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Cinco livros para NÃO DAR no Dia dos Namorados

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Luiz Antonio Ribeiro, no Literatortura

O dia dos namorados está chegando e um grande dilema é encontrar um presente para seu parceiro ou parceira. Muitas vezes, as opções ficam a cargo de uma escolha simples e óbvia, enquanto que outros gostam de inovar. Livros, no entanto, pelo menos para os amantes da leitura são sempre uma opção segura. É preciso, mesmo assim, muito cuidado: uma má escolha pode dar um sinal errado, funcionando como uma indireta para um relacionamento, ou então causar uma má impressão geral sobre coisas da vida. Lembre-se: o Dia dos Namorados merece um presente que a pessoa guarde com carinho e afeto e, justamente por isso, tente fazer da lembrança algo positivo.

Com isso não estou dizendo que as obras aqui listadas são ruins, pelo contrário, são grandes clássicos com apelo estético imenso e com qualidade indubitável. Apesar disso, pode-se dizer, não são lá boas histórias de amor. Por tanto, fiquem atentos para os cinco livros para NÃO DAR no Dia dos Namorados:

1- Édipo Rei

Édipo e Jocasta são um casal próspero na cidade de Tebas até que, de repente, uma praga se abate sobre toda a polis: uma grande doença atinge a população que começa lentamente a morrer. Édipo, o rei, resolve então consultar o oráculo sobre está acontecendo. A resposta é categórica: “a população sofre de uma maldição, pois uma pessoa da cidade cometeu um grande crime.” Então, ele resolve investigar e descobrir quem cometeu tal desvio, o que Édipo não sabe é que será, ao mesmo tempo, vítima e algoz dessa maldição.
Por mexer com temas tabus – parricídio e incesto – a peça se torna uma das mais pulsantes histórias vetadas da humanidade e consegue, ainda hoje, mobilizar o sentimento da catarse – horror e piedade – que purga os sentimentos de todos nós.

2- A Serpente, de Nelson Rodrigues

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A Serpente, conta a história de Guida e Lígia, duas irmãs que vivem sob o mesmo teto com seus respectivos maridos, Paulo e Décio. Lígia, absolutamente insatisfeita com seu casamento e ainda virgem depois de um ano de casada, resolve separar-se de Décio. Sofrida, deprimida, sentindo-se desvalorizada como mulher, vive um caos em sua vida. Neste momento, Guida oferece seu marido, Paulo, por uma noite, para que a irmã possa ter um primeiro contato com um homem e poder experienciar o verdadeiro prazer. Entretanto, depois dessa noite, nada será como antes: Guida não se aguentará de ciúmes e espiará a irmã e o marido por todos os cantos. Lígia e Paulo vão promover encontros furtivos e os sons daquela noite no quarto ao lado, jamais deixarão de percorrer a mente de nenhuma das personagens que, aos poucos, se enfrentarão numa indissolúvel tragédia.
Leia a resenha completa: http://indiqueumlivro.literatortura.com/2014/01/21/a-serpente-de-nelson-rodrigues/

3- Senhora Julia, de August Strindberg

Julia é uma moça jovem, virgem e aristocrática. É filha de um Conde e está sozinha em casa com os empregados que dão uma festa no jardim. Entediada, resolve conversar com Jean, um funcionário que possui um relacionamento com a cozinheira Cristina. Esta conversa, aos poucos, vai se acumulando até uma obsessiva relação entre os dois, em que relações de poder se estabelecem e se misturam como patrão x empregado, mulher x homem, primeiro pelo vinho tomado por eles, depois pela preponderante força física do rapaz perto da fragilidade da moça. Inebriada, ela cede aos caprichos de Jean e se deita com ele: deflagrada ela não sabe o que fazer ao ouvir os passos da chegada do Conde. O dia amanhece.
Uma das mais estranhas e obsessivas histórias de uma paixão, conta sobre a crueza e a violência de todo amor impossível causado pelas diferenças de classes. Inevitável pensar na quantidade de Júlias e Jeans que deixaram de viver suas histórias por conta de questões financeiras e sociais. Seria, ainda hoje, Senhorita Julia um problema, como nas grandes histórias de amor?

4- O Primo Basílio, de Eça de Queirós

Luisa é uma moça de bem, justa, honesta e bem casada com Jorge. Seu marido, no entanto, vai viajar justamente quando um antigo primo, Basílio, que ela não via há anos, visita a cidade. Bonito, jovem e galanteador, o rapaz trata rapidamente de tentar se aproximar da moça que resiste durante um tempo, mas acaba cedendo aos caprichos do rapaz. Feliz por esse amor explosivo, Luisa descuida-se e deixa que Juliana, sua empregada, descubra deste caso. Assim, a empregada rouba as cartas e começa a chantagear Luisa que é submetida a diversas humilhações.
Um clássico da literatura de língua portuguesa, Eça reflete nesta obra as hipocrisias da sociedade burguesa em que amor e vida social são coisas incompatíveis. Problemático, irônico, mordaz, a obra mostra como, já no século XIX, a ideia de relacionamentos x amor estava fadada a uma crise. O fim de Luisa é a prova de que, na maioria das vezes, é impossível se viver um grande amor.

5- O Natimorto, de Lourenço Mutarelli

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A obra conta a história de um Agente musical que recebe uma cantora em sua cidade, chamada A Voz. Após leva-la para casa, sua esposa pede para que ela cante, mas ela é incapaz. Por ciúmes, Agente é expulso de casa e vai com a Voz para um hotel, onde promete amá-la para sempre e sequer sair daquele quarto. Entre idas e vindas da moça, o rapaz permanece trancado em um único cômodo esperando seu amor.
O mais interessante da obra está no fato de que os atos do Agente se refletem na utopia fria do que seria o amor: querer estar ao lado da pessoa amada por todo o tempo. No entanto, quando tornado realidade, isso se torna obsessivo e perturbador. Aparte isso, o livro, aos poucos, se reflete numa imensa história de amor.

Jabuti divulga lista de indicados em todas as categorias

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Publicado no UOL

Luíz Fernando Veríssimo concorre na categoria Contos e Crônicas

O resultado da apuração da primeira fase do 55º Prêmio Jabuti, reconhecimento literário mais importante do país, já foi divulgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Nesta primeira fase, foram classificados 10 finalistas de cada uma das 27 categorias integrantes dessa edição. A lista foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Parker & Randall.

O júri, formado por especialistas de cada categoria, foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto por José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes e Márcia Ligia Guidin.

A segunda fase (e última) avaliará e atribuirá notas a todas as obras finalistas da primeira fase. As três obras que receberem a maior pontuação dos jurados serão consideradas vencedoras em sua respectiva categoria, em primeiro, segundo e terceiro lugar.

A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2013 acontecerá dia 13 de novembro, na sede da CBL, em São Paulo.

Jovens autores

Luisa Geisler e Rafael Gallo, vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2011/2012, estão entre os finalistas do Jabuti 2013 nas categorias Romance e Conto/Crônica. Os jovens autores foram indicados com as obras Quiçá e Réveillon e Outros Dias, respectivamente. Os escritores aparecem ao lado de nomes como Daniel Galera, Zuenir Ventura, Luís Fernando Veríssimo e Sérgio Sant’Anna, entre outros.

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