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Posts tagged Marina Colasanti

Marina Colasanti é a primeira atração confirmada na Feira do Livro de Joinville de 2018

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Marina Colasanti já esteve em Joinville junto com o marido, o também escritor Affonso Romano de Sant'anna Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Marina Colasanti já esteve em Joinville junto com o marido, o também escritor Affonso Romano de Sant’anna
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Rubens Herbst, no Diário Catarinense

Na última vez que Marina Colasanti esteve em Joinville foi em 2013, participando da Feira do Livro junto com o marido, o também escritor Affonso Romano de Sant’anna. Desde então, ganhou um segundo Prêmio Jabuti (em 2014, por Breve História de Um Pequeno Amor), apenas um louro a mais na trajetória de uma das maiores autoras de contos, crônicas e livros infantojuvenis do País.

É nessa condição que ela voltará à Feira do Livro de Joinville no ano que vem. Ao seu lado estará novamente Sant’anna, escritor, poeta, cronista e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional. O casal será anunciado como uma das atrações do evento durante o lançamento oficial da 15ª edição, marcada para as 9 horas desta terça-feira (26), na Livraria A Página.

O tema da edição, as homenagens, novidades e outros convidados estão na pauta do encontro. A Feira do Livro de Joinville de 2018 acontecerá de 7 a 18 de junho no Expocentro Edmundo Doubrawa e adjacências.

Escassez de mulheres no mundo editorial é questionada

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Ana Luisa Escorel, primeira mulher a vencer o Prêmio São Paulo de Literatura - Fernando Donasci / Agência O GLOBO

Ana Luisa Escorel, primeira mulher a vencer o Prêmio São Paulo de Literatura – Fernando Donasci / Agência O GLOBO

Escritoras se fazem menos presentes no topo das premiações e em antologias

Bolívar Torres, em O Globo

RIO — No último dia 10, Ana Luisa Escorel venceu o Prêmio São Paulo de Literatura. Na semana seguinte, outra escritora, Marina Colasanti, também levou a láurea máxima de um prêmio tradicional, o Jabuti. Aos apressados, pode parecer que as mulheres estão dominando a cena literária. Mas não é bem assim. Logo que se anunciou o resultado do Prêmio São Paulo, Ana Luisa lembrou em seu discurso que, desde a sua criação, em 2008, esta foi a primeira edição a premiar uma autora feminina na categoria principal. O padrão é seguido por outras premiações: entre todos os vencedores do Portugal Telecom, há somente três mulheres (Beatriz Bracher, Marina Colasanti e Cíntia Moscovich), e nenhuma delas levou o prêmio principal. O fato trouxe à tona um tema ainda pouco discutido. Menos publicadas, divulgadas e premiadas, as mulheres sofreriam preconceito no mundo editorial?

— Trabalho com a questão feminina há mais de 20 anos e posso dizer que a situação melhorou bastante — avalia Marina Colasanti. — No passado, o reconhecimento e a presença feminina eram raríssimos. Houve progressos por uma questão de mercado, já que mulheres leem mais, mas também por causa avanço do feminismo e do número de mulheres na pós-graduação.

No início do mês, foi a vez de uma antologia de resenhas sobre escritores, “Por que ler os contemporâneos? — Autores que escrevem o século XXI” (Dublinense), causar polêmica nas redes sociais. Entre os 101 nomes resenhados, apenas 14 eram mulheres (nenhuma brasileira). Um dos editores da antologia junto com Léa Masina, Daniela Langer e Rafael Bán Jacobsen, o escritor Rodrigo Rosp diz que a publicação foi montada sem qualquer preocupação que não fosse a literatura em si.

