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Veja as dez características das empresas dos sonhos dos jovens

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Camila de Lira, em Folha de S.Paulo

Escritórios descolados, com videogames e sofás coloridos, não são o bastante para atrair os jovens ao mercado de trabalho. Existem outras características como a cultura da empresa, a imagem que ela passa e como ela trata da carreira de seus profissionais que as tornam mais atrativas.

A Folha conversou com oito das dez empresas dos sonhos dos jovens, segundo o ranking da Cia Talentos, para entender quais as características que os jovens brasileiros procuram. Confira abaixo:

1. Desafio profissional

Nas “empresas dos sonhos” dos jovens, o desenvolvimento profissional vem por meio de desafios constantes. Nelas, os profissionais são encorajados a “colocar a mão na massa” e, até mesmo, a errar para, assim, aprender com seus erros. Para Daniel Borges, gerente de recrutamento do Google para a América Latina, o ambiente de trabalho desafiador estimula os profissionais .

“Hoje em dia, o jovem é aberto para a ideia de que a experiência faz mais sentido para a formação da carreira, e um ambiente desafiador é necessário para isso”, diz Carla Soutelinho, gerente de Educação Corporativa da Vale, empresa que ficou em 4º lugar no ranking e que possui o “ambiente desafiador” como característica principal.

E é isso que mais atrai os jovens. “O que a gente mais quer é trabalhar e alguém que nos dê um projeto desafiador para extrapolar o nosso limite. Não queremos um ambiente de trabalho ‘cool’, o que a gente busca mesmo é trabalhar”, diz Lia Gurjão, 24, trainee de RH da Nestlé.

2. Ser você mesmo

O fato da empresa ter um ambiente informal, onde é possível não só se vestir de maneira ligada ao seu estilo, como também se expressar do seu próprio jeito, é algo presente na maioria das empresas do ranking .

O maior exemplo desta cultura é mesmo na empresa que lidera a lista. “Busca constante por inovação, a estrutura pouco hierarquizada e a promoção de um ambiente inclusivo onde as pessoas podem ser elas mesmas são aspectos que caracterizam a cultura do Google”, afirma Daniel Borges. A Ambev (6º lugar) e o Itaú (8ºlugar) também seguem essa cultura, com ambientes mais informais de trabalho.

3. Conversas com os diretores

A comunicação aberta com os gestores vai além do feedback mensal ou semestral, pelo menos nas empresas valorizadas pelos jovens. “O jovem que está entrando no mercado de trabalho tem mais facilidade de comunicação, ele tem uma proximidade e uma informalidade para falar com o chefe e até com o CEO da empresa”, diz Clarice Dahis, coordenadora do departamento de carreiras e apoio educacional do Ibmec.

Mesmo em empresas de áreas mais formais, como a Odebrecht (3º) ou o Itaú (8º), as ideias dos jovens profissionais podem ser acatadas em reuniões. No Google (1º), o incentivo é para que os funcionários interajam entre si, independente de seus cargos.

A característica também está ligada à hierarquização horizontal, como a feita pelo Google e pela Ambev, onde não há sala para dividir diretores, gestores, assistentes e estagiários.

4. Saber onde estará

Estabilidade e clareza no plano de carreira podem até ser “caretas”, mas podem ajudar o jovem ao entrar na empresa.

Ao saber qual caminho ele terá que trilhar para chegar a uma posição mais alta na companhia, o jovem pode focar em desenvolver melhor a sua carreira.

Tanto a PwC (5º) quanto a Nestlé (7º) optam por deixar o plano de carreira claro para os jovens que entram. “Temos a carreira clara e estruturada, o jovem pode ter noção quanto tempo deve passar por cada categoria até atingir uma posição. Ele precisa ter essa clareza de que não vai chegar a ser sócio da empresa em poucos anos de trabalho, mas fica sabendo o que precisa fazer para chegar lá”, afirma Marcelo Sartori, diretor de recursos humanos da PwC.

5.Horários flexíveis

Poder fazer seu próprio horário é o sonho de qualquer profissional, seja ele jovem ou não. Algumas das empresas do ranking já o tornaram realidade, é o que acontece no Itaú, no Google, na PwC e na Nestlé. Em certas áreas destas companhias, há flexibilidade para se fazer home office, entrar mais tarde ou dar uma parada no meio do expediente.

6. Confiança nos funcionários

Jovens procuram por empresas que os valorizem e confiem em seus trabalhos. E as empresas dos sonhos tentam responder à altura. A autonomia do funcionário, bem como a confiança no seu trabalho é um dos motes da Ambev, 6º no ranking. “O funcionário tem autonomia para tocar o negócio dele sem ter alguém decidindo sempre por ele”, afirma Renato Biava, diretor de Desenvolvimento de Gente, da Ambev.

7. Marcas e nomes importam

“O nome forte atrai”, atesta Sérgio Fajerman, diretor-executivos de pessoas do Itaú. Para Clarice Dahis, a geração que está entrando no mercado de trabalho anseia em fazer parte de grandes projetos, assim, as empresas maiores aparecem como nome altamente sedutor para os jovens profissionais. Para Rigolon, da Nestlé, o fato da companhia ter produtos e serviços já conhecidos pelos jovens ajuda na sua decisão profissional.

A segunda principal motivação dos jovens ao escolher a empresa dos sonhos, segundo a pesquisa da Cia de Talentos, foi a boa imagem da empresa no mercado. Boa imagem esta que, nem sempre está ligada ao momento atual da empresa, muito mais com o trabalho . É o caso da Petrobras, que, mesmo passando por escândalos ligados à corrupção, segue em segundo lugar no ranking de empresas dos sonhos.

