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Celebridades do cinema que já escreveram livros

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Nem todo livro escrito por uma estrela de cinema é necessariamente uma autobiografia. Disso as livrarias já estão abarrotadas, com inúmeras publicações de atores chorosos contando suas histórias tristes. Felizmente algumas celebridades tem mais que isso para nos apresentar, e escondido entre as prateleiras das lojas, se esconde diversos títulos escritos por artistas que esboçam talento também do outro lado da câmera. Embora alguns desses livros soem mais como uma boa ideia que foi mal executada, outros são surpreendentemente bons. A ponto de ter chegado a lista dos mais vendidos.

Aqui estão alguns livros escritos por celebridades do cinema que, de uma forma ou de outra, merecem a sua atenção, mesmo que você não goste do trabalho deles na telona.

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Gillian Anderson – Uma Visão do Fogo
Quando ela não está negando a existência de vida extraterrestre em Arquivo X, Gillian Anderson está reclusa em seu sótão escrevendo livros. O seu primeiro trabalho foi recebido com entusiasmo pelos fãs que encontraram em sua escrita uma narrativa densa, facilmente relacionada a série que protagonizou.

Em meio a um incidente diplomático que pode ter consequências catastróficas para o mundo oriental como o conhecemos, acompanhamos a especialista Caitlin O’Hara, psicóloga infantil contratada sob sigilo absoluto por um renomado embaixador que, após passar pelo trauma de uma tentativa de assassinato, vê a sua filha desenvolver estranhas atitudes após o acontecimento. A jovem Maanik começa a se autoflagelar, falar línguas obscuras e cometer outras excentricidades dignas da menina do filme ‘O Exorista’. Enquanto luta para salvar a própria filha, o embaixador Ganak Pawar precisa agir como representante da Índia no palco das Nações Unidas para evitar uma tensa guerra nuclear que arma suas trincheiras contra o Paquistão na região da Caxemira.

Com o tempo, a psicóloga O´Hara vem a descobrir que Maanik não é a única jovem a apresentar esses sintomas, e logo surge dezenas de outros jovens com problemas similares em lugares diferentes do mundo. E agora eles podem estar lidando com uma questão bem mais nociva do que as armas nucleares apontadas para os seus países.
O primeiro romance de Gillian Anderson, protagonista da série Arquivo X no papel da agente Scully, é um thriller de ficção científica de proporções épicas (Editora Leya).

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Ethan Hawke – Quarta-Feira de Cinzas
Esse é o segundo livro do ator indicado ao Oscar, Ethan Hawke. Uma história que modela os seus personagens cofiantes no cinema, e um roteiro digno de ser transformado em filme.

Escrito pelo ator de cinema Ethan Hawke, que estrelou o filme ‘Sociedade dos Poetas Mortos’, ‘Quarta-Feira de Cinzas’ é um romance ágil e envolvente, que mostra os bastidores de um relacionamento tumultuado, algo muito comum na sociedade americana do século XXI.

Protagonizado por um casal de personagens que se amam, mas acabam se separando, o autor mostra, primeiramente como Jimmy e Christy sobrevivem separados. Ele afoga suas mágoas em bebidas e drogas, enquanto ela tenta fugir de tudo e voltar para o Texas, onde passou grande parte de sua vida. (Editora Ediouro)

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Chris Colfer – Terra De Histórias: O Feitiço Do Desejo
Apesar de ter apenas 25 anos de idade, Chris Colfer, mais conhecido como o Kurt Hummel da série de TV Glee, está estabelecendo uma reputação literária para coincidir com sua premiada carreira de ator.

Os irmãos gêmeos Alex e Conner estão vivendo os piores dias de suas vidas. Para tentar alegrá-los, no aniversário de 12 anos, a avó os presenteia com o antigo livro de histórias que o pai costumava ler para eles, quando crianças, antes de dormir. E a magia volta a tomar conta da vida dos dois – de verdade! Assim como Alice chegou ao País das Maravilhas após cair num buraco do coelho, Alex e Conner são sugados pelo livro e vão parar dentro do mundo dos contos de fadas. Lá, descobrem o que aconteceu com os personagens após o “E foram felizes para sempre!”. Cachinhos Dourados, por exemplo, é uma fugitiva, Chapeuzinho Vermelho tem seu próprio reino e Cinderela, agora rainha, está prestes a se tornar mãe.

