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Posts tagged Mark Twain

Casas em que viveram grandes 14 escritores hoje são museus

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Quem é apaixonado por livros não pode perder esse rolê literário, de Cora Coralina a Ernest Hemingway

Ludmila Balduino, no Viagem e Turismo

Livros de grandes escritores nos levam a viajar. E nos fazem pensar sobre o contexto em que foram escritos. Para um leitor-viajante, nada é mais satisfatório do que descobrir detalhes sobre o seu autor favorito e a sua história de vida. Entender as motivações que o levaram a escrever obras tão fascinantes.

E quem é um verdadeiro leitor-viajante vai adorar passear por essas 15 casas de grandes escritores da história da humanidade. Nem que seja apenas admirando as fotos dos casarões abaixo.

1. Casa e museu de Mark Twain em Hartford, Connecticut, nos Estados Unidos


Mark Twain (Hartford, Connecticut, Estados Unidos) O autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” nasceu no Mississippi e passou a viver em Hartford em 1874, após se casar com Olivia Clemens. Com ajuda de um arquiteto, os dois planejaram todos os detalhes da casa, que demorou três anos para ficar pronta – e, segundo o próprio Twain, perfeita para abrigar a família do escritor norte-americano. Apesar de parte da história de Sawyer se passar na terra natal de Twain, foi nessa casa em Connecticut que ele escreveu a obra que o tornou famoso no mundo inteiro

Mark Twain (Hartford, Connecticut, Estados Unidos) O autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” nasceu no Mississippi e passou a viver em Hartford em 1874, após se casar com Olivia Clemens. Com ajuda de um arquiteto, os dois planejaram todos os detalhes da casa, que demorou três anos para ficar pronta – e, segundo o próprio Twain, perfeita para abrigar a família do escritor norte-americano. Apesar de parte da história de Sawyer se passar na terra natal de Twain, foi nessa casa em Connecticut que ele escreveu a obra que o tornou famoso no mundo inteiro

2. La Sebastiana, casa de Pablo Neruda em Valparaíso, Chile


Pablo Neruda (Valparaíso, Chile) O poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, mantinha três casas em seu país de origem: La Chascona, em Santiago; Isla Negra, na cidade costeira homônima, a 96 km de Santiago; e La Sebastiana (foto), em Valparaíso. As três construções têm arquiteturas interessantíssimas, dignas de um poeta tão criativo como ele foi – e são obrigatórias para quem é apaixonado pelos versos sonoros e que relatam tão profundamente a sociedade e a natureza do Chile

Pablo Neruda (Valparaíso, Chile) O poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, mantinha três casas em seu país de origem: La Chascona, em Santiago; Isla Negra, na cidade costeira homônima, a 96 km de Santiago; e La Sebastiana (foto), em Valparaíso. As três construções têm arquiteturas interessantíssimas, dignas de um poeta tão criativo como ele foi – e são obrigatórias para quem é apaixonado pelos versos sonoros e que relatam tão profundamente a sociedade e a natureza do Chile

3. The Fitzgerald Museum, casa dos Fitzgerald, em Montgomery, Alabama, Estados Unidos


F. Scott Fitzgerald (Montgomery, Alabama, Estados Unidos) O autor do clássico “O Grande Gatsby” viveu nessa casa no Alabama, Estados Unidos, com a esposa Zelda, entre o outono de 1931 e a primavera de 1932. Apesar de ficarem ali por pouco tempo (principalmente por causa da vida boêmia de Scott e da internação de Zelda em um hospício), o museu que a casa abriga conta a história completa do casal, da época em que viviam, e mostram aos fãs como os escritos de Fitzgerald reproduziram tão fielmente a cultura norte-americana do momento

F. Scott Fitzgerald (Montgomery, Alabama, Estados Unidos) O autor do clássico “O Grande Gatsby” viveu nessa casa no Alabama, Estados Unidos, com a esposa Zelda, entre o outono de 1931 e a primavera de 1932. Apesar de ficarem ali por pouco tempo (principalmente por causa da vida boêmia de Scott e da internação de Zelda em um hospício), o museu que a casa abriga conta a história completa do casal, da época em que viviam, e mostram aos fãs como os escritos de Fitzgerald reproduziram tão fielmente a cultura norte-americana do momento

