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Filho leva mãe de 52 anos à escola e comove a Web

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Jovem aprendiz conta na Internet a emoção da mãe no primeiro dia de aula no Ensino Fundamental de uma escola pública do Rio. ‘Agora é a vez de retribuir’, disse

Caio Barbosa, em O Dia

 'Ela adorou a escola, os professores. E me impressionou a alegria em voltar me mostrando os trabalhos que fez', Vanderson Nascimento, 22 anos, filho da Dona Marília Reprodução Facebook

‘Ela adorou a escola, os professores. E me impressionou a alegria em voltar me mostrando os trabalhos que fez’, Vanderson Nascimento, 22 anos, filho da Dona Marília
Reprodução Facebook

Rio – Uma simples foto retratando um imenso gesto de carinho fez sucesso nas redes sociais esta semana, com mais de 40 mil curtidas e 15 mil compartilhamentos. Funcionário do programa Jovem Aprendiz, do Metrô Rio, Vanderson Nascimento, de 22 anos, mostrou ao mundo uma foto com a sua mãe, Dona com o uniforme completo da rede municipal de ensino rumo ao seu primeiro dia de aula. Aos 52 anos, Marília é a nova matriculada na Escola Municipal Presidente Juscelino Kubitschek, em Manguinhos. Foi o bastante para o sucesso.

Na postagem, Vanderson transcreveu o diálogo que teve com a mãe, que trabalha como diarista, no fim da tarde de segunda-feira. “Mãe, são 17h, já está na hora de se arrumar”, disse. A mãe respondeu: “Você vai lá comigo?”. Ele respondeu “Tá bom, mãe. Vou, sim”. E encerrou com a seguinte mensagem no post: “Olha, ela já fez e ainda faz tanto por mim que agora chegou a minha vez de fazer por ela”, escreveu.

O jovem contou que decidiu postar a foto para que outros jovens se sensibilizem com o sonho de seus pais. E se espantou com o sucesso da publicação no Facebook. “Eu estava voltando da igreja e não entendi nada quando os amigos me pararam para dizer que o post estava bombando em toda a internet. Abri para ver e estava mesmo. Foi uma alegria muito grande não só para mim, como para a minha mãe. Ela ficou muito emocionada com as mensagens, os comentários. Tudo isso serviu como um incentivo a mais para ela”.

Vanderson explicou que sua mãe só havia conseguido estudar na infância, até a segunda série do Ensino Fundamental. Ela tentou voltar aos estudos, mais tarde, mas nunca teve condições de conciliar trabalho, longe de casa, com escola e a criação dos filhos. O drama de Dona Marília chegou ao fim na segunda-feira, dando lugar ao sonho de frequentar os bancos escolares.

“Ela adorou a escola, os professores. Estava muito emocionada. Eu também fiquei. E me impressionou a evolução dela e a alegria em voltar me mostrando os trabalhos que fez. Me fez lembrar de quando eu fazia isto com ela. Agora é a vez de retribuir”.

Mãe se fantasia de pai para que filho não perca evento na escola nos EUA

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Reprodução Whitney é mãe de dois filhos

Reprodução Whitney é mãe de dois filhos

 

Publicado no Virgula

Uma mãe resolveu se “disfarçar” como um homem para ir até um evento escolar de seu filho mais velho, chamado Dads and Dunuts, que é só para os pais.

“Quando eu me tornei mãe solteira, há mais de três anos, eu fiz uma promessa de que faria tudo o que estivesse ao meu alcance. Isso significa muitas vezes sair da minha zona de conforto para dar ao meu filho uma vida ‘normal’”, escreveu Whitney Kittrell, de Utah (EUA), no Facebook.

Reprodução/Facebook Mãe se veste com pai para evento escolar do filho

Reprodução/Facebook Mãe se veste com pai para evento escolar do filho

 

Por isso, quando seu filho chegou com um convite Arrowhead Elementary School para o evento dos pais, ela fez a única coisa que podia: se vestir como um pai, incluindo desenhar um cavanhaque e usar um boné. “Pintei o cavanhaque e fui tomar café com meu filho. Eu estava um pouco envergonhada, mas eu não consegui não sorrir quando ele me apresentou para os colegas: ‘esse é minha mãe, mas ela é o meu pai também, então, eu trouxe ela’”, contou.