Mesmo em meio a tantas surpresas, os gêmeos não têm tempo a perder: precisam voltar para casa antes que o livro se feche e a mãe dê queixa do desaparecimento deles. Para que o Feitiço do Desejo se cumpra, Alex e Conner têm de desvendar as pistas deixadas em um diário. Eles só não podiam imaginar que mais alguém estava no rastro e faria de tudo para atravessar para o mundo real no lugar deles: a Rainha Diabólica. (Editora Benvirá)

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Steve Martin – Nascido para Matar… De Rir
Steve Martin passou décadas nos arrancando risadas com filmes que povoaram a Sessão da Tarde, e conseguiu manter a mesma pegada agindo como escritor. Além de produzir ensaios excelentes, ele também surpreende passeando por diversos outros gêneros, incluindo o infantil.

Em meados dos anos 70. o nome de Steve Martin estourou no cenário da comédia nos Estados Unidos. Em 1978, ele já atraia as maiores plateias da história da stand-up comedy. Em 1981. deixou os palcos para sempre. O que este livro conta, nas palavras do próprio Martin, é “por que eu fui parar na stand-up e por que eu sai de lá”. Martin mostra todo o sacrifício, disciplina e originalidade que fizeram dele um ícone e que continuam transparecendo no seu trabalho até hoje. Um livro muito divertido. Uma obra-prima de quem leva a sério a profissão de fazer rir.

Diferente da imagem louca que cultivamos de Martin pelo seu trabalho na TV, neste livro ele revela-se com um homem reservado, pensativo e com um apetite voraz por conhecimento em diversas áreas. Suas memórias com certeza irão surpreendê-lo. (Matrix Editora)

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Hugh Laurie – O Vendedor de Armas
O ator Hugh Laurie estava tão preocupado com o seu trabalho na série House, que ele inicialmente apresentou a sua primeira publicação sob um pseudônimo. Mas logo a aclamação universal do livro trouxe o homem mais conhecido como Dr. Gregory House para fora do seu casulo.

Quando Thomas Lang, ex-militar de elite, recebe uma proposta de 100 mil doláres para assassinar um empresário norte-americano, ele decide alertar a futura vítima – uma boa ação que não ficará impune. Em questão de horas, Lang terá de se defender com uma estátua de Buda, jogar cartas com bilionários impiedosos e colocar sua vida nas mãos de mulheres fatais, enquanto tenta salvar uma linda moça e impedir um banho de sangue mundial.

Encontramos nesta história muito do que se vê em um episódio de House, o mau espiríto salvador e a réplica assassina de Hugh Laurie, a serviço de uma intriga apaixonante e de um personagem memorável. Um ator que saiba escrever bem é algo raro, mas Hugh Laurie, misturando humor com uma eficácia hollywoodiana, faz uma entrada talentosa no mundo da literatura. (Editora Planeta)

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Evangeline Lilly – Os Molambolengos
Evangeline Lilly é uma atriz conhecida por seus importantes papéis tal como a Kate, na premiada série Lost, a elfa Tauriel de O Hobbit, e a Vespa em Homem-Formiga, mas o que muitos não sabem, é que ela também atua como escritora.

Selma é uma garotinha esperta, mas muito mimada. Um dia Selma encontra, por acaso, uma colorida banda de marionetes, Os Molambolengos, que vão ensiná-la que nem sempre as coisas acontecem do jeito que ela quer.

Evangeline Lilly é mais conhecida por seu trabalho como atriz, mas sua paixão mais antiga é a escrita. Os Molambolengos é seu primeiro livro. Ilustrado por Johnny Fraser-Allen, essa excêntrica e visualmente encantadora fábula vai agradar tanto crianças quanto adultos. (Editora Aleph)

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Marlon Brando – Fan-Tan
Mais conhecido como o eterno Padrinho do clássico O Poderoso Chefão, o charmoso ator Marlon Brando também já se aventurou pela literatura com esse romance único que resume bem diversos papéis dele no passado.

