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Marcelo Yuka lança a autobiografia ‘Não se preocupe comigo’

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Fundador do Rappa viu sua carreira mudar após assalto que o deixou paraplégico, em 2000

Após lançar livro escrito com Bruno Levinson, Yuka quer terminar CD, expor pinturas e fazer travessia de 30km Simone Marinho

Após lançar livro escrito com Bruno Levinson, Yuka quer terminar CD, expor pinturas e fazer travessia de 30km Simone Marinho

Carlos Albuquerque em O Globo

RIO – Renata. Maíra. Chris. Mônica. Joana. Mana. Letícia. Servanne. Samantha. As mulheres da vida de Marcelo Yuka surgem em “Não se preocupe comigo” (Sextante) — autobiografia escrita em parceria com Bruno Levinson — como fortes e bravos personagens de uma epopeia naturalmente carregada de dramas e de intensas emoções, mas que acaba sendo suavizada pela cativante sinceridade do músico, que ficou paraplégico após um assalto no Rio em 2000. E isso inclui um forte mea-culpa a suas próprias heroínas acerca da confusa relação que manteve com todas elas. “Se sou de um certo jeito com as mulheres, isso vem do meu pai. O lance dele era alta rotatividade”, afirma ele no livro, que tem noite de autógrafos na próxima quinta-feira, às 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

— As mulheres que estão no livro foram importantes demais na minha vida porque amaram profundamente e sem medir esforços alguém que sempre foi escangalhado, de uma forma ou de outra — conta o músico de 48 anos, em sua casa, na Tijuca. — Se hoje tenho um entendimento disso aqui (aponta para a cadeira de rodas), foi porque elas me ajudaram, me deram esse norte. Até o acidente, por exemplo, eu transei de todas as maneiras possíveis, dentro de uma ótica hetero (risos). Mas as mulheres que vieram depois, quando eu já não tinha mais nenhuma capacidade de dominação, me apresentaram a uma coisa chamada fazer amor, que eu nunca tinha sentido antes. Acho que essa foi a lição mais forte que tive na cadeira de rodas.

Resultado de mais de 30 entrevistas feitas com Levinson ao longo de cinco anos, “Não se preocupe comigo”, que tem prefácio de Paulo Lins, aborda, como era de se esperar, a trágica noite de 9 de novembro de 2000, quando Yuka foi atingido por nove tiros disparados por bandidos na Rua José Higino, no bairro onde mora até hoje (“Eu me via explodindo”, descreve no capítulo inicial). Mas o livro não tem o acidente como tema central e vai além da sua repercussão — como aconteceu, por exemplo, no premiado filme “No caminho das setas”, da diretora Daniela Broitman, lançado em 2011.

— O filme tem outro contexto, seu recorte é mais em torno do acidente e do ativismo que me envolveu depois daquilo tudo. Na verdade, só topei participar dele porque acreditei que podia ajudar na luta pelos estudos com células-tronco — explica. — Já o livro é bem mais amplo. As conversas com o Bruno me transportaram no tempo e me levaram a falar coisas que eu nunca tinha dito. O resultado é que acabei sendo mais honesto do que cuidadoso.

— No começo, não sabíamos que esse ia ser um livro na primeira pessoa, mas a personalidade do Yuka acabou impondo isso — afirma Levinson. — Como mostram suas letras, ele é um grande contador de histórias, mesmo quando revela suas dúvidas e suas incertezas. Achei que seria um erro interromper esse fluxo e escrever o livro de outra forma.

Lombriga, o anti-herói

Em suas 224 páginas, “Não se preocupe comigo” desmonta um pouco o mito em torno do fundador e ex-baterista d’O Rappa, apresentando-o simplesmente como o Lombriga, apelido dado durante sua adolescência em Angra dos Reis (a infância foi passada em Campo Grande), cercado por uma turma de rua que incluía amigos igualmente rebatizados como Careca, Tuscula, Magoo, Bacura, Baiano, Macaco, Cocolho e Mará (que protagoniza uma surreal cena quando Yuka já estava no hospital).

— A minha construção passa por esses malucos todos, que me deram posicionamentos progressistas e contatos com a cultura pop quando eu não tinha nada disso. Nunca tive paciência para o mito criado em torno do nome Yuka. O Lombriga foi um maluco desses e adorei me lembrar dele. É o anti-herói que existe dentro de mim.

