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Pais criam cadernos virtuais para tornar mochila de filho mais leve

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Aplicativo para iPad teve 9 mil downloads em três meses.
Casal já recuperou 8% do investimento na criação do Studying Pad.

Studying Pad (Foto: Reprodução da internet)

Studying Pad (Foto: Reprodução da internet)

Lilian Quaino, no G1

Ver o filho de 10 anos carregando todos os dias a mochila pesada com o material escolar fez uma promotora de Justiça e um advogado se tornarem empreendedores em soluções de tecnologia, investindo numa área bem distinta da formação em direito. Maria Juliana de Brito Santos Moysés e seu marido Luiz Antônio Moysés Junior, preocupados com as reclamações do filho João Victor, resolveram pensar num aplicativo para o iPad do garoto que substituísse os cadernos. A ideia vingou e hoje é usada por toda a família, até pela pequena Maria Fernanda, de 7 anos.

O casal que vive em Moramos em Nova Lima, cidade vizinha a Belo Horizonte (MG), bateu na porta da IDS Tecnologia, maior parceira Apple do Brasil, e encomendou o aplicativo, que a empresa mineira desenvolveu em cerca de 90 dias. Disponível para download por qualquer pessoa na Apple Store desde janeiro, o Studying Pad já é o sétimo mais baixado na categoria educação na loja virtual. A versão gratuita vem com dois cadernos, mas o estudante pode comprar a extensão com pacotes de até oito cadernos.

“Em três meses já foram mais de 9 mil downloads. Pedimos para criarem também uma versão em inglês. O Brasil é o maior usuário, em segundo lugar vêm os EUA. Canadá, Inglaterra e Portugal também já aderiram ao aplicativo”, comemora Juliana, empreendededora de primeira viagem.

Ela afirma que ainda este ano o aplicativo será desenvolvido para Android.

Studying Pad aberto (Foto: Reprodução da internet)

Studying Pad aberto (Foto: Reprodução da internet)

Juliana explica que os cadernos são muito funcionais, têm agenda sincronizada com o horário das aulas, cronograma de aulas, possibilidade de inclusão de fotos, aplicativo para desenhos, digitação por toque ou por teclado conectado via Bluetooth. O estudante pode ainda imprimir ou exportar o conteúdo em formato PDF para compartilhar as aulas com outros colegas.

Ela lembra que o aplicativo serve para alunos de todas as categorias – do ensino fundamental até concurseiros – ou para qualquer pessoa que goste de ter seus textos organizados e arquivados. Ela mesma tem cadernos do Studying Pad para suas receitas.

“O aluno marca na agenda o dia e o horário da aula de matemática e o aplicativo, naquela hora, já abre o caderno de matemática. O aplicativo permite imprimir e enviar por e-mail. Tem ainda um sistema de busca por palavra”, explica Juliana.

A pequena Maria Fernanda com o Studying Pad (Foto: Arquivo pessoal)

A pequena Maria Fernanda com o Studying Pad
(Foto: Arquivo pessoal)

A empreendedora já recuperou 8% do investimento que fez ao encomendar o aplicativo – ela ganha da Apple um percentual a cada download feito. Juliana explica que pagou à IDS um preço que considerou justo pelo desenvolvimento do produto e disse que o investimento, que não revelou, é acessível a qualquer família de classe média.

“A gente apostou. Não entendemos nada disso. Levamos a ideia à IDS e pedimos para desenvolverem o aplicativo. Fizeram fielmente tudo que eu sugeri”, disse Juliana.

O diretor responsável pela área técnica e estudo de novas soluções da IDS, Patrick Tracanelli, diz que a próxima etapa é firmar parcerias com instituições de ensino para usar o aplicativo como ferramenta pedagógica. Ele explica como desenvolveu o produto:

“Fazemos a entrega de um aplicativo em aproximadamente 90 dias. É um processo minucioso que consiste em algumas etapas, como definição do escopo com o cliente, orçamento, desenvolvimento do mapa de funcionalidades, criação da interface e identidade visual, adequação e criação de frameworks, entre outras. A pessoa torna sua ideia realidade e ainda consegue uma fonte de renda pois, para cada download, 70% do valor vai para ela e o restante para a Apple”.

João Victor e o pai Luiz Antônio usando o aplicativo (Foto: Arquivo Pessoal)

João Victor e o pai Luiz Antônio usando o aplicativo
(Foto: Arquivo Pessoal)

Patrick acredita que o Studying Pad tem potencial para se tornar uma grande rede social de aprendizado, focado no processo de negócio das escolas.
“Nossa intenção não é só usar a tecnologia como existe hoje, facilitando tarefas que já existiam antes, mas criando um novo ambiente de estudo, trazendo de fato a tecnologia para o processo de ensino”, disse o executivo.

Para Juliana, a questão ambiental também pesa a favor do aplicativo: “A natureza agradece a economia de papel”.

