Posts tagged livros usados

Coloquem livros na cesta básica

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Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

Essa é daquelas ideias simples e geniais. Não custa nada –e rigorosamente todos saem ganhando. Cestas básicas distribuídas a trabalhadores pelas empresas que misturam além de arroz, feijão e óleo um alimento para a alma: livros.

No projeto batizado de Leitura Alimenta, há uma parceria que dispensa dinheiro. Funciona assim:

1) Uma rede de livrarias, a Livraria da Vila, coleta livros usados. E muita gente tem livros em sua casa, que estão sem uso há muito tempo. Ali, seleciona-se o que vale ou não a pena.

2) Uma empresa de cestas básicas, Cesta Nobre, recolhe os livros, distribuindo-o aos trabalhadores das empresas que contratam seus serviços.

Resultado: as empresas aumentam seu benefício, já que, sem pagar nada, enriquece a cesta e satisfaz seus trabalhadores que, por sua vez, ganham um livro.

Sempre digo aqui e tento mostrar exemplos de que com um pouco de boa vontade e inventividade podemos fazer pequenos milagres.

Veja mais detalhes aqui.

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Dica digital para quem quer ler bons livros sem pagar nada: 15 sites para baixar livros gratuitamente. Clique aqui

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Uma alternativa interessante (e ecologicamente sustentável) é trocar livros. A internet ajuda. Uma dica é o Descolaaí

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Iniciativa incluirá livros em cestas básicas

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Leo Burnett cria campanha para projeto de incentivo à leitura da Livraria da Vila e da Cesta Nobre

Eduardo Duarte Zanelato no Meio & Mensagem
Um dos anúncios pede, em tom bem humorado, doação de livros que você pegou emprestado de amigos

Um dos anúncios pede, em tom bem humorado, doação de livros que você pegou emprestado de amigos Crédito: Divulgação

A união da rede de livrarias Livraria da Vila e da distribuidora de cestas básicas Cesta Nobre permitirá que livros sejam incluídos em cestas e entregues junto dos alimentos como forma de incentivar a leitura, hábito pouco difundido entre brasileiros.

Intitulado “Leitura alimenta”, o projeto aceitará doações de livros usados, que serão recebidos em lojas da Livraria da Vila. Outra forma de contribuição será pela compra de um e-book (a ser disponibilizado em diferentes plataformas) sobre o projeto. A renda será revertida para a compra de livros novos para as cestas básicas, cuja distribuição atinge todo o País.

A Leo Burnett é responsável pela campanha do projeto, que ainda não tem data de início confirmada. Mais informações no site do Leitura Alimenta.

Taylor Swift faz doação de livros a hospital infantil

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Ana Luiza, na Taylor Swift BR

Taylor Swift está dando algum retorno ao hospital em que nasceu. A nativa de Wyomissing, Berks Co., juntamente com a Scholastic Inc., fez uma doação de 2 mil livros ao programa de alfabetização do Centro de Saúde Infantil do Reading Hospital.

Swift fez a doação através da iniciativa nacional Reach Out and Read, que promove a alfabetização desde cedo em crianças, trazendo novos livros e informações sobre a importância de ler em voz alta na sala de exame pediátrico.

O Centro de Saúde Infantil do Reading Hospital dá a cada criança de idade entre seis meses e cinco anos um livro novo, especialmente desenvolvido e culturalmente apropriado para levar pra casa após sua visita. Ao longo do tempo, as crianças podem receber até 10 livros para sua biblioteca particular. Livros usados em bom estado também ficam disponíveis para crianças de todas as idades lerem e levar para casa, e ficam em exposição em uma prateleira de fácil acesso na sala de espera, onde voluntários doam seu tempo para ler em voz alta para as crianças que aguardam uma consulta.

Com livros baratos e raridades, sebos da Tijuca (RJ) têm clientela fiel e resistem à tecnologia

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Mauricio Peixoto no Yahoo Notícias

A s lojas de compra e venda de livros usados, conhecidas como sebos, resistem bravamente à chegada dos e-books ao mercado brasileiro e à concorrência de grandes livrarias. O Centro concentra esse comércio tradicional, mas a Tijuca faz parte do roteiro dos fãs de “páginas amarelas”. A Caverna do Saber (que fica dentro da Livraria Eldorado, na Rua Conde de Bonfim 422), o Livreiro Saens Peña (em frente ao antigo Cine Carioca, na Rua das Flores) e a Livraria da Cultura (Rua Uruguai 268-B) são alguns dos locais mais visitados por quem prefere ler em páginas de papel e busca bons preços e exemplares raros nas estantes.

Ilson Perez, funcionário do Caverna do Saber, conta que o sebo, aberto há quatro anos, tem cerca de 20 mil livros, com preços que variam de um real a R$ 2.400. O exemplar mais caro da loja foi publicado em 1902. Escrito em francês por Paul de Musset, é intitulado “Viagem pitoresca à Itália” (em tradução livre). Uma outra relíquia do estabelecimento é “Rio de Janeiro: Formação e desenvolvimento da cidade”, encomendada pelo governo do estado em 1965 como parte das comemorações pelos 400 anos da cidade. Está à venda por R$ 300.

