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Emoção! Mãe engraxate supera obstáculos e vê filho aprovado no exame da OAB

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Engraxate

Publicado no Amo Direito

Desde os 6 anos de idade, Juliano da Silva Dias dizia que seria advogado. Hoje, aos 22, está prestes a obter o diploma de bacharel em Direito. Ainda estudante da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), já foi aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com nota máxima – como estampa a faixa fixada no prédio onde mora, no bairro Rubem Berta, Zona Norte de Porto Alegre. Conquistas que ele atribui à mãe, Vera, única mulher engraxate da Praça da Alfândega.

“Não é um sonho individual, é o nosso sonho, a nossa realização, isso não é uma conquista minha, é uma conquista nossa, da nossa família como um todo”, diz Juliano.

Vera Regina Pereira da Silva, de 54 anos, estudou até a 8ª série do Ensino Fundamental e não teve a oportunidade de ir para a universidade. Por isso, a realização do sonho de Juliano também é a realização do sonho dela.

Há uma década, ela trabalha como engraxate na Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre. Sempre que ela lustra um dos sapatos, lembra do filho.

“Aqui senta juiz, desembargador, ministro, deputado, e eles perguntam da minha vida. Eu falo, e às vezes pego conselho (…), e o Juliano sempre foi de escutar”, conta. Hoje, a mãe recebe os parabéns da clientela pelo filho.

“Representa muitas mães que vivem essa situação, e também têm essa vitória vendo seu filho chegar ao que ela imaginava em um determinado momento”, destaca Ricardo Breier, presidente da OAB.

“Esse é um exemplo de meritocracia, dificuldades financeiras e social, mas existe uma base familiar muito importante de princípios”, resume Breier.

Conseguir uma vaga em universidade particular só foi possível por causa de uma bolsa do ProUni. Mas ainda faltava dinheiro para outros gastos. Nada que os desanimasse.

“Nesse meio tempo, bateu a dificuldade, porque é terno, é sapato…”, lista a mãe. “Eu sempre dei um jeito, jamais coloquei a dificuldade como um marco que me impedisse de fazer algo, pelo contrário, eu sempre vi na dificuldade um obstáculo e um desafio a enfrentar a correr atrás. Então a dificuldade era uma motivação”, afirma o filho.

O bairro Rubem Berta, onde vive a família, é uma das regiões mais violentas de Porto Alegre. Outro obstáculo enfrentado por Juliano e pela mãe.

“Realmente, é uma região bem complicada. Desde pequeno eu sempre tive esse contato com amigos de boa e má índole, inclusive amigos que hoje, ou estão mortos, ou estão presos. Mas desde o início eu sempre tive uma criação e uma mãe bem general”, reconhece ele.

“Onde a gente mora, a gente sabe que tem crianças que não têm oportunidade, e às vezes o menino desiste no meio caminho de estudar porque a mãe tem dificuldade, o pai tem dificuldade, e ele tem que trabalhar e abandona os estudos”, completa Vera.

Faixa parabeniza Juliano pela aprovação no exame da OAB (Foto: Reprodução/RBS TV)

Faixa parabeniza Juliano pela aprovação no exame da OAB (Foto: Reprodução/RBS TV)

 

No meio do caminho, os dois ainda tiveram de enfrentar o preconceito. “Eu estava sentada na minha cadeira, tinha dois clientes nas minhas costas, e eu escutei quando um falou pro outro assim: ‘olha como tá o nosso Brasil, até filho de engraxate tá entrando na faculdade’. E uma outra seguidora disse na internet: ‘o seu filho tá recebendo as nossas migalhas pra fazer faculdade’”, conta a mãe.

“Esses comentários discriminatórios, eles realmente existem e me motivam mais ainda. Me fazem me empenhar mais e me dedicar mais, e mostrar pra essas pessoas o quão erradas elas estão quando proferem esse tipo de argumento. O filho da engraxate amanhã vai estar à disposição delas e de toda a sociedade para contribuir, para se dispor no que for preciso”, encerra Juliano, que se formará ainda neste semestre.