Fan-Tan e uma obra inédita, saída diretamente da imaginação de um ator que e uma verdadeira lenda: Marlon Brando. Escrito a partir de um roteiro de cinema, o romance tem todas as características de um filme épico. Uma incrível historia de pirataria no seculo XX, que traz todos os elementos de uma boa aventura: perigos no mar, vinganca, prisioneiros rebeldes, criminosas sedutoras e lugares paradisíacos. Um enredo repleto de opostos: amor e ódio, covardia e coragem, lealdade e traição, que revela os tormentos e desejos da alma deste ator brilhante e enigmático. (Editora Nova Fronteira)

Conheça 7 excelentes livros do charmoso gênero mafioso

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Luiz Guilherme, no Literatortura

A máfia nos livros ganhou e ainda adquire muitas faces, personalidades e vestimentas, seja a de Don Vito Corleone (Marlon Brando) ou Michael Corleone (Al Pacino) que comandaram a inesquecível e igualmente tradicionalista família Corleone e até a de Francis Costello (Jack Nicholson) em Os Infiltrados (The Departed).

Sendo a grande maioria de origem italiana, o modo como as máfias se organizam (dando ênfase a todas as formalidades exigidas) e efetuam seus atos ilícitos na ficção nos leva a analisar o mundo de outra forma. As sábias frases proferidas por Don Vito Corleone ecoam na mente de quem as lê, levando o leitor a viajar por um mundo instável e por vezes lúgubre, no qual seus inimigos estão realmente próximos de você e tudo parece estar dominado por disputas pelo poder, negócios ilegais, mortes quase sem explicações e corrupção até atingir um clímax dramático após o suspense.

As organizações criminais servem de base para estudos e grandes reportagens por parte de intelectuais, além de influenciar diversos escritores de obras fictícias. A “admiração” acompanhada de um certo repúdio por este tema me faz lembrar o termo que o criminólogo gaúcho Salo de Carvalho utiliza ao se referir sobre o estudo do crime quando cita “o fascínio pela violência”.

A palavra “máfia” que já era bastante difundida nos Estados Unidos, finalmente começou a se popularizar no Brasil por meio de livros de administração, auto-ajuda, culinária e muitos outros além do literário. Apesar de apareceram nos noticiários os horrores efetuados por organizações criminosas italianas, a máfia da ficção e da não-ficção (majoritariamente livros-reportagem) ainda assim se tornaram tão clássicas que é inadimissível deixar de admitir que os “homens de honra” serviram de inspiração na literatura. Cada escritor do gênero possuía a sua própria receita, havendo casos até de ameaças dirigidas a eles caso ousassem revelar os bastidores da máfia.

Poderoso Chefão/ Omertà/ O Siciliano e outros – Mario Puzo

Um dos pais do gênero mafioso, Mario Puzo escreveu diversos livros sobre a máfia italiana. Sua obra mais famosa que inspirou a trilogia de mesmo nome e rendeu-lhe o Oscar de Melhor Roteirista além da fama internacional foi O Poderoso Chefão (The Godfather), que descreve a saga da família Corleone nos Estados Unidos na década de 40, posterior ao ápice do poder criminal que ocorreu nos períodos da Lei Seca. O livro revelou inúmeros detalhes sobre a hierarquia e a atuação da máfia por debaixo dos panos, salientando diversas vezes a importância de se negociar com as autoridades e paralelamente saber competir e administrar o negócio. O que poucos sabem é que Mario Puzo teve a inspiração em produzir The Godfather “do nada” enquanto ele escrevia reportagens policiais, conforme comentou em entrevistas.

A Firma – John Grisham

Um dos livros que melhor retratam a frase: “a máfia não esquece”. O advogado e escritor norte-americano, John Grisham, é um nome que aos poucos ganha espaço nas prateleiras das livrarias brasileiras. Sendo pioneiro em escrever obras cujo foco são os tribunais, causas jurídicas e o Direito em si, em A Firma (The Firm) que já inspirou uma longa metragem estrelando Tom Cruise e mais recentemente um seriado, Mitch McDeere é um advogado prodígio que se formou em Harvard e acaba de ser convidado por um grande escritório de direito tributário. Mesmo com a tranquilidade repousando o seu dia-a-dia, Mitch ao ser interceptado pelo FBI, que o alerta sobre o escritório e após realizar investigações próprias, descobre que os seus colegas advogados contribuem para lavar o dinheiro de uma organização criminosa e por consequência o grande escritório de advocacia serve de fachada para atos ilícitos e transações fraudulentas com âmbito mundial. Impedido de sair, tendo em vista que todos os advogados que pediram demissão foram mortos por motivos desconhecidos, também corre o risco de ser preso por cooperar com a máfia.

