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Dicas de livros: os autores favoritos de Marilyn Monroe

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Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Fonte: Shutterstock

Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Fonte: Shutterstock

Publicado no Universia Brasil

Marilyn Monroe, 1954, by Eve Arnold (reading series)Uma das mulheres mais atraentes do século 20, a atriz Marilyn Monroe não é uma figura facilmente associada à literatura. O que poucos sabem é que além de suas façanhas como umas das maiores estrelas de Hollywood, Marylin era uma grande leitora.

Através de seu legado, como fotos, entrevistas e até histórias de amigos, o site Everlasting Star criou uma lista com centenas de livros que passaram pelas mãos da loira e foram, de diversas maneiras, importantes em sua vida. Entre os autores mais citados estão grandes nomes da literatura, como você confere abaixo:

DH Lawrence
A visão crítica deste autor britânico certamente influenciou Marilyn, já que ela possuía pelo menos quatro livros de sua autoria, além de um estudo sobre sua obra. Lawrence é conhecido por sua crítica à modernidade e seu trabalho relacionado à psique, especialmente aos instintos. Entre os livros lidos pela atriz está a coletânea Selected Poems, boa para quem quer se aprofundar no trabalho lírico do artista.

Thomas Mann
O Nobel de literatura de 1.929 também chamou a atenção da diva. Seu estilo trabalhava as características psicológicas dos personagens sem deixar de fazer um belo retrato da época conturbada em que viveu, já que presenciou as duas Grandes Guerras. Na estante de Marilyn havia uma cópia de Morte em Veneza, um dos clássicos do autor.

Sean O’Casey
A obra do irlandês Sean O’Casey estava relacionada diretamente ao trabalho da musa da MGM. Ambos tiveram uma infância difícil e humilde, fator que se refletia nas peças escritas pelo dramaturgo, sempre preocupado com o olhar social. Destaque para a obra I Knock at The Door, primeiro volume de sua autobiografia, que lhe rendeu um prêmio do Newspaper Guild of New York’s.

Clifford Odets
Também está na lista um diretor e roteirista de cinema. Odets começou sua carreira como dramaturgo, mas chegou inclusive a dirigir o filme None but the Lonely Heart. Entre as obras conferidas por Marylin está Golden Boy, que foi encenada na Broadway em 1937 e também foi adaptada em um longa metragem. É um dos maiores sucessos do autor. Tennessee Williams
Mais um dramaturgo de sucesso na lista da atriz. O autor, que na verdade se chamava Thomas Lanier Williams III, é famoso por seus trabalhos adaptados para o cinema. Um de seus maiores sucessos Gata em Teto de Zinco Quente, estrelado por Elizabeth Taylor. Na biblioteca de Marilyn foi encontrado um exemplar de A Streetcar Named Desire com anotações feitas por ela, demonstrando seu interesse pelo escritor.

Mark Twain
O criador d’As Aventuras de Tom Sawyer também está entre os favoritos de Monroe. A atriz escolheu justamente essa obra para apreciar o estilo crítico, bem humorado e ácido.

Marcel Proust
O ensaísta e crítico de arte francês é um dos mais lidos por Marilyn, que teve contato com pelo menos 5 de seus títulos. Entre suas muitas obras e traduções, a diva escolheu títulos como The Guermantes Way e The Captive para admirar.

Thomas Wolfe
A atriz teve grande interesse pelas obras deste autor americano, que retratou como ninguém os costumes de sua época e de sua terra natal. Entre as obras apreciadas por Marilyn esta um exemplar de Thomas Wolfe’s Letters To His Mother, uma coletânea de correspondências entre o escritor e sua mãe reunidas por John Skally Terry.

Fyodor Dostoyevsky
Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Um dos sonhos da atriz era interpretar Grushenka, uma das personagens da obra Os Irmãos Karamazov, de acordo com informações obtidas com seus amigos.

Dicionário reúne frases machistas que dão uma ideia de como o sexo feminino é percebido

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Publicado no Nem Lolita Nem Balzaca

Reprodução

Doutora em Literatura Portuguesa e autora de mais de 20 livros, a escritora Salma Ferraz acaba de lançar uma obra diferente das usuais, o Dicionário Machista – Três mil anos de frases cretinas contra as mulheres (Jardim dos Livros, 175 págs., R$ 19,90). A compilação reúne citações de pensadores, músicos, celebridades e anônimos, que dão uma ideia mais seletiva do que os homens pensavam sobre as mulheres e o que as mulheres pensavam sobre elas mesmas.