Por Natália Fruet
Fonte: G1

Mãe usa batalha naval para ensinar tabela periódica a seus filhos

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Ensino de elementos vira brincadeira na casa dos Tripp (Foto: Karyn Tripp / Arquivo Pessoal)

Ensino de elementos vira brincadeira na casa dos Tripp (Foto: Karyn Tripp / Arquivo Pessoal)

 

Claudia Fusco, na Galileu

Mãe de quatro filhos, todos educados em casa, a americana Karyn Tripp decidiu inovar na hora de ensinar química a seus filhos: transformou a tabela periódica em um mapa de batalha naval. Os jogadores devem circular linhas de dois a cinco elementos para demarcar suas embarcações, e então brincar usando as coordenadas, como em um jogo normal.

Para Tripp, a brincadeira virou uma forma divertida de ensinar os elementos, mesmo para quem ainda não aprendeu o que eles significam. “Minha filha de oito anos não sabe química, mas gostou muito do jogo”, contou a mãe, orgulhosa. “Adoro meu tempo com eles, pois posso vê-los crescer, explorar e aprender”. Confira mais fotos abaixo:

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Foto: Karyn Tripp / Arquivo Pessoal)

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Foto: Karyn Tripp / Arquivo Pessoal)

A importância de ler para o bebê desde a barriga

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Quando realizada em um ambiente tranquilo, a leitura induz o desenvolvimento de partes importante do cérebro do bebê (Foto: Shutterstock)

Quando realizada em um ambiente tranquilo, a leitura induz o desenvolvimento de partes importante do cérebro do bebê (Foto: Shutterstock)

Mesmo na fase intrauterina, o bebê é estimulado pelas vibrações produzidas durante a leitura

Juliana Malacarne, na Revista Crescer

Além de divertir e ampliar horizontes, a leitura estimula o desenvolvimento e o raciocínio. Se você quer incentivar seu filho a ter esse hábito, a dica é começar o mais cedo possível, quando ele ainda estiver na barriga. Já nesse momento, ele é capaz de captar as vibrações emitidas. “Estudos mostram que, mesmo antes de o feto nascer, ele já consegue identificar a emoção das palavras”, afirma a fonoaudióloga Sueli Yoko Nakano, do Hospital Sepaco (SP). Além disso, contatos sonoros dos pais com a criança, em tom harmonioso, como conversar, cantar e ler historinhas, ajudam a estabelecer um laço entre o bebê, a família e o ambiente externo.

Depois do nascimento, é importante dar prosseguimento à atividade, pois apesar de a criança ainda não compreender o significado das palavras, elas servem como estímulo para o desenvolvimento. “Na fase inicial, não importa o tipo de conteúdo”, explica Sueli. Segundo ela, pode-se recorrer à própria leitura do cotidiano, como jornais e revistas, desde que seja empregado um tom de voz cadenciado e melodioso.

Após o quarto mês de vida, a leitura pode ser associada a estímulos visuais, como figuras coloridas. Nessa fase, que dura até cerca de 2 anos de idade, quando a criança começa a falar, é recomendado dar aos pequenos livros de pano ou de plástico, que podem ir à boca sem problema. O ideal é que eles tenham diferentes texturas, cores e até cheiros, que são um ótimo estímulo às funções sensoriais.

Quando realizada em um ambiente tranquilo, a leitura induz o desenvolvimento de partes importante do cérebro do bebê e o acalma ao reconhecer o timbre e a cadência da voz. Em junho deste ano, uma pesquisa apresentada no encontro anual da Pediatric Academic Societies (PAS) mostrou que o estímulo precoce muda a maneira como o cérebro processa as histórias, aumentando as chances de formar um leitor ávido. O estudo contou com a participação de 19 crianças em idade pré-escolar, de 3 a 5 anos, sendo que 37% delas vieram de famílias de baixa renda.

Os resultados mostraram que, quanto mais consistente era a exposição à leitura em casa, mais áreas cerebrais que suportam o processo semântico (isto é, de atribuição de significado a frases e palavras) foram ativadas pela narrativa.

