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“Orgulho e Paixão” faz disparar procura por livros de Jane Austen nas livrarias

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Casal Emma e Ernesto caiu no gosto do público

Publicado no UOL

Sendo finalizada nesta segunda-feira (24), a novela “Orgulho e Paixão” fez aumentar a procura e as vendagens de obras da escritora inglesa Jane Austen, que serviu de inspiração para a criação do folhetim de Marcos Bernstein, que agradou público e crítica.

Em sites de livrarias, como Saraiva e Cultura, dois livros de Austen aparecem na lista de mais vendidos: “Razão e Sensibilidade”, de 1811, e “Orgulho e Preconceito”, de 1813.

Além disso, em lojas físicas, Jane voltou a ter seus livros na prateleira dos mais vendidos, além de outros que não estão nesta lista colocados em posições estratégicas para o público, como na vitrine principal de entrada das lojas.

 

Foi isso que o NaTelinha encontrou em duas grandes livrarias do Brasil. A primeira é um estabelecimento da Livraria Saraiva, localizada no Shopping da Bahia, em Salvador (BA), o maior do estado. Lá, os livros “Emma”, “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito” tinham alto destaque na vitrine.

Já a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a maior da empresa em todo o Brasil, também expõe com destaque os três livros de Austen, além de outros três usados como base para a novela das 18h da Globo: “Lady Susan” (1871), “A Abadia de Northanger” (1818) e “Mansfield Park” (1814).

Por fim, o NaTelinha também visitou a Livraria Saraiva do Shopping Riomar, em Aracaju (SE), e viu “Emma” e “Orgulho e Preconceito” na estante dos mais vendidos. Entrevistamos Fernando Silva, gerente da loja, que confirmou o aumento da procura.

“Teve um aumento significativo, principalmente entre jovens. A novela ajudou muito nisso”, afirmou. Ele também diz que a loja fez um reforço de estoque por causa disso: “Pedimos pelo menos mais duas remessas de ‘Emma’, que tem saído acima até de ‘Orgulho e Preconceito’, que é o mais conhecido dela”.

De fato, quem tem sido redescoberto pelo público é “Emma”. Na trama, ela é interpretada por Agatha Moreira. No decorrer do folhetim, o seu par romântico com Ernesto (Rodrigo Simas) decolou nas redes sociais, o que pode ajudar a explicar o crescimento nas vendagens.

“O casal ter emplacado foi bom mesmo, porque ‘Emma’ tem saído muito. E muito adolescente mesmo, pré-adolescente, tem vindo comprar o livro”, conclui o gerente. O fato é que Jane Austen chegou em um novo público e passou a ser interessante para gente que sequer conhecia seu universo.

“Orgulho e Paixão” terminará sua trajetória com 22 pontos de Ibope na Grande São Paulo. Ela dará lugar para “Espelho da Vida”, novela de Elizabeth Jhin que conta com Vitória Strada, Rafael Cardoso, João Vicente de Castro e Alinne Moraes nos papéis principais.

Livro decodificado do “menino do Acre” chega às lojas nesta quinta-feira

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Publicado no Canal Tech

Em abril, o misterioso caso do desaparecimento do “menino do Acre” tomou conta do noticiário nacional, chegando com destaque às grandes mídias. A família de Bruno Borges encontrou em seu quarto vários manuscritos codificados escritos nas paredes, e, ao serem transcritos, totalizaram 14 livros. Agora, os parentes do rapaz estão lançando no Brasil o livro decodificado para todo mundo que quiser matar a curiosidade sobre o “causo”.

Custando R$ 24,90, TAC — Teoria da Absorção do Conhecimento foi publicado de maneira independente e estará disponível em livrarias físicas de todo o Brasil. Na internet, o e-book já havia sido lançado no dia 21.

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A obra em que o autor propõe práticas e mecanismos que podem levar o leitor a multiplicar seus conhecimentos tem 160 páginas. Segundo o site oficial do lançamento, “Bruno Borges revela, através de intensa pesquisa, uma metodologia capaz de potencializar a absorção e a criação de novos conhecimentos”.

Borges desapareceu misteriosamente e, até o momento, não foi encontrado pelas autoridades ou familiares. Além das escrituras para lá de estranhas, em seu quarto também havia desenhos igualmente enigmáticos e uma estátua gigantesca de Giordano Bruno, teólogo, filósofo, matemático e astrônomo condenado pela Igreja Católica por acreditar que a Terra era o centro do universo.