Whitney e seus filhos

Whitney e seus filhos

Muita gente se identificou com Whitney e seu post já foi curtido mais de 200 mil vezes e compartilhado por mais de 100 mil pessoas. “Você é maravilhosa! Minha mãe costumava fazer isso também! Você está no caminho certo”, comentou uma jovem. “Isso tudo é muito doce. O que ele falou me fez chorar”, completou uma outra.

Mãe de atriz de “Gossip Girl” é presa por atraso na devolução de livro

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Tika Sumpter reclamou em rede social de rigidez de justiça americana

Publicado na Marie Claire

Tika Sumpter, atriz que fez parte do elenco do seriado “Gossip Girl”, revelou que sua mãe, Janice Acquista, foi presa por ter devolvido um livro depois do prazo em uma biblioteca da Carolina do Norte.

Tika Sumpter e a mãe (Foto: Getty Images)

Tika Sumpter e a mãe (Foto: Getty Images)

 

“Faça de tudo para devolver seus livros na hora certa na Carolina do Norte. Minha mãe acabou de ser presa por ter uma multa de 10 dólares por um livro não delvolvido no tempo certo. Passar do tempo de entrega de um livro não deveria ser motivo para isso”, reclamou atriz em sua rede social. Casos de prisões por atraso na devolução de livros já foram vistos no Texas e Michigan.

Emoção! Filha presenteia mãe de cem anos com formatura escolar que ela nunca teve

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Senhora

Publicado no Amo Direito

Uma mulher de 100 anos ganhou um presente de aniversário inesperado: a formatura do ensino médio que ela não teve. Clare Picciuto deveria ter iniciado o segundo grau em 1930. No entanto, a ‘Grande Depressão’ da época atingiu inúmeras famílias americanas e, com dificuldades financeiras, os pais de Clare pediram que ela abandonasse os estudos e começasse a trabalhar.

“Os irmãos dela foram autorizados a continuar com a sua educação, e ela sempre lamentou o fato de não não ter conseguido. Mas enunca perdeu seu amor pelo aprendizado”, disse a filha de Clare, Deborah Picciuto, de 59 anos, em entrevista à ABC News.

Ainda segundo Deborah, a mãe sempre a ensinou – e mais tarde, também às suas filhas – sobre a importância da leitura e do estudo.

“Ela esteve em muitas formaturas: a da minha escola, faculdade e mais um monte das minhas filhas. Então, eu quis dar a ela a sua própria formatura”, disse.

Deborah surpreendeu sua mãe na quarta-feira, quando Clare foi para um jogo de bingo. Ela não ganhou o jogo, mas se sentiu a grande vencedora do dia quando o superintendente das Escolas Públicas de Leitura do Norte se aproximou dela com um capelo e uma veste, uma medalha de honra e um diploma de segundo grau honorário.

“Eu disse a ela que, na minha opinião, suas experiências de vida tinham feito dela merecedora do diploma. Clare é tão articulada, nítida e positiva. Ela é verdadeiramente representante de todas as coisas que a gente deve aspirar”, disse o superintendente Jon Bernard.

Fonte: extra globo

Mães universitárias falam sobre a batalha para continuar estudando

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Beatriz Vichessi, no UOL

Engravidar transforma a rotina de qualquer mulher. Se a mamãe em questão é uma universitária, a maternidade representa um desafio a mais. Não se trata apenas de ajustar as tarefas e leituras à atenção que o bebê demanda. Na maior parte das vezes, ela precisa fazer isso sem o apoio da instituição onde estuda.