A pesquisa concluiu ainda que a ação tem forte influência no desenvolvimento das áreas cerebrais ligadas à elaboração de imagens mentais, que permitem à criança enxergar a história dentro de sua própria cabeça. Quanto maior essa capacidade, maior costuma ser o prazer ao ler. Ou seja, se você pretende fazer da leitura um hábito na sua família, comece agora mesmo!

Exposição mostra correspondência entre Carlos Drummond de Andrade e sua mãe

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Cartas do escritor para Julieta começam a ser exibidos nesta terça-feira, em BH. Os documentos serão mostrados ao público pela primeira vez

Carolina Braga, no Divirta-se
cartas de Carlos Drummond para sua mãeComo um garimpeiro, Marconi Drummond anda à caça de tudo que possa preservar a memória do primo ilustre, o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Depois de encontrar em Lavras, Sul de Minas, importante lote de cartas escritas pelo poeta, muitas delas endereçadas à mãe, Julieta, chegou a hora de o público ter contato com esse rico acervo, acrescido de novas descobertas. Será a oportunidade de conhecer as respostas dadas às cartas encaminhadas pelo poeta à mãe. Uma intimidade inédita que estará aberta à população a partir de terça-feira, na exposição QuasePoema – Cartas e outras escrituras drummondianas.

Há cerca de um mês, Marconi Drummond e Fabíola Moulin, responsáveis pela curadoria da mostra, começaram a organizá-la. Por uma curiosidade – ou instinto investigador –, eles foram para o Rio de Janeiro consultar dois acervos. A primeira parada foi na Fundação Casa Rui Barbosa, que, mesmo com inventário muito organizado, não foi produtiva. Já na segunda tentativa, no Instituto Moreira Salles, Marconi se deparou com um tesouro.

“Conseguimos casar algumas cartas do filho com algumas da mãe. Respostas a perguntas e até comentários sobre mensagens anteriores. É uma grande rede de correspondência afetiva entre mãe e filho”, diz. Será a primeira vez que 88 documentos e cartas escritas por Drummond serão apresentados ao público. Ao acervo do Memorial Carlos Drummond de Andrade se somam as 28 cartas assinadas por dona Julieta Augusta Drummond.

Será um encontro da afetiva poesia postal entre mãe e filho. Uma instalação vai projetar as cartas em mesas antigas. Os escritos em papel também estarão no local, assim como fotografias e outros documentos familiares. Na sala também haverá a exibição do documentário Consideração do poema, com Caetano Veloso, Fernanda Torres, Gregório Duvivier, Drica Moraes, Laerte, Chico Buarque e Marília Pêra, entre outros, recitando trechos da obra do poeta.

Carlos Drummond de Andrade saiu de Belo Horizonte em 1934 para trabalhar no Rio de Janeiro. Vinha com certa frequência visitar a família, mas a comunicação se dava sobretudo por via postal. Pelas cartas, o tom carinhoso era recíproco. “Minha boa mãe” era como ele iniciava a mensagem, por vezes assinada como Carlitos. Ela, por sua vez, respondia “Meu bom Carlos” e frequentemente terminava com “a bênção da tua mãe muito amiga de coração, Julieta”.

Como Marconi Drummond observa, mãe e filho quase nunca fazem referência a questões literárias. “Ele também não compartilha com ela sua vida emocional e de funcionário público”, conta. O que comentam tem mais a ver com as rotinas da vida em Itabira e no Rio de Janeiro, as mudanças trazidas pela guerra e assuntos de natureza prática.

Em uma das cartas, Julieta Drummond fala do início da atividade mineiradora em Itabira. “Ela escreve para o filho dizendo que a cidade estava vivendo um clima progressista e ela estava feliz com isso, mas atenta e receosa pela desconfiguração do cenário da infância dele”, comenta o curador. “É um Drummond visto por uma ótica absolutamente inédita. É um filho afetuoso na sua mais absoluta intimidade.”

Coleção preciosa

As cartas adquiridas pela Fundação Carlos Drummond de Andrade foram compradas em outubro do ano passado do jornalista e empresário Eduardo Cicarelli, de Lavras, que guardou os documentos durante 20 anos. Ele é colecionador de selos e foi graças ao hábito de comprar exemplares antigos que descobriu o acervo de cartas da família Drummond. O lote de documentos pertencia a Ita, a cunhada de Drummond, que, por sua vez, herdou as cartas da sogra, Julieta Augusta, mãe do poeta.

