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Posts tagged livros só mudam pessoas

O que acontece com o seu cérebro quando você lê Jane Austen?

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Os participantes tiveram que alternar seus ritmos de leitura para que os pesquisadores avaliassem os fluxos de sangue em seus cérebros (Foto: Divulgação)

Os participantes tiveram que alternar seus ritmos de leitura para que os pesquisadores avaliassem os fluxos de sangue em seus cérebros (Foto: Divulgação)

 

Isabela Moreira, na Galileu

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, realizou um estudo para verificar uma possível conexão entre leitura, atenção e distração.

Para isso, a equipe, composta por neurobiólogos, radiologistas e especialistas da área de humanas, fez com que os participantes da pesquisa lessem trechos da obra “Mansfield Park”, de Jane Austen, enquanto estavam na máquina de ressonância magnética.

Segundo Natalie Phillips, a principal autora do estudo, esse foi “um dos primeiros experimentos a estudar como nossos cérebros respondem a literatura”.

A equipe de pesquisadores ficou atenta às alterações dos fluxos de sangue nos cérebros dos voluntários (Foto: Reprodução/Stanford)

A equipe de pesquisadores ficou atenta às alterações dos fluxos de sangue nos cérebros dos voluntários (Foto: Reprodução/Stanford)

 

O experimento foi conduzido da seguinte forma: os participantes (todos candidatos a um PhD em literatura inglesa em Stanford) tinham que ler um capítulo do livro de Austen projetado em um espelho dentro máquina de ressonância magnética. De tempos em tempos, os pesquisadores pediam que os voluntários alterassem seus ritmos entre o de uma leitura relaxada e o de uma mais atenta.

Com a máquina de ressonância magnética, foi possível que os pesquisadores tivessem uma visão do fluxo de sangue dentro dos cérebros dos participantes. “Percebemos que só a mudança de atenção já mostra um grande impacto no padrão de atividade durante a leitura”, diz o neurocientista Bob Dougherty.

Por fim, ambos os tipos de leitura causaram um aumento no fluxo de sangue no cérebro, porém em áreas diferentes. “Isso serve para nos mostrar que poderíamos ter algum tipo de treinamento cognitivo, nos ensinando como ajustar a nossa concentração e como passar por diferentes formas de atenção”, conclui Phillips.

Via Stanford News

11 trechos da literatura para nunca mais esquecer

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eternamente

J. C. Guimarães, na Revista Bula

A alta literatura é uma mina encantada, onde se extrai joias dos mais variados quilates. Você vai lendo e, de repente, algo cintila. Você acaba de descobrir uma pepita considerável; uma frase ou um período que lhe toca sinceramente, além do conjunto. Trata-se de um trecho que lhe diz uma verdade ou traduz algo que você sente e não sabe exprimir ou gostaria de ter dito, a respeito de qualquer assunto: o amor, a amizade, a morte, o mistério deste mundo. Seja lá o que for: nada é completamente estranho aos escritores. É por isso que só escreve bem quem lê os mestres, porque para escrever bem é condição sine qua non ter os ouvidos educados, saber ler a entrelinhas. Segue uma amostra ínfima deste universo gigantesco de sabedoria.

Philip Roth, em O Animal Agonizante

“Quando volto a olhar para ela, já vestiu a jaqueta outra vez. De modo que você compreende que a moça tem consciência de seu poder, mas não sabe direito como usá-lo, o que fazer com ele, não sabe nem mesmo até que ponto quer todo esse poder. O corpo ainda é novo para ela, a moça ainda o está experimentando, tentando compreendê-lo, é um pouco como um menino que anda na rua com uma arma carregada, sem saber se está armado para se proteger ou se para dar início a uma carreira no crime.”

Marcel Proust, em Em Busca do Tempo Perdido

“Assim, os que produzem obras geniais não são aqueles que vivem no meio mais delicado, que têm a conversação mais brilhante, a cultura mais extensa, mas os que tiveram o poder, deixando subitamente de viver para si mesmos, de tornar a sua personalidade igual a um espelho, de tal modo que a sua vida aí se reflete, por mais medíocre que aliás pudesse ser mundanamente e até, em certo sentido, intelectualmente falando, pois o gênio consiste no poder refletor e não na qualidade intrínseca do espetáculo refletido.”

Herman Melville, em Moby Dick

“Chamai-me Ismael. Há alguns anos — quantos precisamente não vem ao caso — tendo eu pouco ou nenhum dinheiro na carteira e sem nenhum interesse na terra, ocorreu-me navegar por algum tempo e ver a parte aquosa do mundo.”

Graciliano Ramos, em Vidas Secas

“Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.”

Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas

“Com minha brandura, alegre é que eu matava. Mas, as barbaridades que esse delegado fez e aconteceu, o senhor nem tem calo em coração para poder me escutar. Conseguiu de muito homem e mulher chorar sangue, por este simples universozinho aqui. Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!”