4. Casa de William Faulkner em Oxford, Mississippi, Estados Unidos


William Faulkner (Oxford, Mississippi, Estados Unidos) Construída em 1844, a casa – que fica em uma fazenda e é cercada por carvalhos gigantescos – foi o local preferido de Faulkner para escrever sua extensa obra que o levou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1949. Ele e sua família mudaram-se para esse casarão em 1930, e ali Faulkner viveu até o fim de sua vida, em 1962

William Faulkner (Oxford, Mississippi, Estados Unidos) Construída em 1844, a casa – que fica em uma fazenda e é cercada por carvalhos gigantescos – foi o local preferido de Faulkner para escrever sua extensa obra que o levou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1949. Ele e sua família mudaram-se para esse casarão em 1930, e ali Faulkner viveu até o fim de sua vida, em 1962

5. Casa da escritora Pearl S. Buck, na Pensilvânia, Estados Unidos


Pearl S. Buck (Dublin, Pensilvânia, Estados Unidos) Foi nessa casa no subúrbio da Filadélfia que a escritora Pearl S. Buck criou um de seus livros mais famosos, “A Boa Terra”, que relata o dia-a-dia de uma família na China rural. A norte-americana conquistou o Prêmio Nobel de literatura em 1938 e foi uma grande ativista sobre os direitos das mulheres e dos descendentes de asiáticos nos Estados Unidos. No casarão em que viveu por 40 anos, é possível encontrar objetos da época em que morou na China, e até presentes de Dalai Lama e do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon. Seu túmulo fica no terreno da casa, e também é muito visitado

Pearl S. Buck (Dublin, Pensilvânia, Estados Unidos) Foi nessa casa no subúrbio da Filadélfia que a escritora Pearl S. Buck criou um de seus livros mais famosos, “A Boa Terra”, que relata o dia-a-dia de uma família na China rural. A norte-americana conquistou o Prêmio Nobel de literatura em 1938 e foi uma grande ativista sobre os direitos das mulheres e dos descendentes de asiáticos nos Estados Unidos. No casarão em que viveu por 40 anos, é possível encontrar objetos da época em que morou na China, e até presentes de Dalai Lama e do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon. Seu túmulo fica no terreno da casa, e também é muito visitado

6. Casa de Fernando Pessoa em Lisboa, Portugal


Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal) É nesta casa em Campo de Ourique que o poeta português passou os últimos 15 anos de sua vida. Além de atividades culturais, a Casa Fernando Pessoa expõe o quarto em que ele morou, decorado como se ele ainda vivesse ali, junto com algumas relíquias, como o óculos de armação arrendodada, o bloco de anotações, e a máquina de escrever. Diz a lenda que foi naquele quartinho que ele escreveu, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus poemas mais famosos: “O Guardador de Rebanhos”, “A Chuva Oblíqua” e “Ode Triunfal”

Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal) É nesta casa em Campo de Ourique que o poeta português passou os últimos 15 anos de sua vida. Além de atividades culturais, a Casa Fernando Pessoa expõe o quarto em que ele morou, decorado como se ele ainda vivesse ali, junto com algumas relíquias, como o óculos de armação arredondada, o bloco de anotações, e a máquina de escrever. Diz a lenda que foi naquele quartinho que ele escreveu, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus poemas mais famosos: “O Guardador de Rebanhos”, “A Chuva Oblíqua” e “Ode Triunfal”

