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Posts tagged livros

‘Bíblia Radical’ fala de passagens ‘nojentas’ e usa gírias

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"Bíblia" teen promete ensinamentos e aventura na medida certa

Capa da “Bíblia do Garoto Radical”

Publicado originalmente no Folha.com

A história contada na “Bíblia do Garoto Radical” é a mesma que aparece na conhecida e tradicional publicação. Mas a edição traz comentários com gírias para tentar se aproximar do público teen.

Editada por Rick Osborne, autor especializado em publicações cristãs e o responsável pelas notas adicionais, a obra tem seções como “Notas Radicais”, “Nojento!”, “Tô Ligado!” e “Anota Aí!”.

Um dos textos de “Nojento” é o seguinte: “Que comédia! O rei da Babilônia segurando um fígado imenso de bicho, olhando praquele negócio todo ensanguentado na frente dele (Ez 21:21). E quer saber por que ele fez isso? Pra tentar prever o futuro. Não é pra rolar de rir? Orar pra conhecer a vontade de Deus é uma atitude bem mais inteligente.”

Outro de “Nojento”: “Ninguém disse que matar gigantes era um trabalho limpinho. Quando Davi arrancou a cabeça de Golias, é provável que tenha escorrido sangue pra todo lado. A região do pescoço tem muitos vasos sanguíneos, ainda mais o pescoço de um gigante. E quem limpa a sujeira”.

Em “Tô Ligado!”: “Leia Provérbios 8:12-21. Em ritmo de rap: ‘Quem quer ficar mais inteligente e esperto/Tem de andar com a sabedoria sempre por perto/Não adianta ficar por aí o tempo todo de zoeira.”

Vinho com poesia

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Fernanda Jimenez, no Falando em Literatura

“Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram” Cícero

Eu sou praticamente leiga em vinhos, sou do tipo que compra pelo rótulo, pela garrafa (os vinhos que têm o fundo côncavo são os melhores, vinhos com denominação de origem certificada, fora os selos que garantem a qualidade), pelo teor alcóolico (procuro sempre os mais baixos) e também pelo nome. E comprando pelo nome, comecei a observar que existem rótulos com títulos bem interessantes, inclusive com poemas:

 

Os vinhos Albariños são da Galícia e os galegos, além do espanhol, falam também o galego- português. Virando a garrafa, olha a surpresa, um poema lírico trovadoresco de Martín Códax, século XIII:

 

Fácil de entender, não? Muito parecido com o português.

Martin Códax foi um trovador galego, escreveu cantigas de amigo, no tempo em que as poesias eram feitas para serem cantadas. Códax provavelmente era de Vigo e nos deixou sete cantigas, que foram encontradas por acaso na biblioteca pessoal de Paulo Vindel, em 1914. O pergaminho estava dentro de um livro do filósofo Cícero. Pouco se sabe quem foi o trovador, mas sua obra lírica galaico- portuguesa é de grande valor histórico. No pergaminho de Codáx, além dos poemas, também estão as partituras musicais. As mesmas notas estão reproduzidas na rolha do vinho Códax:

 

Abaixo uma cantiga de amigo, cantada por um grupo galego que leva o mesmo nome do trovador:

É ou não é um vinho com poesia? Agora falta provar.

Alma do vinho assim cantava na garrafa:
“Homem, ó deserdado amigo, eu te compus,
Nesta prisão de vidro e lacre em que se abafas,
Um cântico em que só há fraternidade e luz!”
(Charles Beaudelaire, do poema L Âme du Vin)

Dedicatórias de livros ganham cantinho em tumblr romântico

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eu te dedico1 (Foto: Reprodução)
Tumblr ‘Eu te dedico’ (Foto: Reprodução)

Fabrício Vitorino, no TechTudo

No mercado, o debate entre aqueles que acham que os livros estão com os dias contados e os que garantem que o papel nunca sera substituído continua quente. Mas entre pilhas de argumentos de ambos os lados, um ainda faz a balança pesar para o lado dos românticos: como ficam as dedicatórias no mundo dos e-readers? Enquanto a resposta não vem, o tumblr “Eu te dedico” traz para o mundo virtual algumas das páginas mais bonitas das vidas de algumas pessoas que, por acaso, foram parar em livros.

