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Posts tagged MáGico De Oz

Os livros infantis são realmente inocentes?

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Os livros infantis são realmente inocentes?

Quando eu era criança, muitos dos meus livros favoritos tinham como tema a comida. Um deles contava a história de um menino que ajudou a salvar uma pequena lanchonete ao se tornar um detetive gourmet que conseguiu recuperar um ingrediente secreto perdido.

, na BBC Brasil
Muito tempo depois de ter esquecido do livro e seu título, estive em Edimburgo para entrevistar Alexander McCall Smith. Ele já era o autor campeão de vendas por trás da série Agência No 1 de Mulheres Detetives, mas, anos antes, tinha escrito alguns livros infantis. E em uma prateleira de sua estante lá estava The Perfect Hamburger (O Hambúrguer Perfeito, em tradução livre).

Era o meu livro. Só que não exatamente. Sim, os hambúrgueres ainda eram descritos com detalhes de lamber os beiços, mas dessa vez ficou claro para mim que, na realidade, The Perfect Hamburger é um conto sobre a ganância corporativa e o destino de pequenas empresas obrigadas a competir com as grandes redes.

Reler livros infantis na idade adulta pode gerar todo o tipo de mensagens subentendidas, algumas mais evidentes do que outras. O clássico Como o Grinch Roubou o Natal, de Dr. Seuss, é uma parábola sobre o consumismo. E por que não parece óbvio que a série As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, é uma fantástica reinvenção da teologia cristã?

Da mesma maneira, uma leitura mais atenta transformou os livros do urso Paddington em fábulas sobre a imigração, e as histórias do elefante Babar em um endosso do colonialismo francês.

As aventuras de Alice no País das Maravilhas já foram interpretadas de várias formas – de uma ode à lógica matemática a uma sátira à Guerra das Duas Rosas, ou ainda a uma viagem psicodélica à base de drogas. Quanto a O Mágico de Oz: ora, evidentemente, trata-se de uma representação alegórica do debate em torno da política monetária americana no fim do século 19.

“Nunca é demais tentar buscar um significado mais profundo”, afirma Alison Waller, professora de Literatura Infantil da Universidade de Roehampton, na Grã-Bretanha.

Sua aula favorita é dedicada à análise psicológica do clássico infantil britânico The Tiger Who Came to Tea, sobre um tigre que aparece na casa de uma menina para jantar com ela e sua mãe.

Os alunos de Waller costumam enxergar algo edipiano na relação do felino com a família. “Só porque não captamos essas mensagens na infância não significa que não estejamos absorvendo-as”, alerta a professora.

É claro que, muitas vezes, os duplos sentidos parecem estar escondidos porque estamos muito ligados na trama ou porque somos jovens demais. Só depois de adulta, Waller entendeu o motivo pelo qual a mãe de Max o mandou para a cama sem jantar em Onde Vivem os Monstros, de Maurice Sendak.

Essas camadas de significados são fundamentais para a longevidade de histórias que se tornam clássicas. Os contos de fadas são o melhor exemplo disso.

O teórico da psicanálise austro-americano Bruno Bettelheim costumava dizer que João e Maria é muito mais do que o relato de pais que abandonam seus filhos e de uma bruxa malvada que quer matar os pequenos. Para ele, trata-se de um estudo da regressão infantil e da gula, assim como da ansiedade de separação e do medo da fome.

No livro A Psicanálise dos Contos de Fadas, de 1976, Bettelheim explica a importância terapêutica desse tipo de história na educação infantil. Aplicando análises neo-freudianas a histórias como Cinderela e Branca de Neve, ele mostra como essas narrativas falam ao subconsciente em uma linguagem semelhante à dos sonhos, ajudando as crianças a lidar com uma gama de medos e desejos não verbalizados, como a rivalidade com irmãos e a ambivalência que sentem em relação aos pais.

A chamada literatura infantil tem muito a oferecer aos adultos, segundo Sheldon Cashdan, professor de psicologia da Universidade de Massachusetts em Amherst, nos Estados Unidos. Em seu livro Os 7 Pecados Capitais nos Contos de Fadas, Cashdan explica que essas histórias ajudam as crianças a reconhecer a luta entre o bem e o mal – uma luta que elas vivenciam internamente –, com o bem vencendo o mal invariavelmente encontrando um final assustador.

