são constantes, embora as perspectivas sejam cada vez mais remotas (“Li a autobiografia e fiquei pensando: não tenho certeza se essa é uma situação que pode ser resolvida”, disse recentemente, ao jornal “New Musical Express”, Stephen Street, produtor de álbuns dos Smiths).

E aí chega ao Brasil, pela editora Best Seller, “A light that never goes out”, a mais recente biografia do grupo (originalmente lançada em 2012), escrita pelo jornalista inglês Tony Fletcher. Ela oferece uma visão mais reflexiva e apurada da história e do legado dessa banda, tida como a responsável pela criação do mito do rock independente.

– Quando os Smiths acabaram, ainda me parecia muito cedo para escrever o livro – conta Fletcher, por telefone, de Nova York. – Em 1992, saiu a obra do (escritor inglês) Johnny Rogan (“The severed alliance”), que é boa. Então fui escrever sobre outros assuntos. Só há uns cinco anos é que o editor e eu falamos de um novo livro sobre os Smiths. Eu achava que havia lugar para uma boa biografia, não só sobre Morrissey e (Johnny) Marr (guitarrista dos Smiths, parceiro do vocalista nas canções), mas sobre a banda em si. Um livro que desse outra ideia sobre eles, tanto tempo depois.

Para Fletcher, o culto aos Smiths só cresceu com os anos.

– Houve um tempo, logo após eles se separarem, especialmente na época das raves, em que eles foram vistos como ultrapassados. Só lá pelo meio dos anos 1990, quando o Oasis apareceu, que a coisa mudou. As pessoas se perguntaram: “Caramba, eles não eram uma banda impressionante?” – diz o autor, rebatendo a imagem depressiva que muitos têm do grupo, por causa das letras de Morrissey. – “Heaven knows I’m miserable now” é uma das canções mais engraçadas já escritas. Sempre achei que os Smiths tinham um maravilhoso equilíbrio entre letras muito sinceras e um incrível otimismo na música. Quem quer que tenha visto um show deles sabe que se tratava de uma das bandas mais empolgantes.

Se algo diferenciou os Smiths de outros artistas de sua época, segundo o escritor, foi sua postura frente à indústria.

– Mesmo quando tinham sucessos e vendiam montes de discos, eles faziam questão de não se dar muito ao mainstream. Logo no começo, nos programas de TV, você podia ver como Morrissey estava desconfortável. Eles foram muito cuidadosos em não se misturar, e acho que essa é uma das razões pelas quais ainda falamos deles. Porque eles se mantiveram fiéis aos seus valores.

Tony Fletcher tem lá suas reservas em relação à autobiografia de Morrissey, lançada um ano depois do seu livro.

– A primeira parte, em que ele escreve sobre Manchester, é absolutamente soberba e fala muito sobre tudo o que viemos a amar sobre Morrissey, o letrista – diz. – Infelizmente, logo depois ele fica muito amargo. Morrissey é muito talentoso e adorável quando quer, mas ali é muito descortês com quem provavelmente não merecia tal carga de críticas. Você acaba ficando exausto com aquilo.

Já Johnny Marr (que colaborou com o seu livro, ao contrário do vocalista) ressurge para Fletcher com melhor imagem.

– Nos últimos dez anos, provavelmente houve um melhor entendimento sobre Marr. Ele veio a aceitar os erros dos Smiths e quer seguir com a sua vida. Infelizmente, Morrissey ainda está se consumindo com muita raiva em relação a pessoas como Mike Joyce (baterista do grupo, que processou a dupla de compositores por direitos não pagos). Johnny teve que pagar tanto dinheiro quanto Morrissey, mas isso não é algo que o consuma.

Autor também de livros sobre o R.E.M. e Keith Moon (baterista do The Who), o inglês teme que a era de grandes nomes do rock, como os Smiths, tenha chegado ao fim.

– Há grandes talentos novos, como (o cantor inglês) Jake Bugg… Mas eu me pergunto se essa parte da música popular já não encerrou seu ciclo, com todo esse pop eletrônico, a internet e as pessoas não comprando mais álbuns.