— Não nos preocupamos se havia excesso ou escassez de homens, mulheres, homossexuais, judeus, índios, negros, americanos, orientais, etc. — defende-se Rosp, lembrando que há nada menos do que 42 resenhistas mulheres na antologia. — Em muitos casos, a escolha de um autor homem partiu das próprias resenhistas. Sabíamos que antologias sempre provocam críticas, então deixamos o processo ser o mais autêntico possível. Para mim, o que houve foi apenas queixa, vulgarmente chamada de “mimimi”, de algumas pessoas que não ficaram satisfeitas com o nosso livro. Vale lembrar que, entre os autores brasileiros selecionados, também não há nenhum negro. E isso não está sendo questionado…

Também premiada nesta edição do Prêmio São Paulo, na categoria autor estreante, Veronica Stigger se diz “chocada” com a disparidade na antologia.

— Chega a ser afrontoso o número inexpressivo de mulheres presentes nesta antologia, ainda mais se levarmos em consideração a quantidade de escritoras em atuação hoje — lamenta. — E mais: trata-se de uma antologia cuja organização está encabeçada por uma mulher, Léa Masina. É chocante como o machismo é incorporado e naturalizado até mesmo pelas mulheres.

Segundo Veronica, a falta de mulheres no topo das premiações literárias do país também reflete um machismo arraigado na cultura brasileira.

— Como o racismo, insistimos em não reconhecer — afirma. — Sempre que é preciso escolher entre um homem e uma mulher, escolhe-se, porque parece “natural” ou “lógico”, o homem. Em suma, a mulher é sempre, literalmente, dispensável: não parece fazer falta, sobra no cômputo final. Ora, o que se está fazendo, ao se deixar essas vozes de fora, é silenciar a singularidade de experiência que uma mulher tem pelo simples fato de ser mulher num mundo todo feito contra ela (para parafrasearmos Clarice Lispector, a única mulher homenageada em doze edições da FLIP), singularidade que uma escritora mulher, acredito, pode reinventar literariamente com maior conhecimento de causa do que um escritor homem. Sempre que é preciso escolher entre um homem e uma mulher, escolhe-se, porque parece “natural” ou “lógico”, o homem. Em suma, a mulher é sempre, literalmente, dispensável: não parece fazer falta, sobra no cômputo final.

Mulheres formam a maior parte do leitorado, mas, paradoxalmente, no Brasil, as autoras enfrentam maiores desafios para a publicação, acredita a agente literária Luciana Villas-Boas. Para a a ex-diretora editorial da Record, os obstáculos para as mulheres já começam nas editoras.

— Há no meio editorial a ideia de que toda autora quer ser Clarice Lispector, oferecendo um tipo de pastiche clariceano odiado pelo público — diz Luciana. — Com um número tão inferior de mulheres publicadas, é natural que elas sejam menos contempladas nas premiações.

Segundo a agente, a mulher é, no Brasil, ainda mais discriminada literariamente do que o negro.

— Até porque temas como a violência urbana e a favela, que passam pela raça, são considerados palpitantes. É verdade que, em um segmento muito comercial, de rigoroso entretenimento, como a chamada literatura “de mulherzinha”, ou “chicklit”, ou “novo adulto”, predominam as escritoras voltadas para um público essencialmente feminino. E é o segmento que mais cresce no Brasil.

Marina Colasanti e Laurentino Gomes são vencedores do Prêmio Jabuti

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Em nota, Laurentino chamou a atenção para a importância de ler sobre a história do país

Em nota, Laurentino chamou a atenção para a importância de ler sobre a história do país

Além da estatueta Jabuti dourada, os vencedores receberam prêmio de R$ 35 mil

Vanessa Aquino, no Divirta-se

O livro infantil ‘Breve história de um pequeno amor’, de Marina Colasanti, e o livro-reportagem ‘1889’, de Laurentino Gomes, foram os vencedores do 56º Prêmio Jabuti, anunciado na noite da última terça-feira no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. O primeiro foi eleito Livro do Ano de Ficção, e o segundo, Livro do Ano de Não-Ficção. Os dois vencedores, escolhidos pelo júri formado por associados da Câmara Brasileira do Livro, receberam a estatueta Jabuti dourada e um prêmio de R$ 35 mil.

