Posts tagged Livros Publicados

8 livros publicados postumamente (e suas histórias)

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Jéssica Soares, na revista Superinteressante

Eles não precisaram da ajuda de Chico Xavier. Antes de passarem dessa pra melhor, alguns escritores deixaram para trás livros inéditos e que chegaram às livrarias com um quê de #VozesdoAlém. Para a alegria dos fãs (e também dos editores), os casos são muitos. Selecionamos e contamos para você a história por trás de 8 livros publicados postumamente:

1. O castelo, de Franz Kafka (1926)

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Durante sua vida, a maior parte dos textos de Franz Kafka foi publicada apenas em revistas literárias. E, se dependesse do autor de A Metamorfose, suas obras poderiam nunca ter sido conhecidas no mundo. Quando faleceu, em 1922, Kafka deixou todos os seus manuscritos para seu amigo Max Brod que, como seu executor literário, recebeu instruções claras: deveria destruir todo o material. Só que, obviamente, Max não seguiu o desejo do finado e cuidou da publicação dos escritos. Ufa. Entre as obras publicadas graças a Brod está O Castelo.

Os registros em seu diário indicam que Franz teve a ideia para o livro ainda em 1914, mas só começou a escrevê-lo em 1922. Na história, o protagonista K. apresenta-se para ocupar um posto de agrimensor em uma aldeia dominada por um imponente e misterioso castelo. Quando chega lá, é informado que ninguém está sabendo (e nem reconhece) sua convocação #climão. Para resolver a questão, precisa enfrentar uma burocracia incontornável. E (como na vida?) não há resolução para o imbróglio do protagonista – Kafka não conseguiu terminar o livro antes morrer.
Leia também: Romance interminável

 

2. Autobiografia – volume 1, de Mark Twain (2010)

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Durante quase uma década, o autor de As aventuras de Tom Sawyer  e Huckleberry Finn se dedicou a colocar em palavras as memórias de sua vida. Morreu antes de publicá-las. Mas tudo bem, era assim que ele queria. Mark Twain deixou instruções um tanto excêntricas: sua autobiografia só deveria ser publicada 100 anos depois de sua morte. O-kay. Em 2010, a espera finalmente acabou e o lançamento do primeiro volume estabeleceu um marco que poucos autores conseguiram atingir na vida (e, muito menos, na morte): a robusta obra de mais de 700 páginas se tornou um best-seller póstumo.

O sucesso pegou de surpresa até mesmo a editora.  A expectativa da University of California Press era modesta e, inicialmente, só foram publicados 7.500 exemplares. Mal conseguiram atender à demanda crescente de pedidos por reimpressões e, em poucos meses, o livro já tinha vendido mais 250 mil cópias. Agora provavelmente estarão mais preparados – no próximo mês de outubro, a editora lança o segundo volume das memórias do escritor estadunidense. Já encomendou o seu?

 

3. 2666, de Roberto Bolaño (2004)

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(via)

Roberto Bolaño, em sua última entrevista, concedida à revista Playboy mexicana, brinca que a palavra “póstumo” soa “como o nome de um gladiador romano. Um gladiador invicto. Ou ao menos assim quer crer o pobre Póstumo, para dar-se o valor”. Se perguntado agora, é certo que desdenharia de sua fama post mortem como o fez em vida. Antes de sua morte prematura, em 2003, aos 50 anos, Roberto Bolaño já havia ganhado o status de um dos nomes mais representativos da literatura latino-americana contemporânea. O chileno estava quase no topo da lista de espera por um novo rim quando partiu. Se tivesse ficado por aqui mais alguns meses, teria acompanhado a consagração (e ascensão meteórica) de sua reputação.

O romance póstumo 2666, que tem mais de mil páginas na edição em espanhol e se divide em cinco narrativas interligadas, recebeu o prêmio de melhor livro da National Book Critics Circle Awards, dos Estados Unidos, foi apontado como o melhor livro de 2008 pela revista Time, e provocou comoção internacional. Um gladiador invicto.

