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Ler regularmente aumenta sua expectativa de vida, diz estudo

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Publicado na Revista Pazes

Para manter a saúde, algumas medidas óbvias são essenciais: não fumar, fazer exercícios e ter uma boa dieta, por exemplo. Mas um novo estudo publicado no periódico Social Science and Medicine descobriu uma alternativa mais incomum. Segundo os pesquisadores, quem lê livros regularmente consegue viver por muito mais tempo.

Com testes envolvendo mais de 3 mil pessoas, eles perceberam que aqueles que dedicam mais tempo à leitura — cerca de 3 horas por semana — tendem a viver pelo menos dois anos a mais do que os participantes que não costumam ler. O resultado parece ter relação principal com a melhoria cognitiva adquirida durante a leitura. Outros fatores, como idade, sexo e nível de escolaridade, não representaram mudanças na pesquisa.

Durante 12 anos, o grupo dividiu os participantes em três grupos: quem nunca lia nada, quem lia por até 3,5 horas semanais ou menos e aqueles que liam por mais de 3,5 horas toda semana.

Mesmo no segundo grupo, a probabilidade dos leitores ocasionais morrerem nos anos seguintes já era 17% menor do que entre aqueles que não costumavam ler.

“Ao ler livros, parece que criamos uma vantagem de sobrevivência maior do que entre aqueles que não dedicam tempo a esse tipo de atividade”, observaram os cientistas. “A leitura envolve processos cognitivos que promovem a inteligência emocional, empatia e percepção social, características que sempre favoreceram a longevidade e sobrevivência humana.”

O estudo ainda ressalta que, por alguma razão, revistas e jornais não apresentaram os mesmos avanços cognitivos capazes de prolongar os anos de vida do leitor.

Ler livros aumenta longevidade, diz estudo

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Pesquisa diz que quem lê livros tem redução de 20% no risco global de mortalidade

 

Phillippe Watanabe, na Folha de S. Paulo

“‘Viram?’, disse Hermione quando Harry e Rony terminaram. ‘O cachorro deve estar guardando a Pedra Filosofal de Flamel!’. ‘Uma pedra que produz ouro e não deixa a gente morrer!’, exclamou Harry.”

O trecho de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” pode ser adaptado, pelo menos em partes, para a vida real. É só trocar a pedra filosofal por um livro.

Claro que a ideia de vida eterna também é um exagero, mas uma pesquisa recente afirma que a leitura de livros pode resultar em um tempo a mais de vida.

Ler livros reduziu, aparentemente, em 20% os riscos de mortalidade das pessoas que, por 12 anos, foram acompanhadas. A pesquisa, publicada na revista “Social Science & Medicine”, utilizou dados do Health and Retirement Study, realizado pela Universidade de Michigan. Os 3.635 entrevistados eram adultos acima de 50 anos.

Além de verificar se e quanto as pessoas liam, o estudo, chamado “A Chapter a Day” (Um Capítulo por Dia, em tradução livre), precisou “descontar” o efeito de alguns fatores que influenciam a longevidade, entre eles: câncer, doenças de pulmão, infarto, diabetes e hipertensão. Estado civil e situação e trabalho, histórico de depressão, idade, sexo, raça e condição econômica também foram considerados.

Mesmo assim, os pesquisadores da Universidade Yale constataram uma bela vantagem na sobrevivência daqueles que liam em média 30 minutos por dia, quando comparados a não leitores.

“É divertido saber que quanto mais leio mais tempo vou ter para ler”, diz o professor de literatura Edmundo Juarez, 57.

O estudo afirma que livros propiciam uma “leitura imersiva”, na qual o leitor consegue fazer conexões entre o que está sendo lido e o mundo ao redor, as possíveis aplicações daquilo na vida real.

Vocabulário, concentração, pensamento crítico, empatia, comportamentos mais saudáveis e menos estresse. A melhora de todos esses processos cognitivos, no fim, pode levar a uma vida um pouco mais longa.

