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Autor de best-seller infantil esnoba o politicamente correto

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O escritor americano Mac Barnett, autor de “Dois terríveis — Ainda piores” - Divulgação

O escritor americano Mac Barnett, autor de “Dois terríveis — Ainda piores” – Divulgação

 

O americano Mac Barnett lança no Brasil ‘Os dois terríveis — Ainda piores’ e diz que crianças merecem ‘arte de verdade’

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO — De passagem pelo Brasil para lançar “Os dois terríveis — Ainda piores” (Intrínseca) e um dos astros da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que termina hoje, o escritor de livros infantis americano Mac Barnett começou a se interessar pelo universo das crianças quando estava na faculdade e monitorava uma colônias de férias, na Califórnia.

Barnett era responsável pelos menores, de 4 anos, que se cansavam rápido das brincadeiras esportivas e iam se sentar ao seu lado na sombra das árvores. Era o momento em que, para passar o tempo — e dele e dos garotos —, Barnett inventava histórias. E dizia para as crianças que, nos fins de semana, era espião da rainha da Inglaterra. Logo, conta ele, virou uma celebridade entre os meninos e meninas que lhe perguntavam sobre suas aventuras como agente secreto.

A experiência de Barnett o levou a entender que as crianças aceitam a ficção como verdade, mas só até o limite do lúdico. Para o autor, esse é o grande tesouro da literatura. E, também por isso, não é fácil escrever para os pequenos:

— Falando muito sério. É fácil escrever um livro infantil, mas é muito difícil escrever um bom livro infantil. Crianças merecem arte de verdade, e arte de verdade é muito difícil de fazer! Elas não merecem “arte menor” ou “histórias menores”. O que faz boas histórias é honestidade, chegar ao centro da questão de como ser uma pessoa melhor. É difícil fazer isso. As vidas das crianças são diferentes das dos adultos, e acho que as experiências e verdades delas também são diferentes. Mas, claro, você quer chegar ao âmago dessa verdade, e isso é difícil.

“Os dois terríveis — Ainda piores”, escrito em parceria com John Rory e fartamente ilustrado por Kevin Cornell, dá prosseguimento à história dos amigos Miles Murphy e Niles Sparks, apresentados anteriormente em “Os dois terríveis”, os únicos integrantes do clube de pregação de peças do ficcional Vale do Bocejo. O primeiro livro teve os direitos comprados pela Universal para virar filme. A produção ainda não tem diretor escalado, mas Barnett acaba de escrever o roteiro.

Agora, no segundo livro, Miles e Niles pregam uma peça no diretor da escola, o senhor Bronca, que acaba sendo demitido, para ser substituído por, quem diria, o seu pai, também conhecido como senhor Bronca. A diferença entre ambos está no fato de que o veterano diretor não tolera nenhum tipo de alegria.

— Quando eu era criança, adorava pegadinhas, truques e jogos — conta o escritor, que no momento trabalha no terceiro livro da série, ainda sem título definido. — Eu acho que queria ser um pregador de peças, mas tinha medo de me envolver em problemas. Então, lia muito sobre isso. Para os adultos, há muitos filmes sobre trapaceiros ou grandes roubos a bancos, mas é diferente. Há uma dimensão política para uma pegadinha. É o último recurso dos oprimidos sobre quem tem poder. E as crianças, em geral, são as pessoas mais oprimidas da nossa sociedade.

Nesse caso, nem tudo são flores para Barnett. O autor também teve sua dose de críticas pelo teor politicamente incorreto do conteúdo dos dois livros, principalmente pelas ideias de pegadinhas aplicadas nos adultos. Mas ele ri de tudo isso:

— Quando vou às escolas, sempre há um professor no fundo da sala de aula balançando a cabeça em sinal de reprovação. Às vezes, um deles diz: “Você sabe o que acabou de fazer a essas crianças?”. E eu respondo: “Sim, claro, fiz com que eles lessem mais um livro!” Para mim, está tudo bem. As pessoas que menos gostam de brincadeiras assim são as principais vítimas.

Com best-sellers e youtubers, Bienal do Livro de SP anuncia programação

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Organização apresenta programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

Organização apresenta programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

 

Autor Mac Barnett e ilustradora Stefanie Harjes estão entre novos nomes.
Evento acontece entre 26 de agosto e 4 de setembro em São Paulo.

Cauê Muraro, no G1

Com presença de best-sellers estrangeiros e aposta em youtubers brasileiros, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo anuncia nesta terça-feira (26) sua programação. O evento acontece entre 26 de agosto de 4 de setembro, no Pavilhão de Exposições Anhembi.

Entre os novos nomes confirmados para a 24ª edição, estão o autor americano de literatura infanto-juvenil Mac Barnett, a ilustradora alemã Stefanie Harjes, o economista Ladislau Dowbor, a historiadora feminista Margareth Rago, o antrópologo Roberto DaMatta e o ganhador do prêmio Jabuti em 2015 Klévisson Viana.