Ao longo do livro, as memórias de Yuka, despertadas e conduzidas por Levinson, seguem num vibrante flashback, com várias paradas impactantes, das lembranças dos bailes de subúrbio (entre “browns” e “cocotas”), dos contatos com a turma do reggae na Baixada Fluminense nos anos 1980 (o nome Yuka veio quando integrava o grupo KMD5), passando pelo encontro casual e marcante com o traficante Marcinho VP no alto do Morro Santa Marta durante um evento de hip-hop e pela amizade com personalidades como o poeta Waly Salomão (1943-2003), o delegado Orlando Zaccone e o deputado estadual Marcelo Freixo (seu companheiro de chapa, pelo PSOL, nas eleições para prefeito do Rio em 2012). No percurso, inevitavelmente, acaba esbarrando nas amargas lembranças dos seus ex-companheiros do Rappa, do qual foi expulso pouco depois do acidente (“Fui tirado da banda 50% por ganância, 50% por poder”), ao mesmo tempo em que elogia o companheirismo demonstrado pelos Paralamas do Sucesso após o acidente de Herbert Vianna, em 2001.

— Sinceramente, espero não ter que falar mais sobre isso além do que está no livro — resume, visivelmente incomodado.

A expressão no rosto de Yuka desanuvia quando ele fala do futuro e dos seus planos: um disco solo, já gravado e ainda sem título, com participações de Marisa Monte, João Barone, Seu Jorge, Cibelle e Papatinho (do ConeCrew Diretoria), e cuja finalização vai passar por um projeto de crowdfunding, que começa neste mês; uma exposição com suas pinturas (sua geladeira é tomada por elas), sem data prevista; e uma solitária travessia de 30 quilômetros pela Baía da Guanabara feita em uma canoa havaiana adaptada, planejada para dezembro.

— Quero fazer essa travessia para chamar a atenção para os deficientes e incentivá-los, já que a água tem outra atmosfera, outra gravidade. Ela é terapêutica e provoca um outro tipo de equilíbrio — conta o ex-surfista, que no livro afirma não querer morrer sem descer novamente uma onda. — Não tem uma semana em que eu não sonhe estar surfando, num final de tarde, sozinho no mar, já quase escuro. Sinto o cheiro da maresia, a onda me envolvendo e depois aquele barulho da arrebentação, pow!

Setembro verde e amarelo

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Três livros nacionais lideram a lista mensal de setembro

Cassia Carrenho, no PublishNews

Não tem torcida uniformizada nem vuvuzela para comemorar, mas o Brasil levou as três primeiras colocações na lista geral mensal de setembro, e Nada a perder vol.2 (Planeta) foi o grande campeão. Lançado há pouco mais de um mês, o livro alcançou o número de 92.013 exemplares vendidos em setembro. Vale lembrar que esse é o segundo maior número de vendas em um mês em 2013. Só perdeu para ele mesmo, Nada a perder vol.1 (Planeta), em fevereiro, quando vendeu 125.776. A piada é pronta e velha, mas em time que tá ganhando, não se mexe.

O 2º lugar foi para outro recordista de vendas, 1898 (Globo), de Laurentino Gomes. Com 45.195 exemplares, o livro vendeu mais do que o 1º lugar de agosto. É interessante notar que os dois livros, Nada a perder vol2 e 1898, estrearam juntos na lista dos mais vendidos.

Em 3º lugar, outro vencedor já conhecido, Kairós (Principium), do Padre Marcelo, vendeu 39.836 exemplares. Desde maio o livro aparece entre os 3 mais vendidos nas listas gerais mensais.

Juntos, os três livros nacionais venderam 177.044, quase 40% a mais do que em agosto, em que os três primeiros lugares, Inferno (Arqueiro), Kairós (Principium) e A culpa é das estrelas (Intrínseca) venderam 103.417. Dá-lhe Brasil. Imagina na Copa?

No ranking das editoras, a Sextante manteve seu lugar de honra com 20 livros na lista mensal, mas 7 a menos que em agosto. Já a Intrínseca subiu para o 2º lugar, com os mesmos 17 livros de agosto. A grande novidade na lista em setembro foi o 3º lugar da Cosac Naif, empatada com a Record, com 14 livros – lembrando que em setembro foi a vez da Cosac fazer promoções de vendas, apostando numa estratégia usada por muitas outras também.