Obras de 27 categorias concorriam aos dois prêmios principais. Apenas os ganhadores de cada uma delas disputaram o troféu de Livro do Ano. Anunciados em 16 de outubro, eles subiram ao palco do Auditório do Ibirapuera nesta terça para receber suas respectivas estatuetas. Também levaram R$ 3,5 mil. No total, 2.240 títulos disputaram o Jabuti 2014.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do Prêmio Jabuti, Laurentino Gomes falou sobre o que ele chama de “intolerância” do Brasil atual, citando especificamente recentes manifestações pela volta dos militares ao poder. “É preciso saber o que ocorreu no Estado Novo, de Getúlio Vargas, e no regime militar, ter consciência de que pessoas foram presas e torturadas e de tudo o que ocorreu.” O escritor também defendeu o estudo da história: “Somente assim poderemos construir um futuro de modo mais organizado e menos barulhento e intolerante.”

Marina Colasanti comemorou o anúncio do prêmio a uma obra infantil

Marina Colasanti comemorou o anúncio do prêmio a uma obra infantil

Em entrevista, Marina disse que recebeu o anúncio do prêmio com surpresa. “Eu não estava esperando nada. É muito difícil que olhem para literatira infantil com igualdade de condições, por causa de pequenos ou grandes deslises de preconceito. No entanto, é uma literatura que nos dá reconhecimento no mundo, nós somos mais reconhecido por ela que por outras literaturas.”

Veja a lista completa dos ganhadores do 54º Jabuti:

Romance
1º Lugar – Título: “Reprodução” – autor: Bernardo Carvalho – Editora: Companhia Das Letras
2º Lugar – Título: “A maçã envenenada” – Autor: Michel Laub – Editora: Companhia Das Letras
3º Lugar – Título: “Opisanie swiata” – Autora: Veronica Stigger – Editora: Cosac & Naify

Contos e Crônicas
1º Lugar – Título: “Amálgama” – Autor: Rubem Fonseca – Editora: Nova Fronteira
2º Lugar – Título: “Você verá” – Autor: Luiz Vilela – Editora: Editora Record
3º Lugar – Título: “Nu, de botas” – Autor: Antonio Prata – Editora: Companhia Das Letras
3º Lugar – Título: “Um solitário à espreita” – Autor: Milton Hatoum – Editora: Companhia Das Letras

Biografia
1º Lugar – Título: “Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)” – Autor: Lira Neto – Editora: Companhia Das Letras
2º Lugar – Título: “Wilson Baptista: O samba foi sua glória!” – Autor: Rodrigo Alzuguir – Editora: Casa da Palavra
3º Lugar – Título: “O castelo de papel” – Autora: Mary del Priore – Editora: Editora Rocco

Poesia
1º Lugar – Título: “Bernini – Poemas 2008-2010” – Autor: Horácio Costa – Editora: Horácio Costa
2º Lugar – Título: “Jardim das delícias” – Autor: Marcus Vinicius Quiroga – Editora: Marcus Vinicius Quiroga
3º Lugar – Título: “Ximerix” – Autor: Zuca Sardan – Editora: Cosac & Naify

Capa
1º Lugar – Título: “A São Paulo de German Lorca / The São Paulo of German Lorca” – Capista: Edson Lemos – Editora: IMESP
2º Lugar – Título: “Graffiti fine art” – Capista: Raquel Matsushita – Editora: SESI
3º Lugar – Título: “Maquiagem, de Marcos Costa” – Capista: Luciana Molisani, Paschoal Rodriguez – Editora: Luste Editores

Ilustração
1º Lugar – Título: “BRASIL – Imagens sob a Ótica da Artista Meire de Oliveira” – Ilustradora: Meire de Oliveira – Editora: Empresas das Artes
2º Lugar – Título: “Storynhas” – Ilustradora: Laerte Coutinho – Editora: Companhia das Letras
3º Lugar – Título: “Decameron: Giovanni Boccaccio” – Ilustrador: Alex Cerveny – Editora: Cosac Naify

