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Pornô papai-e-mamãe de ‘Cinquenta Tons de Cinza’ bate Harry Potter na Amazon britânica

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A escritora E.L. James

A escritora E.L. James (Dave Kotinsky/Getty Images)

Publicado originalmente na Veja.com

Era uma vez Harry Potter. Ao menos, no topo dos mais vendidos da Amazon britânica. A saga da escritora J. K. Rowling acaba de ser superada, em vendas, por outro fenômeno inglês, este para um público mais crescidinho: a trilogia pornô leve Cinquenta Tons de Cinza.

O site não divulga números, mas afirma em comunicado que os três livros de E. L. James, que começam a chegar nesta semana ao mercado brasileiro pela editora Intrínseca, foram mais comprados em quatro meses que os sete volumes da saga do menino bruxo em catorze anos.

E que o primeiro livro da série erótica, aquele que lhe dá nome, já vendeu o dobro de Harry Potter e as Relíquias da Morte. O título de J. K. Rowling era o mais comercializado na Amazon britânica até hoje.

Estante Árvore

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Cabine Literária: Lançamentos de julho

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Sempre numa deliciosa vibe bem-humorada, Danilo Leonardi e Gabriel Utiyama apresentam lançamentos recentes. Visitem o Tumblr dos caras. #recomendo

Alta literatura vs. literatura de entretenimento

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Foto feita em Amsterdã por Struan Teague; o trabalho dele pode ser visto em struanteague.com

Raquel Cozer, em A Biblioteca de Raquel

Estava conversando por email esses dias com o Felipe Pena, organizador do “Geração Subzero – 20 Autores Congelados pela Crítica e Adorados pelos Leitores”, e comentei que felizes são os escritores que independem de resenhas para ter o trabalho conhecido –caso, entre os autores que ele selecionou, de Thalita Rebouças, com mais de um milhão de exemplares vendidos; André Vianco, que já passou dos 700 mil; Eduardo Spohr e Raphael Draccon.

Os números de vendas desses quatro são muito mais expressivos que os de quaisquer autores brasileiros, jovens, velhos, vivos ou mortos, cujos livros os jornais costumam repassar a críticos para avaliação. Por via das dúvidas, “O Globo” deste final de semana aceitou a provocação e publicou texto de João Cezar de Castro Rocha sobre o “Geração Subzero”.

Pouco depois daquela conversa com Pena, que antecedeu o lançamento do livro, discussão similar veio à tona na mesa de Jonathan Franzen na Flip.

Franzen é um personagem raro no mercado, um best-seller aclamado pela crítica. Figura tanto na capa do austero “New York Times Review of Books” quanto em discussões do clube de leitura de Oprah Winfrey. Acostumado com o gigantesco mercado americano, ficou assustado ao saber que seu “Liberdade” vendeu “só” 20 mil exemplares no Brasil –sem ter noção de que o número equivale a sete vezes a tiragem inicial média de uma obra literária por aqui.

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Em Paraty, ele comentou: “Estranhamente, [embora venda muito], sinto que culturalmente estou do outro lado. Estou do lado dos que não vendem nada”. O subtexto, levando em conta o tom pouco elogioso que dedicara pouco antes a John Grisham e Stephen King, seria: os maiores vendedores de livros hoje em geral não têm valor literário. Mas ele foi além.

“A literatura está de fato com problemas”, ele disse. “Por dois séculos, o romance foi a forma de arte dominante. Gente como Faulkner, Conrad, podia contar com muitos leitores. Mas hoje o romance não é mais uma forma dominante na cultura. Então, mais do que nunca, é preciso lembrar que ele surgiu como uma forma de entretenimento.”

Aqui ele fez a ressalva de que a palavra entretenimento tem conotação mais negativa em outros idiomas do que em inglês. “Não digo que a meta seja escrever como James Patterson. Mas vivemos num mundo cheio de distrações, então precisamos pensar em como reter a atenção das pessoas. Isso podemos fazer com uma narrativa que atraia. A função do romance sério é usar essa capacidade de suspender as pessoas e ao mesmo tempo ser pertinente.”

Ao mesmo tempo em que admite a mágoa por “não existirem departamento inteiros de estudos sobre Franzen”, ele não quer que a preocupação com a escrita seja central ao ponto de se tornar um empecilho. “Não quero que ninguém pare para pensar na linguagem. Que ninguém diga: ‘Isso é uma metáfora, isso é uma frase formulada com tal objetivo’.”

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(mais…)

Artistas brasileiros criam labirinto de livros

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Publicado originalmente na Revista Galileu

Que tal se perder em um labirinto de livros? Os artistas Marcos Saboya e Gualter Pupo usaram 250 mil volumes para criar este labirinto em Londres. Batizado de aMAZEme (trocadilho com “amaze” – surpreender – e “maze” – labirinto), ele foi construído com a ajuda de voluntários. A instalação faz parte do Festival de Londres, que acontece durante as Olimpíadas. Confira as fotos:

 

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