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Um ano após assassinato, Elize trabalha em biblioteca e gosta de ler livros de história

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Assassina confessa do marido, Marcos Matsunaga, ela vive rotina tranquila em presídio

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Reprodução/Rede Record

Ana Cláudia Barros, no R7

Um ano após matar e esquartejar o marido, o executivo da Yoki Marcos Matsunaga, Elize Araújo Kitano Matsunaga mantém uma rotina tranquila na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 147 km de São Paulo, onde está desde o dia 20 de junho do ano passado. Diariamente, ela ocupa boa parte do tempo trabalhando na biblioteca da unidade prisional e tem ficado entretida com a tarefa de catalogar livros, conforme conta o advogado dela, Luciano Santoro.

— Ela estava agora manifestando para mim que tinha ficado contente porque havia chegado na penitenciária mil livros que ela estava catalogando.

De acordo com o defensor, a cliente lê muito sobre história e tem apresentado “excelente comportamento”.

— Não me surpreende, porque ela sempre foi uma pessoa supertranquila. Aconteceu um fato na vida dela, que a gente entende que teve motivação passional e ponto. Um evento que não costuma se repetir na vida de uma pessoa que age dessa forma.

Ex-menina pobre de Chopinzinho (PR), a bacharel em direito, que chegou a trabalhar como garota de programa em São Paulo, passou a desfrutar de um bom padrão de vida depois de se casar com o empresário. O casal morava com a filha pequena em uma cobertura triplex de 500 m², na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, o mesmo imóvel em que a acusada cometeu o crime.

Incorporou ao seu dia a dia hábitos caros, como viagens para caçar e cursos de vinho. Sua rotina foi modificada em 5 de junho do ano passado, quando foi presa e, inicialmente, levada para a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo.

No dia 19 do mesmo mês, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ela, que passou a responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que impossibilitou defesa da vítima e meio cruel) e ocultação de cadáver. Naquela mesma data, a Justiça decretou a prisão preventiva da ré.

O advogado diz que a maior punição que Elize poderia ter recebido foi ficar longe da filha.

— Para uma mãe que sempre dedicou todos os segundos para a filha quando possível, é difícil.

Sem novo interrogatório

Luciano Santoro adiantou que a defesa não pretende que Elize seja novamente interrogada durante a fase de instrução do processo, o que poderia ocorrer após a conclusão do laudo de exumação do corpo da vítima.

— A defesa fez questão que ela fosse interrogada antes de ser feita a exumação. A defesa não tinha nada para esconder. Há a possibilidade de o juiz perguntar se a gente pretende que ela seja interrogada de novo, mas a defesa não quer, não acha que precisa. Não vai mudar em absolutamente nada. Ela já foi interrogada, já falou a versão dela. O que ela falou no interrogatório judicial bate com tudo que ela falou no interrogatório policial, porque é a verdade. E quando se fala a verdade, você pode falar uma, duas, três, quatro, cinco, dez vezes porque a versão vai ser sempre a mesma.

No dia 30 de janeiro deste ano, Elize foi interrogada por pouco mais de duas horas, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. Durante o período, respondeu aos questionamentos do juiz, mas preferiu silenciar diante das perguntas apresentadas pela promotoria.

Com doença degenerativa, aluno cria teclado virtual e conclui mestrado

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Claudio Luciano Dusik apresentou dissertação na terça (26) na UFRGS.
No trabalho, apresentou o Mousekey, programa que o auxilia a escrever.

Orgulhosa, a mãe de Claudio sempre garantiu educação e saúde ao filho (Foto: Luiza Carneiro/ G1)

Orgulhosa, a mãe de Claudio sempre garantiu educação e saúde ao filho (Foto: Luiza Carneiro/ G1)

Luiza Carneiro, no G1

Superação é rotina na vida de Claudio Luciano Dusik, 36 anos. Nascido em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi diagnosticado ainda quando criança com uma doença degenerativa. Passo a passo, venceu obstáculos até concluir com nota máxima, nesta terça-feira (26), o mestrado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em sua dissertação, mostrou como estudou e desenvolveu ao longo da graduação um teclado virtual, o Mousekey, que auxilia pessoas com limitação a escrever e se comunicar.

