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Livraria Cultura lança site para venda de livros usados

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Foto (Thais Reis Oliveira)

Foto (Thais Reis Oliveira)

 

Nova loja virtual tem títulos nacionais e importados; descontos ficam entre 30% e 60%

Ana Luiza Cardoso, na Veja

A Livraria Cultura lançou recentemente uma loja virtual de livros seminovos, o Sebinho. Segundo a empresa, ofertas são renovadas diariamente e os descontos vão de 30% a 60% quando comparados aos preços de produtos novos.

Quem quiser revender livros usados para rede, pode usar o +Leitores. Para participar, é preciso ter cadastro no programa de fidelidade da casa, o +Cultura, e ter adquirido o título há não mais que seis meses na própria empresa. O item será avaliado em uma loja física e o valor será revertido em créditos no +Cultura para compras.

É possível usar esses créditos para qualquer compra na Cultura, seja site ou loja física.

Confira alguns livros disponíveis no site (até o dia 11):

A Divina Comédia, Dante Alighieri. 38,93 reais (novo) e 27,25 reais (seminovo)

A Cidade e as Serras, Eça de Queiroz. 22,90 reais (novo) e 9,16 reais (seminovo)

Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, José Saramago. 29,90 reais (novo) e 14,95 reais (seminovo)

O Retrato, Érico Veríssimo. 54,90 reais (novo) e 38,43 reais (seminovo)

A Volta ao Mundo em 80 Dias, Júlio Verne. 22,90 reais (novo) e 16,03 reais (seminovo)

Noite do Oráculo, Paul Auster. 39,90 reais (novo) e 19,95 reais (seminovo)

Estratégia, Poder-Saber, Michel Foucault. 146 reais (novo) e 102,20 reais (seminovo)

O Guarani em Quadrinhos, José de Alencar. 38 reais (novo) e 19 reais (seminovo)

Como montar o cantinho dos livros para os pequenos

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Publicado no Bonde

Estimular a leitura desde os primeiros anos de vida traz inúmeros benefícios para a criançada. Além do estímulo à linguagem – tanto oral, quanto escrita -, esse momento em família fortalece a interação e o vínculo entre pais e filhos, aumenta o repertório cultural dos pequenos, a criatividade, a compreensão, o armazenamento de informações e o resgate de memórias passadas.

Pensando em contribuir ainda mais no estímulo ao gosto por livros na primeira infância, confira algumas dicas para transformar um simples espaço em casa em um ótimo cantinho da leitura.

Escolha um espaço

O primeiro passo é reservar um local adequado em casa. Pode ser um canto da sala que esteja sobrando, ou até mesmo uma parede vazia. Você poderá adequar seu projeto ao espaço que tem disponível.

Abuse da criatividade!

Monte prateleiras e estantes acessíveis às mãozinhas do seu pequeno. Existem algumas movelarias que comercializam estantes em tamanhos adequados, mas com criatividade vocês mesmos podem confeccionar uma. O importante é que a criança consiga manusear, sentir e tocar nos livros.

Crie um ambiente aconchegante

Não precisa de luxo. Um ambiente bem iluminado e algumas almofadas, tapetes ou puffs vão deixar o cantinho da leitura bem mais gostoso e aconchegante para se espalhar entre histórias e aventuras!

Aposte na curadoria do conteúdo

É importante uma seleção de livros adequada à fase da criança. Ela precisa ser acessível ao seu entendimento e explorar sua evolução de maneira prazerosa. É necessário também que se conheça as preferências da criança – observando o pequeno no seu dia-a-dia você poderá ter indícios claros das suas preferências literárias. Hoje também existe no mercado a opção dos clubes de leitura, que conta com uma equipe especializada no assunto e que seleciona livros adequados ao perfil de cada pequeno.

Organize os livros com seu filho

Defina uma maneira de organizar os títulos. Pode ser por gênero, autor, ordem alfabética, o que vocês acharem mais fácil! Seu filho também pode participar da organização, o que despertará ainda mais sua curiosidade.

