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Os 20 livros de ficção mais vendidos de 2018. Quantos você leu?

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(//Divulgação

Lista traz o último título do autor de ‘O Código Da Vinci’, romances que ganharam adaptações para o cinema e lançamentos de instapoetas

Meire Kusumoto. na Veja

A lista de livros de ficção mais vendidos em 2018 conta com a presença de velhos conhecidos dos leitores, como Dan Brown e Augusto Cury, e também de alguns fenômenos recentes, como os poetas que ganharam notoriedade publicando seu trabalho primeiro no Instagram antes de partir para as livrarias.

Quantos dos best-sellers do ano você leu?

Faça o teste arrastando as capas (dos livros que você já leu para a direita e dos que você não leu para a esquerda) ou usando os botões.

1. Textos Cruéis Demais para Serem Lidos Rapidamente (Globo Alt)

Representante brasileiro mais bem-sucedido em número de vendas do trabalho dos instapoetas – escritores que ganharam notoriedade ao publicar poesia nas redes sociais –, o livro chegou às livrarias em novembro de 2017 e teve 101.100 unidades comercializadas. Apesar de assinada pelo coletivo TCD, responsável pelas páginas no Facebook e no Instagram que tornaram o grupo conhecido, a coletânea foi escrita somente pelo paulista Igor Pires da Silva, 23 anos, e trata de temas como autoestima, saúde mental e amor. O jovem, junto com as amigas, prepara agora um segundo livro.

2. Origem (Arqueiro)

O romance, lançado em outubro de 2017, é mais uma prova do sucesso do americano Dan Brown no mercado editorial. Origem, que vendeu 98.292 exemplares durante este ano, traz de volta o professor de Harvard Robert Langdon, protagonista de outros títulos do escritor, entre eles O Código Da Vinci, tentando desvendar um mistério. Neste caso, o segredo que o especialista em simbologia precisa descobrir é nada menos do que uma das maiores dúvidas da humanidade: a origem do homem e seu destino.

3. Ainda Sou Eu (Intrínseca)

Terceiro romance da série best-seller iniciada por Como Eu Era Antes de Você, que ganhou adaptação para os cinemas em 2016, com Emilia Clarke e Sam Claflin nos papéis principais, Ainda Sou Eu foi lançado em janeiro e vendeu 90.980 cópias. No livro, a britânica Jojo Moyes dá continuidade à história de Louisa Clark, que chega em Nova York para tentar uma nova vida como assistente pessoal de um rico empresário americano.

4. Outros Jeitos de Usar a Boca (Planeta)

A indiana Rupi Kaur, considerada uma das pioneiras entre os instapoetas, tornou-se um fenômeno literário ao tratar de feminismo e abuso sexual, entre outros assuntos que vêm ganhando espaço nos últimos anos, em poemas curtos, simples e acessíveis. Outros Jeitos de Usar a Boca, seu primeiro trabalho, foi lançado em fevereiro do ano passado e, mais de um ano depois, continua firme e forte na lista de mais vendidos de VEJA. Só em 2018, a coletânea vendeu 81.241 exemplares.

5. O Conto da Aia (Rocco)

Alavancado pelo seriado que já ganhou diversos prêmios no Emmy e no Globo de Ouro, o romance da canadense Margaret Atwood, lançado na década de 80, voltou às listas de mais vendidos do mundo todo. No Brasil, a editora Rocco relançou o livro em junho do ano passado, com novo projeto gráfico. Segundo levantamento de VEJA, a obra que se passa em uma realidade distópica em que as mulheres férteis se tornam escravas sexuais nos Estados Unidos vendeu 72.318 unidades.


6. O Que o Sol Faz com as Flores (Planeta)

A segunda coletânea de poesias de Rupi Kaur foi lançada em março e vendeu 65.340 cópias no ano. No livro, dividido em cinco partes – murchar, cair, enraizar, crescer e florescer, as fases de uma flor –, a escritora retoma os assuntos de Outros Jeitos de Usar a Boca, tratando de relacionamentos abusivos, a relação com a mãe e questões de imigração.

7. Mais Escuro (Intrínseca)

Resquício da onda de romances eróticos que explodiu com Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, em 2011, Mais Escuro faz parte da segunda trilogia da escritora britânica, que conta a mesma história de primeira, mas pelos olhos do lado masculino do casal, Christian Grey. O livro, o segundo da série, que faz paralelo com Cinquenta Tons Mais Escuros, chegou às prateleiras das livrarias em janeiro e vendeu, durante o ano, 62.264 exemplares.