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º Lugar – Título: “Bárbaro” – Ilustrador: Renato Moriconi – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar – Título: “Naninquiá – A moça bonita” – Ilustradora: Ciça Fittipaldi – Editora: Editora DCL
3º Lugar – Título: “Conselho” – Ilustrador: Odilon Moraes – Editora: Escrita Fina Edições / Tinta Negra Bazar Editorial

Arquitetura e Urbanismo
1º Lugar – Titulo: “As minas de ouro e a formação das capitanias do sul” – Autor: Nestor Goulart Reis Filho – Editora: Via das Artes
2º Lugar – Titulo: “Preservação e restauro urbano: Intervenções em sítios históricos industriais – Autora: Manoela Rossinetti Rufinoni – Editora: Editora Fap-Unifesp / EDUSP
3º Lugar – Titulo: “Cidadela da liberdade: Lina Bo Bardi e o Sesc Pompeia” – Autores: Andre Vainer e Marcelo Ferraz – Editora: Edições Sesc SP

Artes e Fotografia
1º Lugar – Título: “Cenografia brasileira: Notas de um cenógrafo” – Autor: José Carlos Serroni – Editora: Edições Sesc SP
2º Lugar – Título: “Walter Zanini: Escrituras críticas” – Autora: Cristina Freire (Organizadora) – Editora: Annablume Editora e Comunicação
3º Lugar – Título: “Theatro da Paz” – Autores: Org. Paulo Chaves Fernandes e Rosário Lima – Editora: Secretaria de Cultura do Pará

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
1º Lugar – Título: “Estrutura atômica, ligações e estereoquímica” – Autor: Henrique Eisi Toma – Editora: Editora Edgard Blucher
2º Lugar – Título: “O cerne da matéria – A aventura científica que levou à descoberta do Bóson de Higgs” – Autor: Rogério Rosenfeld – Editora: Companhia das Letras
3º Lugar – Título: “Ciência do futuro e futuro da ciência: Redes e políticas de nanociência e nanotecnologia no Brasil” – Autor: Jorge Luiz dos Santos Junior – Editora: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Ciências Humanas
1º Lugar – Título: “O mapa que inventou o Brasil” – Autora: Júnia Ferreira Furtado – Editora: Versal Editores
2º Lugar – Título: Atlântico: A história de um oceano” – Autores: Francisco Eduardo Alves de Almeida, Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster de Sousa Leão – Editora: Editora Civilização Brasileira
3º Lugar – Título: “Compêndio de ciência da religião” – Autores: Frank Usarski e João Décio Passos – Editora: Editora Paulinas

Ciências Naturais
1º Lugar – Título: “Livro vermelho da flora do Brasil” – Autores: Gustavo Martinelli e Miguel Avila Moraes (Orgs.) – Editora: Andrea Jakobsson Estúdio Editorial
2º Lugar – Título: “Peixes do rio Madeira” – Autor: Vários – Editora: Dialeto Latin American Documentary
3º Lugar – Título: “Guia dos anfíbios da Mata Atlântica” – Diversidade e Biologia – Autor: Célio F. B. Haddad Et Al. – Editora: Anolis Books

Ciências da Saúde
1º Lugar – Título: “Tratado de oncologia” – Autor: Paulo Marcelo Gehm Hoff – Editora: Editora Atheneu
2º Lugar – Título: “Medicina respiratória” – Autor: Carlos Alberto de Castro Pereira – Editora: Editora Atheneu
3º Lugar – Título: “Medicina intensiva fundamento e prática – Autor: Dante Senra – Editora: Editora Atheneu