Juarez concorda que a leitura diária melhora a saúde mental. Um dia sem livros faz com que ele se sinta mal.

“É o melhor passatempo que existe e é barato. O tempo passa voando, mesmo que ele vá devagar. Você se sente bem ao terminar a leitura.”

O brasileiro, em geral, tem opiniões um pouco diferentes sobre o assunto. Segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada este ano pelo Instituto Pró-livro e pelo Ibope Inteligência, apenas 24% dos entrevistados disseram gostar de ler livros no tempo livre.

Redes sociais, televisão, música, WhatsApp, tudo isso está na frente da leitura de livros no gosto dos brasileiros.

A mesma porcentagem de pessoas, 24%, declararam gostar de ler jornais e revistas no tempo livre, outro tipo de leitura que também foi levado em conta na análise dos pesquisadores da Universidade Yale. Contudo os resultados para os periódicos, mesmo ainda positivos, não foram tão expressivos.

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Mesmo que o estudo norte-americano tenha tentado controlar todos os fatores que, de alguma forma, poderiam influenciar na expectativa de vida, algumas coisas podem ter escapado.

“A qualidade da educação recebida. Se uma pessoa estudou em escolas melhores (mesmo tendo a mesma escolaridade), isso pode ter levado ela a, ao mesmo tempo, ler mais livros e também a adquirir maior conhecimento sobre saúde que a levem a tomar mais cuidado com a sua saúde e portanto viver mais”, afirma Alexandre Chiavegatto, professor de estatísticas de saúde da USP.

Mesmo com a pesquisa bem conduzida, mais estudos ainda são necessários para provar a relação. “Se a associação for confirmada no futuro, espero que escrevam um livro sobre o assunto”, brinca Chiavegatto.

Na dúvida, vale guardar sua pedra filosofal –ou tentar encontrar uma.

Estudo conclui que quem lê livros tende a viver mais

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Hábitos de leitura. Foto: Reuters

Hábitos de leitura. Foto: Reuters

 

De acordo com uma nova investigação, quem habitualmente lê livros vive, em média, mais dois anos do que aqueles que não têm hábitos de leitura

Publicado no TVI 24

São diversos os estudos que revelam que a leitura tem múltiplos benefícios para a saúde. Agora, uma nova investigação concluiu que aqueles que cultivam mais frequentes hábitos de leitura têm, em média, mais dois anos de esperança de vida do que os restantes.

De acordo com o New York Times, o estudo levado a cabo por Becca L. Levy, professora de epidemiologia na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, analisou dados de 3635 pessoas com idades acima dos 50 anos. Os cientistas dividiram a amostra em três grupos: os que não liam livros, os que liam até três horas e meia por semana e o os que liam mais do que isso.

Comparativamente com o grupo que não lia de todo, aquelas pessoas que tinham o hábito de ler livros até três horas e meia por semana tinham menos 17% de probabilidade de vir a morrer nos 12 anos seguintes. Já os que liam mais do que isso, tinham menos 23% de probabilidade de vir a morrer nesse espaço de tempo.

Apesar de os motivos não terem sido enunciados, concluiu-se que há uma ligação semelhante com a leitura de jornais, ainda que mais tênue.

O estudo revelou ainda que a maioria dos leitores são mulheres, pessoas que possuem mais elevados níveis de alfabetização e que pertencem a grupos com rendimentos mais altos.

Segundo o The Independent, um estudo de 2008 da “Prison Reform Trust” já tinha revelado que há uma ligação entre os níveis de alfabetização e o crime. De acordo com esse estudo, cerca de 48% dos prisioneiros britânicos eram praticamente analfabetos.

Um outro estudo feito na Universidade de Pádua, em Itália, concluiu que as crianças que têm mais acesso à leitura de livros tendem a poder esperar maiores rendimentos, enquanto adultos, do que aquelas que não tinham acesso à leitura.

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