Cervantes, em Dom Quixote

“Para que vejas, Sancho, o bem que encerra a andante cavalaria, e quão a pique estão os que em qualquer ministério dela se exercitam, de virem em pouco tempo a ser nobilitados e estimados do mundo, quero que sentes aqui ao meu lado e em companhia desta boa gente, e que estejas tal como eu, que sou teu amo e natural senhor, que comas no meu prato, e bebas por onde eu beber, porque da cavalaria se pode dizer o mesmo que se diz do amor: todas as condições iguala.”

António Lobo Antunes, em Os Cus de Judas

“Porque, deixe-me confidenciar-lho, sou terno, sou terno mesmo antes do sexto JB sem água ou do oitavo drambuie, sou estupidamente e submissamente terno (mais…)

Conheça 5 métodos de produtividade que podem ajudar a organizar seus estudos

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Selecionamos métodos, técnicas e aplicativos que auxiliam a combater as distrações do dia a dia

Ana Carla Bermudez, no Guia do Estudante

Dar uma olhadinha nas redes sociais, assistir a um seriado ou até mesmo jogar uma partida de videogame entre uma tarefa e outra são só algumas das tentações que costumam aparecer na hora dos estudos.

Apesar de parecerem inofensivas, essas distrações podem atrapalhar (e muito) o seu rendimento no dia a dia. Para que você consiga manter os estudos e as tarefas na linha, listamos alguns métodos, técnicas e aplicativos que ajudam a combatê-las.

Técnica Pomodoro

Depois de escolher o que vai fazer, você deve marcar 25 minutos para direcionar seu foco completa e exclusivamente para essa tarefa (nada de outras leituras, de abrir outras abas no navegador e nem mesmo de conferir o celular!).

Passado esse tempo, você deve fazer um intervalo de 5 minutos. Aproveite para tomar uma água e dar uma volta. Em seguida, volte para a tarefa por mais 25 minutos. A cada 4 ciclos a pausa deve ser mais longa, de 15 minutos.

Getting Things Done (GTD)

Resumidamente, a ideia é anotar em um caderno ou aplicativo tudo o que vem à sua cabeça: coisas a fazer, ideias, informações… Depois, de acordo com prazos, projetos e contextos você deve organizar o que foi anotado para ver por onde deve começar a trabalhar.

David Allen, o criador do GTD, detalha bem os seus princípios no livro A Arte de Fazer Acontecer, mas também existem páginas dedicadas ao debate do método.

Todoist

Gerenciador de listas de tarefas que possui espaços para lembretes, prazos e anotações, além de permitir marcações em categorias como projetos ou subprojetos. Você pode utilizá-lo somente através do site, mas também há versões de aplicativos para smartphones e extensões para navegadores.

Toggl

Através do Toggl, é possível contabilizar o tempo gasto com cada atividade. A ideia é que se inicie a contagem sempre junto ao começo de cada tarefa. Com esses dados, a ferramenta gera relatórios detalhados de como você gasta seu tempo, o que pode te ajudar a pensar em uma maneira melhor de gerenciar suas atividades — além de mostrar, obviamente, quanto tempo você perde com distrações.

Strict Workflow

Extensão para navegador que auxilia no uso da técnica Pomodoro. Durante os 25 minutos do ciclo de trabalho, ela bloqueia o acesso a sites de distração como Facebook, Twitter e Youtube. Você pode editar essa lista e acrescentar outros endereços.

Confira 10 estratégias para melhorar o seu desempenho em matemática

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Carolina Vellei, no Guia do Estudante

A aula de matemática é a que você mais detesta na escola? Vamos com calma! Nós sabemos que as pessoas não aprendem no mesmo ritmo. Cada uma tem a sua história, as suas dificuldades… Uma sala de aula, principalmente se for em escola pública, é quase sempre super lotada. O professor de matemática precisa ensinar a matéria para 40 pessoas diferentes e isso é praticamente impossível no atual formato de aula. Não xingue seu professor, ele muitas vezes é um herói por se dedicar à profissão. Quem sabe no futuro tudo isso melhore, mas o que podemos tentar fazer agora é remediar a situação.

Sabendo de todas as dificuldades para se aprender matemática, é importante levantarmos um ponto aqui: VOCÊ É CAPAZ (não acredite em ninguém que te diga o contrário). Não é porque um assunto parece impossível de entender que você não tenha capacidade para isso. Vamos trabalhar essa sua confiança, ok? Como dissemos no começo do texto, cada um tem um ritmo e basta você ter paciência e dedicação para descobrir qual é o seu. Acredite no seu potencial!

Respire fundo e vamos às estratégias:

1) Pratique muito.

Só aprende matemática quem pratica. Não dá para aprender essa matéria igual história, só lendo ou ouvindo o professor. E vale aquela máxima: quanto mais você pratica, mais você aprende. Cada problema tem suas próprias características e sempre que você resolve um você descobre um novo jeito de fazer as contas. Não existe um jeito rápido de aprender, então é bom ter paciência. Se você tem muita dificuldade em matemática, comece do começo. Domine conceitos básicos antes de pensar em equações complicadas. Não tenha vergonha de aprender frações ou contas mais simples. É do simples que se chega ao mais complexo.

2) Aprenda o vocabulário de matemática.