Comunicação
1º Lugar – Título: “Mídia e política na América Latina – Globalização, democracia e identidade” – Autora: Carolina Matos – Editora: Editora Civilização Brasileira
2º Lugar – Título: “Comunicação ubíqua: Repercussões na cultura e na educação” – Autora: Lucia Santaella – Editora: Paulus
3º Lugar – Título: “O rosto e a máquina: O fenômeno da comunicação visto dos ângulos humano, medial e tecnológico” – Autor: Ciro Marcondes Filho – Editora: Paulus

Didático e Paradidático
1º Lugar – Título: “Alfabeto escalafobético” – Autores: Claudio Fragata e Raquel Matsushita – Editora: Jujuba Editora
2º Lugar – Título: “Para ler e ver com olhos livres” – Autoras: Flávia Aidar e Januária Cristina Alvesibi – Editora: Nova Fronteira
3º Lugar – Título: “Crônicas da norma – Pequenas histórias gramaticais” – Autores: Blandina Franco, José Carlos Lollo e Gabriel Perissé – Editora: Callis Editora

Direito
1º Lugar – Título: “Como decidem as cortes? Para uma crítica do direito (Brasileiro)” – Autor: José Rodrigo Rodriguez – Editora: Fundação Getúlio Vargas
2º Lugar – Título: “Série IDP – Comentários à constituição do Brasil” – Autores: Ingo Wolfgang Sarlet, Lenio Luiz Streck, Gilmar Ferreira Mendes, J.J. Gomes Canotilho e Léo Ferreira Leoncy (Coords.) – Editora: Editora Saraiva / Coedição: Almedina
3º Lugar – Título: “Fundamentos para uma teoria jurídica das políticas públicas” – Autora: Maria Paula Dallari Bucci – Editora: Saraiva

Economia, Administração e Negócios
1º Lugar – Título: “Os limites do possível – A economia além da conjuntura” – Autor: André Lara Resende – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar – Título: “O futuro da indústria no Brasil” – Autores: Edmar Bacha e Monica de Bolle – Editora: Editora Civilização Brasileira
3º Lugar – Título: “Monarquia, liberalismo e negócios no Brasil: 1780-1860” – Autoras: Izabel Andrade Marson; Cecília H. de S. Oliveira – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Educação
1º Lugar – Título: “Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à libras e educação de surdos” – Autoras: Cristina B F Lacerda e Lara F Santos (Orgs) – Editora: Editora Da Universidade Federal De São Carlos
2º Lugar – Título: “Aberturas para história da educação” – Autor: Dermeval Saviani – Editora: Autores Associados
3º Lugar – Título: “Na trilha da gramática” – Conhecimento linguístico na alfabetização e letramento” – Autor: Luiz Carlos Travaglia – Editora: Cortez

Gastronomia
1º Lugar – Título: “Expedição Brasil gastronômico – MG-RJ-PE-CE-RN-AM” – Autores: Guta Chaves, Dolores Freixa e Rodrigo Ferraz (idealizador) – Editora: Editora Melhoramentos / Editora Boccato
2º Lugar – Título: “Os banquetes do imperador’ – Autores: Francisco Lellis e André Boccato – Editora: Senac / Editora Boccato
3º Lugar – Título: “Sou barista” – Autoras: Concetta Marcelina e Cristiana Couta – Editora: Senac

Infantil
1º Lugar – Título: “Breve história de um pequeno amor” – Autor: Marina Colasanti – Editora: Editora FTD
2º Lugar – Título: “Da guerra dos mares e das areias: Fábula sobre as marés” – Autor: Pedro Veludo – Editora: Editora Quatro Cantos
3º Lugar – Título: “Poemas que escolhi para crianças” – Autora: Ruth Rocha – Editora: Editora Salamandra

Juvenil
1º Lugar – Título: “Fragosas brenhas do mataréu” – Autor: Ricardo Azevedo – Editora: Ática
2º Lugar – Título: “As gêmeas da família” – Autora: Stella Maris Rezende – Editora: Globo
3º Lugar – Título: “Uma escuridão bonita” – Autor: Ondjaki – Editora: Pallas