8. O Homem Mais Feliz da História (Sextante)

Um dos maiores best-sellers brasileiros, Augusto Cury não raro aparece mais de uma vez, com títulos diferentes, às vezes de gêneros diversos, nas listas de mais vendidos. Com O Homem Mais Feliz da História, lançado em novembro do ano passado, o escritor vendeu 54.465 unidades. O livro, da mesma série de O Homem Mais Inteligente da História, traz o psiquiatra Marco Polo tentando entender os códigos da felicidade presentes no Sermão da Montanha.

9. Mitologia Nórdica (Intrínseca)

Conhecido pela série de graphic novels Sandman, Neil Gaiman volta a tratar dos deuses nórdicos nessa coletânea de contos. As histórias originais de Odin, Thor, Loki e companhia são revisitadas a partir de livros de referência do autor britânico, mas ele também trata de dar seu toque pessoal aos mitos. Lançado em março do ano passado, Mitologia Nórdica continua entre os mais vendidos, tendo comercializado 46.532 cópias só em 2018.


10. Poesia que Transforma (Sextante)

Segundo livro de Bráulio Bessa, reúne poemas e bastidores da vida e da produção literária do cearense que se tornou conhecido após sucessivas aparições no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo, onde falava sobre o orgulho de ser nordestino e declamava seus versos. Poesia que Transforma foi lançado em julho e desde então não deixou a lista de mais vendidos de VEJA, acumulando vendas de 43.983 exemplares.

11. O Homem Mais Inteligente da História (Sextante)

O romance, lançado em outubro de 2016, continua marcando presença nas listas de mais vendidos. Só em 2018, o primeiro volume da trilogia de Augusto Cury sobre a inteligência de Jesus vendeu 43.194 exemplares. É nesse título que o leitor conhece Marco Polo, um psiquiatra ateu que decide estudar a mente do filho de Deus a partir dos textos do Novo Testamento, mas aplicando conhecimentos das ciências humanas.

12. A Revolução dos Bichos (Companhia das Letras)

A fábula se mantém atual, apesar de ter sido concebida pelo britânico George Orwell como uma sátira à ditadura stalinista em 1945. Com o passar das décadas e as mudanças políticas e sociais que o mundo sofreu, a narrativa que mostra os bichos tomarem o controle de uma fazenda e depois sucumbirem à sede de poder ganhou diferentes interpretações e significados, indicando que é uma obra de relevância permanente. Em 2018, a edição brasileira vendeu 43.084 cópias.

13. O Livro dos Ressignificados (Paralela)

Outro representante do grupo dos instapoetas, o brasiliense João Dorderlein, conhecido na internet como @akapoeta, vendeu neste ano 41.938 unidades de sua primeira coletânea de poesia, lançada em agosto de 2017. O Livro dos Ressignificados, como sugere o nome, propõe novos sentidos a algumas palavras, como astronauta (“é quem chega aonde quer. ou quem foge do mundo rotineiro para se encontrar”), estrela (“é quem, feito catapora, se multiplicou no céu, diria Carpinejar”) e sonhar (“é um marinheiro em fuga da realidade”).

14. A Mulher na Janela (Arqueiro)

Best-seller do The New York Times, o thriller fez sucesso também no Brasil – lançado em março por aqui, vendeu 28.476 unidades no ano. Escrito pelo editor Dan Mallory sob o pseudônimo de A. J. Finn, A Mulher na Janela retrata uma psicóloga infantil que, afastada do trabalho e da família e isolada em casa, acredita ter testemunhado um crime ao olhar por sua janela. Elogiado por escritores como Stephen King e Gillian Flynn, o livro teve seus direitos de adaptação comprados pela Fox, que escalou nomes como Amy Adams e Gary Oldman para a produção.

15. O Homem de Giz (Intrínseca)

Romance de estreia da britânica C.J. Tudor, vendeu 27.752 cópias desde o lançamento, em março. A história, inspirada na obra de Stephen King, se desenrola no presente e no passado: em 1986, Eddie e seus amigos se divertem usando desenhos feitos de giz como código para se comunicar; em 2016, já crescidos, eles recebem um desenho feito com giz de um homem enforcado – e pouco depois, um dos amigos aparece morto. Eddie, então, decide investigar o que aconteceu.

