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Posts tagged mágicos

O best-seller “Um Estranho Sonhador” será lançado no Brasil pela Universo dos Livros

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Com todo o sucesso da série literária Feita de Fumaça e Osso, a escritora best-seller Laini Taylor retorna para o mercado editorial brasileiro com um título bastante interessante. Recentemente a Universo dos Livros anunciou através das suas redes sociais o próximo lançamento da escritora, o aclamado Um Estranho Sonhador.

Esse é o primeiro livro de uma duologia que já está completa, no seu site oficial a autora revelou a capa de alguns detalhes da continuação, inclusive contém previsão de lançamento nos Estados Unidos e Reino Unido.

Leia a sinopse de Um Estranho Sonhador;

O sonho escolhe o sonhador, e não o contrário – e Lazlo Estranho, órfão de guerra e bibliotecário júnior, sempre temeu que seu sonho tivesse escolhido mal.

Desde os cinco anos, ele era obcecado pelos mistérios de Lamento, uma cidade mítica perdida. O que aconteceu lá duzentos anos atrás que a separou do restante do mundo? Que tipo de deuses existiam lá e foram mortos pelo Matador de Deuses? Essas respostas o aguardam em Lamento, mas também mais mistérios – incluindo a deusa de pele azul que aparece nos sonhos de Lazlo.

Neste romance de tirar o fôlego – indicado para sonhadores dispostos a se aventurar em mundos mágicos, repletos de personagens marcantes e seus conflitos emocionais –, a sombra do passado é tão real quanto os fantasmas que assombram a cidadela de divindades assassinadas. Aventure-se em um mundo mítico de horror e maravilha, mariposas e pesadelos, amor e massacre

É válido ressaltar que Laini Taylor entrou na lista dos escritores mais vendidos da The New York Times, foi finalista do Nation Book Award e após o lançamento de Um Estranho Sonhador alcançou o 2a lugar na Sunday Times.

A previsão de lançamento no Brasil é para junho, porém a pré-venda está liberada.

Autora Cassandra Clare anuncia nova série de livros

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Rachel Guarino, no Cabana do Leitor

Autora Cassandra Clare anuncia em sua conta oficial no Tumblr que está trabalhando em uma nova série de livros. Conhecida pela saga “Instrumentos Mortais”, o primeiro livro da nova série, “Sword Catcher”, acontece fora desse mundo das sombras.

Confira a tradução do anúncio:

Grandes notícias!

Estou muito empolgada em anunciar que eu tenho uma nova série de fantasia em andamento.

Sword Catcher será o primeiro livro da minha nova série para adultos, meu primeiro grande projeto de fantasia. Muitos dos meus leitores tem estado comigo há anos, e cresceram juntos com os meus personagens. E ao longo desses anos, leitores de todas as idades vieram até mim para dizer que gostariam de ler livros sobre personagens mais velhos, e também dizer que amariam me ver construir meu próprio mundo do começo.

Então, estou feliz em dizer que esses livros estão vindo da Del Rey books! Eu estou muito empolgada de estar trabalhando com Anne Groell, que editou os livros de Naomi Novik e George R. R. Martin, entre outros, e tem uma mão e tanto com mundos da fantasia. Estou emocionada de ser publicado pela Random House, que está animado tanto quanto eu para trazer a vocês o conto de um jovem criado para ser o dublê de corpo para um príncipe indigno, uma jovem mulher destinada a mudar o mundo, e uma série de outros personagens que eu mal posso esperar para vocês conhecerem.

Esses personagens – criminosos, príncipes, mágicos, e guerreiros – têm estado na minha cabeça por um tempo, e estou ansiosa para deixá-los sair. Eu não posso falar a data de publicação ainda, já que os livros são um trabalho em progresso. Mas eu mal posso esperar para dividir mais informações com vocês quando eu tiver.

O livro ainda não tem nada de publicação.

Neil Patrick Harris lança seu primeiro livro infantil

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Neil Patrick Harris. Foto: Mark Veltman/The New York Times

Neil Patrick Harris. Foto: Mark Veltman/The New York Times

‘The Magic Misfits’ conta a história de mágicos que tentam impedir um vilão de adormecer uma cidade inteira; obra será dividida em quatro partes

Publicado no Estadão

Neil Patrick Harris acaba de lançar sua mais nova empreitada na área da literatura: o ator escreveu um livro infantil, o The Magic Misfits. A publicação começou a ser vendida na última terça-feira, 21, nos Estados Unidos, mas ainda não se sabe se a obra será traduzida para o português.

O livro conta a história do mágico de rua Carter, que, junto com um grupo de mágicos, vai tentar impedir o vilão B. B. Bosso de jogar um feitiço que faria todos os habitantes de New England dormirem para sempre. O livro é o primeiro de uma série de quatro publicações.

Harris já escreveu um livro antes, com a biografia Neil Patrick Harris: Choose Your Own Autobiography (algo como Escolha sua própria Autobiografia), mas essa é a primeira vez que o ator escreve para crianças.

