Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged London School of Economics

Universidade de Londres terá Angelina Jolie em seu quadro de professores

0

Cast member Angelina Jolie poses at the premiere of "Kung Fu Panda 3" at the TCL Chinese theatre in Hollywood, California January 16, 2016. The movie opens in the U.S. on January 29.  REUTERS/Mario Anzuoni - RTX22PDS

Publicado no Hypeness

Mais do que um rostinho bonito de Hollywood, Angelina Jolie é reconhecida por seu ativismo em diversas causas, entre elas, a igualdade de gêneros. Agora, ela irá acumular mais um cargo para seu já extenso currículo, que inclui experiências como atriz, diretora e roteirista: será também professora na London School of Economics, na Inglaterra.

No ano passado, ela havia criado na universidade o Centro para a Mulher, Paz e Segurança, em conjunto com o então secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague. Agora ela deverá participar também como professora no curso de mestrado oferecido pelo centro, que abordará temas como igualdade de gêneros, paz e segurança mundial, segundo comunicado realizado pela instituição.

Angelina irá trabalhar como professora durante um ano, tempo em que será responsável por ministrar aulas e palestras, promover leituras e desenvolver pesquisas, projetos, workshops e eventos. “Eu estou ansiosa para ensinar e aprender com os estudantes e também compartilhar minhas experiências trabalhando com governos mundiais e as Nações Unidas”, declarou.

Fotos © REUTERS/Mario Anzuoni

Fotos © REUTERS/Mario Anzuoni

Banir celular pode melhorar notas na escola, diz estudo

0

celularsala

Mateus Luiz de Souza, na Folha de S.Paulo

Um estudo divulgado no mês passado pela London School of Economics mostrou que alunos de escolas da Inglaterra que baniram os smartphones melhoraram em até 14% suas notas em exames de avaliação nacional.

O aumento acontece principalmente entre estudantes com conceitos mais baixos. Na faixa etária entre 7 e 11 anos, o banimento ajudou alunos com aproveitamento abaixo de 60% nas provas. Para o resto, não mudou nada.

“Distrações atingem todo mundo, mas são piores em alunos com celulares. E ainda piores naqueles com notas mais baixas”, diz à Folha Louis-Philippe Beland, um dos autores do estudo.

O impacto da proibição, diz ele, é o equivalente a uma hora a mais de aula por semana. O estudo “Tecnologia, distração e desempenho de estudantes” foi feito com 130 mil alunos desde 2001, em 91 escolas de quatro cidades.

Na Inglaterra, não há uma legislação sobre o uso de smartphones nas escolas. Cada colégio define sua própria política. No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei, deste ano, que visa proibir a utilização de celulares em salas de aulas.

O uso somente seria autorizado pelo professor, desde que com viés pedagógico. “Alunos não podem ter contato com celular durante a explicação. É como deixá-los conversar livremente”, diz o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), autor do projeto. Em São Paulo, desde 2007 colégio públicos estaduais já têm essa proibição.

A coordenadora de educação da Unesco (braço da ONU para educação e cultura) no Brasil, Rebeca Otero, questiona a necessidade de a legislação intervir no assunto.

“Precisa criar uma lei proibindo o aluno de bater no professor? Não. O raciocínio é o mesmo para os celulares.” Segundo ela, uma legislação assim pode ser mal interpretada pelos docentes, desestimulando-os a trabalhar com ferramentas pedagógicas.

Para Luciana Allan, doutora pela USP especializada em tecnologias aplicadas à educação, é preciso ter em mente o modo como estudos assim são conduzidos. “O celular pode atrapalhar provas que medem memorização. Mas é difícil preparar o aluno para o mundo tecnológico sem um celular na mão.”

EM SALA
A Unesco lançou, em 2013, o guia “Diretrizes de Políticas para a Aprendizagem Móvel”, que afirma que aparelhos móveis podem ajudar em sala de aula. Assim pensa o professor de física Marcelo Barão, do colégio Vital Brazil, em São Paulo, que usa aplicativos com os alunos.

O Sensor Kinetics, por exemplo, permite demonstrar fenômenos como gravidade, aceleração, rotação e magnetismo. “A aula é a mesma de 20 anos atrás, mas agora o aluno se sente mais atraído.”

Na aula de artes de Maristela Turíbio, como os jovens mexem nos celulares o tempo todo, ela propôs atividades com o aparelho. “A ideia era tirar uma selfie conceitual. O engajamento foi grande”.

Na escola estadual Imperatriz Leopoldina, em São Paulo, o celular não pode ser usado, para evitar que alunos procurem as respostas da prova na internet. “Mas tem gente que traz a cola de casa do mesmo jeito”, diz Lucas Alves, 15.

O colégio Elvira Brandão utiliza, fora de sala, o Google Classroom, aplicativo que conecta alunos e professores em tempo real, com correções de atividades, solução de dúvidas etc. Durante a aula, é proibido usar o celular, que deve ficar na mochila.

Na Escola da Vila, os alunos até o 5º ano não podem levar celulares. Do 6º ano em diante, só com permissão do professor. As atividades utilizam notebooks e tablets. O smartphone é usado só para fotografar projeções de slides ou de lousas, diz a coordenadora de tecnologias educacionais, Helena Mendonça.

O professor de história Reginaldo Polesi é contra o uso de aparelhos porque acredita que os alunos se distraem mais do que com as distrações de antigamente, como fazer aviãozinho de papel e desenhar na carteira.

Gabriela Molina, 15, utiliza o smartphone como calculadora nas aulas, além de aplicativos educacionais. Como se desconcentra com facilidade, comemora o fato de os smartphones não serem liberados o tempo todo. “Não ia conseguir prestar atenção na aula.”

*

POR QUE LIBERAR O USO DO CELULAR

  • É preciso trabalhar com os alunos diferentes mídias, formatos e competências, como o uso eficiente de aplicativos nos celulares
  • Apps como o Star Chart (usado em aulas de astronomia, que mostra estrelas da região do céu que você apontar) deixam a aula mais interessante
  • Quando o professor menciona um evento histórico, é possível pesquisar sobre ele imediatamente e trazer dúvidas e novidades
  • A distração sempre existiu, causada por conversas com o colega ou desenhos no caderno. O celular é só mais uma maneira de perder o foco
  • Professores e coordenadores são contra o aparelho, muitas vezes, pois têm medo que o aluno surja com questões que não saberão responder

POR QUE BANIR O USO DO CELULAR

  • Ter acesso fácil ao celular faz com o que aluno tenha mais chance de distração, o que pode levar a notas mais baixas
  • Adolescentes ainda não têm maturidade para usar nos momentos apropriados
  • Em ambientes liberados, é muito difícil para o professor monitorar a sala toda
  • A distração do smartphone é muito pior do que desenhar no caderno, por exemplo, porque o aluno entra um ‘universo paralelo’
  • Muitos colégios, mesmo particulares, ainda não têm a estrutura para abrigar ferramentas tecnológicas, como sinal wi-fi comum ou com controle à navegação

*

15% dos 68 milhões de usuários da internet pelo celular no Brasil têm entre 10 a 17 anos, segundo a Nielsen Ibope

Go to Top