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Da fábula para a Olimpíada: Como ‘O Senhor dos Anéis’ inspirou brasileira do tiro com arco

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Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

 

Bianca Daga, no ESPN

O que a saga “O Senhor dos Anéis” tem em comum com os Jogos Olímpicos? Para a brasileira Sarah Nikitin, tem tudo a ver. Aqueles que são fãs da trilogia, baseada no livro do sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, certamente se lembram do personagem Legolas, o mais famoso dos elfos. Foi por causa dele que a atleta começou a praticar tiro com arco e, agora, está fazendo história no maior evento esportivo do mundo.

A sequência no cinema foi lançada entre 2001 e 2003. Sarah, então com 14 anos, começou a gostar da história e da figura fantasiosa, que usava o arco e flecha com muita habilidade para matar os inimigos.

“Eu era muito fã dos livros e dos filmes. Comprei algumas revistas sobre O Senhor dos Anéis, e uma delas tinha uma reportagem sobre o tiro com arco, citando uma escola em São Paulo em que se podia praticar o esporte. Foi assim que comecei. E então, não parei mais”, contou ao ESPN.com.br.

Sem nem saber que era uma modalidade olímpica e nem sonhar em competir profissionalmente, Sarah pediu aos pais para fazer uma aula experimental e queria levar na brincadeira, como hobby. Mas logo de cara, ela começou a se sair bem e chamou atenção.

Por sugestão dos instrutores, começou a treinar com arco de competição. No final de 2004, já se arriscava em atirar de longa distância. Depois de poucos treinamentos, se credenciou para disputar o Campeonato Brasileiro. Resultado? Medalha de ouro na categoria cadete.

“Como fui bem, a confederação brasileira veio falar comigo, me convidando para fazer parte de um treinamento com o técnico italiano Renzo Ruele. Em 2005, fiz minha primeira competição internacional, num Grand Prix no México (equivalente a um campeonato latino-americano), e fui campeã nos 50 metros.”

Ao contrário do que pensava quando não se dava bem na educação física, na escola, Sarah levava jeito para ser atleta. Tricampeã brasileira (2009, 2011 e 2012), a arqueira que defende o Palmeiras tornou-se, em 2011, a primeira mulher do Brasil a conseguir 1.300 pontos na distância de 70 metros, que é a prova olímpica.

Dois anos depois de fazer 1.305 pontos, ela superou a própria marca, fez 1.336: registrou recorde no país, inclusive entre os homens, e terminou em oitavo no Campeonato Mundial na Turquia, melhor desempenho de uma brasileira na modalidade na competição, até hoje.

Mas o melhor ainda estava por vir. No início de julho, depois de avaliações e competições na Europa, foi convocada como uma das três titulares da seleção brasileira feminina de tiro com arco para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao lado de Anne Marcelle e Marina Canetta.

Apesar da derrota para a Itália nas oitavas de final na manhã deste domingo, o trio já entrou para a história por quebrar um jejum. Até hoje, o Brasil só teve uma representante nas competições femininas de tiro com arco em Olimpíada, e há 36 anos. Em Moscou-1980, Arci Kemner ficou na 26ª colocação.

“O mais provável de medalha seria por equipe, mas já estou muito feliz só de estar na Olimpíada”, avaliou a arqueira Elfa, como é carinhosamente chamada pelos colegas na faculdade de Letras, antes da disputa.

Poemas de Tolkien são descobertos em revista escolar

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O escritor J.R.R. Tolkien (Crédito: Keystone/Getty Images)

O escritor J.R.R. Tolkien (Crédito: Keystone/Getty Images)

 

Publicado na Veja

Dois poemas de J.R.R. Tolkien foram descobertos recentemente no anuário de 1936 da Our Lady’s School, escola de ensino infantil, fundamental e médio localizado no condado inglês de Oxfordshire. Segundo o site do jornal britânico The Guardian, acredita-se que os poemas foram escritos quando o autor de O Senhor dos Anéis atuava como professor na Universidade de Oxford.

Os textos foram descobertos quando o americano Wayne Hammond, pesquisador que estuda a obra de Tolkien, encontrou um bilhete do britânico em que ele afirmava ter publicado dos poemas em uma revista que ele identificou como Abingdon Chronicle. Hammond deduziu que a publicação se tratava do anuário da Our Lady’s School e entrou em contato com o diretor da escola, Stephen Oliver.

Sumário do anuário da Our Lady’s School, com os dois poemas de Tolkien (Crédito: Our Lady’s School/Divulgação)

Sumário do anuário da Our Lady’s School, com os dois poemas de Tolkien (Crédito: Our Lady’s School/Divulgação)

 

“Minha animação quando eu vi os poemas foi incrível. Sou um grande fã de Tolkien e fiquei muito feliz de ter descoberto uma ligação dele com a escola”, disse Oliver ao Guardian. O primeiro poema, The Shadow Man (O homem da sombra, em tradução direta), é uma versão inicial de um texto que Tolkien publicou em 1962 na coletânea As Aventuras de Tom Bombadil. O segundo, Noel, é um poema natalino.