Você vai perceber ao pegar um livro de matemática que muitas palavras você nunca tinha visto na vida. É aí que entra a sua coleção de vocabulários. Crie um caderninho para anotar conceitos e palavras específicas (vale colocar pontos chave e até mesmo alguns exemplos para ficar fácil de consultar). Essas palavras servirão de dicas para você resolver um problema quando elas aparecerem nos enunciados. O conhecimento em vocabulário de matemática será uma ferramenta bem útil. Com o tempo você nem vai mais precisar recorrer ao seu caderninho para se lembrar dos conceitos.

3) Reveja seus erros e entenda as suas dúvidas.

Essa é uma das dicas mais importantes da lista. Você só deve passar para o tópico seguinte depois de dominar o que já está estudando. Fez a lista de exercícios e acertou sete de dez questões? Parabéns! Mas e as três que você errou? Pare e reveja onde não conseguiu acertar. Boa parte dos livros de matemática é montada em uma sequência lógica que faz com que cada tópico seja importante para as lições seguintes. Desprezar seus erros fará com que muitas dúvidas surjam nas próximas sessões de estudo. Você não vai entender as outras lições, vai se frustrar e isso vai virar uma bola de neve. Dá preguiça refazer um exercício? Dá. Mas você quer aprender, não é?

4) Trabalhe com exemplos.

Assista a videoaulas no YouTube. É só digitar o tópico que você está estudando na caixinha de busca. A chance de aparecer algum professor explicando é grande e isso é essencial principalmente se você estiver estudando sozinho. No site do GUIA você confere algumas videoaulas. Fora isso, pegue livros que já tenham exercícios resolvidos para ver exemplos de como começar os problemas. Ver como se faz vai facilitar quando você for resolver os outros problemas e fará com que você fique mais confiante.

5) Ajude outras pessoas com dificuldades em matemática (e faça sessões de estudo em grupo).

Você só domina um assunto de verdade quando é capaz de explica-lo para outras pessoas. Se algum amigo procurá-lo com dúvidas, não negue ajuda, nem ache que só porque você está começando a estudar que não será capaz de fazer isso. Muitas vezes a gente sabe mais do que o colega e, além de ser legal estender a mão, vai ser uma boa oportunidade para você treinar seus conhecimentos e ver onde também tem dúvidas. Sessões em grupo são legais justamente porque um pode ajudar o outro. Mas não dá para estudar sempre com a galera, porque matemática é um assunto que requer concentração e a gente sabe que quase sempre vira bagunça quando estamos com os amigos. 😉

6) Mantenha as suas respostas completas.

Quando resolvemos equações, é comum a gente pular algumas etapas que fazemos de cabeça e colocar na linha de baixo uma versão mais simplificada da conta antes de passar para o próximo passo (ou até já colocar o resultado direto). Para quem está começando, isso não é recomendado. Você precisa entender o seu próprio raciocínio e ver (mais…)

4 dicas para ler mais em 2016

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Administrar o nosso tempo para ler é tão importante, e difícil, quanto controlar as finanças pessoais, por isso separamos essas dicas

Filipe Morais, no Administradores

Ler ainda é o melhor aprendizado, mas a rotina atribulada impede muitas pessoas de devorarem os livros tanto quanto gostariam. Para quem colocou em sua lista de resoluções de ano novo a tarefa “ler mais”, uma boa meta é em torno de 10 a 15 livros. Entretanto, apesar de ser um hobby, a leitura requer disciplina. Veja algumas dicas para aproveitar melhor seu tempo lendo:

Organize a leitura

O método de leitura varia de acordo com a pessoa. Há quem leia o mesmo trecho mais de uma vez para absorver melhor a informação, ao mesmo tempo em que tem quem prefira grifar as partes mais importantes. Mas quem dedica 30 minutos diários a uma leitura comum consegue ler, em média, 20 páginas. Em um ano, são 7.300 páginas, que correspondem a 25 livros de 300 páginas, ou seja, dois livros por mês.

Divida o tempo entre dois livros

Especialistas dizem que dividir o tempo de leitura em dois livros, ainda que seja um capítulo de cada, exercita mais o cérebro. Portanto, manter dois livros de cabeceira, ou um em casa e outro na mochila, facilita a dinâmica e agrega intelectualmente.

Aproveite o tempo ocioso

Leia durante o trajeto do trabalho ou na volta para casa, no ônibus, metrô, táxi ou Uber. Também aproveite o horário de almoço para desconectar do trabalho por um momento, além de distrair, esta prática pode auxiliar seu próprio processo criativo. Outra boa oportunidade é ler durante a espera no consultório médico ou dentista.

Evite distrações

Ler antes de dormir é relaxante, mas é fundamental manter a TV desligada e o smartphone longe da cama para que a leitura não concorra com a Internet e as redes sociais. Outro aliado é o horário de verão, que permite aproveitar a luz natural depois do expediente com uma ida a um parque ou praça, lugares ótimos para a leitura.

Além do prazer da leitura, ela também é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento pessoal e profissional, para adquirir novas habilidades e incrementar a carreira e a performance no trabalho.

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