Quantidade de livros

Não é necessário que se defina um número exato de títulos presentes na biblioteca do seu pequeno. É necessário que ele entre em contato com diferentes tipos de obras literárias e que esse contato esteja vinculado a uma rotina.

Novidades

Outro ponto muito importante é que esses títulos precisam ser renovados com uma frequência. Uma boa pedida é reservar dias para visitas a livrarias e/ou assinar um clube de livros infantis e até, levar os pequenos ao sebo para escolherem o que querem. Ensinar seu filho a trocar livros e que eles são objetos não descartáveis, que podem agradar a outra criança e incentivar o consumo de livros usados é sempre uma boa.

Sebos virtuais são uma opção prática para o leitor

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Foto: DINO

Foto: DINO

 

Publicado no Terra

Depois de uma leitura e talvez uma releitura, possivelmente o livro vai ficar encostado em uma estante apenas acumulando espaço. Uma alternativa seria a venda do produto para um cliente interessado. E isso pode ser feito sem sair de casa por meio do sebo virtual, o nicho de mercado ainda não explorado mas extremamente interessante.

Qual a real diferença entre o livro novo e usado? O conteúdo é o mesmo. E alguns donos são tão conservadores que até plastificam para garantir a originalidade da capa e nem ao menos escrevem seu nome para manter a obra com estado de novo. Foi pensando nisso que o mercado do sebo (um dos mais antigos na venda de livros no Brasil) se tornou tão procurado nos últimos tempos.

Os principais atrativos de uma compra no sebo de obras escritas é o preço baixo. Segundo pesquisa realizada pela Folha de São Paulo em 2015, mais de 25% dos universitários resolveram partir para a compra de livros de segunda mão em algum livreiro online ou em sua cidade.

Comprar livros usados também é uma vantagem quando falamos da categoria material escolar. Pode representar uma economia de mais de 30% no total da lista de compras obrigatório para os pais. Também pode gerar uma nova renda para compra das edições seguintes quando o estudante passa de ano.

Livraria virtual de usados é uma ótima dica para encontrar a obras raras

Algumas obras não são tão fáceis de encontrar no mercado. Títulos de estudo são raros e com custos elevados em sua nova edição, muitas vezes não modificando nada ao longo de suas edições, apenas a capa. Juliana Nogueira, estudante de história, passou meses peregrinando por livrarias em busca de alguns títulos para seu projeto de pesquisa na universidade.

“Quando me falaram dos sebos virtuais, meu projeto ficou muito mais fácil. Não precisava sair toda semana para saber se alguém tinha deixado meu livro para venda em alguma feira ou loja de livros usados”, conta a estudante. Depois que conheceu a plataforma de um sebo virtual de obras antigas não parou mais de comprar.

Muitos dos vendedores colocam obras raras à disposição porque não tem espaço ou não necessitam mais aquele tipo de leitura. Não é difícil encontrar livros esgotados nas editoras à venda em livraria virtual que já não são mais de apreciação dos seus donos.

Sebo online é uma forma de negócio também

Quem possui livros em casa sem uso e deseja ganhar dinheiro com eles, pode anunciar em um sebo online. Há muitos bons sites prestando serviços deste tipo que permitem fechar negócio apenas utilizando a Internet. O Livreiro Online é um deles.

O site é uma grande loja de compras com ponto de encontro entre compradores e vendedores de livros usados. Ao realizar o cadastro qualquer cliente pode anunciar um livro e esperar o aviso no seu e-mail de um interessado. A negociação é feita através da plataforma, mas é de inteira responsabilidade do vendedor fazer a entrega, que pode anunciar o preço do frete ou dispensar o valor da taxa de entrega se achar necessário de acordo com o endereço do cliente.

