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Dos 113 vencedores do Nobel de Literatura, apenas 14 são mulheres

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(foto: AFP / DANIEL ROLAND )

(foto: AFP / DANIEL ROLAND )

 

Apesar do avanço feminino na sociedade contemporânea, o preconceito persiste em escala globalizada

Marcia Maria Cruz, no UAI

A escritora Marina Colasanti, indagada se a atenção dada às questões do universo feminino a tornava feminista, apontou a impossibilidade de não se ocupar delas diante do cenário ainda desigual entre homens e mulheres também no campo da literatura. “Ocupo-me dessas questões porque nunca ninguém conseguiu me convencer de que não tenho o mesmo potencial, a mesma força, a mesma grandeza dos homens. E porque sempre achei que devia ter os mesmos direitos”, afirmou. É fato. A produção literária das mulheres ainda não alcançou a mesma visibilidade dos homens – pelo menos é o que indica o Prêmio Nobel de Literatura.

A premiação foi concedida a 113 pessoas. Apenas 14 mulheres a receberam desde 1901, quando foi criada pela Academia Sueca, conforme levantamento do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A primeira foi a sueca Selma Lagerlöf, em 1909, e a última a bielorrussa Svetlana Alexijevich, em 2015.

Uma das responsáveis pelo estudo, Márcia Rangel, doutoranda em ciência política, explica que, a partir dos dados oficiais dos vencedores, foram feitas categorizações por meio de fotos. Apesar da longevidade da premiação (115 anos), a diversidade de gênero e de raça é pouco expressiva. O perfil predominante é de brancos (94%), homens (88%) e europeus (69%). Mulheres constituem apenas 12% dos premiados, enquanto negros e asiáticos são 3% (cada).

A escritora Maria Esther Maciel, professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lembra que tanto o Nobel quanto outros prêmios literários não privilegiam as mulheres. A visão de que a literatura é prática masculina ainda persiste no senso comum, apesar de ter crescido a participação feminina em todos os gêneros literários, afirma.

“À mulher é negado esse espaço em decorrência de algo arraigado em nossa cultura”, diz Maria Esther, lembrando que em diferentes momentos a produção das escritoras teve pouca ou quase nenhuma visibilidade.

Várias autoras são valorizadas tardiamente – e até postumamente – em decorrência de movimentos de resgate de sua obra. Exemplo disso é a mineira Maura Lopes Cançado (1929-1993), com a reedição de livro O hospício é deus pela Editora Autêntica. Lançado em 1965, ele voltou às prateleiras cinquenta anos depois. Maria Esther lembra o caso da venezuelana Teresa de la Parra, que escreveu Ifigênia no início do século 20, questionando as estruturas patriarcais. “Essa obra é ícone da literatura feminista latino-americana, mas não teve repercussão nenhuma na Venezuela”, observa.

Para a escritora Letícia Malard, professora emérita da UFMG, desde a criação do Nobel, o número de escritoras centuplicou, reflexo de mudanças socioeconômicas e da escolarização feminina. “Para que as mulheres possam avançar na literatura é preciso que a sociedade avance em outras áreas. Não consigo dissociar as coisas”, observa. O fato de a mulher dar conta de três turnos – trabalho, casa e filhos – reduz o tempo que pode dedicar à escrita. “A que horas ela vai escrever? De onde tirará tempo para se aperfeiçoar?”, questiona.

Na avaliação de Constância Lima Duarte, professora da Faculdade de Letras da UFMG, as mulheres se tornam cada vez mais visíveis no campo literário. “Há apenas um século, a situação era bem diferente. A crítica acolhia com muita reserva os livros assinados por mulheres”, diz. Para ela, o fato de o Nobel ter contemplado poucas autoras revela a persistência da desigualdade de gêneros. “O preconceito arraigado nas mentalidades masculinas se torna visível no corpo de jurados”, diz. Outro ponto desfavorável é o fato de livros de escritoras que não escrevem em inglês terem pouca visibilidade.

A produção das brasileiras é bastante frutífera. Letícia Malard, que já foi jurada do Prêmio Jabuti, destaca nomes de diferentes gerações: Cíntia Moscovich, Maria Valéria Rezende, Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon. Ela chama a atenção para Beatriz Bracher e Maria Adelaide Amaral, na área de dramaturgia, e para jovens que se dedicam à literatura de diversão. “Paula Pimenta sabe escrever para os jovens”, destaca.