Psicologia e Psicanálise
1º Lugar – Título: “O avesso do imaginário” – Autora: Tania Rivera – Editora: Cosac Naify
2º Lugar – Título: “Antígona e a ética trágica da psicanálise” – Autora: Ingrid Vorsatz – Editora: Zahar
3º Lugar – Título: “Onde tudo acontece – Cultura e psicanálise no Século XXI” – Autora: Giovanna Bartucci – Editora: Civilização Brasileira

Reportagem
1º Lugar – Título: “1889” – Autor: Laurentino Gomes – Editora: Globo
2º Lugar – Título: “Holocausto brasileiro” – Autora: Daniela Arbex – Editora: Geração Editorial
3º Lugar – Título: “Um gosto amargo de bala” – Autora: Vera Gertel – Editora: Editora Civilização Brasileira

Teoria/Crítica Literária
1º Lugar – Título: ‘Fervor das vanguardas” – Autor: Jorge Schwartz – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar – Título: “Abençoado & danado do samba: Um estudo sobre o discurso popular” – Autor: Ricardo Azevedo – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
3º Lugar – Título: “Melancolias, mercadorias” – Autor: Walter Garcia – Editora: Ateliê Editorial

Projeto Gráfico
1º Lugar – Título: “Decameron: Giovanni Boccaccio” – Responsáveis pelo projeto gráfico: Elaine Ramos; Nathalia Cury; Zansky – Editora: Cosac Naify
2º Lugar – Título: “Esopo – Fábulas completas” – Responsável pelo projeto gráfico: Flávia Castanheira – Editora: Cosac Naify
3º Lugar – Título: “Marcello Grassmann 1942-1955” – Responsáveis pelo projeto gráfico: Eunice Liu; Carla Fernanda Fontana – Editora: EDUSP

Tradução
1º Lugar – Título: “A anatomia da melancolia” – Tradutor: Guilherme Gontijo Flores – Editora: Editora UFPR
2º Lugar – Título: “Antologia da poesia clássica chinesa” – Tradutores: Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao – Editora: UNESP
3º Lugar – Título: “O Capital: Crítica da economia política, livro I: O processo de produção do capital” – Tradutor: Rubens Enderle – Editora: Boitempo

Tradução de Obra Literária Inglês-Português
1º Lugar – Título: “Vênus e Adônis” – Tradutor: Alípio Correia de Franca Neto – Editora: Leya
2º Lugar – Título: “Contos da cantuária” – Tradutor: José Francisco Botelho – Editora: Companhia das Letras
3º Lugar – Título: “Ao farol” – Tradutora: Denise Bottmann – Editora: L&PM

Laurentino Gomes e Marina Colasanti vencem o Prêmio Jabuti

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Escritor levou na categoria não ficção por ‘1889’ e Marina, autora de ‘Breve História de Um Pequeno Amor’, pela melhor obra ficcional

Maria Fernandes Rodrigues, no Estadão

O jornalista Laurentino Gomes ganhou na noite desta terça-feira, 18, seu terceiro Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção por sua trilogia sobre a história do Brasil. O primeiro foi para 1808, em 2008, o segundo, para 1822, em 2011, e agora 1889, obra que encerra a empreitada, foi escolhida pelos jurados e também pelos associados da Câmara Brasileira do Livro como a melhor de 2013. O Livro do Ano de Ficção foi para Marina Colasanti, pelo infantil Breve História de um Pequeno Amor (FTD). Eles ganharam R$ 35 mil cada um, além dos R$ 3.500 por terem sido os primeiros colocados de suas categorias e o troféu no formato de um Jabuti.