7. Casa de Ernest Hemingway na Flórida, Estados Unidos


Ernest Hemingway (Key West, Flórida, Estados Unidos) O casarão ensolarado, de janelas amplas e piscina, fica na pontinha sul da Flórida. A casa em que o norte-americano viveu entre 1931 e 1940 com a ex-mulher, Pauline, e dois filhos, mantém a mobília original e objetos que Pauline trouxe da França. As dezenas de gatos que vivem por ali também são uma atração: dizem que eles são descendentes dos gatos que Hemingway e a família criaram. O autor ficou famoso por obras como “O Velho e o Mar”, “O Sol Também se Levanta” e “Por Quem os Sinos Dobram”

Ernest Hemingway (Key West, Flórida, Estados Unidos) O casarão ensolarado, de janelas amplas e piscina, fica na pontinha sul da Flórida. A casa em que o norte-americano viveu entre 1931 e 1940 com a ex-mulher, Pauline, e dois filhos, mantém a mobília original e objetos que Pauline trouxe da França. As dezenas de gatos que vivem por ali também são uma atração: dizem que eles são descendentes dos gatos que Hemingway e a família criaram. O autor ficou famoso por obras como “O Velho e o Mar”, “O Sol Também se Levanta” e “Por Quem os Sinos Dobram”

8. Casa de Shakespeare no Reino Unido


William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, Reino Unido) Há cinco casas no Reino Unido que contam a história do maior escritor inglês de todos os tempos. Uma delas é a da foto acima: foi nessa casa que ele nasceu e viveu até por volta dos seus 20 anos, quando casou-se e mudou-se para o seu segundo lar (que também pode ser visitado). Dentro da casa, é possível descobrir detalhes sobre como a personalidade do escritor foi moldada – o local era agitado, sempre cheio de gente (Foto: David Iliff) + Doze melhores destinos no Reino Unido, a partir de Londres

William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, Reino Unido) Há cinco casas no Reino Unido que contam a história do maior escritor inglês de todos os tempos. Uma delas é a da foto acima: foi nessa casa que ele nasceu e viveu até por volta dos seus 20 anos, quando casou-se e mudou-se para o seu segundo lar (que também pode ser visitado). Dentro da casa, é possível descobrir detalhes sobre como a personalidade do escritor foi moldada – o local era agitado, sempre cheio de gente (Foto: David Iliff) + Doze melhores destinos no Reino Unido, a partir de Londres

9. Casa de Carlos Drummond de Andrade em Itabira, Minas Gerais


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais)Foi neste sobrado do século 19 que Carlos Drummond de Andrade morou dos 2 aos 13 anos. Foi um período marcante na vida e na obra do poeta: vários poemas escritos por Drummond relembram o tempo em que ele morou no casarão. Depois que foi transformada em museu, a casa expõe objetos pessoais do brasileiro, como a sua primeira máquina de escrever, cartas, fotografias e prêmios literários

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais)Foi neste sobrado do século 19 que Carlos Drummond de Andrade morou dos 2 aos 13 anos. Foi um período marcante na vida e na obra do poeta: vários poemas escritos por Drummond relembram o tempo em que ele morou no casarão. Depois que foi transformada em museu, a casa expõe objetos pessoais do brasileiro, como a sua primeira máquina de escrever, cartas, fotografias e prêmios literários (Divulgação/Divulgação)

10. Casa do escritor Victor Hugo em Paris, França


Victor Hugo (Paris, França) Foi neste apartamento, hoje localizado na Place des Vosges, que o escritor francês viveu entre 1832 e 1848. A decoração atual tem vários objetos que pertenciam ao autor de “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, mas os cômodos também contam a história de sua vida. A foto acima, por exemplo, é do quarto chinês, que expõe o período em que ele ficou em exílio, em Guernsey, na Costa da Normandia. A estante de pratos na parede foi uma ideia criativa do escritor, que adorava decoração

Victor Hugo (Paris, França) Foi neste apartamento, hoje localizado na Place des Vosges, que o escritor francês viveu entre 1832 e 1848. A decoração atual tem vários objetos que pertenciam ao autor de “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, mas os cômodos também contam a história de sua vida. A foto acima, por exemplo, é do quarto chinês, que expõe o período em que ele ficou em exílio, em Guernsey, na Costa da Normandia. A estante de pratos na parede foi uma ideia criativa do escritor, que adorava decoração