Embora a Lei 6.202 estabeleça o direito da mãe estudante ao regime domiciliar durante três meses a partir do oitavo mês de gestação (o que significa basicamente estudar à distância ou ter um esquema diferente de entregas de atividades, previamente combinado) e garanta o direito da prestação dos exames finais. Na prática, as instituições de ensino não têm políticas claras para essa situação: deixam nas mãos de cada professor o acerto sobre como fazer as atividades de casa e repor avaliações.

Também é comum encontrar dificuldades para expedir a licença (de afastamento do curso) ou aceitar atestados. Espaços adequados para troca de fralda e amamentação são outra raridade.

Por conta de todos esses percalços, muitas estudantes acabam trancando a matrícula do curso, atrasando a formatura ou obtendo notas menores do que a média. E para piorar há quem seja submetida a constrangimentos, como mostram os relatos abaixo:

imagem: Arquivo Pessoal

imagem: Arquivo Pessoal

Aline Shirazi Conte, 27, mãe de Laura, 4, e Heloísa, 1 ano e 4 meses

“No ano passado, fui pega de surpresa ao chegar para fazer uma prova na faculdade e descobrir que meu nome tinha simplesmente sumido da lista de presença. Estava de licença da faculdade por causa da gravidez da minha segunda filha. Não assistia às aulas, mas fazia os trabalhos e ia à instituição no dia das provas. O professor dessa disciplina me deu muitas faltas e, para piorar, meu nome, por uma falha no sistema da universidade, sumiu da lista de presença. Eu me formaria em dois meses, e aquela avaliação era muito importante para o meu currículo. Assinei atrás da lista, fiz a prova e formalizei minha reclamação por escrito. Cheguei em casa muito revoltada com a situação e escrevi um post no Facebook contando o que havia acontecido. Tinha me preparado para a prova, apesar das dificuldades em conciliar a criação de duas meninas e estudar. Não era justo que fosse proibida de fazer o teste. Na ocasião, disseram que eu estava sujando o nome da USP (Universidade de São Paulo), mas não é verdade. Estava fazendo uma reclamação legítima e deixei claro que a postura desse professor não era compartilhada por todos os docentes. Depois, fiquei sabendo que, apesar da lei, a diretriz da USP estabelecia que fica a cargo do docente decidir se libera a aluna ou não das aulas por conta de ela ter filhos pequenos. Isso é um absurdo porque a estudante fica à mercê da sensibilidade do docente. Com a polêmica do meu caso, a universidade alterou essa norma e agora toda gestante a partir do oitavo mês pode tirar licença integral e fazer as atividades à distância.”

[Na foto, com as filhas e o marido Vinícius Shirazi Conte]
Jaqueline Batista, 31, mãe de Davi, 2 anos e 10 meses

“Estou prestes a me formar em gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi. Chegar até aqui não foi fácil. Quando comecei a faculdade, meu filho tinha um ano e um mês. As aulas iniciaram no mesmo mês que ele começou na educação infantil. Foi um grande baque para nós dois. Ele nunca tinha ficado sozinho e, como também estudo à tarde, não consegui ficar para fazer a adaptação dele na creche. Minha rotina é bastante exaustiva. Parece fácil, pois não trabalho, mas não é. Acordo todos os dias às 5h30, dou conta das tarefas de casa sozinha, cuido dele e tento ler os textos entre uma tarefa e outra. Quase nunca tiro notas altas na faculdade porque não tenho tempo para estudar. Recentemente, meu filho foi internado com pneumonia. Na mesma semana, eu e meus colegas de classe tínhamos uma atividade em grupo. Alguns cozinhavam, enquanto outros assistiam e tiravam dúvidas.

Precisei me ausentar em duas apresentações e perdi quatro pontos. Levei o atestado do meu filho para o professor, mas não adiantou, pois perdi a pontuação dos dias da apresentação. Não tirei uma nota final ruim, mas ela poderia ser melhor se eu tivesse tido a chance de fazer alguma atividade para compensar o que não fiz. Só que o professor não me deu essa possibilidade.”

imagem: Arquivo Pessoal

imagem: Arquivo Pessoal

Jamille Gomes, 22, mãe de Alice, 1 ano e seis meses

“Engravidei aos 20 anos quando cursava o quarto ano de pedagogia na UFV (Universidade Federal de Viçosa), em Minas Gerais. No início da gestação, ia às aulas e, quando passava mal, levava os atestados e minhas faltas eram abonadas. Os professores eram compreensivos comigo. Os combinados sobre trabalhos e provas são feitos diretamente com os professores, então, fica muito na mão deles decidir se vão repor uma ou outra atividade. Mas nem tudo correu bem. Um dos meus professores só dá nota por meio de provas, não pede trabalhos.