 

4. O Original de Laura, de Vladimir Nabokov (2009)

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Lolita, livro que narra a paixão de um homem de meia-idade pela adolescente-título, rendeu ao russo Vladimir Nabokov fama mundial quando foi publicado em 1955. Não é surpresa que a publicação de um manuscrito inédito do icônico autor em 2009 tenha sido tratada como um evento no mundo literário. O caso é controverso: antes de morrer, Nabokov estava trabalhando no livro que havia intitulado O Original de Laura. Deixou apenas 138 fichas (o equivalente a cerca de 30 páginas manuscritas), sem ordem indicada, quando faleceu em 1977. Em seu testamento, o autor perfeccionista deixava claro que o manuscrito inacabado deveria ser destruído.

Acontece que sua esposa Vera e o filho Dmitri não tiveram coragem de destruir o trabalho ainda em processo. Por 30 anos, a dupla se debateu e discutiu com pesquisadores e acadêmicos a validade de se publicar os escritos, ainda em estágio rudimentares, deixados por Nabokov. Depois da morte de Vera, a decisão coube ao filho, que decidiu tornar o livro público. A recepção não foi das melhores, tendo sido considerado um quebra-cabeça com peças demais desaparecidas.

 

5. O Mistério de Edwin Drood, de Charles Dickens (1870)

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Em 1870, o autor de Oliver Twist, Charles Dickens, resolveu se aventurar por um novo gênero, o drama policial. O romance, publicado em fascículos seriados lançados entre os meses de abril e setembro daquele ano, tinha os elementos certos para cativar os leitores – um romance não correspondido combinado a um triângulo amoroso, um assassinato misterioso e um elemento surpresa: a morte súbita do próprio autor, que acabou deixando o desfecho em aberto.

Quando Dickens faleceu, vítima de um derrame, apenas seis das doze partes previstas da história haviam sido concluídas, sendo que três destas foram publicadas postumamente. Em seus manuscritos, não foram encontradas referências que indicassem os rumos que tomaria a história e muito menos registros que confirmassem a identidade do assassino. Teorias não faltam, mas a dúvida permanecerá.

 

6. O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien

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(via)

A Terra Média é do tamanho do mundo. Depois do sucesso de O Hobbit, publicado em 1937, o editor de J. R. R. Tolkien pediu que o autor escrevesse uma sequência para a história. O resultado, foi um rascunho inicial de O Silmarillion, que acabou sendo rejeitado. Tolkien deixou seus rascunhos em um cantinho e começou a trabalhar na “nova história dos hobbits” que viria a se tornar sua obra máxima, a trilogia O Senhor dos Anéis. O britânico acabou não tendo a chance de revisitar e finalizar os escritos anteriores antes de falecer em 1973. Foi o seu filho, Christopher, o responsável por revisar (e preencher algumas lacunas) antes de sua publicação póstuma em 1980.

Bônus: Tolkien deixou ainda mais fragmentos da Terra Média espalhados por aí. Em 1980, o seu filho compilou as diversas histórias e notas deixadas por seu pai e as publicou na coletânea Contos Inacabados.

 

7.  Uma Confraria de Tolos, de J.K. O’Toole (1980)

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O estadunidense J.K. O’Toole escreveu seu primeiro livro, The Neon Bible, aos 16 anos. Extremamente crítico quanto ao próprio trabalho, O’Toole considerava a obra “adolescente”. Chegou a tentar publicar o texto mas, depois de algumas rejeições, resolveu trabalhar em um novo livro, Uma confraria de tolos. Na história, o protagonista é Ignatius J. Reilly, um intelectual glutão, preguiçoso, egocêntrico, desagradável que, como um Dom Quixote do século 20, desbrava as ruas de Nova Orleans enfrentando – ao invés de moinhos de vento – uma série de tolos, malandros, aproveitadores e policiais desonestos. Concluído em 1964, O’Toole enviou sua obra a editoras e, novamente rejeitado, sucumbiu à depressão e à paranoia, tirando a própria vida em 1969, aos 31 anos.

A história teria acabado por aí, não fosse pela insistência de sua mãe, Thelma. Empenhada em tornar a obra do filho conhecida, passou a entrar em contato com o professor de literatura Walker Percy, em 1976, para que ele lesse o manuscrito inédito. Walker tentou como pôde escapar dos apelos insistentes, mas acabou cedendo – e se surpreendeu com a qualidade dos escritos do então desconhecido autor. O livro foi finalmente publicado em 1980 e não poderia ter sido melhor recebido, tendo sido premiado com o Pulitzer de ficção no ano seguinte.