Papa abençoa a lista e Record sobe no altar

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Papa coloca sete livros na lista e Record assume 1º lugar no ranking das editoras

Cassia Carrenho, no PublishNews

A semana foi de destaque para o Rio e o Papa, e aqui na lista de mais vendidos não seria diferente. O Rio, pelo excelente desempenho da carioca Record, que deixou para trás a também carioca Sextante e assumiu o 1º lugar no ranking das editoras. Vale lembrar que recentemente a editora fez uma promoção com 400 livros com 50% de desconto, então não é milagre do Papa…

Esse, por sinal, tá mais famoso que o galã da lista de mais vendidos, Mr Gray. Essa semana cinco livros de sua autoria, ainda como cardeal Jorge Mario Bergoglio, e outros dois, sobre sua vida, entraram na lista. Só a Benvirá colocou quatro livros: A oração, Razão e fé, A solidariedade e A dignidade. Por aqui, nada de lama no caminho do Papa.

Já a distância entre o céu e o inferno diminuiu quase mil livros. O livro de Dan Brown, Inferno (Arqueiro) vendeu 9.221 e Kairós, do Padre Marcelo (Principium), 6.477. Uma diferença de 2.744 – a diferença semana passada era de 3.612.

Outras novidades da semana foram: não ficção, O capital (Civilização Brasileira), Francisco: o Papa dos humildes (Universo dos Livros) e O ciclo da auto-sabotagem (BestSeller); autoajuda, Seja a pessoa certa no lugar certo (Gente); negócios, Administração de projetos (LTC).

Centro cultural reunirá acervo literário de Erico Verissimo em Porto Alegre

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Cerca de 3 mil itens como originais de livros, cartas e desenhos ficarão à disposição do público para visitação e pela internet

Imagem de computador mostra como deverá ficar o espaço destinado a exibir espólio do autor gaúcho Foto: Centro Cultural Erico Verissimo / Divulgação

Imagem de computador mostra como deverá ficar o espaço destinado a exibir espólio do autor gaúcho
Foto: Centro Cultural Erico Verissimo / Divulgação

Marcelo Gonzatto, no Zero Hora

Inaugurado em 2002, o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo finalmente começa a cumprir sua ambição original: tornar-se um centro de referência para público e pesquisadores sobre a vida e a obra do escritor gaúcho.

Entre o final de agosto e o início de setembro, cerca de 3 mil itens do autor de O Tempo e o Vento – incluindo originais, cartas e desenhos – serão disponibilizados para visitação e também para consulta pela internet.

O projeto, patrocinado pelo Grupo Gerdau e pela CEEE, combina duas coleções diferentes, que pertenciam ao doutor em Letras Flávio Loureiro Chaves e à família do jornalista e bibliófilo Mário de Almeida Lima, morto em 2003 – ambos amigos de Erico. O espólio reúne preciosidades como os originais de várias obras, incluindo trechos inéditos do livro de memórias Solo de Clarineta II e mais de mil páginas datilografadas e corrigidas à mão de O Retrato, segunda parte da trilogia O Tempo e o Vento.

– O Erico tinha um hábito de presentear amigos com originais ao terminar de escrever um livro, então esse material estava com o Flávio e a família do Mário Lima, entre outras coisas como cartas, desenhos – conta a diretora sociocultural do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV), Regina Ungaretti.

A exibição desse acervo recém adquirido, que ocupará o sexto andar da instituição localizada na Rua da Praia, na Capital, ameniza o vácuo deixado pelo envio de outra parte da herança literária do escritor para o Rio de Janeiro. Em 2009, originais e outros documentos sob responsabilidade da família de Erico, mantidos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), foram remetidos para o Instituto Moreira Salles sob o argumento de que a instituição tinha à época as melhores condições de preservar o material. A remessa foi feita sob regime de comodato com prazo de 10 anos. Agora, com o lançamento do novo espaço, a família Verissimo já admite transferir de volta os cerca de 10 mil itens do acervo localizado no Rio ao final do contrato, em 2019 – o que ampliaria ainda mais a importância do centro gaúcho.