“Com o mundo atual, é muito difícil ter uma conversa com adultos sem entrar em assuntos traumáticos. Há notícias muito traumáticas agora. E eu acho que é uma coisa maravilhosa não falar sobre essas coisas, e ser uma criança, e ler um livro com o qual você pode escapar da realidade, e escapar em algo que é aproximado da realidade, não é super fantástico e ensina algumas coisas”, disse o ator ao Mashable.

O ator diz que ama o mundo da magia, por isso escolheu uma história que envolve mágicos. “Eu amo magia, eu sou um mágico. Eu pensei que seria legal um livro ilustrado para crianças, ensinar um ou dois truques para elas. Tendo uma ideia legal, não foi difícil escrever. A ideia foi aceita, comecei a fazer, mas a equipe da editora disse: ‘por que você não torna isso um livro maior, uma série de quatro livros?’. E isso foi um desafio interessante, porque aí eu comecei a escrever para crianças que ainda não começaram a ler muito ainda”, contou o ator, que disse que se inspirou em seus próprios filhos para definir a linguagem que utilizaria.

Psicólogos descobrem surpreendente efeito de Harry Potter sobre os leitores

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Duda Delmas Campos, no Literatortura

Que o nosso Harry é o marco de uma geração, tanto para trouxas como para bruxos, já sabíamos. E que foi um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos também. Mas psicólogos descobriram que o poder e influência de Harry são muito, muito mais amplos e benéficos do que imaginávamos: três estudos recentes afirmam que Harry Potter é capaz de reduzir a intolerância de jovens para com grupos estigmatizados, como homossexuais, refugiados e imigrantes (além de nascidos trouxas, é claro).

Os estudos estão reunidos em um artigo no Jornal de Psicologia Social Aplicada e foram realizados na Itália e no Reino Unido. É importante conhecer sua localização para que nos situemos quanto a uma Europa onde, devido à crescente imigração e à crise política e econômica, movimentos xenófobos e uma extrema direita altamente conservadora têm-se erguido, ameaçando o frágil panorama sociopolítico do continente. E isso apenas aumenta a relevância d’O Menino-que-sobreviveu e seus quase mágicos efeitos sobre os leitores.

Um primeiro estudo, na Itália, submeteu 34 alunos de quinta série a um invejável curso de imersão de 6 semanas sobre Harry Potter. Os pesquisadores fizeram com que os estudantes preenchessem um questionário sobre imigrantes, para então dividi-los em dois grupos, que leram passagens selecionadas da saga. Um grupo discutiu preconceito e intolerância como temas dos livros, enquanto o outro, que era o grupo de controle, não. Ao fim, os primeiros mostraram “melhores atitudes em relação aos imigrantes”, mas apenas caso se identificassem com nosso Eleito, Harry.

Já a outra pesquisa italiana envolveu 117 alunos de Ensino Médio e obteve como resultado que a identificação emocional do leitor com Harry estava associada a uma percepção mais positiva sobre a comunidade LGBT. Finalmente, o estudo britânico, feito com alunos de universidades, não encontrou relações entre o vínculo do leitor com Harry e a visão acerca dos refugiados, mas concluiu que estudantes cuja identificação com Voldemort havia sido menor apresentaram “melhores atitudes em relação a refugiados”.

De uma maneira mais geral, os pesquisadores atribuíram à série a otimização da capacidade do leitor de assumir a perspectiva de grupos marginalizados, de observar a sociedade sob outra ótica que não a dominante. Além disso, afirmaram que, com o auxílio de professores, crianças pequenas conseguiram entender que o apoio de Harry aos “sangue-ruins” era uma alegoria à própria intolerância na vida real.

Obviamente, no entanto, a simples leitura dos livros pode não ser o único fator para explicar a melhora na percepção de minorias, afinal, estamos trabalhando com algo relativamente abstrato. Ainda assim, é inegável que somos e refletimos aquilo que lemos, ouvimos, vemos e sentimos e, nesse sentido, é inegável que sejamos modificados pelos estímulos que recebemos. Não só isso, mas em última instância as pesquisas acabaram comprovando aquilo que sempre foi o “carro-chefe promocional” dos livros e da arte em geral: eles transformam. Livros têm a capacidade de contemplar e transmitir sentidos e valores que aos poucos e espontaneamente se tornam intrínsecos ao seu alvo, sem todo o falso moralismo que outros veículos podem oferecer.

Todo o caso lembra muito uma citação do autor inglês G. K. Chesterton, usada até como epígrafe de “Coraline”, do também britânico, Neil Gaiman: “Contos de Fadas são mais que verdadeiros: não porque nos ensinam que dragões existem, mas porque nos ensinam que dragões podem ser combatidos.”. Nessa situação específica, deixe o Rabo Córneo Húngaro, o Verde Galês e o Meteoro Chinês para o Carlinhos (Charlie) Weasley e leia, no lugar deles, preconceitos, intolerâncias e estigmas, pois, como afirmou a própria J. K. Rowling, muito acuradamente: “Os livros de Potter são, em geral, um prolongado argumento pela tolerância e um prolongado pedido pelo fim do preconceito.”. Então que ergamos a nossa própria Fonte dos Três Irmãos Mágicos, em nome da igualdade de todos.

Ah, Harry, obrigada por salvar os mundos várias vezes.

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