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Professor de matemática bonitão faz sucesso nas redes sociais

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Pietro Boselli, de 26 anos Reprodução

Pietro Boselli, de 26 anos Reprodução

Pietro Boselli, de 26 anos, foi ‘descoberto’ pelo mundo acadêmico na University College London

Publicado em O Globo

RIO – Imagine chegar numa sala de aula da University College London e se deparar com esse professor dando aulas de matemática no curso de engenharia mecânica? Qual seria sua reação? Talvez a mesma que dos alunos de Pietro Boselli, que, ao se depararem com o docente, pesquisaram o nome dele no Google e descobriram que ele também é modelo e tem várias fãs na internet.

Se Pietro já era um sucesso, depois disso brilhou mais ainda. Italiano, de 26 anos, agora ele ganhou o título de “professor de matemática mais gato do mundo”. A partir do post do aluno Arief Azli no Twitter (“Aquele momento em que você descobre que o seu professor de matemática é um top modelo”), as imagens de Pietro viralizaram.

“É por isso que eu nunca mato aula”, escreveu outra aluna.

“Injusto. Por que nunca tive um professor como ele? Assim teria passado”, postou outra.

PhD em engenharia mecânica, ele foi descoberto na moda por Giorgio Armani e também coleciona o título de campeão num concurso de modelo fitness na Europa em 2014. Segundo sua página no LinkedIn, ele deixou de lecionar na University College London em 2014.

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De cada 10 escolas do Rio, oito têm ensino ruim de matemática

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Já em português, só 34,9% tiveram desempenho esperado no 9º anol, segundo levantamento do Todos Pela Educação

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Raphael Kapa, em O Globo

RIO – Levantamento realizado pelo grupo Todos Pela Educação, com base nos dados da última edição da Prova Brasil, de 2013, mostra uma equação difícil de ser resolvida: nada mais que duas em cada dez escolas da rede pública da cidade do Rio apresentam um aprendizado suficiente em matemática no 9º ano. Já em português, somente 34,9% dos colégios cariocas obtiveram uma pontuação adequada. As informações mostram a dificuldade para se cumprir uma das metas do Plano Nacional de Educação, divulgado ano passado, que prevê a melhora da educação básica no país.

— Percebemos uma estagnação em cidades que estavam em processo de evolução. No Sudeste, isso fica claro. No Norte e no Nordeste, que apresentaram resultados inferiores nas últimas edições da Prova Brasil, a melhora no aprendizado está sendo maior — afirma Alejandra Velasco, coordenadora do Todos Pela Educação.

O grupo elaborou uma meta bienal para cada cidade brasileira, de forma que todos os municípios tenham 70% de suas escolas com ensino básico adequado até 2022. Para isso, é prevista uma pontuação mínima, que deve ser alcançada na avaliação do governo federal. A cada edição da Prova Brasil é estabelecido um novo percentual a ser atingido no próximo exame.

A cidade do Rio tinha a meta de colocar 37,8% dos alunos com boas notas em matemática e 41,8% em português em 2013. Decepcionou nas duas disciplinas. Na primeira, conseguiu apenas 18,3%, percentual abaixo do alcançado na edição de 2011 (18,6%). Na segunda, atingiu 34,9%. A secretária municipal de Educação, Helena Bonemy, acredita que o resultado reflete um ano atípico no ensino carioca:

— Tivemos um crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2009 e 2013 de 22%. O problema nesta edição pode estar relacionado ao ano letivo que tivemos em 2013. Enfrentamos 85 dias de greve de professores, entre agosto e outubro, e a Prova Brasil foi realizada em novembro.

NECESSIDADE DE NOVAS POLÍTICAS

A secretária também afirma que o resultado deverá melhorar na próxima edição, que será realizada este ano. As metas do Todos pela Educação para o município são 46% das escolas com notas boas em matemática e 49% em português.

— Fazemos um trabalho consistente, que demonstra uma evolução no nosso ensino. Temos certeza de que, na prova deste ano, o quadro se reverterá — afirma a secretária.

O Estado do Rio também não escapa da recuperação se depender do levantamento. Somente 5% das escolas atingiram a meta estabelecida em português. Já em matemática, a situação é pior: 97,8% das escolas não cresceram o suficiente na disciplina. Procurada para comentar o fraco desempenho, a Secretaria Estadual de Educação se limitou a ressaltar a importância do processo de avaliação para a melhoria do ensino fluminense.