E existe mercado para todo tipo de cliente. De literatura brasileira a livros de ficção científica, todos os dias surgem interessados na plataforma virtual buscando algum produto. No Livreiro Online é só anunciar e esperar a procura para fechar a venda.
Outros pontos fortes para entrar no mercado do sebo virtual é a possibilidade de renovar a biblioteca. Se a obra não vai ser mais lida, por que acumular? Pode dar a oportunidade a um novo leitor e ainda arrecadar uma verba para novas compras.

Por: Keslley Cremonezi

Pais economizam até R$ 2.000 trocando livros em escola de SP

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Mãe de aluno do Colégio Pio XII escolhe livro didático na sala da Bibliotroca (Foto: Divulgação)

Mãe de aluno do Colégio Pio XII escolhe livro didático na sala da Bibliotroca (Foto: Divulgação)

Marcelle Souza, no UOL

Os pais que têm filhos em idade escolar já sabem: todo fim de ano chegam as duas temidas listas, a de material escolar e a dos livros didáticos que serão usados no próximo período letivo. Para muitos, só pesquisar o melhor preço não basta. Economizar mesmo virou sinônimo de trocar livros usados.

Essa foi a ideia de um grupo de pais do Colégio Pio XII, localizado no Morumbi (zona oeste de SP), que há dez anos montaram um projeto chamado de Bibliotroca. O mecanismo é simples: os pais separam os livros didáticos que não serão mais usados e doam para o projeto. Em troca, ganham créditos (um por livro) para trocar no material disponível ali mesmo.

“Vale muito a pena, principalmente os paradidádicos [de leitura]. Eles estão novos, em bom estado mesmo, e acabamos ensinando as crianças a conservarem o livro para ser aproveitado no próximo ano por outro aluno”, diz Silvia Fontana, proprietária de uma empresa de informática. Ela é mãe de quatro filhos, três deles estão em idade escolar. “Este ano, a soma de todos os livros daria R$ 3.000. Com a troca, eu vou gastar R$ 800”, afirma.

O projeto funciona em uma pequena sala na escola, aberta e administrada por mães de alunos que trabalham de forma voluntária. Em algumas épocas, a procura é tão grande que as elas distribuem senhas para organizar o recebimento e a seleção do material.

“Não dá para conseguir todos os livros na hora, é preciso ter paciência, voltar várias vezes para ver se chegaram mais livros, e às vezes tem fila de espera”, diz a fisioterapeuta Carla Torres, que tem dois filhos. “Eu consigo economizar no mínimo R$ 600 por filho. Dependendo do número de filhos que família tem, é uma super economia, quase o valor de uma mensalidade”, afirma.

Em bom estado

O sucesso do projeto só foi possível, porque existem regras para a doação de livros. Não são aceitos, por exemplo, materiais de alunos da educação infantil e os livros de exercícios. Também não vale publicação suja, rasgada ou rasurada.

“Quando as crianças são muito pequenas, os livros ficam muito desenhados. Então eles não servem [para a troca], não podem ser reaproveitados. O nosso foco é principalmente o ensino fundamental e os livros paradidáticos”, explica Mary Elizabeth da Rocha Azevedo, que é mãe de uma aluna e coordenadora da Bibliotroca. “Nós costumamos dizer que não são livros usados, são livros lidos”, diz.

Neste ano, a novidade são os uniformes, que também poderão ser trocados.. “Às vezes compramos uma bermuda nova em janeiro e, no fim do ano, já não serve mais. Está novinha, mas a criança cresceu”, diz a coordenadora do projeto ao explicar o porquê as mães incluíram também uniformes na troca.   “A gente recebe uniformes limpos e em bom estado, não podem estar rasgados nem pintados”, afirma.

Os livros e uniformes do projeto também são doados (sem a necessidade de créditos) para filhos de funcionários do colégio.

No início de dezembro, logo depois da distribuição das listas de livros pela escola, a sala funciona no período da manhã. Em janeiro, ela reabre com horário agendado, para os pais que deixaram para a última hora ou esperaram até o último minuto para ver se aquele tão esperado livro já chegou na Bibliotroca.