16. Depois de Você (Intrínseca)

Sequência de Como Eu Era Antes de Você, o livro de Jojo Moyes vendeu cerca 23.548 exemplares em 2018, o que mostra sua força – já que foi lançado em fevereiro de 2016. Nesta continuação, Louisa Clark precisa tentar aceitar e superar os tristes acontecimentos mostrados ao final do primeiro livro, e se torna garçonete de um pub em um aeroporto de Londres.

17. Me Chame pelo Seu Nome (Intrínseca)

O filme de Luca Guadagnino que concorreu a quatro troféus no Oscar deste ano – desses, ganhou um, o de melhor roteiro adaptado – impulsionou as vendas do romance que o inspirou. Lançado no Brasil em janeiro, o livro de André Aciman que se passa na Itália dos anos 1980 e mostra o tórrido relacionamento entre um estudante de pós-graduação e um adolescente de 17 anos vendeu 22.818 unidades.


18. 1984 (Companhia das Letras)

Provavelmente o trabalho mais conhecido de George Orwell, a distopia escrita pelo britânico em 1948 já se tornou clássica, ganhando sempre novos leitores, como A Revolução dos Bichos. O romance que retrata uma sociedade comandada por um governo totalitário, que não permite a seus habitantes viver em liberdade e está constantemente em vigilância, vendeu 18.190 exemplares durante o ano.

19. It – A Coisa (Suma)

Outro livro que entrou em evidência por causa de sua adaptação para os cinemas, que estreou em setembro de 2017, o terror de Stephen King It – A Coisa, publicado originalmente na década de 80, vendeu 17.651 cópias em 2018. O enredo tem como protagonistas sete amigos de uma pequena cidade americana que enfrentaram um ser sobrenatural quando eram crianças e, quase trinta anos depois, voltam a se deparar com o rastro de destruição da Coisa.

20. O Segredo de Helena (Arqueiro)

Lançado em abril, o novo livro da best-seller irlandesa Lucinda Riley vendeu 16.254 unidades. O romance é protagonizado por Helena, uma mulher que, já casada e com filhos, decide voltar à casa do padrinho no Chipre onde passou férias inesquecíveis quando era adolescente. O lugar, porém, traz de volta não apenas lembranças, mas também segredos que ela esconde da família, em especial de Alex, seu filho mais velho.

Livro banido do Colégio Santo Agostinho lidera lista de mais vendidos da Estante Virtual

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O livro “Meninos sem pátria” Foto: Reprodução

Edição antiga de ‘Meninos sem pátria’ não sai por menos de R$ 200 na Amazon

Publicado em O Globo

RIO – Após ser banido pelo tradicional Colégio Santo Agostinho , o livro “Meninos sem pátria”, de Luiz Puntel, voltou a despertar o interesse dos leitores brasileiros. De acordo com a Estante Virtual, empresa especializada na venda de livros usados, o romance infanto-juvenil foi o mais vendido no site em outubro. Em segundo lugar, aparece o clássico “A revolução dos bichos”, de George Orwell, seguido por “A sutil arte de ligar o f*da-se”, de Mark Manson.

Lançado em 1981, “Meninos sem pátria” conta a história de uma família que é obrigada a deixar o país durante a ditadura militar quando o pai, jornalista, passa a ser perseguido pelo regime por questões políticas. O livro integra a Série Vaga-lume, coleção de livros para o público infantojuvenil que é referência há gerações em escolas brasileiras.

“Meninos sem pátria” era uma das leituras previstas para este ano no Colégio Santo Agostinho, no Leblon, um dos mais tradicionais do Rio. No entanto, a escola resolveu banir o livro da lista de leituras em outubro após pais de estudantes do 6º ano alegarem que o livro “doutrina crianças com ideologia comunista”.

A decisão gerou protestos entre estudantes e ex-alunos, que realizaram protestos na frente da escola pela liberdade de expressão e contra a censura. Um dos participantes foi o jornalista Ricardo Rabelo, um dos filhos cuja história real inspirou Luiz Puntel.

“Em vez de promover um debate sobre censura e ditadura, a escola preferiu fazer como era naqueles tempos: ‘Não se fala mais nisso, o debate está encerrado, o livro está proibido’. Foi um tiro no pé. O colégio deveria fazer uma autocrítica, reconhecer que errou e abrir um debate sobre isso. E eu estou disposto a vir aqui conversar, contar o que foi o exílio para mim e para a minha família. Nós sofremos, é muita dor ficar longe de casa”, afirmou o jornalista ao GLOBO .

