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Posts tagged Livros Virtuais

Aos 23 anos, escritor publica livros na web e é comparado a Paulo Coelho

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Felipe já escreveu dois livros e pretende publicar seus trabalhos em papel (Foto: Felipe Sali/Arquivo Pessoal)

Felipe já escreveu dois livros e pretende publicar seus trabalhos em papel (Foto: Felipe Sali/Arquivo Pessoal)

Felipe Sali conseguiu mais de 350 mil visualizações de suas publicações.
Após receber negativas de editoras, jovem resolveu lançar livros virtuais.

LG Rodrigues, no G1

Fã de autores clássicos da literatura nacional e internacional, um jovem de 23 anos, de Santos, no litoral de São Paulo, tem se destacado na internet com seus livros virtuais. Felipe Sali, que também é jornalista, afirma que seu sonho sempre foi ser escritor e já conseguiu mais de 350 mil visualizações de seus romances, por meio de um site. Na página, autores podem publicar seus trabalhos para que os internautas leiam gratuitamente.

Felipe conta que sempre quis ser autor de romances e que foi incentivado pelos professores, assim que eles notaram sua paixão pelos livros. “Enquanto todos os outros garotos queriam ser jogadores de futebol, eu já sonhava em ser escritor. Fazia minha mãe me levar aos lançamentos que ocorriam em Santos”, lembra.

Atualmente, o jovem tem focado em escrever para o público adolescente e já recebeu um bom retorno dos leitores. “Eu percebi que tinha algo realmente relevante para contar a esse público, o que não tenho certeza que ocorreria com o público adulto. Escrevo basicamente histórias de amor, sou um cara romântico, incorrigível, e isso se traduz nos meus livros”, revela.

foto_7Entre seus ídolos, Felipe enumera autores influentes da literatura, como Pedro Bandeira, Jorge Amado, Gabriel Garcia e J. D. Salinger. “Sou super fã de Machado de Assis, tenho muito orgulho de ser do mesmo país que ele. Acredito que a sua genialidade puxou os padrões da literatura brasileira para cima. Também fui apresentado aos livros de John Green, e fiquei fascinado pelo fato de existir alguém produzindo o mesmo estilo de livros que eu”, afirma.

Após receber negativas de algumas editoras, Felipe resolveu publicar suas obras na internet. O livro “Mais Leve que o Ar” conseguiu 366 mil visualizações no site Wattpad, cujo conselho chegou a compará-lo a Paulo Coelho. “Até fã-clube já criaram para mim. Fico super feliz quando recebo e-mail de jovens me contando que leram algum clássico por conta de algo que escrevi. Sou até convidado para eventos literários, ao lado de outros autores, mesmo não tendo nenhum material publicado em papel”, conta.

Para quem quer começar a escrever, o autor afirma que é preciso tratar a paixão com profissionalismo. “Escrever é uma profissão como qualquer outra. Você tem que estudar, escrever todos os dias e tentar se aprimorar sempre. O mercado pode parecer difícil, mas se você tem uma boa história para contar, não precisa ter medo de nada”, conclui.

Livros de Felipe podem ser conferidos em site gratuitamente (Foto: Reprodução/Wattpad)

Livros de Felipe podem ser conferidos em site gratuitamente (Foto: Reprodução/Wattpad)

ONG incentiva leitura por meio de livros virtuais

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Além de ajudar as crianças a descobrir um mundo novo, o projeto Viajando com as Palavras auxilia na interpretação de texto e enriquecimento do vocabulário.

Daniel Queiroz/ND

Daniel Queiroz/ND

Alessandra Oliveira,  no Notícias do Dia

Jamile Castro tem oito anos. Até maio, ela nunca havia acessado a internet. Sua família já teve computador em casa, mas o equipamento era usado somente para joguinhos. Foi um projeto de inclusão social e digital, voltado à leitura de livros virtuais, que permitiu à moradora do bairro Capoeiras, em Florianópolis, o contato com a rede mundial de computadores.

Além de ajudar as crianças a descobrir um mundo novo, o projeto Viajando com as Palavras, da ONG CDI (Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina) auxilia na interpretação de texto e enriquecimento do vocabulário. Antes de começar a fazer as próprias pesquisas literárias, Jamile e outras 24 crianças que frequentam no contraturno escolar a ONG Dom Orione, em Capoeiras, estudaram o guia de segurança na navegação. “As pessoas mentem na internet”, comentou Jamile, ao ressaltar os riscos de dizer onde mora para pessoas desconhecidas na internet.

O projeto que no Dom Orione foi nomeado pelas crianças de “Aprendendo mais com as palavras”, fez de Jamile uma amante do folclore brasileiro. Tanto que ela fez downloads das histórias do curupira, boitatá, iara e boto. “Sei ler desde os meus cinco anos. Mas vejo que é bem diferente ler no computador. Parece que o mundo ali é maior”, disse a caçula de dez irmãos. As 14 máquinas do laboratório foram doadas pela CDI. O projeto tem duração de 30 horas. Começou em maio e seguirá até novembro, sempre com um encontro semanal de duas horas. Parece pouco, mas apenas um mês de ensinamentos foi necessário para que Edilei Maiander, 9, descobrisse atalhos e repassasse conhecimento aos demais colegas. “Se o texto acaba, é só apertar a flechinha do teclado que ele continua”, mostra ao amigo, que faltou ao ao ultimo encontro da turma.

