‘Malu’ pensa em adiantar formação no Ensino Médio se for aprovada.
Estudante também planeja conseguir uma bolsa de estudos nos EUA.

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Publicado no G1

Aos 15 anos, ainda no primeiro ano do Ensino Médio, Maria Luiza Edwards de Magalhães Cordeiro fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para testar seus conhecimentos e saber em que áreas deveria reforçar os estudos. A primeira tentativa resultou em uma pontuação que lhe renderia ingresso para cursar Contabilidade na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além disso, ganhou experiência em realizar uma prova extensa e cansativa. Neste ano, aos 16 anos, o foco de “Malu”, como gosta de ser chamada, é melhorar sua performance no exame e concentrar no objetivo de se tornar diplomata.

“Antes do Ensino Médio, eu já tinha feito provas do concurso militar, mas ainda não tinha feito uma prova tão extensa como essa. Lembro que fiquei muito nervosa, mas acertei diversas questões, mesmo ainda não tendo estudado o conteúdo do segundo ano. Percebi que ainda tinha muita dificuldade na redação e comecei a ter aulas de redação este ano”, disse.

Malu pretende cursar Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UNB), mas também planeja conseguir uma bolsa de estudos nos Estados Unidos e já estuda para se qualificar nos SATs – exame que serve de critério para admissão em faculdades norte-americanas.

“Como lá [nos EUA] eles avaliam o currículo de forma diferente, eu tento fazer todo tipo de atividade extracurricular. Mas, quero passar na UNB para garantir minha formação caso não consiga a bolsa fora do país”, explicou.

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Neste ano, Malu chegou a receber uma menção honrosa na escola onde estuda, na Zona Centro-Oeste da capital, por ter as melhores notas do primeiro semestre. Além dos estudos, Malu pratica vôlei diariamente e chegou a ser convocada pela seleção amazonense infantojuvenil. “Quero ter um bom currículo, caso ele seja avaliado lá fora, por isso faço vôlei, francês, espanhol e tento manter minhas notas em uma média muito alta”, disse.

Se conseguir a aprovação para o curso na UNB neste ano, a jovem estudante afirma que pode acelerar sua formação no Ensino Médio. “Vou ver como me saio este ano [no Enem]. Se conseguir [aprovação] na UNB, pensaria em adiantar minha formação, pois seria uma oportunidade única. Se não der, vou manter meu foco nos estudos porque acelerar minha formação não seria algo bem visto se meu histórico fosse avaliado nos EUA”, informou.

“Síndrome do Ninho Vazio”
Adriana Edwards, mãe de Malu, contou que foi difícil aceitar a escolha da filha logo que ela decidiu que queria ser tornar diplomata e estudar fora do país. “No começo, eu quis que ela desistisse da ideia porque acho o mercado muito competitivo para esta área. Sou formada em Direito e queria que ela fizesse algo na minha área. Mas, quando ela disse que queria algo que pudesse fazer a diferença no mundo, eu apoiei. A determinação dela é fora do normal”.

Adriana afirmou que já se prepara para a “síndrome do ninho vazio”, pois acredita que Malu tem grandes chances de passar tanto no Enem, como em uma das faculdades norte-americanas. “Já estamos em contato com professores que prepararam os alunos para conseguir bolsas nos EUA. Ela pretende usar o esporte para ser admitida por mérito acadêmico e acho que ela pode conseguir. É difícil, mas já estou me preparando para quando ela for embora”, disse a mãe da estudante.