Atualmente na 23ª edição, “Meninos sem pátria” custa cerca de R$ 50 para edições mais recentes. No entanto, versões mais antigas do livro estão sendo vendidas por até R$ 227 na Amazon.

Os 10 livros de ficção mais vendidos em outubro de 2015 no Brasil

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Livros de romance, suspense, policial e crônicas estão entre os mais vendidos no Brasil em outubro.

Flávia Resende, no Blasting News

Diferente da lista geral de livros mais vendidos do mês publicadas nos meses anteriores, desta vez a lista é dos livros mais vendidos da categoria ficção – que é o que, segundo os comentários recebidos, era o que os leitores mais queriam saber.

Os livros de ficção mais vendidos no mês de outubro são dos gêneros policial, romance, drama e crônica; segundo dados da Publish News.
Top 10 livros de ficção mais vendidos em outubro de 2015

1º lugar: Grey (E. L. James) – Intrínseca

O livro que traz o livro “Cinquenta Tons de Cinza” pela perspectiva de Christian Grey foi o mais vendido do mês entre todas as categorias. Foram 77.320 exemplares vendidos. A autora anunciou há algumas semanas que também lançará “Cinquenta Tons mais Escuros” versão Grey.

2º lugar: A Garota na Teia de Aranha (David Lagercrantz) – Companhia das Letras

“A Garota na Teia de Aranha” é uma continuação da trilogia póstuma Millenium, de Stieg Larsson, que faleceu em 2004. Larsson não viu sequer o lançamento da primeira obra de sua trilogia. O quarto livro vendeu 10.773 unidades.

3º lugar: A garota no Trem (Paula Hawkins) – Record

O livro de suspense ficou em 1º lugar por vinte semanas no top livros mais vendidos do New York Times. No Brasil, foram vendidos 10.298 unidades em outubro.

4º lugar: Destinado (Carina Rissi) – Verus

Terceiro livro da série Perdida, este é um dos dois únicos livros de autores brasileiros a figurar na lista dos mais vendidos de ficção de outubro. Foram vendidas 8.596 unidades.

5º lugar: Cidades de Papel (John Green) – Intrínseca

Desde o lançamento da adaptação para o cinema, em julho de 2015, o livro voltou para a lista dos mais vendidos. Em outubro foram vendidos 7.646 exemplares.

Em 6º lugar ficou “Toda Luz que não podemos Ver”, de Anthony Doerr, publicado pela Intrínseca (5.035); em 7º, “Simples Assim”, de Martha Medeiros, da editora L&PM (4.704); em 8º lugar, “O Conde Enfeitiçado”, de Julia Quinn, da Arqueiro (3.319); em 9º, “Hereges”, de Leonardo Padura, da Boitempo (3.196); e em 10º lugar vem “Eu estive aqui”, de Gayle Forman, da Arqueiro (3.099).

Os 10 livros mais vendidos em setembro de 2015

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Muitos lançamentos e sete livros de autores nacionais estão entre os dez livros mais vendidos de setembro.

Publicado no Blasting News

Livraria da travessa no Rio de Janeiro

Livraria da travessa no Rio de Janeiro

A lista dos dez livros mais vendidos em setembro teve uma reviravolta, em comparação às listas dos meses anteriores. Os livros de colorir que dominaram por muito tempo os primeiros lugares e geraram discussões perderam seus lugares – será que a moda chegou ao fim?

Três livros nacionais continuam entre os mais vendidos após meses de seu lançamento e quatro lançados recentemente conquistaram um lugar na lista.
Top 10 livros mais vendidos em setembro de 2015

1º lugar: Muito mais que 5inco minutos (Kéfera Buchmann)

A dona do canal do Youtube mais visto do país foi a campeã de vendas de setembro. O livro que fala sobre relacionamentos, moda e tem muitas histórias engraçadas do cotidiano, vendeu 65.432 cópias.

2º lugar: Grey (E. L. James)

Não é nenhuma surpresa o livro que conta a versão de Christian Grey ter ficado entre os mais vendidos, afinal, era um dos livros mais aguardados do mês. Apesar do livro ter recebido críticas até mesmo dos fãs da trilogia, foram vendidos 32.727 exemplares. Enquanto isso, crescem os rumores de que o filme terá classificação 21 anos.

3º lugar: Morri para Viver (Andressa Urach)

Andressa Urach, que já foi uma das garotas de programa mais cobiçadas e caras do país, conta no livro sua trajetória desde o local em que criou seu ‘nome de guerra’. Foram vendidos 25.279 exemplares.