“Fiquei comovido ao ler os poemas”, disse Oliver. “Noel traz uma abordagem diferente para uma história natalina e se passa em um cenário invernal. O foco é a Virgem Maria, o que pode explicar por que Tolkien o escreveu para a revista da escola, já que nós nos dedicamos a ela. The Shadow Man também é uma história bonita, sobre duas pessoas que se encontram e que depois apresentam apenas uma sombra – parece ser um texto sobre o casamento. O Homem da Sombra está incompleto até que uma mulher o encontra e acaba com sua solidão.”

“O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, completa 78 anos

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Publicado no Boa Informação

Se você não passou a última década e meia desligado do mundo, é bem provável que já tenha ouvido falar em O Senhor dos Anéis. A história foi levada ao cinema por Peter Jackson e virou uma trilogia de enorme sucesso, renovando o interesse em torno das criações do autor da história original, o sul-africano J.R.R. Tolkien.

Contudo, antes de publicar a obra em que Frodo era incumbido da difícil tarefa de levar o Um Anel até os vulcões de Mordor a fim de destrui-lo, Tolkien fez sucesso com uma outra publicação: O Hobbit, livro que chegou às prateleiras da Grã-Bretanha em 21 de setembro de 1937, há 78 anos.

Sucesso imediato, O Hobbit conquistou o público e a crítica ao contar a história de uma criatura de tamanho diminuto, preguiçosa, comilona, porém muito astuta e valente. O título do livro fazia referência à raça do humanoide, que atendia pelo nome de Bilbo Bolseiro e vivia no Condado.

Há quase oito décadas, Tolkien lançava o livro que começaria a marcar seu nome na história da literatura mundial. Atualmente, sem nunca ter saído de moda, O Hobbit virou trilogia cinematográfica, jogo de videogame, jogo de tabuleiro e ainda continua a conquistar novos fãs.

Ilustração de Tolkien mostra a colina do Condado. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

Ilustração de Tolkien mostra a colina do Condado. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

“Num buraco no chão vivia um hobbit”

Todo o universo que serve de pano de fundo para as suas histórias já vinha sendo criado desde 1917. Grande entusiasta de contos de fada e lendas, Tolkien escrevia contos e poemas situados naquele mesmo ambiente. Foi no começo dos anos de 1930, porém, que ele começa a trabalhar na ideia de O Hobbit.

Professor de anglo-saxão na Faculdade de Pembroke, na Universidade de Oxford, certa vez Tolkien teve uma inspiração repentina enquanto analisava documentos de estudantes que tentavam ingressar na instituição. Ao ver uma página em branco, ele escreveu “Em um buraco no chão vivia um hobbit”.

Nos anos seguintes, ele se dedicou à construção da história, que estaria pronta já em 1932. Então, enviou o rascunho para a apreciação de vários amigos, entre eles o também escritor britânico C. S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, que se empolgaram com a leitura e incentivaram a sua publicação.

Sala de entrada da casa de Bilbo. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

Sala de entrada da casa de Bilbo. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

Coleção de influências e inspirações

De modo geral, tanto a obra completa do autor quanto O Hobbit, falando de forma mais específica, receberam pesada influência de outras correntes artísticas. O pintor e escritor britânico William Morris e o seu Movimento das Artes e Ofícios, com suas composições de paisagens e abordagens literária, está entre as principais influências.

Falando de forma mais ampla, também não somente O Hobbit, mas toda a obra de Tolkien tem uma influência pesada da antiga literatura anglo-saxã e da cultura nórdica, com seus mitos e lendas. Os compêndios Edda, de poesia e prosa nórdicas, estão presentes na forma em que a história é contada e, além disso, a concepção da fauna e da flora e até mesmo os nomes dos personagens do livro também trazem a mesma fonte de inspiração.

Há quem veja ainda paralelos entre a história de Tolkien e a obra Viagem ao Centro da Terra, do escritor francês Julio Verne — como a questão das mensagens rúnicas e também o próprio conceito de uma longa jornada rumo ao desconhecido em busca de um objetivo.

Além de tudo isso, autores como os Irmãos Grimm, Samuel Rutherford Crockett e George MacDonald’s, bem como textos religiosos do cristianismo, em especial a história do povo hebreu, também são apontados como influências. Até mesmo a experiência pessoal de Tolkien com os eventos da Primeira Guerra Mundial é indicada como inspiração.