O lote tem 212 itens, entre cartas, fotografias, bilhetes, postais e telegramas. Estão datados entre 1915 e 1986. Quando chegou a Itabira, o material foi higienizado, separado em plásticos adequados e guardado em caixas. Segundo Marconi Drummond, por enquanto não há previsão de itinerância da mostra QuasePoema – Cartas e outras escrituras drummondianas. “Acho que deveria, pelo ineditismo desse encontro. Nem eles mesmos viram essas cartas juntas. É muito bonito promover essa aproximação poética entre mãe e filho”, conclui o curador.

QUASEPOEMA – CARTAS E OUTRAS ESCRITURAS DRUMMONDIANAS
Do dia 18 deste mês a 18 de janeiro de 2015. Casa Fiat de Cultura, Praça da Liberdade, 10, Funcionários, (31) 3289-8900. Terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Entrada franca.

Por sonho de cursar faculdade, mãe e filhos estudam juntos para o Enem

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Por sonho de cursar faculdade, mãe e filhos estudam juntos para o Enem (Foto: Camilla Motta/ G1)

Por sonho de cursar faculdade, mãe e filhos estudam juntos para o Enem (Foto: Camilla Motta/ G1)

Aos 48 anos, Ester Faria voltou a estudar e divide os estudos com os filhos.
Sonho da cozinheira é cursar assistência social para ajudar as pessoas.

Publicado no G1
Mãe de dois jovens estudantes que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a auxiliar de cozinha Ester da Silva Faria, de São José dos Campos, encontrou na dedicação dos filhos aos estudos a oportunidade de realizar o sonho de cursar uma faculdade. Aos 48 anos, Ester voltou a estudar e divide a rotina de preparação para o exame com os filhos.

Para assimilar as matérias, Ester tem os filhos como aliados – Igor Torres da Silva Faria, de 19 anos, que quer cursar medicina, e Iani Torres da Silva de 18 anos, que sonha em ser advogada. A opção da mãe é o curso de assistência social. O trio se reúne diariamente para estudar.

Para a filha, a rotina de estudos tem sido gratificante e uma forma de retribuir o aprendizado. “É bem diferente, faz tempo que ela [minha mãe] não estuda. Ela ensinava para a gente a ler e a escrever, agora a gente que está fazendo isso”, afirma Iani.

A rotina de preparo para a prova é intensa e para Ester começa cedo, antes de ir para o trabalho. “Eu começo a estudar cedo, minha filha chega da escola 12h, almoça e já recomeçamos o estudo. Só paro quando vou trabalhar às 16h”, disse a cozinheira que terminou o ensino médio há 20 anos.

O filho mais velho diz que sempre acompanha os estudos da mãe. “Quando ela tem dúvida, eu sento e explico. Quando eu saio, deixo uma vídeo-aula ensinando a fazer os exercícios. Quando chego, corrijo e falo para ela o que ela acertou e errou. Eu pego no pé dela”, disse Igor. As vídeo-aulas são selecionadas por Igor na internet.

Sonho
O sonho da auxiliar de cozinha de se formar assistente social tem como inspiração a possibilidade de ajudar mais as pessoas. “Eu me identifico muito com a área, já faço trabalhos voluntários na igreja que frequento, agora que tenho mais tempo quero explorar essa vontade de ajudar o próximo, as pessoas mais carentes, dando uma força e oportunidade de vida. Com a faculdade vou conseguir realizar esse sonho”, avalia.

O primeiro passo para que ela consiga cursar assistência social é o Enem, que será realizado no dia 8 e 9 de novembro. Ester afirmou que sabe da importância da prova, mas que está tranquila. “Acho que vou ficar mais nervosa no dia, por não saber na prática o que me espera, mas sei que com a ajuda dos meus filhos vou estar preparada”, concluiu.

(*) Colaborou Camilla Motta

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