Claudio tem atrofia muscular espinhal (AME), doença que deforma o corpo e limita os movimentos. As impossibilidades causadas pelo transtorno, no entanto, nunca foram barreira para ele desistir. Desde cedo, a mãe Elisa Arnoldo acreditou na capacidade do filho de vencer os obstáculos e, praticamente, implorou para que escolas o aceitassem. “Com apenas cinco anos entrei em uma classe de primeira série e consegui me alfabetizar”, contou Claudio durante a banca, sentado em uma cadeira de rodas adaptada.

Teclado usa movimentos do mouse para formar sílabas e palavras (Foto: Thiago Cruz/UFRGS)

Teclado usa movimentos do mouse para formar
sílabas e palavras (Foto: Thiago Cruz/UFRGS)

Sem acessibilidade, ele passava os intervalos sozinho na sala de aula, pois estudava no primeiro andar e não conseguia descer as escadas para se juntar aos colegas. Ele lembra que só começou a ser aceito e a socializar com os estudantes na 3ª série. “Um professor criou um projeto chamado ‘ajudante do dia’. Foi ali que comecei a ter contato com as outras crianças. Eles me levavam para o pátio e adaptavam as brincadeiras para mim”, lembra, com naturalidade. Na amarelinha, Claudio ajudava a atirar as pedras. Já na corda, os amigos empurravam a cadeira de rodas, assim como no pega-pega. “O pega-pega era a minha brincadeira preferida. Eles me empurravam e muitas vezes caía. Não sabia se chorava pelos machucados ou de felicidade”, disse, arrancando risos de mais de 50 pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, que assistiam a sua defesa.

Desenganado desde bebê, a previsão era de 14 anos de vida. As impossibilidades aos poucos foram se transformando em possibilidades para Claudio. Com o avanço da doença durante a graduação de psicologia e a perda do movimento das mãos, sentiu a necessidade de desenvolver algo onde pudesse continuar a escrever textos. Foi dali que surgiu a ideia do Mousekey. “Nos intervalos das aulas, ia para a biblioteca estudar informática”, relembrou. Com apoio da família, desenvolveu o teclado, que funciona principalmente pelo movimento do mouse e cliques, detalha o alfabeto, sílabas, pronomes e sílabas acentuadas.

Após defender dissertação, Claudio é aplaudido de pé (Foto: Luiza Carneiro/G1)

Após defender dissertação, Claudio é aplaudido de pé (Foto: Luiza Carneiro/G1)

Já no mestrado de educação, teve a oportunidade de estudar outros recursos e conhecer pessoas que, assim como ele, também enfrentavam dificuldades no aprendizado. Em um grupo de pesquisa com cinco deficientes físicos garantiu o entendimento dos recursos necessários para a melhoria do aplicativo. “A escrita vai além do contexto escolar. Ela entra no contexto social da pessoa. Estes sujeitos querem também participar da vida em comunidade e terem produtividade”, explicou. “Foi emocionante conhecer estas pessoas. E não somente vi que estava ajudando, mas também percebi que, por muito pouco, não estava ali trancado também. Tenho um orgulho enorme”, emocionou-se.

Dusik tem doença generativa (Foto: Thiago Cruz/UFRGS)

Dusik tem doença generativa
(Foto: Thiago Cruz/UFRGS)

Atualmente, atua como funcionário da Secretaria de Educação e, agora mestre da área, quer continuar na carreira de professor. Na UFRGS, auxilia alunos no curso de Educação à Distância e divide a rotina entre o trabalho e os estudos. Nos próximos meses irá apresentar a dissertação em um congresso de acessibilidade no México, ao lado da orientadora, a doutora em educação Lucila Maria Costi.
A mãe Elisa é só elogios. “Tenho seis filhos. Uma delas morreu no ano passado e a outra tem a mesma doença que o Claudio. Estou muito orgulhosa e sempre busquei todos os recursos para eles, seja na saúde ou na educação”, disse ao G1.