 

8. Cinco novas obras de J.D. Salinger

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(via)

Para completar o documentário Salinger, foram necessários 10 anos de extensa pesquisa, inúmeras entrevistas e um bocado de dedicação.  O filme, de Shane Salerno e David Shields, foi apresentado pela primeira vez no último mês de agosto, durante o festival de cinema de Telluride, no estado do Colorado (EUA). Os méritos (ou deméritos) cinematográficos do longa ficaram em segundo plano frente à revelação incrível que apresenta: segundo fontes ouvidas pelos documentaristas, o autor de O Apanhador no Campo de Centeio, falecido em 2010, teria deixado cinco obras inéditas. Segundo instruções deixadas por Salinger,  os livros devem ser publicados entre os anos de 2015 e 2020. Entre os escritos inéditos, estaria um conto que daria nova vida a Holden Caulfield (protagonista da obra mais famosa do autor). A informação ainda não foi confirmada pela família do autor, mas a gente já está na torcida.

Globo Livros vai lançar finalista do Man Booker Prize

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Jhumpa Lahiri, vencedora do Pulitzer 2000

Jhumpa Lahiri, vencedora do Pulitzer 2000

Publicado na Veja on-line

Mais uma boa notícia para quem acompanhou a divulgação dos finalistas ao Man Booker Prize 2013. Lowland, inédito da escritora anglo-indiana Jhumpha Lahiri que entrou para a lista de concorrentes, será lançado no Brasil pela  Biblioteca Azul, a linha de alta literatura da Globo Livros. Também de Jhumpha, uma filha de indianos nascida em Londres, em 1967, e crescida em Rodhe Island, nos Estados Unidos, a Globo relançará o livro de contos Intérprete de Males, vencedor do Pulitzer 2000, e O Xará.

Da lista de finalistas, o mercado brasileiro já tem  O Testamento de Maria, do irlandês Colm Tóibín, recém-lançado pela Companhia das Letras. A Tale for the Time Being, de Ruth Ozeki, pode sair pela Casa da Palavra. Outro que pode sair por aqui é TransAtlantic, de Colum McCann, autor que veio à Flip em 2010 e teve livros publicados pela Girafa (O Bailarino) e pela Record (Deixe o Grande Mundo Girar, considerado o primeiro grande romance sobre o 11 de Setembro, e O Outro Lado da Luz, com que venceu a premiação irlandesa Hennessey Award, na categoria romance de estreia).

O vencedor do Man Booker Prize 2013, que levará 50.000 libras (cerca de 170.000 reais) será anunciado em 15 de outubro.

Historiador T. J. Clark é um dos destaques da Flip

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Antônio Gonçalves Filho no Estadão

O historiador e crítico de arte marxista britânico T. J. Clark, um dos convidados da 11.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa na quarta-feira, 3, não acreditou em seus olhos quando viu pela internet imagens das manifestações de protesto nas ruas do Brasil. Grande teórico de arte com vários livros publicados no País (entre eles A Pintura na Vida Moderna), o professor aposentado de Harvard e Berkeley, aos 70 anos, ainda não desistiu de sua fama de polêmico. E é nessa condição que ele chega a Paraty para fazer, na quinta, 4, às 19h30, uma palestra sobre o conteúdo político da Guernica de Picasso (ele é grande especialista na obra do pintor e autor de um livro fundamental sobre ele, Picasso and Truth, inédito aqui).

 

Aproveitando sua passagem por Paraty, os organizadores da Flip programaram para sábado, 6, no mesmo horário, um debate com ele, o psicanalista Tales Ab?Saber e o filósofo Vladimir Safatle. O tema: as diferenças entre os manifestantes de rua brasileiros e a multidão que lota os estádios na Copa das Confederações. Para quem ainda não o conhece, a Editora 34 acaba de colocar no mercado um livro destinado a informar e provocar, principalmente seus companheiros de ideologia: Por Uma Esquerda Sem Futuro.

 

Dito assim, parece que Clark abjurou seu passado marxista, mas ele esclarece em entrevista à reportagem, por telefone, de Londres, que desconhece alternativa ideológica capaz de barrar o avanço da Europa rumo a um novo fascismo de direita, ainda mais terrível que o dos ditadores do passado, como previu Pasolini. Clark é pessimista, admite, mas não como Nietzsche, que cita em seu livro – o filósofo alemão diz que nós, modernos, “não somos material para uma sociedade”.