4º lugar: Eu fico Loko 2 (Christian Figueiredo de Caldas)

Christian está de volta com as histórias de Eu Fico Loko, seu canal do Youtube. Quem gostou do primeiro volume, provavelmente gostará desse. Ele vendeu 24.474 livros em setembro.

5º lugar: Philia (Padre Marcelo Rossi)

Na lista dos dez mais vendidos desde março, o livro que fala dos males da alma vendeu 24.424 unidades.

6º lugar: Não se iluda, não (Isabela Freitas)

Continuação de Não se apega, não; o livro vendeu 20.714 unidades. Os direitos do primeiro volume foram comprados pela Globo, que o adaptará em formato de série, que será exibida no Fantástico.

Em 7º lugar, O Pequeno príncipe (Antoine Saint-Exupéry), com 16.073 unidades vendidas; em 8º, Ansiedade: Como enfrentar o mal do século (Augusto Cury), 15.553; em 9º lugar, com 12.609 exemplares vendidos, Um ano Inesquecível (Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira, Thalita Rebouças); e em 10º, A mágica da Arrumação (Marie Kondo), 12.095.

Livros de colorir: entenda fenômeno em 10 cifras impressionantes

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G1 lista números do filão que está ‘salvando’ o mercado editorial em 2015.
Obras já venderam R$ 25 milhões e influenciaram vendas de lápis de cor.

Os seis lviros para colorir mais vendidos de 2015 até aqui (Foto: Divulgação)

Os seis lviros para colorir mais vendidos de 2015 até aqui (Foto: Divulgação)

Cauê Muraro, no G1

Chamam-se “jardineiros” os salvadores do mercado editorial brasileiro em 2015. Não precisam ler uma linha sequer: as ferramentas são estojos de lápis de cor. O apelido é referência ao grande best-seller do ano no país: “Jardim secreto”, da escocesa Johanna Basford. A obra encabeça o atual acontecimento literário do país – livros de colorir para adultos. O G1 consultou editoras e analistas de mercado e separou dez cifras impressionantes que explicam o boom (veja abaixo).

Eles são antiestresse, interativos, sintoma da infantilização do mundo atual – as opiniões a respeito dos títulos para colorir variam.

“Eles estão movimentando gráficas, editores, ilustradores. Mas, óbvio, é um fenômeno que vai acabar. Todo ano tem algo assim”, afirma ao G1 Cassia Carrenho, gerente-geral do PublishNews, portal que analisa o mercado. Dois exemplos de ondas anteriores: livros eróticos, como “Cinquenta tons de cinza”, e os religiosos. “O mercado editorial não lança moda, ele só segue a moda. Uma tendência em todas as áreas, não é só no editorial, de voltar um pouco às raízes, o ‘handmade'”, continua Cassia.

Outra facilidade óbvia para trazer sucessos internacionais de colorir ao Brasil: eles não precisam ser traduzidos. Além disso, é comum que o “leitor”, depois de concluir a pintura, compre uma segunda obra. E eventualmente uma terceira, uma quarta… As próximas tendências do setor devem ser livros para colorir de nicho, temáticos. A nova leva terá títulos sobre gatos e bichos em geral, além de clássicos para colorir (tipo “O pequeno príncipe”) e uma série sobre “cidades do mundo’. O êxodo rural dos jardineiros era mesmo questão de tempo.

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Os livros de colorir também reduziram o estresse do mercado editorial do Brasil ao amenizar a crise do setor. Venderam R$ 25,18 milhões entre janeiro e maio deste ano e evitaram queda do faturamento geral com relação a 2014. O número está em um estudo do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e do Instituto de Pesquisa Nielsen.

livros-de-colorir_2Escrito – ou desenhado – pela escocesa Johanna Basford, “Jardim secreto” iniciou sua trajetória por aqui a tempo de aproveitar o Natal: saiu, muito calculadamente, em 27 de novembro. Desde então, virou o líder absoluto do ranking nacional, com 880 mil cópias (e contando…), informa a Sextante. “No nosso catálogo, entra em não ficção, mas poderia entrar em arte ou em autoajuda, pois transcende essa categorização”, afirma a gerente de aquisições da Sextante, Nana Vaz de Castro. Versátil, também transcendeu o status de livro-presente-natalino. “Em abril foi realmente um escândalo.” É que era “véspera” do dia das mães.