11. Casa da escritora Agatha Christie, na Inglaterra


Agatha Christie (Devon, Reino Unido) Depois de ficar rica e famosa por causa de sua série de livros de mistério, em 1938 a inglesa Agatha Christie comprou essa casa construída entre os anos 1780 e 1790. Aberta ao público desde 2000, o casarão e seu extenso jardim serviam como refúgio da família da escritora nos feriados. Eles costumavam passar a primavera, o fim do verão e os Natais na tranquilidade do lugar. Durante a visita, é possível encontrar jogos de tabuleiro em frente à lareira, o piano de cauda da escritora, além de de áudios que contam a história de como o lugar é querido pela família

Agatha Christie (Devon, Reino Unido) Depois de ficar rica e famosa por causa de sua série de livros de mistério, em 1938 a inglesa Agatha Christie comprou essa casa construída entre os anos 1780 e 1790. Aberta ao público desde 2000, o casarão e seu extenso jardim serviam como refúgio da família da escritora nos feriados. Eles costumavam passar a primavera, o fim do verão e os Natais na tranquilidade do lugar. Durante a visita, é possível encontrar jogos de tabuleiro em frente à lareira, o piano de cauda da escritora, além de de áudios que contam a história de como o lugar é querido pela família

12. A Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai


Jorge Amado (Salvador, Bahia) Além da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a cidade de Salvador presta outra grande homenagem ao seu maior escritor: a casa em que ele morou, no bairro do Rio Vermelho, também foi transformada em museu – e tem mais objetos pessoais do baiano que gostava de usar camisas floridas do que em qualquer outro lugar. Ali, é possível voltar ao passado e quase sentir a presença dele e de sua companheira inseparável, Zélia Gattai. Principalmente ao ouvir a voz dele ecoando pelos cômodos cheios de referências aos livros que ele escreveu

Jorge Amado (Salvador, Bahia) Além da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a cidade de Salvador presta outra grande homenagem ao seu maior escritor: a casa em que ele morou, no bairro do Rio Vermelho, também foi transformada em museu – e tem mais objetos pessoais do baiano que gostava de usar camisas floridas do que em qualquer outro lugar. Ali, é possível voltar ao passado e quase sentir a presença dele e de sua companheira inseparável, Zélia Gattai. Principalmente ao ouvir a voz dele ecoando pelos cômodos cheios de referências aos livros que ele escreveu (Divulgação/Divulgação)

13. Museu Casa de Cora Coralina, Goiás (GO)


Cora Coralina (Goiás, Goiás) A senhorinha que encantou o Brasil e o mundo com seus poemas singelos, e ao mesmo tempo extremamente fortes, que relatavam o dia a dia de uma menina que morava na casa da ponte, vivia mesmo em um casarão à beira da ponte sobre o Rio Vermelho, em Goiás. Uma das representantes mais famosas da cidade histórica rodeada pela Serra Dourada, no meio do estado de mesmo nome, Cora Coralina precisou fazer doces para vender nos últimos anos de sua vida. Por isso, a cozinha é um dos pontos altos da visita. A casa da ponte – como é carinhosamente chamada pelos visitantes – ainda tem um jardim enorme e florido (tem até uma bica de água fresquinha), conserva as roupas que ela usou, a cama em que dormiu e a sua poltrona preferida, de onde recebia visitas ilustres

Cora Coralina (Goiás, Goiás) A senhorinha que encantou o Brasil e o mundo com seus poemas singelos, e ao mesmo tempo extremamente fortes, que relatavam o dia a dia de uma menina que morava na casa da ponte, vivia mesmo em um casarão à beira da ponte sobre o Rio Vermelho, em Goiás. Uma das representantes mais famosas da cidade histórica rodeada pela Serra Dourada, no meio do estado de mesmo nome, Cora Coralina precisou fazer doces para vender nos últimos anos de sua vida. Por isso, a cozinha é um dos pontos altos da visita. A casa da ponte – como é carinhosamente chamada pelos visitantes – ainda tem um jardim enorme e florido (tem até uma bica de água fresquinha), conserva as roupas que ela usou, a cama em que dormiu e a sua poltrona preferida, de onde recebia visitas ilustres