 

Talvez não sejamos mesmo. No entanto, o que preocupa Clark é a marginalização e a imobilidade da esquerda na Europa. Não há fórmula pronta para que ela tenha maior representatividade, mas o historiador aconselha a seus companheiros que troquem seus ideais utópicos por demandas presentes – daí seu interesse particular no recente fenômeno das manifestações no Brasil, que expulsaram os partidos da rua para afirmar sua independência ideológica. Seriam esses manifestantes representantes da “esquerda sem futuro” de Clark, uma esquerda não estabelecida?

 

Para Clark, a crise não é só da esquerda, mas da modernidade, que ingenuamente acreditou no “capitalismo de consumo”, erro “infantil” que, segundo o historiador, tem levado os intelectuais de esquerda a perder o foco e mirar o futuro com esperança messiânica, acreditando ainda ter a história uma lógica ou direção. O “sem futuro” do título de seu livro é, assim, simultaneamente, uma crítica e uma convocação à esquerda para que repense o presente e se importe menos com a tomada do poder num futuro remoto. Mais foco nas injustiças sociais e menos messianismo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

15 sites para baixar livros gratuitamente

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Publicado por UOL

Ler para aprender, ler para expandir a mente, ler para estimular a memória. Não importa o porquê você dedica tempo para essa atividade, o que vale é aproveitar todos os seus benefícios, seja no papel ou nos modernos leitores digitais.

Para ampliar a sua experiência de leitura, o Catraca Livre fez uma lista com 15 sites nacionais e internacionais em que é possível baixar livros e ler online de maneira legal, sem complicações e, o melhor, gratuitamente.

1. Universia – Reúne mais de 1000 arquivos, incluindo biografias de cineastas, textos científicos sobre comunicação e clássicos da literatura universal.

2. Open Library – Projeto que pretende catalogar todos os livros publicados no mundo, já tem 1 milhão de títulos disponíveis para download. Podem ser encontrados livros em cerca idiomas.

3. Brasiliana – O site da Universidade de São Paulo (USP) disponibiliza cerca de 3000 mil livros para download de forma legal. Há livros raros e documentos históricos, manuscritos e imagens.

3. Blog Midia8 – Página reúne mais de 200 links de livros sobre comunicação em português, inglês e espanhol para ler online e fazer download.

4. Casa de José de Alencar – A Biblioteca Virtual do site do pai do romance brasileiro disponibiliza para download gratuito 14 de suas obras, incluindo romances e peças de teatro.

5. Read Print – Essa espécie de livraria virtual oferece mais de 8 mil títulos em inglês para estudantes, professores e entusiastas de clássicos.

6. Biblioteca Digital de Obras Raras – O site idealizado pela Universidade de São Paulo (USP) é direcionado a pesquisadores. Oferece mais de 30 obras completas em diferentes idiomas.

7. Portal Domínio Público – Biblioteca virtual criada para divulgar clássicos da literatura mundial, oferece download gratuito de mais de 350 obras. É possível baixar 21 livros de Fernando Pessoa.

8. Saraiva – A rede de livrarias disponibilizou recentemente 148 livros para download em PDF gratuito. O leitor precisa apenas fazer um cadastro e baixar o aplicativo de leitura para ter acesso às obras.

9. Biblioteca Nacional de Portugal – Entre os destaques do portal está um site dedicado do escritor José Saramago. Nele, estão disponíveis manuscritos do autor.

10. Machado de Assis – Criado pelo MEC, o site do escritor oferece sua obra completa – em pdf ou html – para leitura online. Estão lá crônicas, romances, contos, poesias, peças de teatro, críticas e traduções.

11. Biblioteca Mundial Digital – Oferece milhares documentos históricos de diferentes partes do mundo. Multilingue, o material está disponível para leitura online.

12. Dear Reader – Esse é um clube virtual que envia por e-mail trechos de livros. Após o cadastro, o usuário passa a receber diariamente um trecho, cerca de dois a três capítulos de livros.

13. eBooks Brasil – Oferece livros eletrônicos gratuitamente em diversos formatos.

14. Projeto Gutenberg – Tem mais de 100 mil livros digitais que podem ser baixados e lidos em diferentes plataformas eletrônicas.

15. Unesp Aberta – Criado pela reitoria da Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita”, o site disponibiliza material pedagógico gratuitamente. Desenvolvidos para os cursos da universidade, o material está aberto s para consulta em diversos formatos.

Imagem: Internet

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