Gomorra – Roberto Saviano

O escritor italiano Roberto Saviano tornou-se bastante conhecido ao receber elogios de famosos (inclusive ganhadores de prêmios Nobel) por ter tido coragem em denunciar a atuação da máfia italiana Camorra, descrevendo minuciosamente suas atividades no país. O livro alcançou grandes números de vendas no Brasil e no mundo, contudo Roberto acabou pagando um preço bastante caro ao publicar a sua obra, já que hoje ele vive com guarda-costas e em lugares não revelados por ter sido ameaçado de morte.

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Honra teu Pai – Gay Talese

Outro livro estilo reportagem que foca a história da família Bonanno, liderada por Joseph “Joe Bananas” Bonanno, uma das maiores dos Estados Unidos. Abordando as relações familiares de Joseph além do vínculo com o crime, Gay Talese disponibilizou ao público um pequeno dossiê de Bonanno.

Minha Vida Secreta na Máfia – Joseph D. Stone

Livro que inspirou o filme Donnie Brasco (com Al Pacino e Johnny Deep), o policial Joe Pistone se infiltra na máfia italiana presente nos Estados Unidos com a identidade de Donnie Brasco. Gradativamente Joe ganha a confiança da máfia e embora esteja arriscando a sua vida, denuncia diversos líderes para colocá-los posteriormente na prisão.

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Educação Siberiana – Nicolai Lilin

Pessoalmente fiquei curioso com a publicação de Educação Siberiana. Há uma carência muito grande quanto aos relatos da máfia russa e os que existem não são muito divulgados devido à grande influência que tal organização criminal ainda exerce nos países da antiga União Soviética. Nicolai narra um incrível relato sobre os urcas siberianos que se ascenderam na queda da União Soviética quando conseguiram adquirir quotas de empresas estatais e privadas. Lilin se aprofunda no enredo e conta como eram os ensinamentos que teve de aprender nas ruas siberianas habitadas por uma grande quantidade de criminosos na maioria deportados.

O lado oriental da máfia

Tóquio Proibida: Uma viagem perigosa pelo submundo japonês

O jornalista Jake Adelstein foge totalmente daquele paradigma clássico em descrever a máfia ítalo-americana. Em Tóquio Proibida (Tokyo Vice), Adelstein segue uma vida bastante similar com a de Saviano na vida real, sendo ameaçado diversas vezes pela máfia japonesa após a publicação de seu livro. A obra nos traz ricos detalhes dos negócios obscuros de uma organização criminosa que apesar de ter ramificações no mundo todo, não é bastante vista pelos holofotes da mídia.

Tóquio Proibida, como o próprio título já ilustra, não é apenas um mero dossiê da Yakuza, mas sim um relato de fatos incomuns aos quais até os próprios japoneses veem com certa incredulidade.

Existem diversas outras obras que oferecem um retrato genuíno e extremamente rico em detalhes, incluindo as próprias ficções. Livros que abordam a máfia acabam sendo um símbolo do lado sombrio de nossa sociedade, mostrando cicatrizes da civilização e servindo até como uma metáfora para nós mesmos que lembramos de frases de lendários chefes quando estamos prestes a adotar uma postura rígida e meticulosa diante de um fato.

Por fim gostaria de esclarecer que o presente texto não tem como meta fazer apologias à máfia e tampouco divulgar suas ações. O que foi abordado aqui é o gênero e não estritamente o objeto.

“Na sua idade diziam que nós podíamos ser policiais ou criminosos. Hoje eu lhe digo o seguinte: com uma arma apontada para você, que diferença faz?” (Frase do filme Os Infiltrados – The Departed)

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