14. Casa de Vladimir Nabokov em São Petersburgo, na Rússia


Vladimir Nabokov (São Petersburgo, Rússia) Foi aqui que o escritor russo nasceu, em 1899, e viveu até a adolescência, em 1917. A família fugiu da revolução Russa, esperando passar poucos meses fora do país, mas nunca mais voltou à casa. Nos anos 1990, o térreo foi aberto para expor os objetos pessoais da família, como a extensa coleção de livros – são mais de 10 mil volumes. Também dá para se ter uma ideia da fascinação que Nabokov tinha por borboletas – suas coleções de desenhos de borboletas, e de borboletas que ele caçou, estão entre os pontos altos do museu

Vladimir Nabokov (São Petersburgo, Rússia) Foi aqui que o escritor russo nasceu, em 1899, e viveu até a adolescência, em 1917. A família fugiu da revolução Russa, esperando passar poucos meses fora do país, mas nunca mais voltou à casa. Nos anos 1990, o térreo foi aberto para expor os objetos pessoais da família, como a extensa coleção de livros – são mais de 10 mil volumes. Também dá para se ter uma ideia da fascinação que Nabokov tinha por borboletas – suas coleções de desenhos de borboletas, e de borboletas que ele caçou, estão entre os pontos altos do museu

Vai ser publicado um conto inédito de Mark Twain

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Mark Twain é o nome artístico de Samuel Clemen

Mark Twain é o nome artístico de Samuel Clemens

 

A história foi inventada numa noite para adormecer as filhas. Anotações só foram descobertas em 2011.

Andreia Costa, no NIT

Era uma vez um menino que conseguia falar com animais. Um dia, para encontrar um príncipe que tinha sido raptado, foi até à floresta para lhes pedir ajuda.” A história será, certamente, mil vezes mais bem escrita mas é basicamente isto que se conta em “The Purloining of Prince Oleomargarine”, um livro inédito de Mark Twain que vai chegar às lojas em 2017.

O conto é inédito e foi descoberto em 2011 entre os arquivos do escritor armazenados na Universidade da Califórnia, Estados Unidos. Baseia-se nos apontamentos de Twain de uma história que ele terá contado às filhas numa noite de 1879 em Paris, França. Como todos os pais, o criador de Tom Sawyer e Huckleberry Finn terá inventado inúmeros relatos e personagens fantásticas para adormecer as três crianças mas esta terá sido a única passada para papel.

Às anotações foram agora acrescentadas detalhes e imagens do autor Philip Stead e do ilustrador Erin Stead. De acordo com a editora que vai publicar o livro, a história explora “temas de caridade, bondade e bravura perante a tirania, com uma forte sátira e emoção tocante”.

A Random House Books, responsável pela obra, já garantiu que colocar no mercado uma nova história de Mark Twain é “um acontecimento literário incrível”. “Quando tive a oportunidade de ler esta história inédita pela primeira vez, não conseguia acreditar no que estava a segurar”, explicou Frances Gilbert, responsável pela seção de literatura juvenil da editora, ao “The Guardian”.

A publicação de “The Purloining of Prince Oleomargarine” vai coincidir com a comemoração dos 150 anos da primeira obra de Twain, “The Celebrated Jumping Frog of Calaveras County and Other Sketches”, uma coleção de contos de 1867, o que significa que será preciso esperar até 26 de setembro deste ano.

Conheça a casa de escritores clássicos pelo Google Street View

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Edgar Allan Poe

Fábio Mourão no Dito pelo Maldito

Se você tem um livro dentro de si esperando para sair, mas fica bloqueado toda vez que senta em frente ao computador para escrever, talvez o que você precisa é fazer uma visita a casa de algum grande escritor da história. Quem sabe assim você consigue absorver toda a ‘energia cósmica’ de um lugar especial onde mentes brilhantes já trabalharam. Pelo menos, mesmo não sendo supersticioso, foi o que tentei fazer em relação a Fernando Pessoa, quando estive em Portugal.