Templo do livro, modelo em xeque

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Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

A atual fase da era digital, marcada pela expansão do mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas tradicionais – e o seu incontornável impacto na formação de leitores

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: “As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo”. A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.

Márcio Fernandes/AE Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Márcio Fernandes/AE
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos – existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.

“A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil”, comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.

Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais – algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.

Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.

Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.

O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.

De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos – caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras. (mais…)

Candidatos a imortais?

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Antonio Cícero / Foto: O Globo

Antonio Cicero / Foto: O Globo

Onze autores começam a corrida pela cadeira 10 da ABL, vaga desde a morte de Lêdo Ivo

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

É tempo de campanha na Academia Brasileira de Letras. Até o dia 11 de abril, 11 autores saem em busca dos votos dos acadêmicos na tentativa de garantir um lugar na imortalidade. É a corrida pela cadeira 10, que teve até agora seis ocupantes e está vaga desde o dia 23 de dezembro, quando o poeta alagoano Lêdo Ivo morreu na Espanha, aos 88 anos. Também a ocuparam, por ordem cronológica: Evaristo da Veiga, Rui Barbosa, Laudelino Freire, Osvaldo Orico e Orígenes Lessa.

O prazo para a inscrição das candidaturas terminou no domingo e na lista há nomes que aparecem pela primeira vez, como os de João Almino (1950) e Antonio Cicero (1945), e o eterno candidato Felisbelo da Silva, mais de oito décadas de vida e 600 livros escritos que tenta, pela 10.ª vez, o reconhecimento.

Considerando a produção literária, Cicero e Almino são os nomes mais fortes desta disputa. Porém, é importante esclarecer que apesar de trazer a palavra Letras no nome, a ABL, fundada, entre outros, por Machado de Assis em 1897, não é apenas uma casa de escritores. Claro, é preciso ter escrito livros para ingressar lá, mas nem sempre as qualidades literária e estética da obra são levadas em conta.

Pelo charmoso Petit Trianon, sede da Academia no Rio de Janeiro, passaram profissionais de áreas de atuação diversas – um aviador (Santos Dumont), um presidente em pleno governo ditatorial (Getúlio Vargas), uns tantos políticos (José Sarney, Marco Maciel), um cineasta (Nelson Pereira dos Santos), um cirurgião plástico (Ivo Pitanguy), entre outros. Por esse perfil, não deveria ter causado tanta comoção a eleição do colunista político Merval Pereira, que ganhou do literato Antonio Torres a posse da cadeira de Moacyr Scliar em 2011. Mas para os que acreditam que a ABL deve, sim, ser uma casa de escritores a boa notícia é que dois dos candidatos favoritos são reconhecidos pelo público e pela crítica como escritores.

João Almino é escritor premiado – seu mais recente livro, Cidade Livre, venceu o Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura e foi finalista em outras importantes premiações. Ele tem duas vantagens sobre Antonio Cicero, outro forte concorrente. É diplomata – e a ABL gosta disso. E se contar semelhanças com Lêdo Ivo, a quem esperam suceder, a outra vantagem seria sua origem: ambos são nordestinos – Ivo era de Maceió; Almino, de Mossoró (RN).

“Um país se faz com instituições, e a ABL é nossa máxima e centenária instituição no campo das letras, que atua com independência e sobrevive, como queria Machado, às escolas literárias. É às letras que tenho me dedicado ao longo de várias décadas. Na Academia posso dar minha contribuição ao trabalho de promoção e divulgação de nossa cultura e, em especial, de nossa literatura”, comenta Almino, cônsul-geral do Brasil em Madri e autor de 15 livros. Ele teve o incentivo, inclusive de amigos imortais, para apresentar sua candidatura.

Mas a ABL está mais moderninha. Sobe o morro para tomar chá com a comunidade, dá tablets e faz sessões de cinema para os acadêmicos, convida músicos, artistas e outros profissionais para seus encontros, participa de debates longe de seu domínio – em eventos literários País afora, e por aí vai. Nesse sentido, o carioca Antonio Cicero levaria para a ABL sua faceta mais popular, de letrista – ele é irmão de Marina Lima e autor de sucessos como Virgem e Fullgás – e erudita, de poeta e autor de ensaios filosóficos. Com sua eleição, a cadeira continuaria ocupada por um poeta.

Cicero vai com frequência às palestras, exposições e lançamentos realizados pela instituição. “A Academia tem tido um papel cada vez mais importante de estímulo à produção cultural contemporânea. Acho que posso contribuir para isso, com a experiência que tenho na concepção e organização de ciclos internacionais de conferências.” Assim como João Almino, Antonio Cicero também se candidatou por sugestão de membros da ABL. “Com a morte do saudoso poeta Lêdo Ivo, alguns desses amigos me disseram que, dado que gostariam de continuar a ver um poeta na cadeira que o Lêdo ocupava, eu devia me candidatar.”