5 livros em que Lygia Fagundes Telles mostra que é um ícone literário

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PARIS;FRANCE - MARCH 24: Brazilian author Lygia Fagundes Telles poses while in Paris,France during a book fair on the 24th of March 1998. (Photo by Ulf Andersen/Getty Images)

Caio Delcolli, no Brasil Post

O cantor Bob Dylan foi anunciado nesta quinta-feira (13) como vencedor do Prêmio Nobel de Literatura deste ano.

Na disputa pelo prêmio, o Brasil foi representado por um de nossos ícones literários: Lygia Fagundes Telles, 93, escritora paulistana conhecida pelo estilo introspectivo e incisivo.

Além dos romances, a autora já publicou vários contos e crônicas, e também já trabalhou como tradutora e roteirista de cinema. Premiada, ela venceu o Jabuti quatro vezes – em 2001, 1996, 1974 e 1966 – e o Camões, em 2005. Em 1985, Telles foi nomeada membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se uma das poucas mulheres a ocupar uma cadeira na instituição.

A escritora pode não ter se tornado nesta semana a primeira de nosso País a vencer o Nobel, mas isso não a torna menos especial ou icônica. Para celebrar seu grande valor literário, o HuffPost Brasil lista abaixo alguns – dos vários – títulos já publicados por Telles.

1. As Meninas

No livro, Telles narra a história de três pontos de vista narrativos, das amigas Lorena, Ana Clara e Lia – todas vivendo em um pensionato de freiras –, para descrever tanto seus sentimentos e conflitos pessoais, quanto o crescimento durante a ditadura militar que o Brasil vivia à época em que As Meninas foi lançado, 1973.

2. Ciranda de Pedra

Neste provocante romance lançado em 1954, a autora aborda temas como eutanásia, suicídio e segredos de família. Ciranda de Pedra é protagonizado por Virgínia, caçula de três filhas e a única que retorna para a casa da mãe após a morte do pai. De seu ponto de vista, os segredos obscuros que sua família esconde sob a imagem de triunfo são trazidos à luz. A personagem coadjuvante Letícia é lésbica e compartilha com Virgínia uma relação com ares homoeróticos.

3. Verão no Aquário

Enquanto passa pelo verão mais quente e abafado de sua juventude, a angustiada Raíza considera a possibilidade de sua mãe, a escritora Patrícia, ter um caso com o atraente seminarista André. Isso intensifica os sentimentos de rivalidade e rejeição que a protagonista tem pela mãe – a protagonista decide, então, disputar André com Patrícia. Raíza segue se recordando de seu pai, que está morto, enquanto vê de dentro a imagem de uma família tradicional se quebrar em vários pedaços.

4. Antes do Baile Verde

É considerada pela crítica literária uma das melhores coleções de contos de Telles. Os temas das histórias são variados: vão de infidelidade conjugal até a obsessão de um personagem com uma tapeçaria antiga. A autora narra com maestria, dos mais variados pontos de vista, a crise de seus personagens de maneira tocante e envolvente.

5. A Disciplina do Amor

Este livro, considerado pela própria autora o seu melhor, traz Telles à vontade com a escrita de diversos gêneros entrelaçados nas mesmas peças literárias. A Disciplina do Amor é outro livro de contos da escritora, e um de seus mais aclamados.

Lygia Fagundes Telles é a primeira mulher brasileira indicada ao prêmio Nobel de Literatura

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Luciana Sarmento, no Brasil Post

A escritora Lygia Fagundes Telles, autora de clássicos como As Meninas e Ciranda de Pedra, foi indicada ao prêmio Nobel de Literatura. O nome da autora foi encaminhado nesta quarta-feira (3) pela União Brasileira de Escritores (UBE) à Academia Sueca e foi eleito por unanimidade pelos seus membros, de acordo com informações do UOL.

“Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção literária é inquestionável”, afirmou o presidente da UBE, Durval de Noronha Goyos, em nota à imprensa.

Nascida em São Paulo, Lygia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa, em 2005. Suas obras já foram traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco e tcheco.

Ariano Suassuna, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar estão entre os brasileiros que já foram indicados ao Nobel de Literatura ou tiveram seus nomes sondados. Nenhum deles, no entanto, levou o prêmio. Lygia é a primeira mulher brasileira a entrar nessa lista.

O anúncio do vencedor deve acontecer em outubro deste ano em Estocolmo, na Suécia. O prêmio de 2015 foi para a bielorrussa Svetlana Alexievich.

10 livros de Lygia Fagundes Telles que você precisa ler

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Lygia Fagundes Telles Créditos: Divulgação

Lygia Fagundes Telles
Créditos: Divulgação

 

“As meninas”, “Um coração ardente” e “Passaporte para China” são alguns dos títulos que merecem destaque

Publicado no Guia da Semana

Se você ainda não conhece Lygia Fagundes Telles ou nunca leu um de seus livros, pare o que estiver fazendo para ler esta matéria e escolha uma das obras abaixo para conhecer o mais rápido possível.