“Até hoje, os processos seletivos públicos da Petrobras têm atratividade entre os jovens. Há uma percepção por parte deles que a corrupção é uma escolha do profissional e não uma decisão corporativa”, diz Lairton Correa, gerente de gestão de efetivo da empresa.

8. Fora do ninho

Existe algo em comum entre nove das dez primeiras empresas do ranking: todas são multinacionais. Nelas, há uma abertura para que os profissionais possam trabalhar fora do Brasil, característica que faz sucesso entre os jovens.

Empresas como o Google e a Odebrecht abrem espaço para que os profissionais atuem nos seus escritórios em diversos continentes do mundo. “A carreira internacional é uma perspectiva real, os jovens podem receber oportunidades de trabalhar no exterior, em todos os países onde a empresa trabalha, depois de alguns anos de trabalho”, diz Daniel Villar , vice-presidente de pessoas e organização da Odebrecht.

A mobilidade interna também chama atenção dos jovens, como explica Lia. A trainee da Nestlé teve oportunidade de ir para Bahia nos seus primeiros meses de trainee e viu a experiência como positiva. “Foi bom poder conhecer culturas diferentes”, diz.

9. Várias empresas em uma

Quando a empresa tem várias áreas, há mais espaço para o jovem encontrar o caminho e o segmento onde poderá fazer o que gosta. Companhias como a Nestlé, a Odebrecht, o Google, o Itaú e a Vale abarcam diversos setores e apresentam diversas trilhas por onde o jovem profissional pode seguir. “A grandeza da empresa traz o benefício da pessoa poder trabalhar em várias empresas dentro de uma. Não precisa sair da companhia para tentar desafios diferentes”, afirma Gilberto Rigolon, gerente executivo de desenvolvimento, treinamento e recrutamento da Nestlé.

10. Vida pessoal em foco

Para Clarice Dahis, do Ibmec, a geração que está entrando no mercado valoriza bastante o tempo para a vida pessoal. “Ele quer ter a vida fora do trabalho também”, diz. Uma das características das empresas dos sonhos é de saber olhar o profissional como uma pessoa, e não apenas um funcionário. O Google dá o exemplo, ao dar subsídio de até 75% para cursos de formação profissional, além de licenças maternidade e paternidade estendidas e subsídio para gastos com a criança nos primeiros 3 meses de idade. “A ideia é que as pessoas sintam-se apoiadas em momentos significantes de suas vidas”, diz Borges.

Com poder e verba, Biblioteca Nacional é criticada por descuidar de acervo

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Daniel Marenco/Folhapress
Coleção no setor de periódicos da Biblioteca Nacional
Coleção no setor de periódicos da Biblioteca Nacional

Matheus Magenta e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Na última terça-feira, quando uma grade de 1,25 m x 0,55 m despencou de oito metros de altura dentro da sede da Biblioteca Nacional, no Rio, o presidente da instituição, Galeno Amorim, estava em reuniões em Brasília.

Ele continuava lá no dia seguinte, quando funcionários fizeram, na frente do centenário prédio carioca, o segundo protesto do ano pelas más condições do lugar -que atingiu alto nível de degradação neste ano, com infiltrações e problemas elétricos.

Desde que assumiu a Fundação Biblioteca Nacional, em 2011, o paulista Galeno Amorim, 50, tem dividido seus dias entre atribuições na sede da instituição e uma série de viagens a trabalho, inclusive a outros países.

A rotina, que difere da que seus antecessores tiveram no cargo, decorre da transferência – iniciada em 2011 e concretizada em abril deste ano- de todas as políticas públicas de livro, leitura e literatura do país para a instituição.

A instituição acumulou funções como modernizar bibliotecas, internacionalizar a literatura brasileira e formar agentes de leitura, além do já enorme trabalho de preservar a memória do país.

Com isso, a gestão de Galeno passou a ser criticada por descuidar do básico: a biblioteca e seu acervo.

Ao mesmo tempo, projetos anunciados com alarde, como o Programa do Livro Popular, nem saíram do papel.

O apoio à cadeia produtora do livro e a internacionalização da literatura brasileira, outras marcas da atual administração, são elogiados pelo mercado e por autores, mas servem de munição adicional aos críticos do que seria descaso com a biblioteca.

ACÚMULO

Em novembro, dois meses após assumir o Ministério da Cultura, Marta Suplicy contestou, em entrevista à Folha, a ampliação das atribuições da FBN, tema que divide especialistas em políticas públicas.

Questionada se a FBN é a instância mais adequada para cuidar das políticas de livro e leitura, disse: “Não é. Não acho [que seja]. Estou estudando por que foi feito desse jeito e como seria se a política do livro voltasse para Brasília. Não decidi ainda, mas estou reavaliando”.

Galeno Amorim diz ter “posições rigorosamente parecidas” com a de Marta. “A junção dessas áreas na FBN fortaleceu as políticas de livro e leitura. Mas acredito que seja importante uma instituição para cada uma das coisas.”

Segundo ele, ainda estão sendo formadas condições para a criação do Instituto do Livro, que seria voltado especificamente a essas políticas. “A meta é mostrar resultados. Cabe à ministra avaliar se o momento é oportuno.”

Colaborou MARCO AURÉLIO CANÔNICO, do Rio

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