livros-de-colorir_3Com mais de meio milhão de exemplares vendidos desde o lançamento, em abril, o vice-campeão do ano no Brasil também é assinado por Johanna Basford. A Sextante informa que tem pelo menos outros oito títulos para colorir previstos para os próximos meses – incluindo um obrigatório sobre gatos.

livros-de-colorir_4Nem só de jardim e floresta vive o filão dos livros para colorir. A categoria se divide em subespécies: tem, por exemplo, a vertente “gatos” (por enquanto, apenas os animais, mas nunca se sabe), a vertente “mandalas” e a vertente “datas comemorativas” (“Mãe, te amo com todas as cores” para o dia das mães e “Amor em todas as cores” para o dia dos namorados”). O Instituto Nielsen – responsável junto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) pelo Painel das Vendas de Livros do Brasil – calcula que existam pelo menos 76 títulos de colorir para adultos circulando atualmente. Por enquanto.

livros-de-colorir_5O portal PublishNews, que monitora o mercado editorial brasileiro, informa que cinco dos dez livros de não ficção mais vendidos do ano, entre janeiro e maio, são títulos de colorir para adultos. Mas por que não ficção? “Teve até uma tendência a colocar como autoajuda. Mas, se não fosse para relaxar – o que, aliás, é um grande marketing –, seriam o quê? Livros de ilustração. É não ficção”, justifica ao G1 Cassia Carrenho, gerente-geral do site.

livros-de-colorir_6É culpa das mães. Graças a elas, ou ao dia delas, maio foi um mês especialmente bom para os livros de colorir: os oito primeiros colocados no top ten de não ficção foram de colorir, mostra PublishNews. Sintomaticamente, “Mãe, te amo com todas as cores” foi o quarto colocado no ranking de maio. Comparando com o mesmo mês de 2014, neste ano as vendas cresceram 27% em volume e 21% em faturamento, totalizando R$ 115,8 milhões – em 2014, foram R$ 95,7 milhões.

livros-de-colorir_8O Instituto Nielsen informa que o preço médio dos livros de colorir é de R$ 27,98 – considerando todos os segmentos, o preço é R$ 39,26. O mais caro dentre os “coloridos” pesquisados é “Netter anatomia para colorir”, que custa R$ 91,73. Mas ele tem função didática e é voltado a público específico. O vice-campeão é a versão em inglês de “Floresta encantada”, que sai por R$ 64,54. O mais barato de todos é “Contos de fada supercolorir”, com preço médio de R$ 7,89.

945-preco-do-estojoCom 120 cores, o estojo metálico top de linha da Faber-Castell é o mais caro da marca, que o descreve como voltado a “profissionais [designers, ilustradores] e amadores exigentes”. De acordo com a fabricante, há “jardineiros exigentes”, que gastaram R$ 945 para adquirir um desses, com itens importados da Alemanha. A empresa informa, no entanto, que os favoritos dos consumidores dos livros de colorir são os estojos aquareláveis de 48 cores (R$ 80) e de 36 cores (R$ 60).

livros-de-colorir_9Um efeito colateral do fenômeno foi o aumento das vendas de lápis de cor. O G1 apurou que chegou a faltar o produto em grandes redes do setor. A Kalunga informa que houve alta de 210% das vendas em maio de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Canetas hidrográficas e apontadores também saíram mais. Na Armarinhos Fernando, a procura por lápis de cor chamou atenção sobretudo por ter ocorrido fora do período “voltas às aulas”, em que as vendas são tradicionalmente altas. A Faber-Castell informa que, em abril, as vendas cresceram cinco vezes em relação a abril de 2014. Desde então, houve reforço na produção dos estojos de 36 e de 48 cores.

livros-de-colorir_10Editado pela independente Bebel Books, “Suruba para colorir” convenientemente não tem qualquer ilustração na capa. Na  contracapa, um aviso: “18+”. Assinado pelo jornalista e escritor Xico Sá, o texto ali avisa: “Tons de cinza um cacete”. Segundo a editora, o projeto nasceu de “uma brincadeira entre amigos’. São 34 ilustrações, de nomes como Laerte, Adão, João Montanaro e Fabio Zimbres. A primeira edição saiu com 1,8 mil exemplares.  A segunda, com 3,6 mil. Diante do sucesso e dos pedidos, chegou-se a uma terceira – com 25 mil exemplares, um recorde da editora. “Pra gente, é um número inimaginável. Nem nos meus sonhos mais dourados eu iria ter conseguido”, comemora ao Bebel.

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