Os 11 mais vendidos da Flip

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Fotógrafo: Divulgação/PublishNews

Publicado originalmente no PublishNews

Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), não foi um livro o item mais vendido na unidade da Livraria da Vila montada na cidade especialmente para os cinco dias do evento. O maior sucesso de vendas foi o DVD “Uma palavra depois da outra: a arte da escrita”, que celebra os dez anos da Flip com material das apresentações de cem autores que passaram por ela desde 2002. A Vila aproveita e lança hoje o DVD em São Paulo, na unidade da Lorena (Al. Lorena, 1731, Jardins), a partir das 18h30.

Mas isso não tira o brilho do livro mais procurado pelos leitores em Paraty entre 4 e 8 de julho. E o mérito é de Zuenir Ventura e sua Sagrada família (Alfaguara), obra lançada durante a festa, que também esteve em evidência na programação principal da Flip, no sábado à tarde, quando o autor debateu com Dulce Maria Cardoso e João Anzanello Carrascoza o tema “Em família”.

O segundo lugar da lista de livros ficou com o breve e elogiado Bonsai (Cosac Naify), do chileno Alejandro Zambra. Carlos Drummond de Andrade, o homenageado da 10ª Flip, foi o terceiro autor mais vendido, mas, ao invés das novas edições de seus livros pela Companhia das Letras, o público preferiu mesmo a caixa que reuniu 23 livros de poemas em três volumes organizada pela parceria exclusiva da Vila com o selo Best Bolso, da Record, a antiga casa do poeta.

Serena (Companhia das Letras), de Ian McEwan, e A visita cruel do tempo (Intrínseca), de Jennifer Egan, apareceram em quarto e quinto lugares. E Le Clézio, mesmo sem ir à Flip, conquistou o sexto lugar com O africano (Cosac Portátil). O prêmio Nobel cancelou a ida a Paraty por motivos de saúde e foi substituído na programação do sábado à noite por Enrique Vila-Matas.

O sétimo lugar foi conquistado pela edição número 9 da Granta, . Depois da divulgação oficial na Flip, a revista será lançada hoje, em São Paulo, às 19h, na Livraria da Vila que fica na Rua Fradique Coutinho, 915.

O retorno (Tinta da China), de Dulce Maria Cardoso, e Bombaim – Cidade máxima (Companhia das Letras), de Sukethu Matha, vêm em seguida na lista.

E quem conquistou o décimo lugar foi Angeli com Toda Rê Bordosa (Quadrinhos na Cia). O livro que traz de volta a personagem icônica criada em 1984 fecha a lista com humor e um climinha de ressaca – tudo a ver com a Flip.

Veja os livros mais vendidos na 10ª edição da Flip:

1-Sagrada família, Zuenir Ventura (Alfaguara, 232 pp., R$ 36,90)
2-Bonsai, Alejandro Zambra (Cosac Naify, 64 pp., R$ 23)
3-Box Drummond, Carlos Drummond de Andrade (Best Bolso, R$ 39,90)
4-Serena, Ian McEwan (Companhia das Letras, 384 pp., R$ 39)
5-A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Intrínseca, 336 pp., R$ 29,90)
6-O africano, J.M.G Le Clézio (Cosac Portátil, 128 pp., R$ 21,90)
7-Granta 9 – Os melhores jovens escritores brasileiros, Vários (Objetiva, 288 pp., R$ 34,90)
8- O retorno, Dulce Maria Cardoso (Tinta da China, 272 pp., R$ 39)
9-Bombaim – Cidade máxima (Companhia das Letras, 512 pp., R$ 58)
10-Toda Rê Bordosa (Quadrinhos na Cia, 220 pp., R$ 64)

Os livros mais vendidos da semana (2)

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Os livros mais vendidos da semana segundo o Publishnews.

1 As Esganadas
Jô Soares / Companhia das Letras

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2 Steve Jobs
Walter Isaacson / Companhia das Letras

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3 O Cemitério de Praga
Umberto Eco / Record

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4 Ágape
Padre Marcelo / Globo Livros

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5 Um Homem de Sorte
Nicholas Sparks / Novo Conceito

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6 É tudo tão simples
Danuza Leão / Agir

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7 A vida sabe o que faz
Zibia Gasparetto / Vida e Consciência

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8 Marina
Carlos Ruiz Zafon / Suma de Letras

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9 Um dia
David Nicholls / Intrínseca

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10 Feliz por nada
Martha Medeiro / L&PM

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