Mas caso esteja complicado para você viajar no momento, não tem problema. Nós demos um giro pelo mundo usando o Google Stret View, e descobrimos as casas onde viveram autores clássicos. Mas só os mortos, afinal, não somos stalkers.

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe
Localização:  203 N. Amity Street, Baltimore

Ernest Hemingway

Ernest Hemingway
Localização:  907 Whitehead Street, Key West, Florida

F. Scott Fitzgerald

F. Scott Fitzgerald

Localização:  481 Laurel Street, St. Paul, Minnesota

HP Lovecraft

HP Lovecraft

Localização:  10 Barnes Street, Providence, Long Island

Jack Kerouac

Jack Kerouac

Localização:  1478 Clouser Avenue, Orlando, Florida

Mark Twain

Mark Twain

Localização: 351 Farmington Avenue, Hartford, Connecticut 

Truman Capote

Truman Capote

Localização: 73 Willow Street, Brooklyn, New York

Dicas de livros: os autores favoritos de Marilyn Monroe

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Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Fonte: Shutterstock

Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Fonte: Shutterstock

Publicado no Universia Brasil

Marilyn Monroe, 1954, by Eve Arnold (reading series)Uma das mulheres mais atraentes do século 20, a atriz Marilyn Monroe não é uma figura facilmente associada à literatura. O que poucos sabem é que além de suas façanhas como umas das maiores estrelas de Hollywood, Marylin era uma grande leitora.

Através de seu legado, como fotos, entrevistas e até histórias de amigos, o site Everlasting Star criou uma lista com centenas de livros que passaram pelas mãos da loira e foram, de diversas maneiras, importantes em sua vida. Entre os autores mais citados estão grandes nomes da literatura, como você confere abaixo:

DH Lawrence
A visão crítica deste autor britânico certamente influenciou Marilyn, já que ela possuía pelo menos quatro livros de sua autoria, além de um estudo sobre sua obra. Lawrence é conhecido por sua crítica à modernidade e seu trabalho relacionado à psique, especialmente aos instintos. Entre os livros lidos pela atriz está a coletânea Selected Poems, boa para quem quer se aprofundar no trabalho lírico do artista.

Thomas Mann
O Nobel de literatura de 1.929 também chamou a atenção da diva. Seu estilo trabalhava as características psicológicas dos personagens sem deixar de fazer um belo retrato da época conturbada em que viveu, já que presenciou as duas Grandes Guerras. Na estante de Marilyn havia uma cópia de Morte em Veneza, um dos clássicos do autor.

Sean O’Casey
A obra do irlandês Sean O’Casey estava relacionada diretamente ao trabalho da musa da MGM. Ambos tiveram uma infância difícil e humilde, fator que se refletia nas peças escritas pelo dramaturgo, sempre preocupado com o olhar social. Destaque para a obra I Knock at The Door, primeiro volume de sua autobiografia, que lhe rendeu um prêmio do Newspaper Guild of New York’s.

Clifford Odets
Também está na lista um diretor e roteirista de cinema. Odets começou sua carreira como dramaturgo, mas chegou inclusive a dirigir o filme None but the Lonely Heart. Entre as obras conferidas por Marylin está Golden Boy, que foi encenada na Broadway em 1937 e também foi adaptada em um longa metragem. É um dos maiores sucessos do autor. Tennessee Williams
Mais um dramaturgo de sucesso na lista da atriz. O autor, que na verdade se chamava Thomas Lanier Williams III, é famoso por seus trabalhos adaptados para o cinema. Um de seus maiores sucessos Gata em Teto de Zinco Quente, estrelado por Elizabeth Taylor. Na biblioteca de Marilyn foi encontrado um exemplar de A Streetcar Named Desire com anotações feitas por ela, demonstrando seu interesse pelo escritor.