– Mas o principal motivo é mostrar a estupidez e irracionalidade do machismo, deixar registrado isto, para que sigamos em direção a um mundo melhor. Demorou 2 mil anos para que as mulheres conquistassem seu espaço no Ocidente. Sempre digo que a iluminação não tem volta. Temos que caminhar para a frente. Homens não são superiores às mulheres e vice-versa – explica a autora.

Ao escrever sobre o tema, Salma percebeu que a sociedade avançou, mas precisa levar a conquista adiante.

– Estou lendo livros da escritora de Moçambique Paulina Chiziane e fiquei impressionada com o machismo reinante em muitos países da África – conta.

No livro aparecem ideias de Jesus Cristo a Nietzsche, de Machado de Assis a Vinicius de Moraes, de Marilyn Monroe a Carla Perez e, segundo a autora, a maioria das frases foi pesquisada no contexto em que foram escritas.

– Quanto à frase atribuída a Jesus (“Toda mulher que se fizer homem entrará no Reino dos Céus”), pensei bem e vejo que teria sido melhor ter sido deixada de lado, porque esta frase pertence aos Apócrifos, que são textos não canônicos. Mas é importante notar que puseram uma frase machista na boca de Jesus, que em absoluto, nunca foi machista. Pelo contrário, ele foi talvez o primeiro feminista da história do Ocidente: defendeu as mulheres, andava rodeado de mulheres e apareceu primeiro a uma mulher – diz.

Garante, ainda, que as mulheres são muito mais machistas do que os homens:

– Sim, afinal quem cria e educa os homens?

Avanços e retrocessos — Os avanços, segundo Salma, são consideráveis. Dizem respeito aos movimentos feministas (principalmente na década 1960), a criação no Brasil das Delegacias da Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003, no Governo Federal, da Lei Maria da Penha, em 2006.

Apesar disso, diz que é preciso tomar cuidado com o chamado “machismo cordial”.

– Lógico que as mulheres no Ocidente já têm um lugar ao sol, ou pelo menos direito a um raio de sol, muito diferente do Oriente, em especial, países muçulmanos. Mas existe ainda um ranço de machismo suave, aquele que transforma a mulher num mero objeto sexual descartável. No Brasil, há outro tipo de escravidão, a da Bunda, na qual a mulher dança com o rosto voltado para a parede. Não importa seu nome, só sua bunda que fica voltada para o público masculino, é o que eu denomino de a hiperbunda midiática – critica.

Mesmo com todas as críticas, Salma cuida, no entanto, para não distorcer as impressões.

– Também não podemos radicalizar e tirar o que é espontâneo no brasileiro. A mulher geralmente sabe identificar e separar uma brincadeira de uma frase com cunho machista – completa.

Algumas frases citadas no livro:

“Mulher só é fiel à moda”. Justino Martins

“A mulher sem filhos é uma mulher morta”. Talmude

“Fraqueza, teu nome é mulher”. Shakespeare, em Hamlet

“Há sempre um macaco na mais bela e angelical das mulheres”. Balzac

“A mulher ideal é sempre a dos outros”. Stanislaw Ponte Preta

“Mulher é igual a música: depois que fica velha ninguém canta”. Para-choque de caminhão

“A mulher, quando pensa, pensa mal”. Publílio Siro

“Só respeitamos as mulheres que não desejamos”. Roland Dorgelès

“A mulher é um homem que não trabalha”. Esther Vilar

“Vais ver mulheres? Não esqueças o açoite”. Nietzsche

10 famosos personagens literários mais novos do que você imagina

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Lorena Robinson, no Literatortura

Quando um autor cria uma personagem, ele ou ela confere a sua pessoa fictícia atributos e características específicas – como idade, aparência, certas propensões – que, combinadas, fundamentam uma personalidade determinante para toda a trama. Algumas características são marcantes, icônicas e essenciais para o desenrolar e coerência do enredo; outras são responsáveis por fornecer ao leitor prazerosas divagações a respeito da personagem, através de uma “visualização mental”, fruto da nossa imaginação, possível apenas pelos elementos fornecidos pelo autor. Há características inerentes a personagem, no entanto, que podem não ser explícitas na página. Mas seja a personagem plenamente apresentada ou não, não podemos prever o que acontecerá a ela quando determinados meios culturais a alcançarem; especialmente a indústria cinematográfica.

Dito isso, prepare-se para chocar-se com 10 personagens literários que são significativamente mais novos do que você (provavelmente) imagina.