Com este prêmio, Laurentino Gomes se iguala a Chico Buarque em número de estatuetas de Livro do Ano. Gomes contou, depois da premiação, que até ficaria feliz se Lira Neto ganhasse o prêmio pelo segundo volume de sua trilogia sobre Getúlio Vargas – mas ele queria ganhar. “Foi o meu livro de que mais gostei. É o mais maduro, mais bem acabado. É onde aprendi a ser escritor. Então, no fundo, eu esperava que ele recebesse a mesma premiação dos outros dois.”

Laurentino Gomes levou R$35 mil pelo primeiro lugar

Laurentino Gomes levou R$35 mil pelo primeiro lugar

Os três volumes venderam, juntos, mais de 2 milhões de exemplares. “Os brasileiros estão muito interessados em estudar a história do Brasil, em buscar explicações para o País de hoje. E precisamos ser muito generosos com esse leitor escrevendo com uma linguagem muito fácil de entender. Caso contrário nunca vamos conseguir ter um país de leitores”, disse.

Laurentino Gomes aproveitou para falar sobre o o momento pelo qual estamos passando e disse que não podemos nos assustar com os desafios do presente, já que a história mostra que temos uma boa capacidade de superação de obstáculos e dá um sinal de esperança em relação ao futuro. “Eu me assusto muito com o grau de exaustão da democracia brasileira. Pessoas muito jovens pregando o golpe militar, a ditadura, um clima de conspiração e de desânimo no ar. Mas é só estudando história que vamos afastar esses fantasmas do horizonte”, disse. E completou: “Quem não teve oportunidade de refletir mais sobre o País, de se informar sobre nossa jornada até aqui, é que está pregando medidas radicais. O Brasil vive clima de intolerância muito grande. É só entendendo essa jornada que vamos conseguir construir um futuro de forma mais organizada e menos barulhenta e intolerante.”

O jornalista quer continuar nos séculos 18 e 19, período de formação do estado brasileiro, em seus próximos trabalhos. Mas por ora se ocupa dos desdobramentos de sua trilogia premiada em obras para adolescentes e crianças. Uma ficção não está nos planos. “Ela me assusta muito. Sou repórter, trabalho com não ficção, é o que sei fazer. Ficção é um mergulho na alma humana que exige um talento e acho que não tenho.”

A ficção, especialmente a infantojuvenil, é terreno da escritora Marina Colansanti, que passou por um apuro um pouco antes da premiação. Em visita a uma escola de Cidade de Deus, uma criança de quatro anos se enroscou em sua perna e ela foi de cara no chão. Quebrou o nariz, o septo. E disse ao cirurgião Ivo Pitanguy: “Ivo, pelo amor de Deus, conserta esse nariz porque eu tenho que buscar meu Jabuti”. Ela tirou o curativo na segunda-feira, e ontem estava lá recebendo o prêmio por sua prosa poética acerca de uma escritora que encontra um ninho com filhotes de pombo abandonados pela mãe e decide cuidar deles.

“Considero que fui ferida em combate, no cumprimento do dever”, brinca a escritora. Em seu discurso, ela disse que ficou surpresa porque o prêmio foi dado a uma uma obra infantil. Depois ela completou: “Sempre se considera que a literatura infantil é uma subliteratura, que nunca chegou ao nível do Andersen, do Green, do Caroll. Isso não é verdade. Há um empenho de fazer leitores. Um livro de poesia para criança me leva pelo menos dois anos e enquanto estou fazendo aquilo não posso fazer outra coisa. Mas estou pagando o que recebi. Alguém fez de mim uma leitora e quero fazer alguns leitores”.

Ela acabou de fazer uma tradução de texto de Lewis Carroll (Alice para crianças muito pequenas), para a Record, e está preparando a reunião de todo os seus contos de fada – Mais de 100 Contos Maravilhosos sairá pela Global.

Festa. Na cerimônia realizada no Auditório do Ibirapuera, apenas os vencedores de cada uma das 27 categorias subiram ao palco – historicamente, os três primeiros colocados podiam receber o troféu e os aplausos, mas agora assistiram da plateia seus livros sendo exibidos no telão. A ideia era agilizar a festa, o que não ocorreu.