– Nós avaliamos o preço de um livro de acordo com sua raridade e importância. Mas fazemos promoções, oferecemos bons exemplares por um real, R$ 5 ou R$ 10 para ganhar clientela – informa Perez.

Segundo ele, os livros à venda em sebos têm algo nem sempre encontrado em exemplares novos: charme.

– Muitos têm lindas dedicatórias e trechos importantes sublinhados. Nós guardamos diversos objetos que achamos dentro dos exemplares, como fotos, dinheiro antigo e marcadores. Quem vai a um sebo namora os livros, sabe que não está num simples comércio – afirma Perez.

Cliente assíduo da loja, o ator Wal Schneider, morador da Tijuca, conduz um projeto social em Ramos e costuma comprar muitos livros sobre teatro para mostrá-los aos seus alunos.

– Encontro livros raros de cinema e teatro a preços em conta. Estou levando a coleção completa “Teatro vivo”, que a Editora Abril lançou em 1976. Há peças de todo o mundo, são obras fantásticas – comemora Schneider.

(mais…)

Bom e barato: sebos são alternativa para quem procura livros

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Imagem Tumblr

Publicado originalmente no Portal InfoMoney

O hábito da leitura ainda está longe de fazer parte da realidade da maioria dos brasileiros. Essa falta de interesse faz com que o Brasil exiba um número vergonhoso: o de índice de 1,8 livro vendido por pessoa ao ano. Além de questões subjetivas, como o estímulo da escola e da família à leitura desde os primeiros anos de alfabetização, muitos alegam que deixam de ler porque não podem comprar um livro devido ao seu preço elevado.

No entanto, para um dos coordenadores do Plano Nacional do Livro, Jeferson Assumção, isso ocorre justamente por causa do pouco interesse à leitura que existe no País. “É um círculo vicioso: as pessoas dizem que não compram o livro porque ele é caro, mas também ele é caro porque têm poucos compradores de livros”, afirmou, destacando que essa falta de hábito é capaz até de anular os efeitos da desoneração fiscal aos livros promovida pelo governo em 2004.

Aventure-se nos sebos
Enquanto esse “círculo vicioso” não se quebra, quem está com o orçamento apertado a ponto de não poder adquirir um livro pode recorrer aos sebos. E se você é daqueles que associam os sebos a lugares empoeirados, cheirando a bolor e desorganizados é bom rever seus conceitos. Hoje, o consumidor encontra lojas de livros usados que aliam preço baixo à qualidade de atendimento, disponibilizando lojas bem arejadas e limpas, e que até contam com espaços culturais e lanchonetes.

Algumas delas, apostando na comodidade de seus clientes, já aderiram ao comércio virtual, e colocam todo seu acervo na rede, com possibilidade de entregar o produto em casa.

Para os que estão à procura de títulos específicos, existem sebos especializados nas áreas de ciências humanas (psicologia, filosofia, política, história, artes, etc), jurídicas, evangélicas, e até aqueles que contam com edições esgotadas nas livrarias comuns.

Em relação a preços, dependendo do livro, a diferença pode valer a pena. Para se ter uma idéia, uma edição nova de uma obra de referência, como o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, custa cerca de R$ 140, enquanto a versão usada é vendida por R$ 85.

Já o Código de Processo Civil (volume 1) pode ser encontrado ao preço de R$ 37 em um sebo, enquanto na livrariacusta R$ 73,20. Se a opção for por um best-seller, como Harry Potter e a Pedra Filosofal, o livro novo é vendido por aproximadamente R$ 29, enquanto a versão de segunda mão é cotada a R$ 23.

Um clássico da literatura brasileira, como Os Sertões, de Euclides da Cunha, é comercializado pelo valor de R$ 35, em um sebo, e por quase R$ 52, no caso da edição nova.

Quanto à forma de pagamento, além do dinheiro e dos cheques, algumas lojas oferecem a possibilidade de efetuar as compras com cartão de crédito, de débito ou ainda com depósito em conta-corrente.

Cuidados na compra
Uma boa parte dos sebos, hoje, comercializam livros em tão bom estado que até parecem novos. No entanto, você pode se deparar com alguns produtos mais antigos (embora bem conservados). Para que o barato não fique mais caro, é importante verificar aspectos gerais do livro, como se ele possui páginas com anotações ou marcações à tinta, dobraduras nas capas e manchas no miolo, além de corte irregular; marcas de cupim, que podem interferir na leitura; bordas escurecidas ou marcas de umidade.

Caso verifique um desses problemas e ainda assim queira levar o livro, a dica é pechinchar um desconto. Outra possibilidade é oferecer um livro que você já possui como parte do pagamento da obra que está adquirindo.

Caso vá comprar pela rede, colete o máximo possível de informações sobre o produto, já que você só terá contato com ele no dia da entrega. Use o espaço para perguntas e faça quantas considerar necessárias, para que o negócio fique o mais claro possível.

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