Em Esteio, um grupo de amigos se reuniu para assistir ao vivo, em um telão, a banca de Claudio. Para o futuro, planeja patentear o produto e especializar-se ainda mais em um doutorado. “Quero escrever p-o-s-s-í-v-e-l nas histórias de prováveis impossíveis”, finalizou a apresentação garantindo aplausos, em pé, dos admiradores.

Escrever rasoavel é errado, mas…

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Luciano Pires, no Portal Café Brasil

Ando cismado com o “mas”, aquela conjunção coordenativa adversativa que liga duas orações ou palavras e expressa a ideia de contraste, de diferença. Olha só: “FHC saneou o sistema bancário, corrigindo problemas históricos que impediam o desenvolvimento do Brasil, e Lula ampliou políticas sociais que fizeram com que o país evoluísse ao longo da primeira década do milênio.”

“FHC saneou o sistema bancário, corrigindo problemas históricos que impediam o desenvolvimento do Brasil, mas Lula ampliou políticas sociais que fizeram com que o país evoluísse ao longo da primeira década do milênio.”

Notou diferença? No primeiro enunciado, um “e” significa que FHC e Lula estão juntos no trabalho de desenvolvimento do país. No segundo enunciado, Lula é o único responsável pela evolução do Brasil. A diferença entre os dois enunciados é a troca do “e” pelo “mas”.

“O brasileiro Neymar é o mais habilidoso jogador de futebol do mundo, o argentino Messi é o que mais faz gols.” Opa! Quero os dois no meu time!

“O brasileiro Neymar é o mais habilidoso jogador de futebol do mundo, mas o argentino Messi é o que mais faz gols.” Humm… Prefiro o Messi no meu time.

Eu tinha um colega de trabalho que respondia a todos os argumentos que ouvia com um “Sim, mas…”. Era irritante, ele nem precisava continuar, todos sabiam que o “sim” era apenas uma forma de atenuar a discordância anunciada pelo “mas”. Mas o “mas” como oposto, como contraste, a gente conhece de sobra, o problema é que nestes tempos de pandemia de mentiras, o “mas” vem ganhando outras dimensões. Passou a ser aquilo que chamo de Conjunção Coordenativa Escusativa.

De novo: Conjunção Coordenativa Escusativa. “Os mensaleiros meteram a mão no dinheiro público, mas foi por uma boa causa.” “O MST invadiu e destruiu a fazenda, mas aquelas terras são consideradas improdutivas.” “A corrupção no governo da Dilma é imensa, mas no governo de FHC também era.”

O “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa prepara a escusa, a desculpa. Transfere responsabilidades para terceiros, justifica desmandos, atenua consequências e torna normal e aceitável aquilo que deveria ser rechaçado por imoral, ilegal e desonesto. E então temos o “roubou, mas quem não roubou antes?”, “A boate pegou fogo, mas os que morreram sabiam que era um local arriscado”; “A moça foi estuprada, mas estava usando uma saia curtíssima”; “O sujeito morreu no assalto, mas estava usando um relógio Rolex e dirigindo com o vidro aberto”; “Osama Bin Laden jogou dois aviões nas torres gêmeas, mas Busch invadiu o Afeganistão”; “Ainda morrem presos políticos em Cuba, mas lá todas as crianças estão na escola”, e assim vai.

Erros anteriores justificando erros atuais, como uma espécie de compensação, que é ainda mais diabólica quando a definição de “erro” depende dos interesses de quem emprega o “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa.

Se você gosta de usar o “mas”, preste bem atenção pra não usar como desculpa. Jamais perca de vista que quem escolhe, defende e protege o ruim porque antes era pior, continua escolhendo o ruim.