Antes da premiação, Ignácio de Loyola Brandão, escritor e cronista do Caderno 2, fez uma versão menor de seu Solidão no Fundo da Agulha, pocket show que criou com a filha Rita Gullo – ela canta músicas e ele conta histórias relacionadas a essas canções.

Tânia Rösing, idealizadora da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, foi homenageada com o troféu “amiga do livro”. Em seu discurso, disse: “Conseguimos muito – que o Governo comprasse livros, que as editoras fizessem boas edições. Mas nos falta coragem de investir na formação dos professores leitores”.Curador do Jabuti por 23 anos, José Goldfarb, que foi substituído este ano pela escritora e pesquisadores Marisa Lajolo, também foi homenageado e ganhou uma placa.

Em sua fala, Marisa Lajolo lembrou o poeta Manoel de Barros, morto na semana passada. Já a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, optou por um discurso mais informativo do que político, e destacou a importância do prêmio, lembrou os escritores mortos este ano, falou da presença da literatura brasileira no exterior, do Vale Cultura, e garantiu que em breve o Plano Nacional do Livro, Leitura e Literatura estará em discussão no Congresso Nacional.

Marina Colasanti vence pela segunda vez o Prêmio Jabuti na categoria literatura infantil

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O livro escolhido, Breve História de Um Pequeno Amor, foi ilustrado pela argentina Rebeca Luciani

Naíma Saleh, na Crescer
Marina Colasanti vence pela segunda vez o Prêmio Jabuti na categoria literatura infantilNesta quinta (16) foram divulgados os vencedores da 56ª edição do Prêmio Jabuti, um dos mais respeitados da literatura nacional, que elege os melhores escritores e ilustradores em 27 categorias diferentes. O grande campeão no gênero infantil é o livro Breve História de Um Pequeno Amor, da escritora Marina Colasanti, publicado em 2013 pela Editora FTD. A autora já havia ganhado o Jabuti de 2010 com o livro Passagem em trânsito. Este ano, a obra vencedora também recebeu o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) na categoria Criança Hors-Concours, além do selo Altamente Recomendável.

A narrativa é contada em primeira pessoa, em prosa poética. A história começa com um fato aparentemente banal: um problema de infiltração em um escritório. Quando a narradora-personagem recorre a um profissional para resolver a situação, a solução encontrada é a retirada das telhas. Eis que surge uma grande surpresa: embaixo delas, havia um ninho com uma pomba que escondia dois filhotes. “Eu os amei imediatamente”, narra a protagonista. A partir daí, a personagem passa a cuidar dos pequenos passarinhos – que tinham a cabeça grande demais para o corpo e nem sinal de pena. Ela os alimenta, mas um deles não resiste e morre. A protagonista continua então a cuidar de Tom, o pombinho que sobrou. É uma história que fala sobretudo de sentimentos: o ciúme ao ver seu pombinho crescer e interagir com uma passarinha, o medo de perdê-lo para a natureza, o desejo de que ele seja feliz e o amor. Acima de tudo, sempre o amor.

Na categoria infantil, os livros Da Guerra dos Mares e das Areias: fábula sobre as marés, do autor Pedro Veludo pela Editora Quatro Cantos, e Poemas que escolhi para crianças, de Ruth Rocha pela Editora Moderna, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Sobre a autora

Marina Colasanti nasceu em 1937 na Eritreia, um país situado no chifre da África, que na época ainda era uma colônia italiana. Passou sua infância na Líbia e, antes de vir ao Brasil, em 1948, morou 11 anos na Itália. Aqui, formou-se em Belas Artes, mas trabalhou como jornalista, escrevendo para jornais como Manchete e Jornal do Brasil. Como escritora e artista plástica, é ela quem ilustra a maior parte de suas obras.

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