Em seus quase 116 anos de história, a ABL elegeu apenas sete mulheres. A última, Cleonice Berardinelli, foi eleita em 2009. No momento, são quatro mulheres entre os 39 imortais: Lygia Fagundes Telles, Nélida Piñon, a primeira mulher a presidir a instituição, Ana Maria Machado, que está em seu segundo mandato como presidente, e Cleonice. Talvez seja hora de escolher mais uma. No páreo, a jornalista, presidente da ONG Rio Como Vamos e autora de obras como Elogio da Diferença, Rosiska Darcy de Oliveira (1944), tida como a preferida de Ana Maria Machado, e a historiadora Mary Del Priore (1952), sobrinha-neta de Roberto Simonsen, que teve sua cadeira lá.

Ana Maria Machado não comenta a eleição. “Como presidente, limito-me a votar e a me manter equidistante e em silêncio.”

Mary Del Piore conta que sua motivação para concorrer não é a imortalidade de sua obra, mas sim um projeto maior. “Desde que deixei a USP, venho lutando para que mais e mais brasileiros leiam e gostem de sua história: da história do Brasil. A ABL é uma instituição de peso nacional e internacional que poderá dar maior visibilidade ao nosso passado, lutar por nossa memória, textos e documentos, fazendo-se mediadora entre a literatura e a história, disciplinas que dialogam. Afinal, como o romance, a história conta. E contando, ela explica”, justifica. Ela é autora de 36 livros – os mais recentes: História Íntima (2011) e Carne e Sangue (2012).

Além deles, concorrem Marcus Accioly, Diego Mendes Souza, José Paulo da Silva Ferreira, Cláudio Murilo Leal, Blasco Peres Rego e Joaquim Cavalcanti de Oliveira Neto. Para ser eleito, o candidato deve ter 20 votos (metade mais um). Se ninguém atingir a meta, é realizado um segundo escrutínio no mesmo dia. Depois, uma terceira e quarta votação, ali mesmo. Se ainda assim a conta não fechar, uma nova eleição é aberta.

Santiago Nazarian lança primeiro romance juvenil

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O escritor Santiago Nazarian (Divulgação)

O livro ‘Garotos Malditos’ foi publicado recentemente pela Galera (Record)

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Santiago Nazarian não escrevia livro para adolescente, mas caiu no gosto deles com Mastigando Humanos, título de 2006 que acabou incluído em programas de compra do Governo e levou o autor a encontros com estudantes. Temas adolescentes estão ali, e nas outras obras, mas até Garotos Malditos, lançado recentemente pela Galera (Record), ele nunca havia sentado para escrever um livro verdadeiramente juvenil.

Em Ouro Preto, Minas Gerais, para participar do Fórum das Letras, que terminou neste domingo, ele conversou com a reportagem sobre a obra. De saída, justifica-se: “O livro não tem uma sofisticação literária, é coloquial, narrado por um adolescente.” Entretanto, ele não queria que fosse uma história boba. “Tinha que ser divertido e ter um pouco de esperteza e de malícia.” E tinha de ser daqueles livros que o próprio leitor, e não os pais ou professores, descobrem nas livrarias.

Voltou então à sua própria meninice e tentou imaginar o que um adolescente de hoje gostaria de ler para criar Ludo, um garoto de poucos amigos, viciado em filmes de terror, que muda de escola no meio do ano letivo e encontra um ambiente que não existia nem em seus melhores sonhos: uma classe de vagais, professores à toa e uma diretora burra e sensual. Ele, claro, estranha essa liberdade toda. Aos poucos, vai descobrindo que aquela é uma escola de monstros – de verdade, tipo, lobisomem, zumbi e vampiros. Mas que escola não é quando se tem 15, 16, 17 anos? Ludo é excluído, faz amizade com um garoto gay e com outro aluno que, assim como os dois, não está entre os mais populares.

Garotos Malditos é um livro para meninos, com doses de violência e crueldade, que fala de questões próprias dessa idade, como amizade e descoberta da sexualidade. Obras assim não são comuns num mercado dominado por chick lit. É para meninos, mas meninas também acabam se interessando, diz o autor, já que é uma forma de saber o que se passa na cabeça dos garotos, retratados – e aí está um dos méritos da obra – de forma não idealizada.

Se as vendas forem bem, outros títulos podem dar continuidade à história. Já está tudo na cabeça de Santiago, 35 anos, que não quer ser visto como um escritor de obras juvenis – mesmo porque, diz, essa questão que tinha com sua adolescência já foi superada. “Mas se ficar rico com isso, não me incomoda continuar enquanto escrevo outras coisas.”

Seu próximo livro, previsto para 2014, vai mostrar, com os elementos fantásticos que marcam sua literatura, um homem na crise da meia idade. “Quando fica muito no realismo, sinto que falta um chantilly ali em cima.”

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