Para quem ainda não sabe, Lygia foi uma das primeiras mulheres a consquistar o diploma de Direito no Largo São Francisco e é uma das maiores escritoras brasileiras. Este ano, no alto de seus 92 anos, ganhou mais um prêmio, o Prêmio Fundação Conrado Wessel 2015, na categoria Cultura, sendo agraciada com R$ 300 mil.

Sua obra é hoje internacionalmente reconhecida, e para que você saiba mais sobre sua trajetória profissional e se apaixone por sua escrita, listamos 10 livros incríveis que você precisa ler. Confira:

AS MENINAS

Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. “As Meninas” colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas.

SEMINÁRIO DOS RATOS

Em “Seminário dos Ratos”, publicado pela primeira vez em 1977, a autora lança mão de toda a sua maestria narrativa para explorar regiões recônditas da psique e do comportamento humanos. Em várias das suas catorze histórias, ela se aventura pelo fantástico como modo privilegiado de acesso ao real. Mas o fantástico de Lygia recusa as facilidades do chamado realismo mágico, apresentando-se a cada vez de maneira diversa e surpreendente. Alternando tempos narrativos, passando com desenvoltura da primeira à terceira pessoa, usando com destreza o discurso indireto livre, Lygia Fagundes Telles atinge neste livro a proeza de conciliar uma construção literária altamente complexa com uma capacidade ímpar de comunicação com o leitor.

DURANTE AQUELE ESTRANHO CHÁ

Estes textos de origens, naturezas e épocas diversas, compõem um painel de memórias de Lygia Fagundes Telles, com destaque para seus encontros e diálogos com personalidades literárias que, de um modo ou de outro, marcaram a sua formação como escritora. A autora passa em revista as conversas com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, as visitas a Jorge Amado e Zélia Gattai, a amizade com Hilda Hilst, um diálogo com Jorge Luis Borges e uma entrevista concedida à amiga Clarice Lispector.

UM CORAÇÃO ARDENTE

Os dez contos reunidos neste livro foram publicados entre 1958 e 1981. Em “Um Coração Ardente”, um rapaz se apaixona por uma moça sem saber que ela é prostituta e, depois, tenta regenerá-la. Em “Biruta”, um menino órfão cujo único consolo e companhia é seu cão de estimação vê-se traído pela família que o adotou como uma espécie de agregado. Em “Emanuel”, o amante inventado por uma moça solitária em um mecanismo de defesa contra as zombarias das amigas acaba por ganhar existência real. “As Cartas”, por sua vez, narra o empenho de uma mulher para proteger a correspondência comprometedora de uma amiga com um político casado. Já o entrecho de “A Estrela Branca” é o transplante de olhos que devolveu a um cego a visão – mas não o controle sobre ela.

PASSAPORTE PARA A CHINA

Em 1960, delegações de todo o mundo participaram da festa do 11º aniversário do socialismo chinês. Embora não se considerasse comunista, Lygia foi incluída no grupo brasileiro e resolveu enfrentar o pânico dos ‘aviões a jato’. Antes de embarcar, ela recebeu outra proposta – enviar relatos da viagem para o jornal ‘Última Hora’. Daí surgiram 29 crônicas, que formam um diário de bordo, ambientado em várias cidades. O olhar da autora se demora em paisagens, monumentos, roupas, costumes. Mas as crônicas (mais…)

Lygia de todas as letras

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Às vésperas de completar 90 anos, a escritora faz das memórias uma contínua celebração da vida e lembra sua trajetória sempre marcada por ‘vocação e paixão’

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Mariana Timóteo da Costa, em O Globo

Lygia Fagundes Telles mora quase na esquina da rua Oscar Freire, em São Paulo. Sai pouco de casa mas, quando sai, gosta de conversar com leitores, a quem chama de cúmplices, adora quando eles vêm lhe tomar satisfação sobre um personagem. De quando em vez, janta fora com amigos. Vai quase toda semana ao chá da Academia Paulista de Letras. À Academia Brasileira, no Rio, vai pouco agora, porque anda de birra com aviões e aeroportos, “muitos cheios e apertados”. É avó duas vezes, de Lúcia e Margarida; bisavó de Marina e ainda fuma cigarro “quando dá aquela saudade”. Lygia é, sobretudo, escritora (acima, ela lê trecho do conto “A disciplina do amor”). Considerada uma das melhores ficcionistas brasileiras, autora de romances como “As meninas” e “Ciranda de pedra”, entre outros clássicos, gosta de “lutar com as palavras”, como dizia o amigo Carlos Drummond de Andrade. E comemora 90 anos no próximo dia 19 sem nunca ter parado de escrever, desde menina. Inéditos? Sim, ela tem. Festa? Não, ela não quer chá especial na Academia, nem vai ao Rio para as homenagens que acontecerão dia 18 no Instituto Moreira Salles (IMS), para onde doou seu acervo em 2004. Lygia, no entanto, agradece o carinho.