Nacionalmente, o desempenho é igualmente preocupante. Apenas uma em cada dez cidades atingiram o objetivo estabelecido em matemática. Já no estudo de língua portuguesa, o número sobe — mas sem grandes vitórias — para três em cada dez municípios.

— Isto mostra que é necessário empreender novas políticas públicas, pois, se as cidades que cresceram nas provas anteriores estagnaram, as que estão em evolução agora podem sofrer o mesmo mal — afirma Alejandra.

MUITO DISCURSO, POUCA PRÁTICA

Para a pedagoga Ana Paula Santos, especialista em Educação Básica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), os dados mostram que o Brasil possui uma imensa dificuldade de colocar os discursos em prática:

— No ano passado, tivemos a divulgação do Plano Nacional de Educação. Este ano, foi colocado que o lema do mandato será “Brasil: Pátria educadora”. Mas poucos são os esforços vistos e praticados pelos governos das três esferas para mudar o quadro nacional.

O uso das notas das avaliações feitas pelo governo federal, como a Prova Brasil e o Enem, também é visto com cautela pela pedagoga:

— É evidente que é necessário avaliar de alguma forma. Porém, não se deve considerar que uma educação satisfatória está ligada só a uma boa nota. A Prova Brasil, por exemplo, retrata apenas duas disciplinas. Se os governos se focarem somente em aumentar estas notas, poderão perder a qualidade que já possuem em outras áreas.

Mais de 60% dos alunos do 4º ano não dominam leitura e matemática

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Marcelle Souza, no UOL

Os dados do Terce (Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo), divulgados nesta quinta-feira (4) pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), mostram que mais da metade dos alunos brasileiros do 4º ano do ensino fundamental não dominam habilidades de leitura e matemática.

De acordo com o estudo, 64,26% dos alunos brasileiros não alcançaram o desempenho bom ou ótimo na avaliação em leitura. Desses, 2,60% tiveram resultados muito ruins, 17,19%, ruins e 44,47% ficaram no nível regular. No nível de excelência, 31,21% foram bem na avaliação e só 4,53% atingiram as maiores notas da avaliação.

Em matemática, 61,4% obtiveram notas entre os níveis muito baixo e regular, enquanto 38,61% conseguiram atingir um desempenho bom ou ótimo.

Melhores notas

No 7º ano do ensino fundamental, os resultados foram melhores do que no 4º ano. Nessa etapa, a maioria dos alunos brasileiros teve um desempenho considerado bom ou ótimo. Nessa faixa estão 51,7% dos estudantes que fizeram a prova de matemática e 53,05% dos avaliados em leitura.

O Terce avaliou também os alunos em ciências. Nessa matéria, 14,20% dos estudantes brasileiros tiveram desempenho considerado bom e só 1,46% apresentaram resultados excelentes. Na outra ponta, 5,20% tiraram notas muito ruins, 34,45% tiveram desempenho ruim e 44,69%, regular.

“Esses dados são amostrais, mas são compatíveis aos resultados de outras avaliações que já fizemos, como a Prova Brasil”, disse o presidente do Inep, Francisco Soares. “Sabemos que uma parte dos alunos ainda não está no nível que gostaríamos, bom e ótimo, mas estamos no caminho para mudar isso, com o novo PNE (Plano Nacional da Educação)”, afirmou.

O Terce avaliou 134 mil estudantes de mais de 3.200 escolas da América Latina e Caribe. Participaram da avaliação 15 países da região (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai) e o Estado mexicano de Nuevo León.

“O problema é que se eu estudar matemática não terei namorada”

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Sabine Righetti, no Blog Folha

Imagine que seu país seja o último colocado em uma avaliação internacional importante de matemática. Agora pense que você precisa resolver esse problema. O que você faria?

Estamos falando do Peru, último na lista de 65 países avaliados em matemática pelo último exame internacional Pisa, de 2012. O país tem 368 pontos no quesito –bem abaixo da média (que é 494). Para se ter uma ideia, a China, que lidera a lista, tem 613 pontos. O Brasil está um pouco na frente do Peru, em 57 lugar, com 391 pontos.

O Peru piorou na avaliação: no Pisa de 2009, ainda ganhava do Azerbaidjão e do Quirguistão (a avaliação é feita a cada três anos). Em 2012, foi para o final da lista.

O que fazer?