Mapas e ilustrações

Tolkien era conhecido por ser perfeccionista — tanto é que é comum ver as explicações de seu filho Christopher a respeito do receio que ele tem de publicar os rascunhos inacabados de seu pai —, então, era de se esperar um grande envolvimento seu nas várias fases de concepção e publicação de uma obra. (mais…)

Ilustrações alternativas para “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”

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Luciana Galastri, na Galileu

Já falamos aqui do lado desenhista de J.R.R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Mas você sabia que ele também fez capas incríveis para a trilogia das aventuras de Frodo? Confira seus trabalhos abaixo:

A capa de tolkien para  "A Sociedade do Anel" (Foto: reprodução)

A capa de tolkien para “A Sociedade do Anel” (Foto: reprodução)

 

A capa de tolkien para "As duas Torres" (Foto: reprodução')

A capa de tolkien para “As duas Torres” (Foto: reprodução’)

A capa de tolkien para "O retorno do Rei" (Foto: reprodução)

A capa de tolkien para “O retorno do Rei” (Foto: reprodução)

 

Outra versão para as ilustrações de O Hobbit foi feita por Maurice Sendak, autor de Onde vivem os monstros. Nos anos 1960, ele desenhou um projeto de ilustração para a versão comemorativa dos 30 anos da obra. Por várias razões (incluindo um ataque cardíaco sofrido por Sendak), a versão nunca foi publicada. Por sorte, aqui estão os desenhos:

bilbo conversa com gandalf, na versão de "o hobbit" por Sendak (Foto: reprodução)

bilbo conversa com gandalf, na versão de “o hobbit” por Sendak (Foto: reprodução)

A casa de Bilbo (Foto: reprodução)

A casa de Bilbo (Foto: reprodução)

 

Já em 1976, surge essa versão russa de “O Hobbit”, com desenhos em estilo soviético tradicional:

A capa (Foto: reprodução)

A capa (Foto: reprodução)

Gandalf conversa com Bilbo (Foto: reprodução)

Gandalf conversa com Bilbo (Foto: reprodução)

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Conheça o charmoso vilarejo que inspirou Tolkien a criar Valfenda, a cidadela dos elfos

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Tolkien visitou o vilarejo de Lauterbrunnen aos 19 anos, em 1911 (Foto: Wikimedia Commons)

Tolkien visitou o vilarejo de Lauterbrunnen aos 19 anos, em 1911 (Foto: Wikimedia Commons)

Nos arredores dos Alpes suíços, Lauterbrunnen também fica dentro de um vale verdejante banhado por rios e cachoeiras

André Jorge de Oliveira, na Galileu

Quem se encanta pelo universo de “O Senhor dos Anéis”, seja na clássica trilogia escrita há mais de 60 anos por J. R. R. Tolkien ou então nos três filmes épicos dirigidos recentemente por Peter Jackson, provavelmente já se pegou pensando em Valfenda (Rivendell, em inglês). O imponente reduto élfico escondido em um vale remete a uma espécie de refúgio paradisíaco – é sem sombra de dúvidas um dos lugares mais belos de toda a fictícia Terra-Média. O mal é incapaz de penetrar ali. Lar de elfos poderosos como Elrond, a cidadela é descrita como sendo harmoniosamente integrada com a paisagem exuberante que a rodeia, tomada por florestas, penhascos e cachoeiras.

Adoraria passear por Valfenda? Então você vai gostar de saber que a cidade élfica provavelmente foi inspirada em um vilarejo real que tem menos de três mil habitantes, localizado no vale de Lauterbrunnen, na Suíça. Segundo o site especializado Tolkien Brasil, o professor teria visitado o charmoso lugar banhado pelo rio Lütschine durante uma viagem familiar em 1911, quando tinha apenas 19 anos. Tolkien e os outros 12 viajantes conheceram a região através de um roteiro rústico, no qual andavam dias a fio por pastos e caminhos montanhosos, evitando as grandes estradas. Ele contou em uma carta de 1967 ao filho Michael que em nenhum momento os homens fizeram reservas em hotéis, pois todas as noites dormiam sobre o feno de celeiros ou estábulos. Se alimentavam de maneira frugal e sempre ao ar livre.

O resultado das andanças pelas bucólicas paisagens próximas aos Alpes suíços foram lembranças duradouras na mente do escritor. Na mesma carta, Tolkien revelou a influência de Lauterbrunnen em sua criação literária. “A viagem do hobbit (de Bilbo) de Valfenda ao outro lado das Montanhas Nevoentas, incluindo a descida pela encosta nevada e de pedras escorregadias até o bosque de pinheiros, é baseada em minhas aventuras em 1911”, escreveu.

Confira abaixo uma ilustração de Valfenda feita pelo próprio professor:

ilustração de Valfenda (Rivendell, em inglês) feita por Tolkien (Foto: Wikimedia Commons)

ilustração de Valfenda (Rivendell, em inglês) feita por Tolkien (Foto: Wikimedia Commons)

Agora, repare na semelhança com o vilarejo suíço:

O vale e o vilarejo visto de cima (Foto: Reprodução)

O vale e o vilarejo visto de cima (Foto: Reprodução)

Relevo da região é acidentado como o de Valfenda (Foto: Wikimedia Commons)

Relevo da região é acidentado como o de Valfenda (Foto: Wikimedia Commons)

Durante visita a Lauterbrunnen, Tolkien teve contato íntimo com a natureza local vagando por pastos e caminhos montanhosos (Foto: Wikimedia Commons)

Durante visita a Lauterbrunnen, Tolkien teve contato íntimo com a natureza local vagando por pastos e caminhos montanhosos (Foto: Wikimedia Commons)

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