Mark Twain
O criador d’As Aventuras de Tom Sawyer também está entre os favoritos de Monroe. A atriz escolheu justamente essa obra para apreciar o estilo crítico, bem humorado e ácido.

Marcel Proust
O ensaísta e crítico de arte francês é um dos mais lidos por Marilyn, que teve contato com pelo menos 5 de seus títulos. Entre suas muitas obras e traduções, a diva escolheu títulos como The Guermantes Way e The Captive para admirar.

Thomas Wolfe
A atriz teve grande interesse pelas obras deste autor americano, que retratou como ninguém os costumes de sua época e de sua terra natal. Entre as obras apreciadas por Marilyn esta um exemplar de Thomas Wolfe’s Letters To His Mother, uma coletânea de correspondências entre o escritor e sua mãe reunidas por John Skally Terry.

Fyodor Dostoyevsky
Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Um dos sonhos da atriz era interpretar Grushenka, uma das personagens da obra Os Irmãos Karamazov, de acordo com informações obtidas com seus amigos.

Bildungsroman: 5 romances de formação que deveríamos ter lido

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José Figueiredo, no Homo Literatus

relaxing in nature with book and music

O romance de formação, bildungsroman em alemão, é o tipo de livro mais profundo que normalmente parece ser. Focado num protagonista jovem, ele mostra as mudanças dos personagens na sua formação ou na transição para a idade adulta. Todos nós já passamos ou passaremos pelos múltiplos dilemas nessa transição, bem como os romancistas. Assim, a ideia é mostrar como sair da adolescência e chegar ao mundo adulto pode ser difícil e aterrador, colocando nossos sentimentos e valores em cheque.

Para tanto, selecionamos cinco romances bildungsroman que todos nós deveríamos ter lido – mas nem sempre o fizemos.

Demain – Hermann Hesse

Emil Sinclar é um Nietzsche em crescimento. Apesar de ter sido criado por bons pais, piedosos e tementes a Deus, ele acaba conhecendo Demain enquanto cresce numa realidade diferente daquela pregada a ele durante toda a sua curta vida. A busca pela personalidade própria é um dos elementos que levam a narrativa em frente, junto aos questionamentos infindáveis que Emil Sinclar se depara conforme vai crescendo.

David Copperfield – Charles Dickens

Como muitos romances de Dickens, David Copperfield narra a vida do personagem título da infância à idade adulta. As vivências que David tem durante a narrativa nos ajudam a entender o que era crescer na Inglaterra em meio ao boom da Revolução Industrial e o ambiente social gerado por ele.

Norwegian Wood – Haruki Murakami

Ambientado no fim dos anos 1960 e no início dos 1970, Norwegian Wood nos mostra a vida de Toru Watanabe, um jovem japonês que vai à universidade de teatro e se vê cercado por uma realidade estranha para ele no auge dos seus 18 anos. Além disso, ele ainda tem que saber lidar com o seu relacionamento com Naoko, ex-namorada do seu melhor amigo que cometeu suicídio aos 16 anos, e Midori, uma garota liberal e abertamente apaixonada por ele.

As Aventuras de Huckleberry Finn – Mark Twain

Apesar de ser considerado (e com razão) um tanto racista demais, mesmo para a época, As Aventuras de Huckleberry Finn mostra as inúmeras aventuras do protagonista e do seu melhor amigo, Tom Sawyer, pelo rio Mississippi e como a amizade pode por vezes ser a única chave para a salvação de ambos.

O Apanhador no Campo de Centeio – J. D. Salinger

Não há nada de novo a se dizer desse que é provavelmente o maior ou mais conhecido romance de formação de todos os tempos. Holden Caulfield se rebela contra o mundo falso a seu redor. Seu impacto na cultura americana – e consequentemente na mundial – é sentido até hoje. Entre o engraçado e o desconcertante, Salinger nos leva a um mundo onírico que pode ser a passagem à vida adulta.

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