Interesse surpreendeu professores

A evolução da turma é sentida pela professora Cândida da Silva. Ela lembra que além das literaturas recomendadas inicialmente pelo projeto , os estudantes descobriram outros títulos pertinentes. “Subestimamos a vontade deles. Pensávamos que leriam menos livros. Eles nos surpreenderam com um grande interesse pela cultura da leitura”, disse a educadora, sem esconder a satisfação.

Cândida ressalta ainda que as crianças, com idade entre 9 e 11 anos, aprenderam a diferença entre barra de endereço e barra de pesquisa. “Eles só conheciam jogos no computador. Agora, encontraram outras fontes de busca e de leitura, como as contadoras de histórias digital”, comemorou. Na última etapa do projeto os alunos escreverão e ilustrarão uma poesia no computador.

O projeto de inclusão digital do CDI (Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina) também atende 71 crianças, com entre 9 e 14 anos da Cevahumos (Centro Valorização Humana Moral e Social), no bairro Abraão. A professora Ana Cristina Kruscinski lembra que a leitura virtual atraiu mais a atenção dos estudantes. “Temos uma biblioteca, mas ela perde na competição com a ferramenta virtual.

As crianças se encantam com a oportunidade de baixar os livros que desejam ler. É como se elas mesmas criassem um acervo pessoal”, conta a professora ao salientar que os gibis e HQs também cativam a garotada. ONG (Organização Não Governamental) carioca que está em dez países, o CDI foi criado em 2001.

Onde estão os livros nos aviões e nos ônibus?

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Imagem Google


Roney Cytrynowicz, no PublishNews

Viagens, de férias ou a trabalho, são sempre situações interessantes para a leitura, incluindo as descobertas realizadas na própria viagem. Os longos trajetos, a suspensão do tempo e do espaço e, no caso de férias, o prazer de ler em meio a dias sem obrigações, permitem uma imersão ainda mais profunda na leitura.

Por que, então, companhias de ônibus e de aviões não mantêm pequenas bibliotecas, como fazem com jornais e revistas? Por que editoras não fazem parcerias com estas empresas para divulgar seus lançamentos? Se isso vale para livros impressos, imagine para livros digitais, que ainda não são oferecidos nos aviões, apesar da montanha de filmes, jogos e música à disposição dos viajantes. E mesmo assim muitas pessoas passam horas e horas dentro de aviões e outros meios de transporte muitas vezes sem fazer nada além de dormir.

Às crianças e aos adultos com crianças se poderia oferecer livros infantis. É surpreendente que companhias aéreas e editoras não pensem nisso. Crianças de qualquer idade ficariam horas entretidas e o mesmo vale para leitores juvenis. Aos adultos em geral se poderia oferecer livros de todos os tipos, a começar por contos e crônicas, e colocar à disposição também livros de gêneros menos requisitados, como, por exemplo, a poesia. O resultado certamente seria surpreendente.

Guias de viagem, romances de viagens, livros para conhecer a cultura do destino do trajeto e sobre restaurantes e gastronomia local, e assim por diante, também poderiam ser oferecidos. É inexplicável que não se proponha leitura nestas situações em que os livros, impressos ou virtuais, são excelentes companheiros e certamente se tornariam companhia de pessoas que nunca imaginaram esta possibilidade.

Em geral, eu levo várias opções, entre um romance (para uma viagem longa e horas seguidas de leitura sem interrupção), contos ou crônica, um livro de poesia e um ensaio ou livro de história. Passo dias escolhendo e separando o que levar, escolhas que vão sendo trocadas diariamente nos dias que antecedem a viagem – que pode ser apenas uma curta viagem a trabalho de um dia – e, para falar a verdade, raramente estas escolhas dão certo e na maior parte das vezes dá vontade de ler exatamente um dos livros que ficou para trás na última hora. Mas estes dias de preparativos são muito estimulantes.

Um capítulo à parte neste assunto são as livrarias de aeroportos e rodoviárias. E, neste sentido, é inexplicável que a principal livraria do Aeroporto de Guarulhos tenha sido reduzida ao tamanho de uma grande banca de jornal com poucas opções de livros que não os best-sellers da semana. No Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro, a livraria principal ficou fechada por anos e a pequena livraria que subsiste no andar do embarque é simpática, sem dúvida, mas vende exclusivamente aquele pequeno mix formado por alguns best-sellers + autoajuda + negócios, quase sem opções de boa literatura.

E estas livrarias têm uma insignificante seção de guias e livros de viagem e menos ainda a preocupação de oferecer livros relacionados à cidade onde estão e onde milhares de turistas chegam todos os dias. É claro que um comentário tão genérico, e baseado em São Paulo e Rio de Janeiro, é sempre injusto. Lembro, por exemplo, da livraria no aeroporto de Salvador que tem uma pequena mas simpática seção de livros locais. Oferecer guias locais de turismo, de culinária, literatura e outros livros da região é um trabalho que deveria ser prioridade para livrarias em pontos de trânsito de turistas.

Quando é tão urgente pensar em formas de incentivar a leitura e a circulação dos livros (a começar pelos impressos) e procurar canais alternativos de distribuição e de venda, parece um contrasenso não propor estratégias acopladas a viagens e ao transporte, situações em que as pessoas têm tempo, recursos e disponibilidade (mesmo que ainda não testada) para ler livros.

Enquanto isso, estou aqui já escolhendo os livros que levarei para as férias de fim de ano e, assim, passarei o próximo mês imaginando o que vou querer ler nas horas de espera e transporte e em alguns dias de férias. Dessa vez, como em todas as outras, errarei na maioria das escolhas e, com certeza, acharei livros imprevistos e interessantes (e relacionados ao lugar onde estarei) pelo caminho…

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