 

John Green anuncia seu primeiro livro desde 2012

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

John Green finalmente anunciou seu primeiro livro desde A Culpa é das Estrelas, lançado em 2012. O volume é intitulado Turtles All The Way Down e chega às lojas dos EUA em 10 de outubro. Uma data para a publicação no Brasil ainda não foi definida.

Turtles All The Way Down vai mostrar a história de Aza Holmes, uma jovem que tem de lidar com transtornos mentais ao mesmo tempo que investiga o desaparecimento de um bilionário.

Os livros anteriores de Green, Quem é Você, Alasca?; O Teorema Katherine; Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas podem ser encontrados nas livrarias brasileiras — Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas já foram adaptados para o cinema.

Katy Perry doa 1 milhão de dólares para ajudar escolas nos EUA

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A cantora divulgou um vídeo pedindo doações para escolas nos Estados Unidos; assista

Publicado na Caras

Katy Perry anunciou que está doando o valor de 1 milhão de dólares, aproximadamente R$ 3,4 milhões, junto com a rede de lojas ‘Staple’ para ajudar escolas nos Estados Unidos.

A notícia foi divulgada através de um vídeo gravado pela própria cantora. O dinheiro arrecadado será convertido em materiais escolares e livros didáticos para os alunos que não conseguem arcar com os custos.

Assista ao vídeo:

Último livro de Saramago, inacabado com a morte do escritor, chega às lojas

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‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas’ conta com textos de Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano

Despedida: Pilar del Rio e Saramago - PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/2-11-2009

Despedida: Pilar del Rio e Saramago – PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/2-11-2009

Bolívar Torres em O Globo

RIO — Antes mesmo de iniciar a escrita de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”, uma reflexão sobre a indústria das armas, José Saramago já tinha decidido que esse seria seu último romance. Convicto de que sua obra literária estaria completa ao fim do processo, escolhera inclusive a frase com a qual desejava encerrar a sua trajetória de escritor.

“O primeiro capítulo, refundido, não reescrito, saiu bem, apontando já algumas vias para a tal história ‘humana’. Os caracteres de Felícia e do marido aparecem bastante definidos. O livro terminará com um sonoro ‘Vai à merda’, proferido por ela. Um remate exemplar”, anotou Saramago em seu computador, em setembro de 2009.

O “sonoro” xingamento, no entanto, nunca chegou a sair dos arquivos de anotações. Apesar da empolgação pelo projeto, Saramago empacou no terceiro capítulo do romance; debilitado pela doença, nunca mais o retomou, morrendo em junho de 2010. Um vislumbre do que poderia ser essa espécie de testamento literário do autor português, Prêmio Nobel de 1998, chega no fim desta semana às livrarias brasileiras (em Portugal, o livro será lançado num grande evento, nesta quinta-feira, no Teatro Nacional D. Maria, em Lisboa).

“Sou um escritor um tanto atípico”

A edição póstuma de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas” (Companhia das Letras) traz as 22 folhas dos três capítulos iniciais deixados por Saramago, além de textos do ensaísta espanhol Fernando Gómez Aguilera, do escritor italiano Roberto Saviano e do antropólogo brasileiro Luiz Eduardo Soares, e ilustrações do romancista alemão Günter Grass. Outro acréscimo são as anotações feitas ao longo do processo de escrita, que apontam possíveis caminhos para a trama e dão uma ideia do método de trabalho do autor no fim de sua vida.

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— Saramago tinha uma relação com a escrita que poderíamos chamar de profissional: nem dramas românticos nem sofrimentos mais ou menos literários — conta, em entrevista ao GLOBO, por e-mail, Pilar del Río, viúva do autor, tradutora do espanhol de vários de seus romances e presidente da fundação que leva seu nome. — Ele escreveu o livro como todos os outros, sem anseios e tensões, e com a mesma exigência de sempre. Saramago só começava a trabalhar se tivesse uma ideia clara do que queria contar e de como queria contar. Parte do livro já estava acabada, havia as anotações… Mas ele fez uma pausa para pesquisar e não pôde retomar a escrita.

“Sou um escritor um tanto atípico. Só escrevo porque tenho ideias”, costumava dizer Saramago. A ideia de seu último romance estava definida: explorar os conflitos da indústria e do comércio de armas. Os personagens também foram esboçados. Artur Semedo, um burocrata dedicado e eficaz de uma fábrica de armamento, e sua antagonista, Felícia, uma pacifista.