Mas tem gente que nem percebe…

Promoção: “Meu amigo rico”

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Por meio de uma linguagem singela, direta e emocionante, Luciano Maia relata o improvável encontro fraternal entre dois mundos distantes e antagônicos, o de um garoto pobre e o de um garoto rico.

A partir das crises existenciais do garoto pobre que, em parte, são consequência deste choque sócio-cultural, o autor extrai e apresenta ao leitor as muitas alegrias, dores e descobertas feitas pelo protagonista.

Saudade, inveja, felicidade, aceitação, decepções, ansiedade, perdão, injúrias, traumas, persistência, sonhos e sexo, são alguns dos temas distribuídos no dramático enredo, permitindo ao leitor explorar, com um toque de bom humor, coisas doces e doloridas sobre o contato entre seres humanos.

Vamos sortear 3 exemplares de “Meu amigo rico”. Visite o hotsite para saber mais sobre o livro.

Para participar é muito fácil:

* Faça o login e siga os requisitos do aplicativo.

O resultado será divulgado no dia 01/4 no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

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Atenção!

Os requisitos são:

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Universitários usam a criatividade para garantir os estudos, em Vilhena, RO

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Publicado por G1 Rondônia

Com opções variadas, eles atuam como manicure, garçom e até cantor.
Com a renda, estudantes compram livros e materiais para os estudos.

Sandro Vieira se apresenta em bares e casamentos para conseguir complementar a renda (Foto: Sandro Vieira/Divulgação)

Sandro Vieira se apresenta em bares e casamentos para conseguir complementar a renda (Foto: Sandro Vieira/Divulgação)

Para conseguir arcar com os gastos no período do curso universitário e complementar a renda mensal, vários estudantes da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Vilhena (RO), trabalham em áreas distintas ao curso de formação. Com opções variadas, os universitários atuam como manicure, garçom e até mesmo como cantor em bares e restaurantes da cidade. Com a renda, que chega a R$ 700 por mês, os jovens garantem a compra dos livros e materiais para os estudos.

O estudante de comunicação social Sandro Vieira conta que desde o início do curso universitário se apresenta em bares, festas de casamento e aniversários com seu violão, interpretando sucessos da música brasileira. “Sempre gostei de música, desde os 16 anos. Toco violão, então quando comecei a fazer faculdade tinha que encontrar uma forma de ganhar dinheiro para complementar a renda, pois eu já trabalhava em um cartório, mas precisava de dinheiro para comprar os livros, apostilas e pagar as contas no fim do mês”, explicou o estudante, que com as apresentações garante uma renda de R$ 500 a mais.

“Se a gente quer alguma coisa, tem que se esforçar. Sei que no futuro vou ter a minha recompensa”
Valdete Coelho do Nascimento, universitária

Luciano Silva cursa ciências contábeis e complementa a renda mensal vendendo bombons e atuando como garçom. “Sempre trabalhei, pois minha família não tem condições de comprar meus livros e apostilas do curso. Além do trabalho vendo os doces feitos pela minha mãe”, diz. Com os ‘bicos’, Luciano tem uma renda de R$700 e já comprou um computador para os estudos.

Já a estudante de pedagogia Valdete Coelho do Nascimento conta que faz diversos bicos, para arcar com as despesas do curso. A universitária recebe uma bolsa no valor de R$400, mas o dinheiro não cobre as despesas. Entre as atividades, Valdete trabalha como manicure, vendedora de cupcakes e recepcionista em festas.

“Tem mês que consigo fazer mais unhas, aí o dinheiro aumenta. Mas eu já tenho uma clientela fixa, isso me ajuda. Acredito que as pessoas devem aproveitar as oportunidades que vão aparecendo na vida. Se a gente quer alguma coisa, tem que se esforçar. Sei que no futuro vou ter a minha recompensa”, conta Valdete.

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