Conversei com ele e combinamos que, se eu não pudesse ir à faculdade no dia das avaliações, marcaríamos novas datas. Só que descobri pelas mensagens do grupo da faculdade que ele passou uma atividade surpresa e lançou a nota como se fosse prova. Perdi essa avaliação, mas achei que ele daria a minha nota considerando a prova que nós combinamos que eu faria no fim do semestre. Na ocasião, deixei a minha filha com 22 dias de vida com a minha mãe e fui para a faculdade. Chegando lá, o professor disse que não daria a nota da atividade. Não quis discutir para não me prejudicar, mas isso baixou a minha média, o que pode me prejudicar quando eu quiser concorrer a um estágio ou a um projeto de pesquisa. Outro problema aconteceu quando o período a licença [prevista na Lei 6.202] terminou.

Alice estava com três meses –ela nasceu em novembro e o afastamento pegou as férias da universidade. Verifiquei previamente quais seriam os professores que me dariam aula e fui conversar com eles antes do início do semestre. Avisei que minha filha era um bebê, não tinha com quem deixá-la e teria de levá-la para a aula algumas vezes. Teve uma professora que entendeu. Outros liberaram que ela ficasse comigo e permitiram que eu amamentasse em aula, já outros pareceram se incomodar. Decidi fazer menos disciplinas do que o normal e só me matriculei naquelas cujos professores entenderam a minha condição. Alguns colegas me criticaram. Outros foram mais compreensivos e até pegavam ela no colo durante as aulas. Também recebi olhares tortos por não conseguir cumprir minha parte nos trabalhos em grupo.”
Valquiria Santos da Silva, 27, mãe de Lívia, 8, e Sofia, 2

“Quando comecei o curso de ciências biológicas na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Porto Alegre (RS), minha filha tinha cinco anos. O contexto era favorável: meus pais não queriam que eu deixasse de estudar e ficavam com ela. No terceiro semestre do curso, descobri que estava grávida novamente. Na mesma época, meus pais mudaram de cidade e eu me vi grávida, com uma filha pequena e fazendo um curso universitário integral. Antes da segunda nascer, pesquisei na internet e descobri que poderia pedir licença. A secretaria do curso nem sabia como protocolar o pedido. Durante o meu afastamento, não assisti às aulas. Só acompanhava as atividades pela plataforma on-line. Minha filha nasceu em maio e, em junho, tranquei o curso. Era impossível conciliar as aulas e a maternidade. Logo percebi que não ia conseguir participar das viagens de campo nem concluir a graduação. A solução foi abandonar a biologia e mudar de curso. Depois de um semestre parada, comecei a fazer psicologia. Ao pedir transferência, a direção questionou se eu ia mesmo conseguir estudar já que havia deixado o curso anterior. Foi um pouco constrangedor. Eles insistiram que psicologia era um curso denso, com alta carga de leituras. Mas consegui convencê-los que daria conta. Estou no terceiro semestre do período noturno. No primeiro ano, cursei o menor número possível de disciplinas (duas) para continuar amamentando a criança. Também deixei de cursar uma disciplina no sábado porque as aulas aconteciam no horário das reuniões da escola da filha mais velha. Como não tenho como justificar essa falta para a professora da matéria, cancelei minha inscrição. Por conta de tudo isso, vou demorar mais do que os cinco anos regulares para me formar. Acho que a faculdade deveria ter uma creche ou reservar um espaço para as alunas que são mães. Isso daria mais segurança para estudar, enquanto os filhos estão por perto, e não atrasaria os estudos.”

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