A menina que sonha criar uma biblioteca

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Raul Marques, no Diário da Região

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho - Hamilton Pavam

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho – Hamilton Pavam

No alto de seus dez anos de vida, Kaciane Caroline Marques é movida por um grande sonho. Diferentemente de muitas meninas de sua idade, essa pequena rio-pretense não quer ganhar celular da moda, visitar a praia ou fazer compras no shopping. Sozinha, começou a desenvolver campanha para arrecadar livros usados, abandonados ou que estão esquecidos. Sua motivação é nobre: criar uma biblioteca no Lealdade, bairro de Rio Preto onde mora há cinco meses. Apaixonada por leitura desde que foi alfabetizada, Kaciane notou que a localidade tem essa lacuna na cultura, o que, em sua concepção, não pode acontecer. Assim, arrecada exemplares com amigos e nas redes sociais.

A pouca idade não impediu a menina de descobrir a transformação que a leitura é capaz de proporcionar. Por esse motivo, quer oferecer essa experiência revolucionária para o maior número possível de pessoas. “Quando você lê, aumenta a criatividade e melhora o vocabulário. A gente viaja sem sair do lugar”, diz a garotinha, toda orgulhosa. Mesmo sem divulgação, já arrecadou 40 unidades. Nem parou para pensar como vai guardar os livros. Nem como receberá os leitores. Mora em uma casa de 41 metros quadrados, com a família composta por cinco pessoas. Os parcos espaços vazios serão preenchidos com as obras literárias. “Meu sonho é construir um quartinho no quintal para abrir a biblioteca.” Por enquanto, prefere pensar em conseguir títulos variados para iniciar o importante projeto.

Os pais ficam orgulhosos. Mas, por enquanto, não há dinheiro disponível para ampliar a casa. A mãe é diarista e o pai, autônomo. “Não temos condição financeira, mas vamos tentar”, afirma o pai Sílvio César Marques, 43 anos. “Minha filha está empenhada. Quer fazer alguma coisa para as crianças. É bonito isso”, conta Adriana. A família tem vida simples, mas digna. Não sobra dinheiro para luxos ou compra de obras. Isso não impede Kaciane de fazer o que gosta. Ela pega os exemplares emprestados na escola e na Biblioteca Municipal. Nas datas especiais pede o mesmo presente: livros.

É uma leitora compulsiva e, ao mesmo tempo, organizada. Mantém um diário para registrar os 397 títulos, sobretudo de literatura. Sempre gostou de leitura, mas sua paixão se intensificou há três anos. Tudo começou quando pegou na biblioteca da escola ‘As Aventuras de Pedro, o Coelho’, de Beatrix Potter. Foi sua pedra fundamental. O encantamento com as histórias não passou. Nem enfraqueceu. Pelo contrário. Ganha cada vez mais espaço em sua rotina. Quer ser escritora e jornalista quando crescer. Em 2015, vai cursar o quinto ano do ensino fundamental. Estudiosa, pretende aproveitar o tempo livre para cuidar da biblioteca e atender os leitores. “Vou incentivar crianças e adultos a gostar de ler.”

Kaciane leva a sério tudo a que se propõe. Chega da escola, almoça e faz o dever de casa. Depois, fecha a porta do quarto e abre um mundo particular, repleto de lindas princesas, heróis fantásticos, monstros medonhos, extraterrestres engraçados e seres horripilantes. Exigente, não fica apenas nos temas indicados para sua faixa etária. Viaja muito mais longe. É desinibida, alegre e mostra vocabulário acima da média. A garota fala com autoridade sobre autores e estilos literários. Tanto que já se arrisca a escrever os primeiros contos e crônicas. Seu texto é correto, sem erros de português. O projeto é publicar o próprio livro. Mas isso faz parte de um outro capítulo de sua história. Os interessados em ajudar a pequena Kaciane a montar a biblioteca podem entrar em contato com o Diário, pelo telefone (17) 2139-2046.

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