Criadora da página, a designer mineira Mariana Guglielmelli conta que a ideia surgiu aleatoriamente: “Mexendo em livros antigos, fiquei pensando em como deve haver dedicatórias (e histórias que as acompanham) escondidas, esquecidas ou perdidas por aí”, conta. E o tumblr – um formato de microblog que privilegia as imagens – se tornou o ideal para tirar as dedicatórias das estantes. “As mais interessantes, geralmente, ficam guardadas em casa. As pessoas não se desfazem delas”, diz a designer.

E, apesar de encantadora, a iniciativa parece tomar muito tempo de sua criadora. Afinal, é preciso manter um ritmo frequente de atualizações, além de um esquema para atender o recebimento diário de material. Guglielmelli admite que, sim, a página “dá um certo trabalho”, sobretudo se levarmos em consideração que ela recebe material – fotografado ou digitalizado – praticamente todos os dias.

Mas, e com relação à polêmica dos livros digitais x livros impressos, como ficam as dedicatórias? Para Guglielmelli, elas continuarão sendo escritas, ainda que com ajuda de aplicativos específicos, que funcionam bem para autores. Já para quem presenteia, ela diz ainda não saber como isso irá funcionar. “Os e-books estão se popularizando rapidamente, mas ainda não como presente. Imagino que eles serão o reduto das dedicatórias de autor e os livros tradicionais, das escritas por conhecidos”, diz.

A página tem agora pouco mais de 4 meses e conta com grande repercussão – já são mais de 300 dedicatórias recebidas. Apesar de ter deixado sua dona surpresa, o sucesso parece não incomodar. Aliás, pelo contrário. Mariana já faz planos para o futuro: “Gostaria que o Tumblr rendesse outros frutos, virasse livro, exposição…”

Mas a pergunta que, naturalmente, todo mundo gostaria de fazer à autora é: qual foi a dedicatória que mais te emocionou? Ela se esquiva e diz que prefere que os leitores escolham sua favorita. Mas revela que prefere os pedidos de desculpa. “Posso citar uma que encontrei por acaso, na minha estante. Me lembrava do livro, que foi o meu primeiro, mas não da dedicatória, e foi um segundo presente achá-la:

Para a Mariana
aprender a gostar de ler,
com amor

Dindinha Lelé
07-03-82”

Ilustrações: a arte em livros (1)

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Publicado na Buenozine

Ilustrações de Daniel Bueno para o livro O grande circo do mundo (Companhia das Letrinhas), escrito por Marta de Senna, 2010.

Daniel Bueno Nasceu em 1974 e formou-se em arquitetura e urbanismo na Universidade de São Paulo. É designer gráfico e ilustrador e já participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Venceu o Salão Nacional de Humor e Quadrinhos de Ribeirão Preto de 1996 (categoria história em quadrinhos), o Salão Internacional de Desenho para a Imprensa de Porto Alegre de 2003 (ilustração editorial), e recebeu o prêmio revelação do HQ Mix de 2004, entre outros.

 

 

Mulher lê mais que homem, aponta pesquisa nacional

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Imagem Google

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

As mulheres lêem mais que os homens, diz a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que será divulgada hoje, em Brasília.

O estudo, elaborado pelo Instituto Pró-Livro, mostra que população está acostumada a dedicar muito pouco –ou quase nenhum– tempo aos livros. Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros da literatura -os homens lêem mais apenas sobre história, política e ciências sociais.

Segundo a pesquisa, a Bíblia é o livro mais lido pela população brasileira –43 milhões de pessoas já a leram, dos quais 45% afirmaram fazê-lo com freqüência.

O segundo colocado é o livro “O Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, apontado como o escritor mais lido no Brasil. A lista dos escritores brasileiros mais lidos inclui ainda, pela ordem, além de Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis.

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