– O material que está no Rio pode vir para o CCCEV no fim do contrato, dadas as novas condições técnicas para sua conservação por aqui – diz Luis Fernando Verissimo, que participa nesta quinta-feira do talk-show Encontros com o Professor no próprio CCCEV.

No terceiro andar do prédio, haverá ainda uma exposição destinada a contextualizar a vida e a obra do escritor, com textos de apresentação de seus principais livros e espaço para crianças. A iniciativa, sob a curadoria do bibliófilo Waldemar Torres e da doutora em Teoria Literária Márcia Ivana de Lima e Silva, foi viabilizada pelo CCCEV e pela CEEE com apoio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC).

– É importante destacar que o acervo foi digitalizado e será oferecido pela internet, com exceção dos livros, protegidos por direito autoral – afirma Alvaro Franco, diretor da empresa Backstage, responsável pela produção cultural da iniciativa.

Confira destaques do acervo

> Original de O Retrato (1951), segunda parte da trilogia O Tempo e o Vento. São mais de mil páginas datilografadas com emendas manuscritas.

> Folhas inéditas de pesquisa para escrever O Tempo e o Vento.

> 94 páginas originais, datilografadas ou manuscritas, de Solo de Clarineta II (1976) – memórias do escritor cuja transcrição e organização são de Flávio Loureiro Chaves, pois foram lançadas após a morte de Erico.

> Inéditos de Solo de Clarineta II: 12 páginas originais não foram incluídas pelo organizador no volume impresso das memórias do autor.

> Página pertencente à primeira redação de Incidente em Antares (1971), com anotações e desenhos do autor. Texto inédito que ficou fora da edição definitiva.

> Original de uma sinopse para o cinema de O Resto é Silêncio (1943).

dica do Jarbas Aragão

Após pressão, prefeitura volta atrás e cancela o corte de 40% de salários dos professores no Ceará

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Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. A medida foi suspensa nesta sexta-feira (28).

Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. A medida foi suspensa nesta sexta-feira (28).

Carlos Madeiro, no UOL

Menos de um mês após tirar dos professores  da rede municipal uma gratificação que corresponderia a 40% dos salários, a prefeitura de Juazeiro do Norte (a 548 km de Fortaleza) não resistiu à pressão popular e voltou atrás.

Nesta sexta-feira (28), após reunião com a categoria e o MP-CE (Ministério Público do Ceará), a prefeitura anunciou a recomposição dos salários, na forma como era anteriormente.

“Nós assinamos um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o MP, e vamos encaminhar uma nova uma mensagem ao Legislativo para algumas alterações do plano”, disse a procurador do município, Mariana Gurgel, que representou a prefeitura no encontro.

Segundo ela, com o TAC, os 40% de gratificação volta aos vencimentos dos professores. “Na verdade nunca houve desconto. “Nós tínhamos incorporado 10% da gratificação aos salários. Com essa nova mudança, permanecerá os 40% de gratificação à regência para professores em sala de aula ou do suporte pedagógico. Os professores de área administrativo não receberão”, disse.

Com a decisão, os professores também decidiram encerrar a greve que durou 17 dias. As aulas devem voltar à normalidade na próxima segunda-feira (1º).

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Marcelo Alves, a nova decisão da prefeitura foi uma “grande vitória” do movimento sindical e popular do Juazeiro do Norte.

“Nós conseguimos que ele voltasse atrás quase que totalmente na mudança do nosso PCCR, que reduzia o salário, mas também nos tirava direitos”, disse.

Segundo Alves, com a decisão, a greve está suspensa até o dia 31 de julho. “As aulas serão retomadas, mas demos um prazo de um mês para que a prefeitura envie e a Câmara aprove as mudanças acertadas no TAC. Caso isso não ocorra, retomaremos a greve”, afirmou.

O corte

Os professores da rede municipal de Juazeiro do Norte tiveram seus salários reduzidos em até 40%, aumento na carga horária, além de outras mudanças regidas no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), aprovado no último dia 6 pela Câmara de Vereadores.

A sessão foi marcada por protestos dos professores. Após a aprovação, houve uma comoção municipal e foi criado um movimento pedindo a recomposição salarial dos professores.

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