Escritoras responsáveis por sucessos de vendas no exterior, a psicóloga americana Becky Albertalli, autora de “Simon vs. a agenda homo sapiens” e a irlandesa Marian Keyes, dos hits “Melancia”, “Sushi” e “Tem alguém aí?”, foram anunciadas pelo evento em junho, juntamente com Jennifer Niven, Kevin Hearne, Ava Dellaria, Tarryn Fisher, Lucinda Riley, Amy Ewing e Jen Sterling.

Best-sellers

Best-sellers nacionais e internacionais ocuparão o maior espaço da feira, a Arena Cultural. O desenhista Mauricio de Sousa, o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mario Sergio Cortella estão entre os brasileiros que participarão dos debates.

A área também dará destaque a youtubers, hoje considerados fenômenos editoriais no país. Estão na programação Kéfera Buchmann, Jout Jout, Lucas Rangel, PC Siqueira, Maju Trindade, Malena, entre outros.

O Espaço Ignácio de Loyola Brandão é destinado a discussões sobre temas ligados ao setor editorial, como direitos autorais, políticas públicas e hábitos de consumo.

Estão previstas ainda apresentações de música e teatro, exposições, atividades para as crianças e sessões de autógrafos. Pela quarta edição, a bienal terá também o espaço chamado “Cozinhando com Palavras”, que mistura culinária, literatura e cultura. A curadoria é novamente do chef André Boccato.

‘Histórias em Todos os Sentidos’
O tema da Bienal do Livro de São Paulo em 2016 é “Histórias em Todos os Sentidos”. Em nota, Luiz Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, descreve: “Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai”..

De acordo com a organização, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem mais de 280 editoras, expositores individuais e autores independentes.

Saiba mais sobre autores estrangeiros confirmados na bienal

Amy Ewing – sem data confirmada
Autora do segmento Young Adults e frequentadora da lista de best-sellers do jornal “The New York Times”, a americana Amy Ewing é famosa pela trilogia “A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é “The white rose”, sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, “The black key”, chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.

Ava Dellaira – 28 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil “Cartas de amor aos mortos” (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável do sucesso da autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, “17 years”, que deve sair em 2018.

Becky Albertalli – 3 de setembro, às 19h, na Arena Cultural
Psicóloca de formação, a americana Becky Albertalli é conhecida pelo livro “Simon vs. a agenda homo sapiens” (Intrínseca), que tem como protagonista um adolescente gay de 16 anos que vive o drama de assumir ou não a homossexualidade. A autora também foi, durante sete anos, orientadora de um grupo de apoio em Washington que atendia crianças com não conformidade de gênero.

Jen Sterling – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Best-seller do jornal “The New York Times”, Jen Sterling – ou J. Sterling – é conhecida pelo best-seller “O jogo perfeito” (Faro Editorial). A mesma editora lançou no Brasil “O jogo mais doce” e “Virando o jogo”. Na Bienal, debate com Tarryn Fisher.

Jennifer Niven – 27 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, “Por lugares incríveis” (Seguinte). Virou best-seller do jornal “The New York Times” e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning (“Super 8”) no papel da protagonista.

Kevin Hearne – 27 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de “Star Wars”. Escreveu “Herdeiro do Jedi” (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana “The Iron Druid Chronicles”.

Lucinda Riley – 3 de setembro, às 15h, na Arena Cultural
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda, que vem para lançar dois livros: “A garota italiana” (Arqueiro) e o terceiro volume da série “As sete irmãs” (Arqueiro).

Marian Keyes – 28 de agosto, às 11h, na Arena Cultural
Nascida em Limerick, na Irlanda, em 1963, a autora é uma das maiores best-sellers do Reino Unido. Traduzida para mais de 20 idiomas, já vendeu 30 milhões de cópias de seus livros, informa seu site oficial. Suas obras mais conhecidas são “Melancia”, “Férias!”, “Sushi”, “Casório?!” e “É agora… ou nunca!”, todos lançados no Brasil pela Bertrand Brasil, do Grupo Editorial Record. Por aqui, os livros de Marian venderam 1 milhão de cópias.

Tarryn Fisher – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Outra best-seller do “The New York Times”. Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia “Love me with lies”. O volume incial, “A oportunista” (Faro Editorial), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão “A perversa” e “O impostor”. No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram “Marrow”, escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.

Yeonmi Park – 26 de agosto, às 19h, na Arena Cultural
A norte-corena escreveu, com ajuda de Mryanne Vollers, a biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade” (Companhia das Letras), em que conta sua fuga, aos 13 anos, da Coreia do Norte. Nascida na cidade de Hyesan em 1993, Yeonmi hoje mora em Nova York, nos Estados Unidos, e trabalha na organização Liberty in North Korea (LiNK), que atua no resgate de norte-coreanos refugiados na China.

Bienal de Livro de São Paulo 2016

Quando: de 26 de agosto a 4 de setembro
Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana)
Ingressos: R$ 20 (visitas de segunda a quinta-feira) e R$ 25 (visitas de sexta-feira a domingo)
Onde comprar: site da Tickets For Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços)
* Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam ingresso

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