O governo do Peru tem discutido essa questão com alguns especialistas em educação e com consultores há alguns anos. Entre eles está Alvaro Delgado, que é consultor de inovação do Grupo Apoyo e, atualmente, faz parte do meu grupo de pesquisa de inovação aqui nos Estados Unidos.

A primeira reação diante do trágico desempenho com os números foi: vamos mudar os currículos! Mas, pergunta: é o currículo que precisa ser alterado?

Delgado –que é extremamente criativo, artista e também trabalha como produtor– fez parte de um grupo que sugeriu uma investigação in loco com os aluninhos peruanos. Afinal, qual é o problema com a matemática? É difícil de entender? É chato? É mal explicado?

SEM NAMORADA

Para surpresa geral, a resposta mais comum dos estudantes foi algo do tipo: “se eu estudar matemática, não vou arrumar uma namorada.” Ou seja: a percepção de matemática dos estudantes peruanos –e, arrisco dizer, dos alunos latinos em geral,– é extremamente negativa. No lugar de ser associada com solução de problemas, criatividade, construção, engenharia e afins, a matemática é tida como um obstáculo à vida social promissora.

Trata-se de uma percepção muito diferente da encontrada em países asiáticos que, surpresa, lideram o ranking de matemática do Pisa. Na China, por exemplo, números são associados às engenharias e às atividades bancárias, que são bem remuneradas. Significam uma chance real de ascensão social em um país extremamente competitivo. As possibilidades de se arrumar uma namorada ou um namorado indo bem em matemática aumentam!

Mas como, então, mudar a percepção de matemática do Peru? Para Delgado, isso só será possível por meio de arte e de criatividade. É preciso mostrar aos estudantes peruanos a parte divertida e construtiva da matemática. É possível ser “cool” lidando bem com os números.

O Grupo Apoyo, liderado por Delgado, está diretamente envolvido com o programa peruano “Matemática para todos”, que tem o objetivo de ensinar matemática por meio de jogos, de comunicação, de vídeos, de maneira divertida. Vai dar certo? Ainda não dá para saber, pois uma intervenção assim, em educação, leva alguns anos para mostrar resultado.

Mas a iniciativa é muito importante. Um país só consegue se desenvolver se tiver alunos envolvidos com os números. É preciso muita matemática e muita ciência para desenvolver novas tecnologias, para construir infra-estrutura parruda, para desenvolver uma indústria competitiva internacionalmente, para criar soluções de peso em problemas em todas as áreas –ambiente, saúde, transporte, energia.

No Brasil, há iniciativas bacanas, como as Olimpíadas Brasileiras de Matemática, promovidas pelo Impa (os premiados, aliás, serão anunciados em dezembro –leia aqui). Mas o que o governo está fazendo nacionalmente para atrair os seus estudantes para matemática na sala de aula, para subir umas casas no Pisa e para conseguir ter uma base intelectual sólida para o desenvolvimento? Qual é o problema com a matemática no Brasil?

Eu, infelizmente, não tenho respostas.

Esse post foi escrito da Filadélfia, nos Estados Unidos, onde estou conduzindo uma pesquisa sobre educação, inovação e empreendedorismo com apoio de Eisenhower Fellowships.

Menino que nasceu sem os braços aprende matemática usando os pés

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Arijon Krasniqi mora em Kosovo e mostra habilidade em pintar com os pés.
Família teve casa bombardeada durante a guerra dos Balcãs.

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Publicado no G1

O menino Arijon Krasniqi, de 13 anos, nasceu um ano após o fim da guerra do Kosovo, na antiga Iugoslávia. Por causa de um problema genético, Arijon nasceu sem os braços e as mãos, e desde pequeno teve de aprender a fazer várias atividades com os pés. Uma delas foi escrever, desenhar e até fazer exercícios complexos de matemática com uma caneta encaixada entre os dedos do pé direito.

O problema de má formação dos membros superiores é apenas mais uma adversidade que Arijon e sua família tiveram de lidar. Sua família sobreviveu às atrocidades da guerra dos Balcãs. A casa onde eles moravam foi incendiada pelos sérvios e eles foram obrigados a fugir.

A família mora atualmente com outros refugiados em uma casa comum, na cidade de Malisheva, em Kosovo.

Arijon Krasniqi está na sétima série de uma escola primária e é considerado um excelente aluno. Além da matemática, ele demonstra muita habilidade para pintar e desenhar com os pés.

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