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Robinson Crusoé e outros clássicos de aventura serão relançados no Brasil

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

A editora Nova Fronteira anunciou um box que relançará três clássicos da aventura no Brasil: Robinson Crusoé, de Daniel Defoe; Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson; e As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

Robinson Crusoé conta a história de um náufrago que passou 28 anos em uma ilha deserta. Lá, ele conhece Sexta-Feira, um nativo a qual acaba se afeiçoando. O livro se tornou tão importante e icônico que criou um gênero completo, denominado academicamente de Robinsonade. Exemplos de obras que se encaixam nesse formato são Náufrago, com Tom Hanks; Perdido em Marte; e Perdidos no Espaço (qual o sobrenome da família protagonista? Isso mesmo, Robinson).

As Viagens de Gulliver gira em torno do cirurgião Lemuel Gulliver, que roda o mundo em busca de países e culturas exóticas (e acaba encontrando, claro!). A trama de Ilha do Tesouro acompanha a busca por um antigo tesouro que está enterrado numa ilha (você não esperava por essa, né?) — o livro se tornou um clássico imediato. Uma curiosidade interessante é que foi nele que surgiu o conceito de um mapa do tesouro que possui um grande X vermelho na localização do baú. O romance também ajudou a popularizar a imagem do pirata com tapa-olho, perna de pau e um papagaio no ombro.

O box chega às lojas ainda em abril.

Estudante de escola pública descobre novos asteroides e vai à Nasa

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Mylena Peixoto, de 16 anos, é convidada para conhecer a Nasa - Divulgação

Mylena Peixoto, de 16 anos, é convidada para conhecer a Nasa – Divulgação

 

Mylena Peixoto, de 16 anos, é membro do Clube de Astronomia de Campos

Publicado em O Globo

RIO – De olho nas estrelas, a estudante Mylena Peixoto, da Escola Técnica Estadual (ETE) João Barcelos Martins, unidade da Faetec em Campos dos Goytacazes, descobriu recentemente cinco novos asteroides que orbitam entre os planetas Marte e Júpiter. A descoberta foi reconhecida pelo programa International Astronomical Search Collaboration (Iasc) e culminou no convite para uma visita técnica ao Johnson Space Center, à Nasa, e ao National Radio Astronomy Observatory (NRAO), ambos nos Estados Unidos. Mylena viaja nesta quarta-feira e volta em 30 de setembro.

— Foram horas de dedicação e observação dos objetos celestes em movimento em órbita até identificar os cincos asteroides. Para encontrá-los, analisamos, durante muito tempo, através de um programa de computação astrométrica, diversos pontinhos que se deslocavam em uma imagem preta, branca e cinza. Não foi um trabalho fácil, mas o retorno foi gratificante — comemora a estudante.

A paixão de Mylena pela ciência começou em 2015, após a estudante participar da Campanha Internacional de Busca Astronômica, proposta pelo programa Iasc, com sede nos EUA e coordenada, no Brasil, pelo Clube de Astronomia de Campos. Na ocasião, com apenas 15 anos, ela se tornou membro do clube na região. Campos é, ao lado de Heidelberg, na Alemanha, um dos melhores pontos para a observação de asteroides em todo o planeta.

A aluna do terceiro ano do ensino médio seguirá para os estados do Texas e da Virginia, onde conhecerá a sede da Nasa e realizará um curso de análise dos dados vindos das estrelas no NRAO. No programa da viagem, consta ainda um jantar na Casa Branca, em Washington. Para a estudante, a possibilidade de visitar a maior agência de pesquisa e exploração espacial do mundo será uma experiência única e a concretização de um sonho.

— Na visita à Nasa terei a chance de conhecer astronautas e participar de uma reunião de trabalho do projeto Missão X (de formação de astronautas), além de jantar com o fundador do projeto Caça aos Asteroides. Já, no NRAO, farei uma capacitação em análise dos sinais de rádio detectados por radiotelescópios. Será uma oportunidade incrível que vou agarrar com todas as minhas forças — afirma.

Os asteroides observados por Mylena Peixoto receberam provisoriamente os nomes de P10odrM, P10ovCY, P10oCwi, P10oCAs e P10ouCr. Daqui a cinco anos, a estudante terá que batizar oficialmente os corpos celestes. Ela adianta que fará uma homenagem aos familiares e ao coordenador do projeto, Patrick Miller.

Professora de Porto Velho pretende levar o magistério da Terra a Marte

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Sandra está entre os 705 candidatos para projeto de colonização de Marte.
Professora há 34 anos, profissional de RO começou a lecionar aos 14 anos.

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Ana Kézia Gomes, G1

À frente do quadro-negro há 34 anos, a professora Sandra Maria Feliciano da Silva lançou um desafio para a própria carreira no futuro: dar aulas em Marte. A profissional de Porto Velho está entre os 705 candidatos selecionados para o projeto de colonização do planeta vermelho, que ocorrerá em 2024. “A ciência tem uma linguagem toda dela, mas quando você quer passar as informações para uma determinada população, tem que fazer uma interface para passar o conteúdo de uma forma que as pessoas entendam. Com um discurso que seja mais direcionado, também posso lecionar lá”, explica Sandra, garantindo que pode levar o magistério da Terra a Marte.

A professora de 51 anos já lecionou da alfabetização ao ensino superior e também para deficientes auditivos e visuais. Passou pelas disciplinas de Química, Filosofia, Sociologia e Matemática. Atualmente, trabalha na Escola Estadual Major Guapindaia, na capital de Rondônia, e em uma faculdade privada, nas áreas de Administração e Direito. Sandra também é escritora, advogada, aquariofilista e uma das candidatas para viajar ao planeta Marte.

A professora começou a lecionar ainda cedo. Aos 14 anos, trabalhava na alfabetização de idosos no Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral). Após entrar na faculdade de Administração, aos 17 anos, Sandra não desistiu do magistério, pois, segundo ela, é um “caso de amor”. “Dou aula há 34 anos e, mesmo quando me aposentar pelo governo, continuarei a dar aula em faculdades”, garante.

De acordo com a profissional, a escola não deve ser vista como instrumento de educação pessoal. “A escola serve para ministrar conhecimento. O triste é que a maior parte dos indivíduos não vê na escola um lugar para formação cultural dos filhos e sim um depósito onde deixam os filhos e ficam despreocupados”, avalia Sandra, destacando que é importante que os alunos recebam um estímulo para buscar conhecimento também dentro de casa.

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História de vida

A professora comenta que a mãe estudou até a 4ª série do ensino fundamental, mas sempre fez questão de acompanhar os estudos dos filhos. “Minha mãe sempre me colocou pra estudar, todos os dias sentava ao meu lado e me ensinava. Se eu tirasse uma nota 8, ficava de castigo, as notas tinham que ser 9 ou 10.”

Pela experiência pessoal, Sandra Maria acredita que o professor pode transformar vidas. Segundo ela, todos os dias aparecem dificuldades nesse processo, como salas lotadas e uma carga horária elevada, mas, com a ajuda dos pais e do sistema de educação, o professor tem o poder de desenvolver um potencial único em cada aluno.

Na opinião da professora, o mundo é dinâmico e novas metodologias estão surgindo. Sandra relatou que, em suas aulas de Química, os estudantes são incentivados a usar a internet para auxílio das atividades. “Eu pedi aos alunos para pegarem os celulares, encontrarem a tabela periódica na internet e os ensinei a usar”, conta.

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