De acordo com as anotações do próprio Saramago, o projeto foi desencadeado por uma velha preocupação: o porquê de não se conhecer nenhum caso de greve numa fábrica de armamento. Outra inspiração veio de uma história que achava ter lido no romance “L’espoir”, de André Malraux — e que depois recordou ter lido em outro lugar, embora não se lembrasse onde: uma bomba lançada contra as tropas da Frente Popular de Extremadura durante a Guerra Civil Espanhola, que além de nunca ter funcionado ainda veio com um bilhete amigável. “Esta bomba não explodirá”, estava escrito.

Provocação ao leitor

Saramago admitiu, em uma anotação de 2 de setembro de 2009, que seu maior desafio no romance era criar uma “história humana que encaixe”. É justamente através dos conflitos e paradoxos de seus personagens que ele apresenta sua reflexão particular sobre a “banalidade do mal”, a expressão de Hannah Arendt. Com a figura de Artur Semedo, um funcionário exemplar que aparentemente deseja apenas o sucesso em seu trabalho, ele nos mostra que o horror pode ser oficializado pelas pequenas ações, pelos poderes e pela responsabilidades do cotidiano. Como é de costume em seus livros, provoca o leitor a pensar na ética, na sua própria atitude diante dos problemas do mundo — e a conveniência em fechar os olhos para eles.

— Creio que a banalidade do mal sempre aparece nos relatos de José Saramago, embora suas obsessões literárias poderiam ser descritas como meditações em torno do erro, da responsabilidade, do poder — opina Pilar. — Não podemos saber o que ele pretendia, mas podemos dizer o que vemos ao ler o romance: a indiferença, a cegueira, acabam sendo cúmplices do abjeto, sejam as guerras entre culturas, países, ou a violência entre pessoas. Para mim, é um incentivo a nunca ficar indiferente.

Pilar, contudo, não acredita que “Alabardas, alabardas…” poderia ser considerado um típico romance de Saramago, embora o considere “100% Saramago”. Para ela, o escritor estava no esplendor de sua maturidade, mais “maduro, compassivo e irônico”. Mas, aos que anseiam por novos títulos inéditos no baú, a presidente da Fundação José Saramago faz questão de acabar com as esperanças:

— Ele já havia anunciado que depois desse romance não voltaria a escrever, mas não pela morte e sim porque tinha dado como encerrado seu trabalho literário. Seu sonho era poder dedicar um tempo para ler tranquilamente na biblioteca de sua casa, passar horas com os autores que o fizeram ser a pessoa e o escritor que era. Não há mais inéditos. A obra de José Saramago, para a dor de seus leitores, está completa. Infelizmente.

ANOTAÇÕES DO AUTOR

“15 de agosto de 2009: Afinal, talvez ainda vá escrever outro livro. Uma velha preocupação minha (porquê nunca houve uma greve numa fábrica de armamento) deu pé a uma ideia complementar que, precisamente, permitirá o tratamento ficcional do tema. Não o esperava, mas aconteceu, aqui sentado, dando voltas à cabeça ou dando-me ela voltas a mim. O livro, se chegar a ser escrito, chamar-se-á “Belona”, que é o nome da deusa romana da guerra. O gancho para arrancar com a história já o tenho e dele falei muitas vezes: aquela bomba que não chegou a explodir na Guerra Civil de Espanha, como André Malraux conta em “L’Espoir”.

2 de setembro de 2009: A dificuldade maior está em construir uma história “humana” que encaixe. Uma ideia será fazer voltar Felícia a casa quando se apercebe de que o marido começa a deixar-se levar pela curiosidade e certa inquietação de espírito. Tornará a sair quando a administração “compre” o marido pondo-o à frente da contabilidade de uma secção que trata de armas pesadas.

26 de dezembro de 2009: Dois meses sem escrever. Por este andar talvez haja livro em 2020… Entretanto a epígrafe será: “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”.

É de Gil Vicente, da tragicomédia “Exortação da guerra”.

22 de fevereiro de 2010: As ideias aparecem quando são necessárias. Que o administrador-delegado, que passará a ser mencionado apenas como engenheiro, tenha pensado em escrever a história da empresa, talvez faça sair a narrativa do marasmo que a ameaçava e é o melhor que poderia ter-me acontecido. Veremos se se confirma.”

Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas

Autor: José Saramago (com artigos de Fernando Gómez Aguilera, Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano)

Editora: Companhia das Letras

Quanto: R$ 27,50

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