Essas batalhas perduram por toda a vida. “Noções de ganância, de querer mais do que se precisa… Você pode ver isso nos bônus dos executivos do mercado financeiro e nas pessoas que têm casas com cinco banheiros. Ou ainda na maneira sutil com que as pessoas contam mentiras, omitem fatos ou cometem pequenas malandragens.

Só quando somos adultos cometemos o erro de pensar que os livros infantis, assim como os contos de fadas, são essencialmente escapistas. Ao nos depararmos com eles décadas mais tarde, ficamos surpresos ao perceber algo que pressentíamos quando crianças, mesmo que não tivéssemos vocabulário suficiente para verbalizar: que essas histórias abordam a força e a fragilidade humanas, falam de como existir no mundo.

A natureza oculta de suas mensagens são essenciais para sua magia. Como Bettelheim escreveu, explicar para uma criança o que torna uma história tão cativante significa estragá-la. Seu poder de encantar “depende consideravelmente do fato de a criança não saber muito bem por que a adora”.

Quinto lugar com gosto de primeiro

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O lado bom da vida, da Intrínseca, assume 5º lugar na lista geral

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Cassia Carrenho, no PublishNews

Na lista dessa semana, o livro O lado bom da vida (Intrínseca) pode ser considerado um campeão, apesar de aparecer apenas na 5º posição da lista geral. Isso porque no 1º lugar aparece Nada a perder (Planeta), como sempre impulsionado pelos lançamentos com a presença dos fiéis do Bispo Macedo, e na sequência, o fenômeno mundial mais quente dos últimos anos, a trilogia Cinquenta tons de cinza (Intrínseca).

O romance bipolar ficou apenas 114 exemplares atrás do 4º lugar, Cinquenta tons mais escuros. E a menor diferença entre um dos livros de Mr Grey para qualquer outro considerado “reles mortal”. Para a Intrínseca, continua só alegria, com seis livros entre os vinte da lista geral.

Outro destaque vai para Mensalão (Record), de Merval Pereira, que foi lançado na semana passada e estreou na lista de não ficção em 3º lugar, com 981 exemplares vendidos.

A lista também ficou recheada de novidades: ficção, o Toda poesia (Companhia das Letras), de Paulo Leminski; não ficção, McFLY (Bestseller), Não se desespere (Vozes), O homem que não queria ser Papa (Universo dos livros) e Alexandre VI (Editor Europa); infanto juvenil, O mágico de Oz (Zahar) e em negócios, O futuro da indústria no Brasil (José Olympio).

No ranking das editoras, a Record, com três novos livros na lista, assumiu o 2º lugar com 10 livros, atrás da primeiríssima Sextante, que emplacou 15. Ediouro e Intrínseca empataram no 3º lugar com 9 cada.

Os fantásticos livros voadores

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Publicado por Alimente o cérebro

Após um devastador furacão, o escritor Sr. Morris Lessmore se encontra desamparado e sem rumo, até que um livro aparece em sua vida. O curta metragem dá vida aos livros de uma biblioteca e explora temas como recuperação, superação e cuidado mútuo. Ele nos remete à clássicos como “O Mágico de Oz”, filmes mudos e antigos musicais da MGM. “Sr. Morris Lessmore”, de William Joyce e codiretor Brandon Oldenburg, ganhou diversos prêmios, incluindo o Oscar® de melhor curta metragem, em sua 84ª edição.

Conheça os filmes que vão estrear em 2013 e que foram baseados em livros famosos – parte 1

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Divulgação

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Publicado no R7

Mais de 20 filmes que irão estrear em 2013 foram baseados em obras literárias. Algumas são adaptações exatas, outras apenas inspiradas, como João e Maria. Nesta galeria, conheça todos os filmes.

O primeiro é O Grande Gatsby, baseado na obra de F. Scott Fitzgerald. O livro, lançado em 1945, já foi adaptado outras vezes para o cinema. A nova versão tem Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan

DivulgaçãoDivulgação

O novo filme de Tom Cruise, Jack Reacher – O Último Tiro, tem previsão de estreia para o dia 11 de janeiro e é baseado na obra de Lee Child. O longa conta a história de Jack Reacher, um policial convocado para participar de uma investigação de uma morte acidental.

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Um dos clássicos da literatura russa, Anna Karenina foi novamente adaptada para o cinema. O filme tem no elenco os atores Keira Knightley, Jude Law e Aaron Taylor-Johnson

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