— Tenho birra de aniversário desde os 10 anos, quando já escrevia e minha mãe me preparou uma festa linda. Minhas amigas não apareceram. Eu era “alucinadote”, esqueci de dar os convites e só descobri quando a festa já tinha começado. Aniversário é uma data boa quando se é jovem. Depois da velhice brutal, chega, não quero mais.

O encontro acontece em seu apartamento. Quem lê assim esta frase, logo no início da conversa, pode achar que Lygia entristeceu. Bobagem. A “velhice brutal” é dita repleta de doçura, com um sorriso largo no rosto (“A Clarice Lispector, que quase nunca sorria, dizia para eu rir menos se quisesse ser levada a sério, mas não adianta, sou risonha mesmo”).

As frases vêm acompanhadas de presentinhos. Lygia oferece fotos, de 1941, com as amigas de da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (“éramos poucas e todas virgens, acabei me casando com um professor”, conta, lembrando sua união com Goffredo da Silva Telles Júnior, da qual nasceu seu único filho, Goffredo Neto, morto em 2006). Distribui, com dedicatória, seu livro preferido, “A disciplina do amor” (Companhia das Letras), reeditado com carinho por ela mesma em 2010 — além de vários recortes com textos seus e do segundo marido, o cineasta Paulo Emílio Sales Gomes. Lamenta não ter para dar a cópia de uma em que aparece, com Paulo Emílio, no túmulo de Karl Marx no Cemitério de Highgate, em Londres. A imagem foi capturada pelo jornalista Vladimir Herzog, em 1970, cinco anos antes de ele ser morto pela ditadura.

— O Paulo (fundador da Cinemateca Brasileira e morto em 1977) era comunista, amava o Marx, odiava o Getúlio Vargas. Quem me deu esta foto foi o filho do Herzog (Ivo) há pouco tempo. Guardarei para sempre.

Mesmo sem querer festa, Lygia usa a data para lembrar a vida. Tudo passa por “vocação e paixão”, expressão que repete sempre. São as memórias que a alegram, a fazem produzir e, especialmente, afastam qualquer medo da morte.

— Penso nos meus mortos, se vou estar com eles ou não.

Os mortos de Lygia já estão o tempo todo com ela, que não guarda datas porque, como já escreveu, “veio o vento e soprou o calendário”, mas conhece a riqueza dos detalhes. Ela quase não lê coisa nova, prefere reler Drummond, Manuel Bandeira, João Cabral e Melo Neto e Guimarães Rosa, que “me fazem companhia, gosto deles e não me esqueço”. As lembranças. Com Paulo Emílio, por exemplo, descobriu Pasárgada.

— Eu amava o poema do Manuel Bandeira, achava lindo e dizia para ele: que bom que você inventou essa Pasárgada! E ele me dizia: “Lygia, mas ela existe”. Eu não acreditava, até que eu e Paulo fomos ao Irã e a visitamos (a cidade da antiga pérsia). Voltei para o hotel e mandei logo um cartão para o Manuel: “Manuel, tinha Pasárgada mesmo!”. Sempre fui um horror em geografia.

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Com a amiga Clarice Lispector se divertiu num encontro literário em Bogotá. Imitando a língua presa de Clarice, Lygia conta que as duas fugiam para “beber e fumar” pelos bares colombianos.

— Clarice ficava louca com as esmeraldas colombianas, saíamos de braços dados pela Colômbia. Uns meninos ofereciam umas coisas para a gente na rua e a gente dizia: “Já somos loucas pela nossa natureza, não precisamos de nada mais”.

Clarice, aliás, é autora de um dos muitos eloquentes elogios feitos a Lygia ao longo de sua trajetória. “Com Lygia há o hábito de se escrever que ela é uma das melhores contistas do Brasil. Mas, do jeitinho como escrevem, parece que é só entre as mulheres escritoras que ela é boa. Erro: Lygia é também entre os homens escritores um dos escritores maiores”, escreveu Clarice certa vez. (mais…)

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