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O futuro do livro e o fim da web

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Texto escrito por André Forastieri em seu Blog

Sam Harris é um escritor respeitado, com um problema comum: como ganhar a vida daqui para frente. Seu tema central é a razão e a fé. Compartilha angústias em seu blog, em um texto que  pergunta: do que viverá um criador no século 21?

Está experimentando com um novo formato – livros curtinhos, de 60 ou menos páginas, vendidos exclusivamente em formato digital, através do Amazon Kindle.

Para que escrever um livro de 600 páginas, se um décimo disso é o suficiente para defender sua tese? A única razão por que temos livros tão grossos é porque a indústria do livro não é capaz de vender um livro fininho por um preço pequenininho.

Mas agora temos pouco tempo e muitas distrações. Pouca gente ainda tem paciência de passar horas e mais horas atravessando um livrão em que 90% é gordura. Mais prático assistir o autor resumindo suas ideias no YouTube, em dez minutinhos de palestra.

Melhor bispar os slides, bater o olho no verbete da Wikipedia, fazer uma busca e clicar em qualquer coisa que apareça na primeira página do Google. É um lanchinho, e não a refeição completa. Mas banquete tem hora.

Sam Harris continua escrevendo livros longos, impressos em papel e vendidos em livrarias (e também em versão digital, claro). O mais recente chama-se The Moral Landscape, e não recomendo, porque só vi o vídeo a respeito, mas parece sólido, e gente como Richard Dawkins e Ian McEwan, que li, assinam embaixo.

É mais provável que eu leia seu primeiro livrinho exclusivamente digital, Lying. É focado em um assunto só – mentira, e porque devemos sempre dizer a verdade, custe o que custar. Curtinho,  posso baixar hoje e começar a ler já. Se não for tudo aquilo, não perdi grande investimento. Custa  só U$ 1,99, o que é um atrativo a mais.  Baratinho, né?

Lying

Lying, de Sam Harris

Não. É caro, para muitos dos fãs de Harris. Não que eles não tenham dois doletas, R$ 3,60. É que, comparando com o custo de ler o blog dele de graça, parece absurdo. Lying tem uns 50 mil caracteres, o dobro ou triplo do tamanho de um post escrito por Sam para o Blog. Segundo ele, deu bem mais trabalho do que o típico texto que escreve para internet, e é um ensaio, pensado para liquidar seu ponto de vista sobre determinado assunto, e para durar.

Por isso decidiu pelo formato de livrinho digital. Mesmo assim, houve grito. Porque não tem versão para o iPad, Android Market, em papel na livraria da esquina? Por que não é de graça? Lying é um grande sucesso. Entrou na lista do top ten de itens mais vendidos no Kindle, em nono lugar. Harris tem sentimentos ambíguos sobre o resultado, que compartilha em um texto obrigatório para quem se interessa pelo destino das ideias e da comunicação.

Chama-se O Futuro do Livro (leia aqui), somente em inglês. Faz par com outro, chamado O Fim da Web como a Conhecemos, de Adrian Short (leia aqui), também só disponível na língua original. Não concordo totalmente com nenhum dos dois textos – só faltava.

Mas não se lê para buscar confirmação, e sim informação e opiniões divergentes. O que eu já sei, já sei. Conhecimento é conflito. E os dois textos iluminam, por lados diversos, faces diferentes do mesmo desafio, e funcionam melhor lidos numa tacada única.

É revelador que eles não têm relação entre si, fora a que criei. Checando meu Twitter, meia hora atrás, fui como sempre clicando nos links que pareciam mais interessantes, abrindo um após o outro, para depois conferir de uma vez o que há de mais potencialmente provocador, engraçado ou útil. Esbarrei nos textos de Sam e Adrian.

Eu poderia simplesmente passar para frente, via Retweet, ou postar no Facebook, sem contexto. Se não tivesse um blog, simplesmente faria isso. Mas tenho, e é um grande prazer compartilhar ideias, experiências e descobertas inesperadas.

Amazon chega a 1 milhão de livros no Kindle em 4 anos

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Publicado originalmente no TechTudo

Durante a coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28) em Nova York, além de apresentar seus novos produtos, a Amazon anunciou que alcançou a expressiva marca de 1 milhão de livros disponíveis em sua loja de livros virtuais.

Jeff Bezos, CEO da Amazon, com o tablet Kindle FIre (Foto: Engadget/Reprodução)

Jeff Bezos, CEO da Amazon, com o tablet Kindle FIre (Foto: Engadget/Reprodução)

Jeff Bezos, CEO da empresa, informou que “há quatro anos, a Amazon tinha 90 mil livros disponíveis. Hoje, temos mais de 1 milhão de obras, número este que não inclui os textos autorais livres”. Bezos mencionou que a única maneira de o Kindle fazer sucesso no mercado seria com uma grande demanda, não só do dispositivo, mas principalmente de conteúdo, como e-books.

A Amazon sabe que o momento é favorável para apostar cada vez mais nos leitores eletrônicos. Apesar do enorme crescimento de vendas de livros físicos nos últimos 15 anos, as vendas de livros para o Kindle ainda são maiores. As versões em papel estão associadas aos novos fenômenos literários, como Harry Potter, a saga Crepúsculo e O Senhor dos Anéis. No caso do Kindle e dos e-books, o crescimento das vendas está diretamente ligado à tecnologia oferecida pelos produtos.

Outro detalhe a se observar é que a própria Amazon precisa contar com o acervo mais variado possível, uma vez que a empresa lançou ontem duas novas opções de leitores eletrônicos. A tendência é que o número de usuários de seus serviços aumente consideravelmente, e o que essa nova leva de usuários deseja é uma grande variedade de títulos.
O Kindle é considerado um best-seller no mercado de e-readers nos últimos quatro anos, e, com o lançamento dos novos modelos, a tendência é que esse cenário não mude tão cedo.

SOS LIVRO – dê uma segunda chance para leitura

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Publicado originalmente na Mobilidade Verde

SOS LIVRO – dê uma segunda chance para leitura from Mobilidade Verde on Vimeo.

Todos os meses os catadores que trabalham na coleta seletiva de materiais para serem reciclados, recolhem 1 tonelada de livros por mês, eles são retirados de escritórios, residências. Os livros são triturados e vendidos como papel para serem reciclados pela indústria. A venda de papel triturado é um recurso importante que sustenta centenas de catadores de material reciclado na cidade de São Paulo. Grande parte dos livros recolhidos estão em boas condições e poderiam ser utilizados pela população.

O Instituto Mobilidade Verde realizou uma parceria com a Cooper Glicério para que os livros sejam separados e vendidos pelo mesmo preço do papel triturado e serão doados para o Projeto Bicicloteca e Bibliotáxi.

Os livros serão distribuídos gratuitamente para a população que não tem acesso a leitura.

Para isso ser uma realidade, estamos solicitando a ajuda da população para “Salvarem os Livros”, eles valem mais nas mãos das pessoas do que destruídos.

Livros velhos viram arte

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A artista inglesa Bronia Sawyer faz esculturas coloridas e originais usando como matéria-prima livros antigos, dobrando, cortando e pintando suas páginas. O resultado você confere abaixo. Mais informações no site da artista AQUI ou na conta do FLICKR

 

 

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