Holly Golightly: 18 anos

Para alguns a surpresa começa no fato do filme ser uma adaptação. O livro homônimo ao filme (Breakfast at Tiffany’s – Bonequinha de Luxo, no Brasil), de Truman Capote, apresenta a personagem Holly Golightly, que tornou-se icônica após a encarnação vencedora de Oscar de Audrey Hepburn – a princesa dos olhos dos amantes de retrô. Muitos se surpreenderão ao descobrir que no romance de Capote, Holly é colocada como uma adolescente, enquanto Hepburn tinha 31 anos quando começaram as filmagens. Truman Capote não ficou muito contente com a escolha – ele queria como Holly ninguém menos que Marilyn Monroe, ainda mais velha que Audrey.

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Scarlett O’Hara: 16

Protagonista no romance de Margaret Mitchell’s, …E O Vento Levou e no posterior filme de mesmo nome, Scarlett tinha apenas 16 anos no início do livro (e no início da Guerra Civil). A mesma idade com que ela casa, tem um filho e então torna-se viúva. Ao final do romance, ela tem 28 anos de idade e, como são fadados os personagens literários particularmente vibrantes, já viveu diversas histórias dignas de drama. E O Vento Levou é considerado um dos filmes mais vistos de todos os tempos, assistido por mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Scarlett foi interpretada por Vivien Leigh, com cerca de 26 anos na época, que acabou ganhando um Oscar pelo papel.

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Miss Havisham: 37 a 50 anos.

Sempre que surge uma adaptação cinematográfica de Great Expectations (da obra homônima de Charles Dickens), surgem junto questões a respeito da idade de Miss Havisham. Tradicionalmente, ela é retratada como uma idosa, mas não sem embasamento no próprio romance, no qual Pip a descreve como “um esqueleto” e uma “figura de cera”. Mas, dependendo de como você faz as contas, chega-se a conclusão de que ela tem entre 37 e 50 anos; considerando que os eventos do romance decorrem 25 anos após ela ser abandonada no altar, e que as pessoas casavam-se muito novas naquela época. Envelheceu precocemente por conta de todo o desgosto? Provavelmente. Mas uma idosa? Na verdade, não.

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Tintin: 17

Talvez alguns conheçam pela história em quadrinhos de Hergé, As Aventuras de Tintin, ou mesmo pela adaptação cinematográfica de Steven Spielberg e Peter Jackson. De qualquer forma, é capaz que você tenha se surpreendido.

“Quando pensei nele pela primeira vez,” disse Hergé em uma entrevista extremamente encantadora com uma criança francesa (link: aqui!), “Eu o imaginei como tendo entre 14 ou 15 anos de idade. Mas agora, digamos que ele tenha 17. Ele envelheceu somente 3 anos no decorrer de 50, está ótimo!”. Como Hérge pontua na entrevista, Tintin é deveras maduro para a sua idade. – Mas então como ele sabe pilotar todos aqueles aviões? – Ao que parece, ele apenas aprende tudo bem, bem rápido.

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Marilyn Monroe poderia ser lésbica, aponta biografia

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Foto: Divulgação

Publicado originalmente no SRZD

Uma nova biografia de Marilyn Monroe levanta a hipótese de que a atriz símbolo sexual poderia ser lésbica. Em “Marilyn: The Passion and the Paradox”, Lois Banner, descreve as dúvidas de Monroe sobre sua sexualidade.

Em trecho publicado pelo “The Guardian”, a autora diz que Marilyn Monroe “teve casos com homens importantes”, mas “mesmo assim, ela gostava de mulheres, tinha casos com elas, e tinha medo de que fosse, na verdade, lésbica”.

O livro diz ainda que a atriz era assombrada por muitas questões relacionadas ao assunto. “Como ela podia ser a deusa sexy dos heterossexuais e gostar de mulheres? Como ela podia ter o corpo mais perfeito por fora e, por dentro, ter ‘tais imperfeições’? Por que ela não era capaz de gerar uma criança?”, diz a publicação.

A biografia da atriz que morreu em 1962, com apenas 36 anos, traz ainda informações e pensamentos feministas de Monroe, mostrando que ela era mais que um símbolo sexual. “Ela fez sua própria produtora, lutou contra os magnatas e falou abertamente que sofreu abuso sexual na infância”, diz o livro.

Este não são os primeiros rumores sobre a possível homossexualidade de Marilyn Monroe. Rumores dão conta de que ela teria tido encontros sexuais com Joan Crawford, Marlene Dietrich e Paula Strasberg.

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